Paulo H
Cumulonimbus
Estamos ambos a falar do mesmo, discordamos na maneira de obter esse equlíbrio. A tua receita é mais austeridade, a minha é uma despesa calculada por forma a que seja obtido um crescimento que permita obter receita, que é exactamente aquilo que falta ás contas nacionais, receita, não austeridade.
Infelizmente concordo contigo neste capítulo, o presente governo não passa de um governo de gestão. Mais genica não lhes fazia mal... Porque é óbvio que desta maneira não será possível obter aquilo que verdadeiramente interessa para que as contas nacionais fiquem equilibradas, que é a receita, e não mais austeridade e os seus efeitos recessivos que removem ainda mais receita em vez de a trazer.
Então o que sugeres é que haja um 2o resgate. Digo isto porque o tratado está feito de acordo com o memorando, mais coisa menos coisa, mantendo o mesmo. Quando dizes que é preciso mais dinheiro para criar emprego, ou então mais tempo, só podes querer dizer um 2o resgate. Eles não nos dão mais dinheiro e ponto final. Eles deram-nos uma ligeira tolerância em relação ao défice, e isso acontece por um lado, devido aos resultados obtidos e por outro devido a condições iniciais que não entraram para o cálculo do memorando: custos finais do BPN, BPP, contas da Madeira, contratos blindados das PPP, e sei lá que mais.. Ps: Caixa geral de depósitos, ainda está por ser público o buraco de muitos milhões de euros :S
