O teu Algarve no contexto nacional não é um exemplo fácil para demonstrar a forma como um salário mínimo prejudica os mais pobres, pois o Algarve, tal como Lisboa e Madeira são os que geram as maiores distorções, são regiões canibalizadoras das regiões vizinhas, por via do turismo, etc.
Um salário de 500€ por exemplo, em certos casos corresponde a mais de 800 ou 1000 em Lisboa. Em Braga, Bragança ou Covilhã, meros exemplos, consegues por exemplo arrendar casas por 250€ que em Lisboa (ou certas zonas do Algarve) custam 800€ ou 1000€. Por 200€ nem um quarto alugas nessas regiões mais ricas.
Ao decretares um salário mínimo nacional para todas as diferentes realidades, estás a gerar uma enorme distorção regional/nacional. Que só favorece as regiões mais ricas, e prejudica as mais pobres. Só fomenta a migração de pobres para as regiões ricas. E as regiões mais pobres uns anos depois ficam dependentes da generosidade das contribuições das mais ricas.
Não quero estar aqui a defender regimes comunistas nem totalitários ou pouco democráticos, mas se o Luxemburgo levasse da Europa o embargo económico que Cuba levou dos Estados Unidos, [tendo em conta a sua dimensão e dependência externa] provavelmente desaparecia do Mapa.....
Independentemente se concordamos ou não com as teorias-politicas de determinado país, numa analise desse tipo teremos de verificar outros contextos culturais, geográficos, circundantes...
Hehehe, isso é a maior casmurrice e erro de sempre dos EUA, valha-me Deus, achas mesmo que o problemas dos cubanos é o bloqueio ?
Ainda bem que ninguém se meteu com a Venezuela, é deixar andar, deixar cair de podre, para mostrar ao mundo o que é o socialismo em vez de se meterem em guerras e disparates.
Ah Bom então já estou mais descansado, se receber menos 10% a inflacção também desce, correcto?
Na verdade a Alemanha e os EUA devem estar cheios de inveja de nós, dado que os aumentos de salários lá tem vindo a subir em todos os sectores ao longo dos ultimos 20 anos e foi acompanhando o crescimento da economia ....
Meu caro inflacção é o nome que se dá á queda do poder de compra do dinheiro. Em Portugal os preços geralmente sempre acima dos 4% geralmente por ano, o que se os salários se mantiverem sempre iguais as pessoas perdem poder de compra. Por isso os Governos foram ao longo do anos acompanhando os salários com a inflacção.
Contudo os salários também deverão ser anexados com o crescimento económico, porque senão teremos um grande desequilibrio na balança económica.
O que é a inflacção
Mesmo dentro da própria região existem discrepâncias, por exemplo, em Olhão consegues arrendar um apartamento T2 por 250/300 €, uma coisa impensável se fores para a zona turística Albufeira/Portimão.
Concordo com a tua opinião, com 485 € tens uma vida bem mais miserável no Algarve ou Lisboa do que no interior do país, por exemplo em Bragança. Tenho amigos meus que estudaram em Bragança dizem que a vida é bem mais barata que no Algarve não tem comparação.
Em Cuba existe o comunismo ferrenho, o comunismo ainda de origem diferente daquele que existe em Portugal que penso ser mais moderado, espero eu ...
Na verdade não é apenas a questão do embargo, uma vez falei com um comunista amigo meu (deixou de o ser depois da conversa ) em que ele é um defensor do marxismo leninismo, em que somos todos os iguais, defende que não deve haver privados (os chamados grandes grupos economicos), um regime totalitário (abaixo tudo o que seja do contra), e se produzir apenas aquilo que verdadeiramente importa ( mas afinal quem decide o que devo comprar ). Em resumo um regime totalitário democrático, mas apenas de aparências.
A partir daí, para mim comunismo somente na questão da defesa dos trabalhadores, porque o resto se os ideais são o mesmo, há que fugir deles. Mas acho que a maior parte dos comunistas portugueses não sabe a base do comunismo !
O Governo Cubano é que proibia as pessoas de adquirir determinados bens, por isso é que estão na lama. Ficaram no século passado e se têm alguma coisa é graças ao Turismo !
Se o Aurélio receber menos 10% não acontece nada à inflação! Contudo, se os salários todos caírem 10% não haverá inflação pois com menos poder de compra as pessoas gastarão menos e com isso os preços baixarão. Será deste modo que surge a deflação, que é ainda pior do que a inflação, já que abranda e muito a economia. Há menos transacções, menos actividade econômica.
Como é fácil de perceber, o ideal é que a inflação seja positiva, mas de forma controlada. E como é que se consegue? Com a gestão rigorosa do dinheiro disponível na economia. Se as pessoas tiverem mais dinheiro disponível (baixa de juros, aumentos salariais) aumenta a inflação; se tiverem menos dinheiro disponível, a inflação baixa!
Ou seja:
São os salários que geram a inflação! Não é a inflação que gera aumentos ou diminuições de salários!
Isto não é política!!! É economia básica.....
Síntese de resultados e conclusões
A análise da evolução recente do SMN em Portugal permitiu identificar os seguintes
efeitos:
forte aumento da incidência do emprego remunerado ao nível do SMN no total do
emprego, sendo limitado o alcance do efeito de spillover na imediata vizinhança
do valor do SMN anterior a cada aumento;
redução da desigualdade salarial na base da distribuição de salários, mas não no
topo - em 2009, a diferença, em Portugal, entre o salário mínimo e o mediano
(Índice de Kaitz) é uma das menores da Europa;
a análise baseada nos Mercados de Trabalho Locais indica que um acréscimo de
um ponto percentual do salário base real do MTL necessário para satisfazer os
requisitos associados ao valor do SMN após o aumento, resulta numa diminuição
do emprego entre 1.1% e 1.8% - tais estimativas significam que a variação efetiva
da massa salarial que ocorreu após 2006 originou uma diminuição do emprego
por conta de outrem que se situou entre os 0.56% e 0.85%;
os trabalhadores atingidos pelos aumentos do SMN viram significativamente
aumentada a sua probabilidade de transição para o desemprego ou a inatividade
(superior em 0.4 pontos percentuais à dos trabalhadores não abrangidos pelo
aumento);
o aumento do salário mínimo tem um efeito negativo sobre a probabilidade de
sobrevivência das empresas, mas a magnitude deste efeito é reduzida - os efeitos
negativos sobre o nível de emprego do aumento do SMN resultaram, sobretudo,
da dinâmica relativa de criação e destruição de emprego por empresas que se
mantêm em atividade, que foi desfavorável ao emprego.
Com base nos resultados obtidos, é possível prever que o aumento imediato do SMN
para €500, conforme acordado em 2006, originará uma diminuição do emprego que
variará entre -0.34% no cenário de baixo aumento dos preços da produção interna (1%) e
-0.01% no cenário de aumento dos preços alta (3%). Este efeito, porque é um efeito
médio, esconde diferenças significativas que deverão registar-se entre grupos de
trabalhadores, indústrias e regiões e que se devem, sobretudo, à incidência desigual do
SMN nos diferentes grupos.
Aurélio e Mago, façam lá um pequeno esforço para tentar compreender. Por exemplo, se algum iluminado decidisse fixar amanhã o salário mínimo em 2000€ ou 3000€ em Portugal, rebentaríamos completamente com a economia do país. Pequena parte dos que podiariam emigrar para a Alemanha fariam-no, os restantes ficariam na miséria. A nível nacional/regional, passa-se o mesmo.