O Estado do País

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Estado
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trabalho numa empresa que tem mais de 200 colaboradores diretos.
Em determinadas areas o trabalho é executado por subcontratação,a segurança é uma delas.

é lançado um concurso para adquirir esses serviços e o que oferece melhor preço é o eleito
até aqui tudo normal, mas agora vejam:
como a oferta foi baixa para ganhar o concurso não podem pagar ordenados NORMAIS aos seus elementos

de quem é a culpa?
da minha empresa não é porque se limitou a aceitar a melhor oferta,cumprindo as suas exigências.
a seguradora é que não devia ter vendido os seus serviços por um valor tão baixo só para ganhar o concurso e com isso obrigar os seu elementos a um esforço horario e com baixo salario


é assim o patrão tuga
 
continuando...
os objectivos da minha empresa foram atingidos em setembro (e não eram nada baixos)
é uma empresa saudavel e muito bem cotada na area
o reverso:
sempre que sai um colaborador metem outro a ganhar metade e com exigências triplas

é este comportamento empresarial que rejeito
São esse tipo de empresas que deviam melhor pagar mas fazem o contrario.
porches e mercedes na garagem é que é bom

precisamos de uma chave que abra as mentes deste patronato
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mas de que raio voç^está a falar homem .... não entendi nada do que está para aí escrito !

Ok, eu explico... Claro está se houver explicação para o facto de ter de se comer, ser uma necessidade básica para a sobrevivência... E depois vem você a dizer ''que ninguém precisa de comer'' :angry:, quando li isto a primeira imagem que me veio á cabeça foi a de um nazi a guardar um campo de concentração, alguém que despreza a vida.
 
«A Irlanda, durante o Celtic Tiger, subiu os salários em 5% ao ano, resultando em salários enormes. Que agora baixaram. Em Portugal essa subida nunca aconteceu, durante esses mesmos anos dourados.»

Durante os anos dourados só Estado subiu salários e nem isso foi suficiente para mudar a cultura privada de retribuir os bons resultados.
 
a conversa sobre o a economia boa do estado e a economia má dos bancos...

Se o problema na Irlanda era só de mau investimento bancário porque é que a banca não foi liquidada e encerrada? Se calhar a economia boa não era assim tão boa e obviamente os mesmos de sempre estão a contar as velhas mentiras de sempre.
 
Ok, eu explico... Claro está se houver explicação para o facto de ter de se comer, ser uma necessidade básica para a sobrevivência... E depois vem você a dizer ''que ninguém precisa de comer'' :angry:, quando li isto a primeira imagem que me veio á cabeça foi a de um nazi a guardar um campo de concentração, alguém que despreza a vida.

Caro Albifrorento, presumo que esteja equivocado, pois não leu as mensagens anteriores, daí que entrou num contexto errado. levando-o a uma interpretação à letra completamente no oposto do que o Aurélio queria dizer.....
 
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Voltando à Vaca Fria dos Negócios Ruinosos do Estado....

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Falemos então de negócios. Façamos contas simples, daquelas que se fazem atrás de um envelope, que ajudem a perceber melhor o que este governo está a fazer. Com a privatização de 70% dos CTT o Estado espera encaixar entre 430 e 579,6 milhões de euros. E perderá, em receitas anuais como único acionista, 42 milhões por ano (70% dos 60 milhões que se espera que sejam distribuídos em dividendos aos novos acionistas, em 2014, e que correspondem a 90% dos lucros). Ou seja, ao fim de 10 a 13 anos este negócio passará a corresponder a perdas líquidas para os cofres públicos. Uma receita que nenhum governo seguinte poderá recuperar. Apenas ficando quieto, com a empresa nas suas mãos, o Estado conseguiria, em pouco mais de uma década, a mesma receita que terá com esta venda. Só nos últimos 8 anos os CTT tiveram um lucro acumulado próximo de 440 milhões de euros.

Mas a coisa é ainda pior do que parece. Os dividendos da empresa vão para o Orçamento de Estado e o Estado que decide o que lhes fazer. Pelo contrário, 80% das receitas das privatizações só podem, por lei, ser usadas para abater na dívida. O único efeito orçamental é uma redução marginal dos custos com essa mesma dívida.

Isto permite ao governo dizer à Europa e aos "mercados" que reduziu a dívida pública. Mas como o Estado perderá este rendimento para sempre, terá de compensar essa perda ou com mais cortes definitivos nas suas despesas fundamentais ou com mais endividamento. Vender ativos para pagar dividas pode, em situação de desespero, ser aceitável. Apesar de ser sempre mau negócio, porque se vende em estado de necessidade. Pagar dívidas com a venda de ativos (que ainda por cima correspondem a serviços públicos) que nos dão rendimentos seguros, duráveis e elevados, sabendo que esses rendimentos não vão ser substituídos por outros e que a sua perda não chega a ser compensada pela redução nos custos da dívida, é pura e simplesmente idiota. Continua o velho hábito de tapar buracos agora e deixar a consequências financeiras do remendo para quem vier depois.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/ctt-uma-dec...o-do-que-a-privatizacao=f841808#ixzz2lBbG9EAm
 
Não entendo a comparação de Portugal ou de qualquer outro país latino, com país nórdico ou anglo-saxónico, na questão do salário mínimo.

Os primeiros têm de regular o salário mínimo sobretudo devido à procura ser constantemente superior à oferta. Nos segundos casos, mesmo em tempo de crise a procura não é excessiva, e caso isso acontecesse poderia ser o colapso dessa economia.

Na minha opinião, neste momento em Portugal não deveria existir um aumento do salário mínimo, visto que os rendimentos superiores vão ter uma diminuição por via dos impostos directos e a inflação ser de valores irrisórios.
Poderia ser um entrave a qualquer empregador num momento de incertezas.

Até digo mais, se tivesse existido há cerca de 1 mês atrás uma certeza positiva das decisões do Tribunal Constitucional, seria aceitável um pequeno aumento do salário mínimo até mesmo pelo patronal.





A República Checa é um país que tem um PIB idêntico ao nosso e o salário mínimo se não me engano é ligeiramente inferior a 400 euros.

Pelo que conheço da realidade das nossas PMEs neste momento reduzir o salário mínimo levaria certamente a uma redução do desemprego. Os cafés, restaurantes, mercearias, lojas e mesmo alguma indústria contratariam mais pessoas. Há muita gente que quer contratar mas...

O nosso problema não está propriamente no valor do salário mínimo, que me parece um pouco alto para a nossa realidade económica. O problema está no custo de vida, pois em muitos bens e serviços temos preços europeus.

1) As rendas nas cidades continuam muito elevadas. Na minha opinião a renda média em Lisboa e Porto deveria ter metade do valor que tem.

2) A electricidade, o gás e os combustíveis deveriam estar mais baratos.

3) A água em muitos concelhos está caríssima.

4) Os IMIs são um roubo brutal.

5) O IVA está muito elevado para a nossa realidade económica.

6) A saúde privada poderia e deveria ter preços mais baixos.

7) O sector das telecomunicação e TV paga comete abusos brutais e deveria haver legislação para proteger os consumidores. Também há falta de mais concorrência.

8) Os livros escolares são caríssimos. Aliás os livros em Portugal são todos caríssimos em comparação com Inglaterra.

9) A Banca cobra taxas que não existem noutros países.


Portanto, bastaria que os sectores que mencionei se adaptassem à nossa realidade para o rendimento dos portugueses aumentar consideravelmente.


EDIT:

Em Portugal 80% dos portugueses moram em casa própria. Conheço uma família que mora num bairro social e tem para pagar de IMI 220 euros. São quase 20 euros por mês para IMI. Numa família com dois salários mínimos a entrar é um impacto grande. É um exemplo...
 
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A República Checa é um país que tem um PIB idêntico ao nosso e o salário mínimo se não me engano é ligeiramente inferior a 400 euros.

Pelo que conheço da realidade das nossas PMEs neste momento reduzir o salário mínimo levaria certamente a uma redução do desemprego. Os cafés, restaurantes, mercearias, lojas e mesmo alguma indústria contratariam mais pessoas. Há muita gente que quer contratar mas...

O nosso problema não está propriamente no valor do salário mínimo, que me parece um pouco alto para a nossa realidade económica. O problema está no custo de vida, pois em muitos bens e serviços temos preços europeus.

1) As rendas nas cidades continuam muito elevadas. Na minha opinião a renda média em Lisboa e Porto deveria ter metade do valor que tem.

2) A electricidade, o gás e os combustíveis deveriam estar mais baratos.

3) A água em muitos concelhos está caríssima.

4) Os IMIs são um roubo brutal.

5) O IVA está muito elevado para a nossa realidade económica.

6) A saúde privada poderia e deveria ter preços mais baixos.

7) O sector das telecomunicação e TV paga comete abusos brutais e deveria haver legislação para proteger os consumidores. Também há falta de mais concorrência.

8) Os livros escolares são caríssimos. Aliás os livros em Portugal são todos caríssimos em comparação com Inglaterra.

9) A Banca cobra taxas que não existem noutros países.


Portanto, bastaria que os sectores que mencionei se adaptassem à nossa realidade para o rendimento dos portugueses aumentar consideravelmente.


EDIT:

Em Portugal 80% dos portugueses moram em casa própria. Conheço uma família que mora num bairro social e tem para pagar de IMI 220 euros. São quase 20 euros por mês para IMI. Numa família com dois salários mínimos a entrar é um impacto grande. É um exemplo...

Ah bom .... descobriste a polvora, não tenho nada contra termos um salário minimo de 500 euros, só que o nosso custo de vida não é para um salário minimo mas para um salário médio.
Quem ganha um salário minimo apenas sobrevive, o que é diferente de viver, metes um filho ao barulho e estás tramada, e claro já estou a presumir que a casa é própria, e não de renda ou comprada .. senão nem valia a pena escrever isto !

Se eu pegasse em 500 euros, e fosse viver para um país muito mais pobre, sei lá ... Etiópia se calhar até conseguia viver bem com esses 500 euros, mas em Portugal o custo de produtos alimentares (superiores a alguns países ricos) bem como de alguns serviços digamos são para países de salário minimo de 1000 euros e não de 500 euros.

Ah é verdade e as pessoas esquecem-se que já existem muita gente que trabalha apenas em Part-Time !

Se somos um país pobre e produz pouco, e ganhamos de acordo com aquilo que produzimos, então não façam isso apenas para os mais pobres (500 euros), façam-nos aos salários de 2500, 3000 ou 5000 euros que em muitos casos, essas mesmas funções exercidas em Portugal são melhor pagas do que lá fora.

E nem meto bancários e gestores ao barulho senão isto descambava !
 
Bem e se o salário minimo fosse de 200 euros? quanto seria o valor médio do desemprego? 100? , quanto seria o abono familiar? 5?

O que aconteceria à maior parte das empresas portuguesas quando o rendimento destes portugueses andar nos 200 euros? ia vender a quem? como? onde? quando este valor seria de certeza 100% UNICAMENTE para produtos alimentares, já nem falo em habitação pois teriam uma parte deles viver na rua... e o resto?

Será que a economia aguentava? as pessoas aguentavam? toda a economia que vive dos que têm rendimentos um pouco maiores viviam de quê? ... Não me parece....
 
Bem e se o salário minimo fosse de 200 euros? quanto seria o valor médio do desemprego? 100? , quanto seria o abono familiar? 5?

O que aconteceria à maior parte das empresas portuguesas quando o rendimento destes portugueses andar nos 200 euros? ia vender a quem? como? onde? quando este valor seria de certeza 100% UNICAMENTE para produtos alimentares, já nem falo em habitação pois teriam uma parte deles viver na rua... e o resto?

Será que a economia aguentava? as pessoas aguentavam? toda a economia que vive dos que têm rendimentos um pouco maiores viviam de quê? ... Não me parece....

Epá os capitalistas dizem que sim, mas esses interessa é vender ao maior valor possivel pagando o menos possivel, mas esqueçem-se que se as pessoas ganharem metade, compram metade .. e se quiserem produzir o mesmo têm que reduzir os preços para metade !

Não se esqueçam que o lote de pessoas a ganharem menos do que de 700 euros mensais é muito maior do que aquilo que pensa, e a população portuguesa os mais jovens tal como nos 60 emigra cada vez mais, porque são muito melhor remunerados inicialmente do que em Portugal.

A maior parte quando sai daqui fica com um Doutoramento em limpeza de sanitas, pois nos países ricos pagam cerca de 2000 euros mensais !
 
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Aurélio, na minha terra em 2000 arrendava-se uma casa velha o Inverno com o mínimo de condições por 150 euros e um T1 novo no Inverno pelo mesmo preço. Agora pedem por um T1 350 a 400 euros. É de loucos. A minha mãe tem uma empregada que vive num apartamento T1 arrendado e o mais barato que arranjou foi a 350 euros por mês. Sou de perto de Tavira...
 
Bem e se o salário minimo fosse de 200 euros? quanto seria o valor médio do desemprego? 100? , quanto seria o abono familiar? 5?

O que aconteceria à maior parte das empresas portuguesas quando o rendimento destes portugueses andar nos 200 euros? ia vender a quem? como? onde? quando este valor seria de certeza 100% UNICAMENTE para produtos alimentares, já nem falo em habitação pois teriam uma parte deles viver na rua... e o resto?

Será que a economia aguentava? as pessoas aguentavam? toda a economia que vive dos que têm rendimentos um pouco maiores viviam de quê? ... Não me parece....

Mago é importante impedir abusos por parte dos patrões e em Portugal há um longe historial de casos desses, ainda hoje em dia vêm a lume casos de escravatura no interior do país. Mas decretar valores para salários é algo que me faz confusão, o problema em Portugal não está no valor do salário mínimo, que na minha opinião é alto para a nossa realidade, está no custo de vida que deveria cair para metade em diversos bens e serviços.
 
Mago é importante impedir abusos por parte dos patrões e em Portugal há um longe historial de casos desses, ainda hoje em dia vêm a lume casos de escravatura no interior do país. Mas decretar valores para salários é algo que me faz confusão, o problema em Portugal não está no valor do salário mínimo, que na minha opinião é alto para a nossa realidade, está no custo de vida que deveria cair para metade em diversos bens e serviços.

Sem haver uma referência técnica e operacional sobre o Mínimo, será sempre difícil definir o que se considera "abuso". Em condições normais numa economia saudável, o índice salário mínimo nem seria praticado, seria sempre elevado para cima na prática, mas se por um lado a economia pode funcionar um pouco na concorrência comercial/empresarial no que toca ao mercado do trabalho, este atendendo ao facto do trabalhador não dominar os meios de produção, levaria sem dúvida a abusos, legais, caso não houvesse salários mínimos, mas ilegais ao nível da dignidade. Não deixando de salientar que os trabalhadores estão mais vulneráveis aos contextos económicos que não dominam como especulações financeiras, e outras...
 
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