O Estado do País

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http://es.wikipedia.org/wiki/Directiva_Bolkestein

Com estas normas europeias sobre serviços, torna-se perfeitamente legal e legítimo uma empresa portuguesa enviar trabalhadores portugueses para irem trabalhar por sua conta para a Suécia ou Finlândia, recebendo à mesma o salário português de 500 euros.
 
um trabalhador desempregado aceita qualquer trabalho porque o seu preço actual é zero.

Então, concordas que vale mais trabalhar por um salário baixo do que estar desempregado. Se houvesse uma lei que obrigasse a pagar um salário superior, e se a empresa que emprega estes trabalhadores não tiver possibilidade de pagar um salário superior, a opção era estes manterem-se ao seu preço actual - zero.
 
http://es.wikipedia.org/wiki/Directiva_Bolkestein

Com estas normas europeias sobre serviços, torna-se perfeitamente legal e legítimo uma empresa portuguesa enviar trabalhadores portugueses para irem trabalhar por sua conta para a Suécia ou Finlândia, recebendo à mesma o salário português de 500 euros.

Essa directiva é estúpida e deveria ser revogada. Mas o que as elites europeias querem, com os socialistas e comunistas à cabeça, é algo mais ignóbil, uma radicalização dessa directiva - um salário mínimo europeu (SmE).

Um SmE era uma bênção para os países mais ricos e poderosos da UE. Caso se optasse por um valor elevado, tal originaria a falência total do mercado de trabalho nos países do Mediterrâneo e da Europa Oriental, e reforçava a posição dominante dos países mais poderosos.
Caso se optasse por um SmE ao nível do SmN de Portugal, originaria uma descida brusca do SmN dos países ricos em que tal existe. Nos países ricos sem SmN a introdução de um SmE seria inócua, não há salários tão baixos nesses países para quem tem um horário de trabalho completo.
 
Com um salário mínimo tão atractivo, uma empresa Portuguesa já "estabelecida" num mercado como o da Bélgica (vale para outros mercados) vai abusar da contratação da mão de obra barata, quando comparada com a do país onde presta o serviço.
O que me parece é que há aqui confusão com a história do salário mínimo.
A ver o que está descrito na wikipédia sobre a diretiva Bolkestein ou diretiva dos serviços:
...El principio del país de origen se centra principalmente en aspectos legales relativos a diplomas, regulaciones, necesidad de autorizaciones particulares, etc. En cuanto al Derecho Laboral, regulado por la directiva 96/71/CE, quedan excluidos del principio del país de origen las normas relativas al salario mínimo; a la salud, higiene y seguridad; a los derechos de mujeres gestantes y a la maternidad; los derechos de niños y jóvenes; las consideraciones de paridad en el tratamiento a hombres y mujeres, y las vacaciones pagadas. Pero quedan sujetas a este principio otras normativas fundamentales como el Derecho de huelga, las condiciones de contratación y despido y las contribuciones de la Seguridad Social...
Parece que o salário mínimo não está incluído nesta diretiva. A ser assim há aqui crime...

Claro que questões destas servem como arma de arremesso contra os neoliberalismos da Comunidade Europeia. Mas a sede de crítica é tanta que às vezes deveríamos interrogar-nos porque estas coisas acontecem.:rolleyes:

Temos muita gente a emigrar. Porquê?:huh:
Porque tivemos um partido da ala política de esquerda a governar o país durante cerca de 15 anos. Com preocupações sociais, com subida do salário mínimo, do salário para todos, com benesses sociais para grande parte dos trabalhadores. Com isso empobreceu o país e colocou-nos com uma economia incipiente perante a Europa.
Sendo assim, sem trabalho, com uma economia de papel, os nossos Portugueses passaram a aceitar qualquer trabalho para satisfazer as suas necessidades básicas. Quando assim é, vemos estes casos de Portugueses a receber menos que o salário mínimo e explorados por empresários oportunistas. Esses não me representam, não representam os valores que defendo - e eu defendo valores bem liberais mas justos, sempre a olhar para o bem comum e não a individualismos. Esses são valores liberais ao contrário do que aqui vou vendo escrito...
 
um salario minimo europeu seria a falencia das nossas medias empresas

no entanto ,sem um salario minimo por país seriamos (como diz o Aris) explorados por empresários oportunistas.
 
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Não sei como estão as coisas agora, mas da minha experiência no mercado de trabalho, dou 2 exemplos distintos de há 10anos para cá:
- Numa empresa de construções metálicas, os trabalhadores portugueses eram destacados para montar o que construíram cá, no estrangeiro (ex: instalar um armazém na suíça). Cá ganham o salário normal, enquanto que quando iam em trabalho externo, ganhavam mais um subsídio que desconheço o montante, além do salário.
- numa empresa de cablagens automóveis, por vezes também eram destacados para o estrangeiro (reparações de cabos, ou arranques de novas montagens noutras fábricas), aí sei o que ganhavam lá fora: salário português + salário no local estrangeiro, acumulados.

No caso da 2a empresa, ambas de cbranco, era mais vantajoso para o trabalhador. Será que a remuneração de trabalhadores destacados, está regulada ou fica ao critério de cada empresa?

Fico sem saber..
 
Sendo assim, sem trabalho, com uma economia de papel, os nossos Portugueses passaram a aceitar qualquer trabalho para satisfazer as suas necessidades básicas. Quando assim é, vemos estes casos de Portugueses a receber menos que o salário mínimo e explorados por empresários oportunistas. Esses não me representam, não representam os valores que defendo - e eu defendo valores bem liberais mas justos, sempre a olhar para o bem comum e não a individualismos. Esses são valores liberais ao contrário do que aqui vou vendo escrito...

E o que é o bem comum? Se escolheres um grupo heterogéneo (ao nível da profissão, nível de vida, necessidades, idade, etc.) e escolheres uma amostra de 10 pessoas, há 10% de medidas que promovem o bem comum. Se for uma amostra de 100 apenas 1% das medidas promovem o bem comum. Se forem 10 milhões, nenhuma medida promove o bem comum - com excepção das duas mais básicas e que são universais, o respeito pela vida e pela propriedade privada, ou seja pela liberdade dos outros.
A expressão "bem comum" não é mais que algo bonito de se dizer, para ganhar eleições, mas na prática é uma vacuidade. O Agreste, por exemplo, acha que o melhor para o "bem comum" é não efectuar donativos ao Banco Alimentar. Está no seu pleno direito, mas acredito que haja muitas pessoas pertencentes à mesma "comunidade" que pensa precisamente o contrário. Neste caso como pode existir "bem comum" se há interesses divergentes?
No caso dos estaleiros de Viana o que é o "bem comum"? A manutenção dos empregos ou a poupança de alguns milhões dos nossos impostos?
No caso das SCUT o que é o "bem comum"?
No caso BPN o que é o "bem comum"?
No caso do SmN o que é o "bem comum"?

Existem "bens" mas nenhum é "comum" a toda a população. São comuns a uma família, uma empresa, uma corporação, um credo religioso, um partido político, mas nunca a toda a população.
Quanto muito há algumas decisões que beneficiam uma maioria da população. Mas, exceptuando aquelas decisões que se têm mesmo que tomar colectivamente pois envolvem a gestão do país, região, concelho, comunidade, faz algum sentido que a opinião de uma maioria prevaleça sobre os desejos individuais de cada um?
Como alguém disse, "democracia são dois lobos e uma ovelha a decidir o que é o jantar".
Não fará mais sentido deixar aos indivíduos a responsabilidade das suas escolhas? De escolher a quantidade de sal que o pão que come contém? De escolher a quantidade de dinheiro que quer doar aos mais necessitados? De escolher se quer deixar que o Estado administre os seus descontos para futuramente receber uma reforma? De escolher o ordenado que quer receber?

E o que tu defendes como "justo" não decorre de uma ponderação individual? Por muito condicionalismo externo que haja nas nossas escolhas, todas elas são individuais - e assim devem ser.

_________________________

Quanto à questão do SmN, se uma empresa paga salários demasiado baixos, até pode aguentar-se bem em tempos de contracção económica, mas em momentos económicos normais acaba sempre por desaparecer (em mercados livres e pouco regulados), pois os profissionais mais qualificados não quererão trabalhar lá. O caso mais gritante são os clubes de futebol: aqueles que pagam ordenados mais elevados são, regra geral, aqueles que obtêm melhores resultados.
 
Quando Portugal entrou para o Euro, as fronteiras abriram-se, houve o livre movimento de mercadorias, empresas e pessoas, e os preços normalizaram-se pela Europa.

Quem nao acredita, que viaje e veja por seus próprios olhos. Leite, cereais, e mesmo uma renda de uma casa, coisas elementares, custam o mesmo seja no Porto, em Viena de Áustria, na Holanda, ou na Islândia, países onde vivi. Por exemplo, em Viena pagava 300 euros de renda no centro da cidade. Quando pago no centro do Porto ou em Coimbra? E em Lisboa?

Portanto, quando muitos aqui dizem que os salários não devem ser normalizados pergunto-vos se não defendem isto: normalização dos preços por toda a Europa, mas não dos salários.

Ora que Europa justa, com preços iguais mas salários desiguais!

Sinceramente os europeus parecem defender mais Portugal do que os próprios portugueses. Pudera! 50 anos de regime Salazarista ensinaram os portugueses a serem humildes e a aceitar o que se lhe diz. O Português não pensa pela sua própria cabeça, pensa no mesmo que lhe ensinaram a pensar, seja dos partidos ou da religião.

Qualquer europeu com miolos na cabeça, percebe que uma Europa com preços iguais mas salários desiguais, nunca irá funcionar.

Espanta-me é ver os belgas ou alguns alemães a questionarem-se sobre isso. Mas não os portugueses!

Isto só vai lá com isto: sugiro que Portugal deixe de ser um país soberano, e passa a ser uma província da Europa. Aprenderíamos muito.

A constatar pela mentalidade dos europeus e pelo nível dos europeus, em contraste com a mentalidade retrógada e conservadora dos portugueses e seu nível de vida, creio que isso seria uma boa medida.

Salazar ensinou trabalha e ganha o suficiente para o teu pão. Muitos portugueses ainda têm esta cultura na sua cabeça., herdada dos seus pais

Se os alemães forem os patrões das empresas e instituitos públicos, creio que seriam melhores patrões do que muitos dos jovens e adultos portugueses que eu vejo aqui no fórum. Pelo menos é a minha experiência!

Façam um favor e emigrem, para alargarem um pouco a vossa mentalidade.
 
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Quem nao acredita, que viaje e veja por seus próprios olhos. Leite, cereais, e mesmo uma renda de uma casa, coisas elementares, custam o mesmo seja no Porto, em Viena de Áustria, na Holanda, ou na Islândia, países onde vivi. Por exemplo, em Viena pagava 300 euros de renda no centro da cidade. Quando pago no centro do Porto ou em Coimbra? E em Lisboa?

As rendas de casas em Portugal são extremamente elevadas. O mercado do arrendamento em Portugal funciona mal, como tu dizes é mais barato arrendar casa em Berlim do que em Lisboa. Mas é mais barato arrendar uma casa em Beja do que em Lisboa. Quando nem no mesmo país os preços são iguais, por que haveriam de o ser em vários países diferentes?

Portanto, quando muitos aqui dizem que os salários não devem ser normalizados pergunto-vos se não defendem isto: normalização dos preços por toda a Europa, mas não dos salários.

Ora que Europa justa, com preços iguais mas salários desiguais!

A normalização dos preços que tu referes não ocorreu em toda a Europa. Já estive na Roménia e comia em restaurantes de nível muito elevado por menos de 5€. O meu irmão está na Noruega e não come em restaurantes, pois mesmo no mais reles não come por menos de 20€.

Mesmo alguma aproximação de preços que ocorreu aquando da entrada do euro em circulação não foi imposta por nenhum governo, pelo que também não deve haver qualquer intervenção com vista a aproximar salários.

Sinceramente os europeus parecem defender mais Portugal do que os próprios portugueses. Pudera! 50 anos de regime Salazarista ensinaram os portugueses a serem humildes e a aceitar o que se lhe diz. O Português não pensa pela sua própria cabeça, pensa no mesmo que lhe ensinaram a pensar, seja dos partidos ou da religião.

O que 85 anos de socialismo, inicialmente salazarento posteriormente democrático, induziram na população foi a ideia de que toda a sua vida gira em torno "das saias do Estado" e que este deve cuidar de nós como se fôssemos crianças tolas sem qualquer autonomia e vontade própria. E esse pensamento está cada vez mais enraizado.

Não há nada de mais salazarento do que o actual pensamento dominante de inveja e ódio por todos aqueles que tiveram sucesso e que sobrevivem fora do sistema.

Se os alemães forem os patrões das empresas e instituitos públicos, creio que seriam melhores patrões do que muitos dos jovens e adultos portugueses que eu vejo aqui no fórum. Pelo menos é a minha experiência!

Não há nada que o proíba, podem haver gestores alemães em empresas portuguesas. Mas acho que os "bem pensantes da esquerda boazinha" haviam de armar um escândalos de proporções bíblicas se tal ocorresse.

PS: Parece que muita gente não entendo o que defendo. Não defendo salários baixos, defendo apenas que as empresas e os empregados devem ser livres de o escolherem sem intervenções externas.
 
Maduro manda prender comerciantes que remarquem os preços dos produtos na Venezuela


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, instou hoje as autoridades venezuelanas a prender os comerciantes que cobrem altos valores ou remarquem os preços dos produtos que se comercializam no país.
"Peço a todos os organismos públicos, a partir de amanhã, todas as inspecções que se façam e se demonstre amplamente que houve remarcação de preços, depois [das recentes] inspecções ou que continuaram cobrando de maneira fraudulenta, que actuem com toda a severidade da lei e, por serem delitos em flagrante, se proceda imediatamente à detenção dos responsáveis, sejam quem forem", declarou.

Nicolás Maduro falava durante uma reunião de trabalho com os seus ministros, transmitida em directo e de maneira obrigatória pelas rádios e televisões do país.

O presidente da Venezuela acusou a Federação de Câmaras de Comércio, o Conselho Nacional de Comércio e a Câmara Venezuelana Americana de Comércio e Indústria, de ter uma aliança com a coligação opositora Mesa de Unidade Democrática e factores internacionais para criar instabilidade económica no país e levar a cabo um "golpe suave" de Estado.

Por outro lado, assinou um decreto para regular os preços dos alugueres dos estabelecimentos comerciais na Venezuela, baixando os valores cobrados mensalmente para o máximo de 250 bolívares (28,50 euros) por metro quadrado. Na Venezuela estão proibidos também os arrendamentos em dólares ou noutra moeda estrangeira.

"Encontrámos sobrefacturação de 1000 e 2000% nos alugueres, nos centros comerciais, sem nenhuma explicação", disse, sublinhando que os gastos em condomínio (serviços) a cobrar aos inquilinos não poderá exceder o equivalente a 25% do aluguer.

"A partir da publicação do decreto, os cânones de alugueres dos imóveis onde se desenvolvem actividades comerciais (...), em qualquer tipo de estabelecimento, não poderá exceder o valor mensal de 250 bolívares por metro quadrado", anunciou.

Segundo fontes não oficiais, o decreto de redução dos alugueres abrange também os "estabelecimentos onde se desenvolvam actividades comerciais em edifícios de habitação ou escritório, edifícios com fins turísticos, armazéns ou escritórios, de uso educativo e médico-assistenciais".

Lusa/SOL

http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=93696


:mad:


Este perfeito imbecil não percebeu que ao duplicar o ordenado mínimo na altura das eleições estava a gerar uma superinflação que agora quer a toda a força controlar... prender os comerciantes que aumentem os preços!? O tipo não estudou História??

Se ele, de um dia para o outro, duplica a quantidade de dinheiro disponível na economia, automaticamente está a distorcer a relação procura/oferta. Exemplo: Um supermercado vende em média 20 garrafas de vinho/dia. Com o dobro do dinheiro na economia há mais pessoas com disponibilidade para comprar vinho e ele passará a aumentar as suas vendas de vinho/dia. Ora como a quantidade de uvas é aproximadamente a mesma de um mês para o outro, e até mesmo de um ano para o outro, os agricultores com o aumentam da procura e com a mesma oferta aumentam o preço das uvas! No final da cadeia o comerciante vai ter que aumentar MESMO os preços de venda do vinho! Aumentou o preço? Gerou inflação!!
Um padeiro vende 20 pães/dia. Aumentou a procura? O trigo é o mesmo?? Aumenta o preço! Aumentou o preço?? Gerou inflação!!
O supermercado vende 20 litros de leite/dia... o nº vacas é o mesmo?? .......... Já perceberam!!!
 
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Falei com um conhecido há dias que já não via há algum tempo, e disse-me que paga por um quarto num T6 em Lisboa a soma de 300 euros mais despesas, o preço inclui apenas empregada de 15 em 15 dias, internet e TV cabo na sala. Conheço outra pessoa que paga 175 euros num quarto duplo num T2, que fica a 700 euros a dividir por 4 pessoas. Parecem-me preços exagerados para a capital de um país onde o salário médio ronda os 700/800 euros. Lisboa, o litoral algarvio e zonas de Coimbra e do Porto têm rendas de cidades europeias ricas e deveriam ter rendas comparáveis às praticadas em cidades de alguns países da Europa de Leste.

Mas aqui no Porto as rendas já estão a cair, num prédio onde vivi arrendavam os T2 a 500 euros e este ano já arrendaram um T2 a 350, e em São Mamede de Infesta já se arranja um bom T1 a 300 euros por mês ou menos. Na minha rua os T1 ficavam por 500 ou 600 euros e agora já há quem arrende a 400 euros. E acredito que ainda vão cair mais, a minha rua tem vários apartamentos por arrendar, é o primeiro ano que isto sucede.

Para além disso até 2015 os IMIs vão subir e ainda veremos pessoas com casas abandonadas aflitas para arrendar para pagarem o IMI. Mas desses não tenho pena, há quarteirões no Porto e ruas cheias de casas ao abandono porque os herdeiros levam por vezes mais de 10 ou 20 anos para se entenderem. E ainda há aqueles proprietários que esperam eternamente por um construtor que dê uma fortuna para depois demolir e fazer um mamarracho.

Acredito portanto que nos próximos anos as rendas vão cair muito e ajustar à nossa realidade económica.
 
Quando Portugal entrou para o Euro, as fronteiras abriram-se, houve o livre movimento de mercadorias, empresas e pessoas, e os preços normalizaram-se pela Europa.

Quem nao acredita, que viaje e veja por seus próprios olhos. Leite, cereais, e mesmo uma renda de uma casa, coisas elementares, custam o mesmo seja no Porto, em Viena de Áustria, na Holanda, ou na Islândia, países onde vivi. Por exemplo, em Viena pagava 300 euros de renda no centro da cidade. Quando pago no centro do Porto ou em Coimbra? E em Lisboa?

Portanto, quando muitos aqui dizem que os salários não devem ser normalizados pergunto-vos se não defendem isto: normalização dos preços por toda a Europa, mas não dos salários.

Ora que Europa justa, com preços iguais mas salários desiguais!

Sinceramente os europeus parecem defender mais Portugal do que os próprios portugueses. Pudera! 50 anos de regime Salazarista ensinaram os portugueses a serem humildes e a aceitar o que se lhe diz. O Português não pensa pela sua própria cabeça, pensa no mesmo que lhe ensinaram a pensar, seja dos partidos ou da religião.

Qualquer europeu com miolos na cabeça, percebe que uma Europa com preços iguais mas salários desiguais, nunca irá funcionar.

Espanta-me é ver os belgas ou alguns alemães a questionarem-se sobre isso. Mas não os portugueses!

Isto só vai lá com isto: sugiro que Portugal deixe de ser um país soberano, e passa a ser uma província da Europa. Aprenderíamos muito.

A constatar pela mentalidade dos europeus e pelo nível dos europeus, em contraste com a mentalidade retrógada e conservadora dos portugueses e seu nível de vida, creio que isso seria uma boa medida.

Salazar ensinou trabalha e ganha o suficiente para o teu pão. Muitos portugueses ainda têm esta cultura na sua cabeça., herdada dos seus pais

Se os alemães forem os patrões das empresas e instituitos públicos, creio que seriam melhores patrões do que muitos dos jovens e adultos portugueses que eu vejo aqui no fórum. Pelo menos é a minha experiência!

Façam um favor e emigrem, para alargarem um pouco a vossa mentalidade.


Dou graças aos deuses por estarmos na UE e por haver livre circulação.

A tendência histórica das empresas portuguesas é a de estarem viradas para o mercado interno, protegidas da concorrência, a vender produtos muito caros, sem qualidade, sem inovação.

Como consumidor tenho muito a agradecer à UE.

E por isso olho sempre com desconfiança para os que defendem o regresso ao escudo ou a saída da UE.
 
Qualquer estudante, que tenha feito uma única cadeira de economia, até no secundário, percebe que não se pode baixar ou subir assim de repente, de uma vez, sequer 20% dos salários, quanto mais o dobro. Não é preciso ser capitalista, socialista ou comunista para perceber que uma flutuação dessas, gerava uma especulação incontrolável nos preços, na moeda, até mesmo nas afluências às superfícies comerciais.

Este "maduro" já devia ter mais maturidade para saber fazer bem as coisas, agora anda com remendos mal colados, mas já não compõe nada. Bem pior que o Chavismo, esperam-se tempos conturbados para os lados da Venezuela....
 
A
O que 85 anos de socialismo, inicialmente salazarento posteriormente democrático, induziram na população foi a ideia de que toda a sua vida gira em torno "das saias do Estado" e que este deve cuidar de nós como se fôssemos crianças tolas sem qualquer autonomia e vontade própria. E esse pensamento está cada vez mais enraizado.

Não há nada de mais salazarento do que o actual pensamento dominante de inveja e ódio por todos aqueles que tiveram sucesso e que sobrevivem fora do sistema.
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Compreendo a tua perseguição à esquerda, respeito as tuas ideias contrárias, mas arranja de vez enquando outro bode expiatório, ou então pelos vistos estamos num mundo totalmente socialista, pois no essencial quase todos se copiam, principalmente no mundo ocidental.

Que eu saiba, o nosso universo político, económico, social, apoia-se no capitalismo, com respeito aos direitos privados e individuais, em igual a todos os países Europeus e Norte-Americanos, para o bem ou para o mal, isso já depende da subjetividade individual.

Já quase chamaste o Salazar de Socialista, daqui a pouco vens dizer que D. Afonso Henriques, D. Dinis, e outros eram também socialistas ou de esquerda. Ou seja é tudo socialista, talvez a própria meteorologia seja socialista, principalmente quando dá em catástrofes naturais...

Acho que este Papa também é de esquerda/socialista...
 
Que eu saiba, o nosso universo político, económico, social, apoia-se no capitalismo, com respeito aos direitos privados e individuais, em igual a todos os países Europeus e Norte-Americanos, para o bem ou para o mal, isso já depende da subjetividade individual.

Respeito pelo direito privado? Qual a percentagem do teu ordenado que te é confiscado? Nalguns países europeus, como a França já há pessoas taxadas a 50%, isto é respeito pela propriedade privada?

Já quase chamaste o Salazar de Socialista,

O regime salazarento era tendencialmente socialista. Havia vários bens com preço fixado pelo Estado (pão, bacalhau, azeite, vinho) e a iniciativa privada resumia-se a 3 ou 4 grupos económicos amigos do regime.
 
Estado
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