O Estado do País

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Jeff Bezos, patrão da Amazon escreveu aos accionistas contando o que pretende fazer na empresa. Este ano foi assim:

No curto prazo - limpar todos os descontentes, grevistas, pessoal com menos rendimento ou capacidade, etc, incentivando-os financeiramente a abandonar a empresa.

No longo prazo - robotizar todos os sectores para eliminar qualquer presença humana no "processo de produção".

Jeff Bezos aspira a um futuro sem assalariados.

Mas o que é a Amazon hoje em dia?

Os empregados são uma ferida aberta que a Amazon quer curar o mais rapidamente possível. O grupo adquiriu recentemente uma empresa de robótica - Kiva Systems - num sinal evidente de tentar a todo o custo eliminar os trabalhadores dos centros de distribuição. Nos próprios empregados são testados todos os métodos que futuramente servirão as máquinas. Toda a gestão de stocks está já chipada e cartografada. Os trabalhadores são já hoje máquinas controladas por GPS para o percurso mais curto entre a encomenda e o labirinto de coisas armazenadas nas estantes. O tempo é cronometrado e se os funcionários mentirem são despedidos.

http://www.humanite.fr/le-patron-damazon-pour-un-avenir-sans-salarie
 
E as agencias de rating, o que esperam pra subir as classificações? Se é assim tão bom e verdadeiro... Devíamos voltar já para a classificação de 2005.

:thumbsup:

A agência de notação financeira Fitch anunciou esta sexta-feira que atualizou a perspectiva de Portugal de negativa para positiva, embora mantenha o 'rating'

Fonte: RTP
 
O Governo português aceitou vender, em segredo, o terreno mais a Norte de Portugal a um proprietário espanhol. A população de Melgaço está revoltada, de acordo com o Jornal de Notícias, e exige que o negócio seja anulado.

“É lamentável, a todos os níveis, que tenham sido vendidos os primeiros palmos de terra de uma nação”. É desta forma que a população de Melgaço, nas palavras do deputado municipal do PSD Jorge Ribeiro, reage à venda, por parte do Governo, dos 60 metros quadrados de terreno mais a Norte de Portugal.

No terreno vendido, está a mais importante casa da Guarda Fiscal, que em tempos funcionou como uma prisão provisória para os contrabandistas, na fronteira que liga Melgaço a S. Gregório.

O negócio foi feito por ajuste direto e em segredo, com um proprietário espanhol, que pagou 2.800 euros ao Estado português.

“A nossa ideia é restaurar a casa, içar a bandeira portuguesa e colocar no local informações sobre a história da fronteira”, contou ao Jornal de Notícias o antigo guarda-fiscal Avelino Fernandes.

Para evitar situações futuras, o presidente da Câmara de Melgaço sugere que se qualifiquem os restantes edifícios das fronteiras como sendo de interesse municipal.

http://www.noticiasaominuto.com/pais/203090/primeiro-palmo-de-terra-portuguesa-vendido-a-um-espanhol

A pouco a pouco vão-nos vendendo a estrangeiros.
 

Que notícia mais patética. Se formos assim, então o Algarve está cheio de palmos de terra vendidos a alemães, ingleses e outros povos dessa Europa fora que compram terrenos, investem o seu dinheiro cá. Agora estão chocados porque um espanhol comprou ao Estado um terreno, qual é o mal. Se eu tenho um terreno quiser vender aos espanhóis, aos chineses, aos marcianos vendo e nada tem haver com isso e o Estado também o faz.

Em Olhão, o seu centro histórico está a ser comprado por franceses e eles ao menos renovam o centro histórico em que metade da baixa de Olhão está completamente ao abandono e toda degradada. Ao menos, esses franceses que compram casas na baixa de Olhão reconstroem com os traços típicos da baixa de Olhão.
 
Que notícia mais patética. Se formos assim, então o Algarve está cheio de palmos de terra vendidos a alemães, ingleses e outros povos dessa Europa fora que compram terrenos, investem o seu dinheiro cá. Agora estão chocados porque um espanhol comprou ao Estado um terreno, qual é o mal. Se eu tenho um terreno quiser vender aos espanhóis, aos chineses, aos marcianos vendo e nada tem haver com isso e o Estado também o faz.

Em Olhão, o seu centro histórico está a ser comprado por franceses e eles ao menos renovam o centro histórico em que metade da baixa de Olhão está completamente ao abandono e toda degradada. Ao menos, esses franceses que compram casas na baixa de Olhão reconstroem com os traços típicos da baixa de Olhão.

Qual é o mal? O processo não teve transparência. Por ajuste directo e em segredo. Está tudo dito.
 
O que me preocupa não é vendermos um pedaço de terra aos espanhóis na zona raiana, alias na região Norte de Portugal a região Barrosã até á bem pouco tempo do ponto de vista antropológico tinha uma gestão mutua e uma leia comunitária juntamente com as regiões vizinhas da Galiza, isso a mim não me incomoda minimamente, o que é muito preocupante e é um sinal de um pais pequenino, desesperado e patético, são os Vistos Gold, isso sim é um convite para que entrem em Portugal todo o tipo de gente desde que tenha dinheiro sem que haja qualquer tipo de fiscalização ou triagem.
 
Qual é o mal? O processo não teve transparência. Por ajuste directo e em segredo. Está tudo dito.

Não há nada mais transparente que um ajuste directo, desde que publicitado. O responsável pela atribuição tem que o justificar perante os seus superiores (ou eleitores).
Nada transparentes são a esmagadora maioria dos concursos públicos em Portugal, que não passam de ajustes directos encapotados, e sem o escrutínio da opinião pública.
 
não se preocupem,quando começar a pagar o IMI devolve tudo
 
250 famílias com 25 milhões no banco recebiam RSI

Só em 2013 mais de 60 mil pessoas perderam o RSI, mas o Governo só tem o rasto de duas mil. Quanto às outras 58 mil - que não renovaram o contrato de inserção - o Executivo limita-se a sugerir que "não quiseram cumprir as novas regras".

Tem sido uma cruzada desde que o atual Governo tomou posse: apanhar os alegados "parasitas" sociais que recebiam Rendimento Social de Inserção (RSI) e não precisavam. Só nos últimos dois anos 87 452 pessoas deixaram de receber esta prestação social. Entre elas estarão 250 famílias que, no total, tinham pelo menos 25 milhões de euros no banco.

Até 2011 as regras de atribuição do RSI eram omissas quanto à existência de uma conta bancária, fosse ela pequena ou choruda. O gabinete de Pedro Mota Soares mudou, então a legislação, de forma a limitar o acesso a este subsídio - destinado a pessoas que se "encontrem em situação de grave carência económica"- a agregados familiares com conta bancária superior a 100 mil euros. Com esta mudança, houve 250 famílias que ficaram impedidas de pedir RSI.

O cerco voltou a apertar em 2012, com o montante máximo do dinheiro no banco a ficar nos 25 mil euros. E nessa altura quantas terão perdido o subsídio? Isso o governo já não sabe dizer. Talvez, porque, paralelamente entraram outras medidas em vigor como a renovação anual e a obrigatoriedade de inscrição no centro de emprego.

Fonte: DN

Este rendimento é a droga social, acabem é com o RSI de vez. Já se viu que este RSI nunca serviu a quem realmente precisa, o mesmo passa-se em várias instituições sociais onde também vão buscar os alimentos e têem BMW, Audis e etc.
 
Este rendimento é a droga social, acabem é com o RSI de vez. Já se viu que este RSI nunca serviu a quem realmente precisa, o mesmo passa-se em várias instituições sociais onde também vão buscar os alimentos e têem BMW, Audis e etc.

Se o mal do pais fosse o RSI, o RSI serve de controlo e tampão social, uma das medidas que sugeria aos portugueses para saírem da crise era seguinte:

Aqueles portugueses, que há uns anos, criticavam o fundo de desemprego, diziam que era um sustento de parasitas e que andavam a descontar para sustentar o fundo de desemprego de outros, sugeria a esses portugueses que por ventura estejam actualmente desempregados que doassem o seu fundo de desemprego ao Estado, acho que seria um excelente contributo social e se tiverem filhos,netos, sobrinhos a usufruir do fundo de desemprego que fizessem o mesmo, afinal não serão chulecos como os outros certo o que interessa é trabalhar nem que se pegue numa enxada ou se limpe as ruas.
 
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Se o mal do pais fosse o RSI, o RSI serve de controlo e tampão social, uma das medidas que sugeria aos portugueses para saírem da crise era seguinte:

Aqueles portugueses, que há uns anos, criticavam o fundo de desemprego, diziam que era um sustento de parasitas e que andavam a descontar para sustentar o fundo de desemprego de outros, sugeria a esses portugueses que por ventura estejam actualmente desempregados que doassem o seu fundo de desemprego ao Estado, acho que seria um excelente contributo social e se tiverem filhos,netos, sobrinhos a usufruir do fundo de desemprego que fizessem o mesmo, afinal não serão chulecos como os outros certo o que interessa é trabalhar nem que se pegue numa enxada ou se limpe as ruas.

:palmas::palmas::palmas::palmas::palmas::palmas::palmas::palmas::palmas:

Agora é que disseste a pura das verdades. É aquilo que se chama falar de barriga cheia. Quando se tem emprego ou trabalho, todos aqueles que não trabalham são os malandros, e os que recebem subsidio de desemprego são os parasitas que apenas querem viver á custa do Estado. O mesmo acontece com o RSI, quem recebe o RSI são vistos como parasitas da sociedade. Pobreza, o que é isso? Isso não existe são apenas gajos que não querem trabalhar, e os ciganos, bom esses compram Ferraris com 150 euros ...
Mas quando a barriga esvazia, são como cães atrás do osso, já não existem malandros nem parasitas, e passam a ser os coitadinhos que ficaram sem o emprego que lhes rendia 1500 euros por mês, e agora não sabem como comer ... e precisam do subsidio de desemprego !

Gente porreira mesmo, é as Fatimas Lopes, Gouchas, Julias Pinheiros e afins que recebem 50000 euros por mês ....
Daqui a uns anos quero ver como se vão sustentar essas reformas....
 
Depois de ver tanta miséria no Hospital, sou um forte defensor do RSI, e digo-o sem qualquer ironia. Sei que há abusos e devem ser eliminados, mas isso não deve justificar cortes cegos e o valor do RSI até deveria ser bem mais alto. O que acho detestável é isto:

O alarmismo sobre a pobreza e a fome em Portugal serve sobretudo os interesses da corja devorista que não sabe fazer nada sem o dinheiro dos contribuintes. As mais de 5000 IPSS deste país cresceram como cogumelos nos anos da crise e, no entanto, o risco de pobreza no nosso país anda pela média europeia —ligeiramente abaixo dessa média antes das transferência sociais, e ligeiramente acima depois das transferências. Mas o mais surpreendente é que não há praticamente variação destas estatísticas entre 2001 e 2010, por muito que os populistas do PS, do PCP e do Bloco gritem. Ou muito me engano, ou os números não só não pioraram, como melhoraram em 2012 e 2013 — nomeadamente pelo efeito induzido da emigração. A quem serve, pois, o alarido sobre a fome? A resposta é simples: a quem mais beneficia do dinheiro público distribuído para mitigar as carências sociais do país, e que não são certamente os beneficiários do Rendimento Social de Inserção; e ainda aos partidos políticos que compram votos vendendo ilusões sobre improváveis lotarias futuras.


Eurostat, 2011

Em 2012 escrevemos:
...as transferências correntes, subsídios e transferências de capital para as instituições sem fins lucrativos (IPSS) que o Orçamento de Estado para 2013 prevê é da ordem dos dois mil milhões de euros. Se somarmos a este valor as verbas previstas para o RSI (303.900.000€) teremos um resultado de despesa orçamental de natureza social na ordem dos 2.303.900.000€ — ou seja, mais do que a totalidade das transferências do orçamento de 2013 para o poder local!

Se o valor apurado for distribuído pelas 280 mil pessoas que supostamente passam fome, o seu rendimento mensal instantâneo seria de 685,68€. Alguém me explica como pode esta gente passar fome?!

Se há zonas de penumbra na sociedade portuguesa são as fundações mendicantes, as fundações que ajudam os seus beneméritos a fugir ao fisco, e a Caridade!

46% das receitas das IPSS provêm de transferências do estado: ou seja, este terceiro sector já vale no nosso país mais de 4.000 milhões de euros, e praticamente não paga impostos, nomeadamente em sede de IMI, IMT, IRS e IVA.

— in Qual fome?

Menos de €1,50 é o preço por refeição praticado por muitas empresas que fornecem escolas e IPSS.

No entanto, sabe-se que algumas destas empresas são 'convidadas' a comprar parte da matéria prima das refeições às próprias IPSS que fornecem, matéria prima essa que foi entregue gratuitamente às mesmas IPSS por grandes superfícies comerciais e pelos ditos bancos alimentares contra a fome. Este é um caso óbvio de corrupção descarada. Resta conhecer a extensão do fenómeno.

As operações dos bancos alimentares junto das grandes superfícies traduzem-se em receitas extraordinárias para estas últimas, as quais já fornecem gratuitamente alimentos (cujos prazos de validade se aproximam do termo) às IPSS, ao abrigo de isenções fiscais associadas.

Façamos, por fim, uma conta simples, para contestar de uma vez por todas o alarido sobre a fome em Portugal: admitamos que existem neste momento 330 mil beneficiários do RSI (em 2012, segundo números oficiais, eram 329.274), e que cada um toma três refeições por dia, fornecidas pelas mesmas empresas comerciais que hoje praticam preços na ordem dos €1,50 por refeição.

O custo para o contribuinte que subsidia o RSI com impostos saídos do seu bolso seria então este:

330.000 beneficiários do RSI x €1,50 x 3 refeições x 365 dias = €542.025.000,00

Se acrescermos a esta transferência, que deveria ser adjudicada exclusivamente a fornecedores profissionais certificados, o valor do RSI previsto no OE2013 (303.900.000€), teríamos uma despesa pública total com as 330 mil pessoas mais desfavorecidas do país na ordem dos €845.925.000, ou seja, menos de mil milhões de euros.

No entanto, os subsídios e outras transferências do estado previstos para as organizações sem fins lucrativos em 2013 custarão aos contribuintes €2.008.768.424,00. Dirão que não computei as verbas que vão para os lares de idosos e acamados. É verdade, mas lá iremos assim que a informação escondida vier ao de cima.

Só nas faturas da eletricidade pagámos em 2013, para além do custo da energia, em rendas excessivas à EDP, RTP, autarquias e regiões autónomas, três vezes mais —2.500 milhões de euros (1)— do que a verba necessária para acabar com a demagogia sobre a fome e o risco de pobreza em Portugal.


NOTAS
Como escreveu recentemente no Expresso Luís Mira Amaral:
“Segundo a ERSE, em 2013, Portugal consumiu a mesma eletricidade que em 2006, enquanto que nesse ano os famosos Custos de Interesse Económico Geral (CIEG) eram apenas de 500 milhões de euros e em 2013 foram de 2500 milhões de euros! Eis o monstro elétrico em todo o seu esplendor! Contra factos não há argumentos!”


http://o-antonio-maria.blogspot.pt/
 
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Depois de ver tanta miséria no Hospital, sou um forte defensor do RSI, e digo-o sem qualquer ironia. Sei que há abusos e devem ser eliminados, mas isso não deve justificar cortes cegos e o valor do RSI até deveria ser bem mais alto. O que acho detestável é isto:

O alarmismo sobre a pobreza e a fome em Portugal serve sobretudo os interesses da corja devorista que não sabe fazer nada sem o dinheiro dos contribuintes. As mais de 5000 IPSS deste país cresceram como cogumelos nos anos da crise e, no entanto, o risco de pobreza no nosso país anda pela média europeia —ligeiramente abaixo dessa média antes das transferência sociais, e ligeiramente acima depois das transferências. Mas o mais surpreendente é que não há praticamente variação destas estatísticas entre 2001 e 2010, por muito que os populistas do PS, do PCP e do Bloco gritem. Ou muito me engano, ou os números não só não pioraram, como melhoraram em 2012 e 2013 — nomeadamente pelo efeito induzido da emigração. A quem serve, pois, o alarido sobre a fome? A resposta é simples: a quem mais beneficia do dinheiro público distribuído para mitigar as carências sociais do país, e que não são certamente os beneficiários do Rendimento Social de Inserção; e ainda aos partidos políticos que compram votos vendendo ilusões sobre improváveis lotarias futuras.


Eurostat, 2011

Em 2012 escrevemos:
...as transferências correntes, subsídios e transferências de capital para as instituições sem fins lucrativos (IPSS) que o Orçamento de Estado para 2013 prevê é da ordem dos dois mil milhões de euros. Se somarmos a este valor as verbas previstas para o RSI (303.900.000€) teremos um resultado de despesa orçamental de natureza social na ordem dos 2.303.900.000€ — ou seja, mais do que a totalidade das transferências do orçamento de 2013 para o poder local!

Se o valor apurado for distribuído pelas 280 mil pessoas que supostamente passam fome, o seu rendimento mensal instantâneo seria de 685,68€. Alguém me explica como pode esta gente passar fome?!

Se há zonas de penumbra na sociedade portuguesa são as fundações mendicantes, as fundações que ajudam os seus beneméritos a fugir ao fisco, e a Caridade!

46% das receitas das IPSS provêm de transferências do estado: ou seja, este terceiro sector já vale no nosso país mais de 4.000 milhões de euros, e praticamente não paga impostos, nomeadamente em sede de IMI, IMT, IRS e IVA.

— in Qual fome?

Menos de €1,50 é o preço por refeição praticado por muitas empresas que fornecem escolas e IPSS.

No entanto, sabe-se que algumas destas empresas são 'convidadas' a comprar parte da matéria prima das refeições às próprias IPSS que fornecem, matéria prima essa que foi entregue gratuitamente às mesmas IPSS por grandes superfícies comerciais e pelos ditos bancos alimentares contra a fome. Este é um caso óbvio de corrupção descarada. Resta conhecer a extensão do fenómeno.

As operações dos bancos alimentares junto das grandes superfícies traduzem-se em receitas extraordinárias para estas últimas, as quais já fornecem gratuitamente alimentos (cujos prazos de validade se aproximam do termo) às IPSS, ao abrigo de isenções fiscais associadas.

Façamos, por fim, uma conta simples, para contestar de uma vez por todas o alarido sobre a fome em Portugal: admitamos que existem neste momento 330 mil beneficiários do RSI (em 2012, segundo números oficiais, eram 329.274), e que cada um toma três refeições por dia, fornecidas pelas mesmas empresas comerciais que hoje praticam preços na ordem dos €1,50 por refeição.

O custo para o contribuinte que subsidia o RSI com impostos saídos do seu bolso seria então este:

330.000 beneficiários do RSI x €1,50 x 3 refeições x 365 dias = €542.025.000,00

Se acrescermos a esta transferência, que deveria ser adjudicada exclusivamente a fornecedores profissionais certificados, o valor do RSI previsto no OE2013 (303.900.000€), teríamos uma despesa pública total com as 330 mil pessoas mais desfavorecidas do país na ordem dos €845.925.000, ou seja, menos de mil milhões de euros.

No entanto, os subsídios e outras transferências do estado previstos para as organizações sem fins lucrativos em 2013 custarão aos contribuintes €2.008.768.424,00. Dirão que não computei as verbas que vão para os lares de idosos e acamados. É verdade, mas lá iremos assim que a informação escondida vier ao de cima.

Só nas faturas da eletricidade pagámos em 2013, para além do custo da energia, em rendas excessivas à EDP, RTP, autarquias e regiões autónomas, três vezes mais —2.500 milhões de euros (1)— do que a verba necessária para acabar com a demagogia sobre a fome e o risco de pobreza em Portugal.


NOTAS
Como escreveu recentemente no Expresso Luís Mira Amaral:
“Segundo a ERSE, em 2013, Portugal consumiu a mesma eletricidade que em 2006, enquanto que nesse ano os famosos Custos de Interesse Económico Geral (CIEG) eram apenas de 500 milhões de euros e em 2013 foram de 2500 milhões de euros! Eis o monstro elétrico em todo o seu esplendor! Contra factos não há argumentos!”


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Sabes o que acho mais engraçado disto tudo, a hipocrisia desta gente neo-liberal que se diz que os pobres comem á custa do contribuinte.
Então vamos a ver uma coisa, muita desta gente vive graças ás fortunas amealhadas á custa da "canalha", a quem pagam um salario minimo. Muita dessa gentinha cobra nos produtos o IVA mas não o "devolve" ao Estado. Muita desta gente que escreve trata-se de médicos, advogados, engenheiros e afins cujas consultas e salários mensais andam acima dos 60 euros por 15 minutos de consulta e salários acima dos 1500 euros mensais.

Muita desta gente não comunica nada do que ganha ao Fisco, folhas de IRS e IRC completamente virtuais face aos rendimentos que auferem, e muitos apresentam rendimentos se calhar idênticos á dita "canalha" que vive á custa do contribuinte.

É verdade que existe gente que não merece receber ou não devia receber o RSI mas existe imensa gente que precisa realmente do RSI e não o consegue ter !

Existe gente que descontou durante 40 anos, e têm reformas na ordem dos 200 a 300 euros abaixo do salário minimo, e abaixo do limiar da pobreza.
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Façamos agora um exercicio ainda mais interessante. Vamos pegar em todas as dívidas ao fisco conhecidas e desconhecidas que as pessoas particulares e empresas acumularam ao longo destes 40 anos de democracia, e vamos distribuir esse dinheiro pelos pobres. E que tal estas contas?? Quantos biliões de euros isso vai dar.
Podemos fazer ainda outro, vamos pegar nos beneficios e apoios estatais dados pelo estado nas energias renováveis, plantação de pinheiros e afins e vamos doar aos pobres.
Vamos pegar no dinheiro estatal injectado em bancos corruptos e vamos dar aos pobres, vamos pegar no dinheiro injectado nas empresas, bancos e afins ainda muito recentemente e vamos dar aos pobres.
Depois disto com quanto ficariam os pobres a ganhar por mês .... pois !

Valor do RSI:
O valor máximo de RSI corresponde à soma dos seguintes valores, por cada elemento do agregado familiar:
Pelo Titular €178,15 (100%) do valor do RSI
Por cada indivíduo maior € 89,07 (50%) do valor do RSI
Por cada indivíduo menor € 53,44 (30%) do valor do RSI

Com esse dinheiro vão comprar certamente um Mercedes, um Audi e um BMW !
 
Estado
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