Há menos de duas semanas, Pedro Passos Coelho garantia que o caminho para a redução do défice se faria apenas do lado da despesa, tendo em conta a já muito elevada carga fiscal. A subida do IVA e da TSU demonstram que a fórmula continua a passar pela receita.
Pedro Passos Coelho passou as últimas semanas a garantir que as medidas do Documento de Estratégia Orçamental (DEO) não usariam o aumento de receitas para cumprir a meta do défice de 2,5% em 2015.
"Não são medidas que incidam sobre impostos, salários ou pensões”, assegurava o primeiro-ministro, que não queria deixar margens para dúvidas sobre a linha vermelha que estaria traçada pelo Governo. "Creio que já esclareci bem essa matéria", frisou na altura, quando questionado pelos jornalistas.
O DEO apresentado esta quarta-feira aponta, contudo, para um caminho diferente, com um aumento de 0,25% do IVA e de 0,2% da TSU e a ideia de que poderão vir a ser criados ou agravados impostos sobre consumos como álcool ou o tabaco.
http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=104621
O Passos a mentir... quem diria?
