O Estado do País

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A Grécia pode estar à beira de uma crise política, numa altura em que foi divulgada uma sondagem, para as eleições europeias, que aponta para que os partidos que compõem o Governo de coligação estão a perder apoio. A maioria parlamentar conta com 152 deputados, contra 150 da oposição, pelo que qualquer saída poderá provocar problemas governativos.

As taxas de juros implícitas nas obrigações de Portugal estão a subir 18,6 pontos base para 1,361%, no prazo a dois anos. A cinco anos a subida é de 19,7 pontos para 2,577% e a 10 anos a subida é de 18,6 pontos para 3,7%.

No caso de Espanha, a subida também oscila entre 13,2 pontos para 0,87%, no prazo a dois anos, e 19,6 pontos no prazo a 10 anos. Em Itália, a valorização varia entre os 17,4 pontos para 0,955%, a dois anos, e os 21,6 pontos para 3,128%, no prazo a 10 anos.

Na Grécia a subida é mais acentuada, com a "yield" das obrigações a 10 anos a disparar 54,4 pontos para 6,85%.

JdN

Lá se vai a teoria de que os juros baixam devido, e só, ao grande trabalho do governo.
 
Não é amanhã que o relógio do Portas chega ao fim? :lol::lol::lol:

E os juros sobem, sobem, sobem... novamente a caminho dos 4%!? Juntar isto aos dados do crescimento ou melhor a falta dele que o INE publicou nos últimos dias em plena campanha eleitoral... estou curioso para ver o que os maníacos da austeridade têm a dizer disto...

10 years portuguese bond: 3.81%, mais 29 pontos base só nos últimos 2 dias. :cold:

Apartir de manhã saímos do resgate, nenhuma das 3 agencias de rating classifica a nossa dívida em grau de investimento, portanto o BCE não pode comprar dívida nossa, se as taxas continuarem a subir...
Esperemos que tal não aconteça. :calor:
 
Boa tarde.

Vejo agora gente com a espingarda apontada devido ao recuo do PIB.
Se as flutuações são naturais no que toda às importações e exportações, também é natural que hajam momentos de maior consumo interno e momentos de menor consumo interno.
E como o texto que o vinc7e aqui colocou, o consumo interno aumentou principalmente devido ao maior investimento.
Esperemos que este investimento tenha retorno em anos próximos, que leve a uma melhoria estrutural das nossas empresas e que com isso as exportações possam subir.

Ninguém pode bater palmas com estes dados, nem com os dados que marcaram o ano de 2013. É natural que dados positivos sejam olhados com bons olhos...é bom para Portugal, é bom para os portugueses.
A austeridade (boa e má) ainda vai ser necessária bastantes anos - o estado ainda gasta mais do que pode!
Mas ainda há muito caminho a trilhar...as empresas precisam continuar a sua reconversão, os trabalhadores portugueses também precisam de aumentar a produtividade, os patrões\responsáveis precisam de abrir as mentes para a nova economia mundial e nós portugueses temos de consumir de forma responsável e regrada.

Estamos todos no mesmo barco...;)
 
Não é amanhã que o relógio do Portas chega ao fim? :lol::lol::lol:

E os juros sobem, sobem, sobem... novamente a caminho dos 4%!? Juntar isto aos dados do crescimento ou melhor a falta dele que o INE publicou nos últimos dias em plena campanha eleitoral... estou curioso para ver o que os maníacos da austeridade têm a dizer disto...

10 years portuguese bond: 3.81%, mais 29 pontos base só nos últimos 2 dias. :cold:

Apartir de manhã saímos do resgate, nenhuma das 3 agencias de rating classifica a nossa dívida em grau de investimento, portanto o BCE não pode comprar dívida nossa, se as taxas continuarem a subir...
Esperemos que tal não aconteça. :calor:


Vai haver novo resgate. Esperemos que Cavaco Silva tenha então a coragem de remover este Governo e nomeie alguém como Rui Rio para dirigir o país. Quando vier o novo resgate terá de ser feita a famigerada Reforma do Estado, com a redução do número de municípios, fundações, observatórios, redução do financiamento ao Estado Social paralelo- IPSSs- ou ao colégios privados, entre outras medidas de poupança. As reformas serão mesmo reduzidas e não haverá nenhum aumento do salário mínimo. A rendas energéticas ou às PPPs também levarão mais um corte.
 
A França adotou uma nova lei que dá maiores poderes ao ministro da Economia, Arnaud Montebourg, para proteger os interesses estratégicos do país.

A medida foi revelada pelo ministro das Finanças, Michel Sapin, e coloca em risco a oferta da americana General Eletrics para adquirir a divisão energética da francesa Alstom, por cerca de 17 mil milhões de dólares (12,3 mil milhões de euros).

Publicada quinta-feira, na gazeta oficial do estado francês, a nova lei aumenta os poderes do governo face às tentativas de aquisição estrangeiras nos setores considerados estratégicos para o país como os transportes, a energia, a saúde, a água e as telecomunicações.

http://pt.euronews.com/2014/05/15/f...otecao-estrategica-e-ameaca-general-eletrics/

Por cá é o oposto.
 
Ponho aqui esta notícia, porque o que acontece do outro lado do Atlântico tem consequências aqui. Numa sexta à noite, há outras prioridade para a generalidade das pessoas do que ler as notícias (mais facilmente passa "despercebida").

(...)

At least one guest left a New York restaurant with the impression Bernanke, 60, does not expect the federal funds rate, the Fed's main benchmark interest rate, to rise back to its long-term average of around 4 percent in Bernanke's lifetime, one source who had spoken to the guest said.

(...)

Based on trading in the massive Eurodollar futures market, investors have in recent months tempered expectations of rate rises in the years ahead; as it stands, they don't expect the fed funds rate to return to 4 percent until 2022. As recently as last September, futures markets signaled they thought this would happen by the end of 2018.

(...)

Reuters

As taxas de juro cá (europa e tugalândia) e lá não podem subir pelo mesmo motivo. Um modelo económico em que dinheiro é gerado de dívida não pode ser resolvido criando mais dívida (daí a grande preocupação de que os bancos não estão a emprestar). O Boom já foi, agora vem o Bust.

O sonho dos banqueiros é taxas de juro negativas. Pagar para guardar o nosso dinheiro.
 
Última edição:
"Em primeiro lugar, a partir deste dia Portugal não está obrigado a negociar as suas leis com credores estrangeiros. Para um democrata, esta mudança não é pequena", afirmou.

O presidente do CDS-PP, Paulo Portas, assinalou hoje que a saída da `troika´ "não muda tudo instantaneamente" mas representa em primeiro lugar que Portugal não está obrigado a negociar as suas leis com os credores.

"Em primeiro lugar, a partir deste dia Portugal não está obrigado a negociar as suas leis com credores estrangeiros. Para um democrata, esta mudança não é pequena", afirmou Paulo Portas.

O líder do CDS-PP e vice-primeiro ministro discursava na sede do partido, em Lisboa, no átrio, onde foi instalado um relógio cuja contagem decrescente chegou a zeros, numa iniciativa promovida pela Juventude Popular.

Paulo Portas disse que é preciso ter a "moderação e a sensatez de explicar aos portugueses que obviamente não muda tudo de um dia para o outro instantaneamente" mas mudam "condições significativas" da vida do país enquanto nação e representa o "fim da excecionalidade".

http://www.ionline.pt/artigos/portu...-deixou-estar-obrigado-negociar-leis-credores

Então, para que serve a "carta de intenções"? :rolleyes:
 
Hoje no Correio da Manhã, veio a notícia que as câmaras municipais devem cerca de 500 milhões de euros às Águas de Portugal.

A mais devedora é Lisboa com cerca de 47 milhões de euros, a mais devedora do Algarve é a Ambiolhão com cerca de 13.8 milhões de euros, seguida da Vila Real de Santo António com quase 10 milhões de euros.

São 68 municípios que têm dívidas superiores a 2 milhões de euros.

É inacreditável, Olhão tem um tarifário bastante caro em comparação com outros concelhos algarvios e é a que tem maior dívida, a dívida é só referente à empresa municipal Ambiolhão, fora o que a CMO devia antes.

É o PS no seu melhor.:angry:
 
O serviço Ambiolhão é mau mas o da SGU em VRSantónio (PSD) ainda é mais ardiloso... pagas mais de saneamento do que de água potável.

Os preços no Algarve estão alinhados com os mais caros do país, excepto em 2 ou 3 câmaras que fizeram negócios ruinosos.

A privatização da EGF vai ser uma surpresa para muitos lugares.

Aliás, quando a factura do tratamento de resíduos chegar lá acima, ao norte, vai ser uma festa... :lol:
 
É o estado a que chegamos e esta a piorar ou os proximos governos param as privatizações ou vamos ficar em sarilhos, no meu concelho privatizaram as águas e de um mês para o outro as taxas triplicaram pelo mesmo serviço a empresa nem tem de fazer um metro de saneamento, espero que as camaras travem a privatização da egf ou vamos ter muito más noticias
 
Nas vezes que tenho visto debates sobre o assunto da água, fala-se em aumentos de 30% para "tornar o negócio rentável".

A minha posição sobre a água é a que se segue.

A gestão da água da rede deve pertencer aos municípios e deve ser feita por departamentos das autarquias e não por empresas municipais. O preço da água deve reflectir os custos da manutenção da rede e os custos dos recursos humanos. Não deve haver uma orientação para o lucro, nem se deve tirar da água para pagar outras despesas públicas.

Deve haver uma clara garantia que a água dos poços públicos e das fontes é de todos. Muitos poços tradicionais estão neste momento em risco. Também deve ficar bem claro que a água dos poços privados é dos donos das terras e não deverá haver qualquer custo por isso. O que a Natureza dá de borla não deve ser pago. Apenas deverá haver alguma regulação para a extração de água em situações de seca, por exemplo, gestão das água subterrâneas para rega no Algarve durante o Verão.

Privatização de recursos naturais como água, e de espaços como praias ou margens de rios? Nunca.
 
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O caminho está traçado para a próxima legislatura.

Entrega da Educação e do SNS a privados. As Misericórdias ficam com a caridadezinha. A carga fiscal não baixa e o serviço público desaparece. O Estado passa a transferir o dinheiro dos nossos impostos para os rendeiros do Regime. Com o fim das negociatas das obras públicas e do betão os rendeiros procuram novo negócio com o Estado, uma vez que fogem da indústria e da agricultura como o Diabo foge da cruz.

Pensem nisso antes de votar no PSD ou no CDS.
 
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