Comunicado CGD:
Atividade consolidada da Caixa Geral de Depósitos em 30 de junho de 2014
A CGD é atualmente um Banco renovado, que preserva contudo os seus princípios e valores tradicionais, dinamizando a transformação estrutural da economia e procurando contribuir para a satisfação dos objetivos e necessidades dos portugueses.
Assim, prosseguindo a estratégia de enfoque no negócio bancário, em maio a Caixa concluiu com sucesso a alienação de 80% da Fidelidade, Multicare e Cares, concentrando a sua atividade no financiamento da economia e oferecendo soluções de apoio às famílias e empresas portuguesas, enquadradas num contexto económico em transformação.
O negócio internacional constitui um dos principais vetores estratégicos e, nomeadamente em mercados de elevado dinamismo, contribui para a trajetória de regresso do Grupo a patamares de rendibilidade conformes à sua posição no sistema financeiro.
Resultados em 30 de junho de 2014 (1)
A margem financeira estrita continuou a apresentar uma evolução positiva, contribuindo para a evolução sustentada da rentabilidade e situando-se em junho de 2014 em 481,2 milhões de euros (+32,0%). Verifica-se também melhoria na margem financeira alargada (+22,0%), não obstante o decréscimo dos rendimentos de instrumentos de capital.
Os resultados de operações financeiras apresentaram de novo um bom desempenho ascendendo a 166,2 milhões de euros.
A evolução positiva da margem financeira e o favorável comportamento dos resultados de operações financeiras traduziram-se num aumento do produto da atividade bancária de 4,6% face ao período homólogo, ascendendo em junho de 2014 a 925,3 milhões de euros.
Em termos de eficiência operacional, os custos operativos mantiveram a sua tendência descendente, apresentando uma taxa de variação homóloga de 6,1%, sendo de destacar a redução de 9,2% dos custos com pessoal, num contexto em que não foram implementadas ações extraordinárias para redução do quadro de efetivos.
O indicador de cost-to-income situou-se em 66,8%,valor que compara com 75,2% em junho de 2013, em consequência quer da redução de custos, quer da melhoria do produto bancário entretanto verificadas.
O resultado bruto de exploração evidenciou um aumento expressivo de 37,6% face ao período homólogo de 2013, passando de 217,7 milhões de euros para 299,6 milhões em junho de 2014.
Relativamente à atividade internacional, o resultado bruto de exploração registou um crescimento de 31%, passando de 119,6 milhões de euros para 157,1milhões de euros.
Os custos com provisões e imparidades continuaram a reduzir-se registando um total de 420,9 milhões de euros, valor que compara favoravelmente com a média registada em 2013 (563 milhões de euros).
O custo do risco de crédito situou-se em 1,02% em junho de 2014 (1,06% em dezembro de 2013).
Para a evolução positiva do resultado consolidado concorreu também a alienação com sucesso de 80% da Fidelidade, Multicare e Cares em maio de 2014.
Refletindo os vários elementos antes referidos o resultado líquido consolidado foi positivo pelo segundo trimestre consecutivo, atingindo 130 milhões de euros.
O crédito a clientes líquido evidenciou uma redução de 7,1% face a junho de 2013, situando-se em 67 477 milhões de euros.
A quota de mercado da CGD no crédito a empresas manteve a sua trajetória crescente, situando-se em 18,2% em maio, prevalecendo a respetiva situação de liderança num conjunto alargado de linhas protocoladas.
Os recursos de clientes apresentaram o valor de 67 126 milhões de euros, muito próximo do verificado no período homólogo, evidenciando, contudo, um crescimento face ao trimestre anterior (66 499 milhões de euros).
A CGD mantém uma destacada liderança em termos de quota de mercado dos depósitos de clientes, situando-se em 32,2% no segmento de particulares (em maio de 2014).
A área internacional passou a ter um contributo positivo para o resultado líquido consolidado, o qual (incluindo Espanha) atingiu 5,5 milhões de euros no semestre (valor que compara com uma perda consolidada de 54,6 milhões de euros no semestre homólogo.
Esta inversão foi possível graças ao processo de profunda restruturação em Espanha com o Banco Caixa Geral a apresentar um resultado positivo de 12,0 milhões de euros (-9,6 milhões de euros no semestre homólogo) e a Sucursal a reduzir as respetivas perdas em 81% (passando de -73,2 milhões de euros em junho de 2013 para -14,0 milhões de euros em junho de 2014), e ao aumento dos resultados na generalidade das restantes unidades, destacando-se em termos de contributo as operações situadas na Ásia e em África.
Verificou-se uma nova melhoria nos rácios de capital em base consolidada em junho de 2014: incluindo os resultados do período, o Rácio Core Tier 1 (BdP) elevou-se a 12,1% e o Rácio Core Tier 1 (EBA) a 10,2%. Os Rácios Common Equity Tier 1 (CET 1), calculados de acordo com as regras da CRD IV / CRR “fully implemented” e “phasing-in” aumentaram para 10,7% e 11,6%, respetivamente. Para esta significativa variação contribuiu sobretudo o resultado da venda de 80% das unidades seguradoras.
Após inaugurar em janeiro de 2013 o regresso de Portugal ao mercado de obrigações hipotecárias (OH), a Caixa voltou ao mercado novamente com sucesso em janeiro de 2014 e viu confirmada a boa aceitação e prestígio enquanto emitente no mercado de capitais internacional.
As novas OH foram subscritas com uma redução do custo de cerca de 100 p.b. face às anteriores, em linha com o estreitamento continuado de spreads no mercado secundário.
A CGD continua a apresentar uma estrutura de financiamento de grande robustez (única no sistema financeiro nacional) com uma contribuição dos recursos de retalho de cerca de 60% do total, dos quais 97% correspondem a depósitos de clientes (70,1% a prazo e de poupança).
O financiamento obtido junto do BCE mantém a trajetória marcadamente descendente com uma nova redução de 1 050 milhões de euros face a dezembro de 2013 (consolidado), reduzindo-se o total para 5 285 milhões de euros.