O Estado do País

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Sem suspensão, as ações podiam seguir a descer até ao valor mínimo possível.

Se calhar já deveriam ter suspendido de vez há umas 2 semanas. Até se perceber a real dimensão do buraco, e ter um plano definitivo.


Também a CGD me está a preocupar um pouco, e com esta crise, tem escapado às críticas ou às notícias dos media: A CGD teve lucros de cento e tal milhões, mas esquecem-se que vendeu a parte que tinha investida em seguros, pelo que provavelmente, na verdade teve resultados negativos.

Algo entre os 5 a 6 mil milhões foram os aumentos de capital da CGD nos últimos anos, desde 2007.
No caso do BES há muito accionista privado que ao longo dos últimos anos sangrou de dor, no caso da CGD é quase indolor, o contribuinte tapa buraco sem polémica alguma, ninguém questiona ou se revolta sendo público, não é mencionado nas notícias, tal como ninguém fala das dívidas estratósfericas da REFER e outras.
 

De certeza que é dinheiro público? Se for, sou completamente contra a fartar vilanagem! Não deve ser bem isso.. Até porque estão disponíveis desde sempre 6mil milhões euros do fundo de estabilização da banca, os chamados COCO'S que vêm da europa a 3% para Portugal, que por sua vez recebe 7%juros dos bancos. Da lista de bancos que alinhou nesse crédito, falta o BANIF, que até foi falado no último aumento de capital, por ter reembolsado parcialmente o estado (estado esse que colocou à venda o restante em ações no valor de 0.015eur).

O dinheiro que vem da europa não é público, apenas os juros cobrados (3%).
 
Se calhar já deveriam ter suspendido de vez há umas 2 semanas. Até se perceber a real dimensão do buraco, e ter um plano definitivo.




Algo entre os 5 a 6 mil milhões foram os aumentos de capital da CGD nos últimos anos, desde 2007.
No caso do BES há muito accionista privado que ao longo dos últimos anos sangrou de dor, no caso da CGD é quase indolor, o contribuinte tapa buraco sem polémica alguma, ninguém questiona ou se revolta sendo público, não é mencionado nas notícias, tal como ninguém fala das dívidas estratósfericas da REFER e outras.

Completamente de acordo!
 
continuo a dizer o que vieram os otarios da troika fazer, foram embora e dois meses depois este espectáculo uma coisa é certa o bes acabou para o bem e o mal. Agora é como um animal que estrebucha até morrer, depois disto ninguém da credito ao bes. E um dos que devia por a cabeça na forca esta no banco central europeu o senhor Victor Constâncio
 
Acompanhamento do BES:

O BES vai ser recapitalizado com ajuda do Estado. A SIC sabe que a decisão vai ser comunicada no domingo à noite.

A solução está a ser negociada pela nova administração do BES e pelo Banco de Portugal, em ligação com o Ministério das Finanças. As autoridades adiantaram já à SIC que os depósitos estão completamente garantidos.

A entrada do Estado no capital do BES deverá ser feita por duas vias: uma entrada direta através da subscrição de ações pelo Estado português e um empréstimo em regime de capital contingente.

Este regime consiste em obrigações que serão convertíveis em ações se não forem pagas no final do prazo previsto.

Esta solução mista é idêntica à que foi aplicada no Banif, em que o Estado subscreveu diretamente 700 milhões de euros e emprestou mais 400 milhões em capital contingente.

As negociações estão a decorrer desde esta sexta-feira e vão prolongar-se até domingo, ao final do dia, altura em que ficará a saber-se o montante e os pormenores desta operação.

http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2014-08-01-bes-vai-ser-recapitalizado-com-ajuda-do-estado

Não vejo vantagens em empréstimos convertíveis em ações mas enfim, que sei eu... Como se as ações do Banif servissem para algo tendo em conta a sua valorização. Só para lavar dinheiro das Guinés e Chinas.

Em retrospetiva:

O primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, considerou este sábado que o preço a pagar pelos bancos, por erros de avaliação de projetos, não pode ser imputado aos contribuintes, avisando que aqueles que têm problemas porque decidiram mal têm que os resolver.

“Cada vez mais os bancos olham ao mérito dos projetos e aqueles que não olham pagam um preço por isso. As empresas que olham mais aos amigos do que à competência pagam um preço por isso, mas esse preço não pode ser imposto à sociedade como um todo e muito menos aos contribuintes”, disse o líder do PSD nas comemorações dos 40 anos da Juventude Social Democrata.

Sem nunca se referir à situação do Grupo Espírito Santo, o primeiro-ministro avisou que “aqueles que têm problemas, não porque estamos a passar tempos difíceis, mas porque decidiram mal, deram crédito a quem não deviam, trabalharam com quem não era competente, esses têm que resolver os seus problemas”.

http://observador.pt/2014/07/12/passos-coelho-cada-um-deve-pagar-pelos-seus-erros/


O Banco de Portugal garantiu hoje, em comunicado, que o BES tem condições para superar os impactos negativos da exposição ao Grupo Espírito Santo. Apesar de confiar numa solução privada, Carlos Costa salvaguarda que em última instância há a possibilidade de o banco recorrer a ajudas públicas.

http://economico.sapo.pt/noticias/b...a-numa-solucao-privada-para-o-bes_198631.html

:lol:
 
Última edição:
Otários em que sentido ?

Ambos trabalham para inglês ver: a troika acusa o banco de portugal, este defende-se que não é da sua competência a atividade não-financeira empresarial, mesmo que faça parte dum grupo financeiro ou dum banco.

Quer a troika, quer o banco de portugal, quando precisam de supervisionar algo, pedem os dados ou a documentação às entidades. Partem do pressuposto que são pessoas de bem!!

Não haja dúvidas que isto funciona mesmo assim! Não foi afirmado pelo banco de portugal, que o bes desrespeitou as regras impostas? Não foi afirmado pelo banco de portugal, que o bes é sólido, que os dados que detém, o demonstram?!

Que conclusões podemos tirar? Que a supervisão é altamente remunerada, mas baseada em princípios de ética, ou seja são autênticos totós!! E mais totos somos todos nós e a justiça portuguesa, porque ou muito me engano ou os administradores do bes apenas vão ser proibidos de exercer a profissão por 10anos à semelhança do oliveira e costa do BPN.

Vejamos: é crime pagar aos credores? Não. Mas a verdade é que usaram o aumento de capital para estoirar o dinheiro em 15dias, a salvaguardar os credores amigos, em especial aqueles em que a família tem sociedades. E por fim ainda delibera uma pensão de 900mil eur por ano, para si próprio.

Era para isto o aumento de capital? Talvez os nossos tribunais prefiram rejeitar por falta de competência para julgar. Mas ainda há uma esperança: os tribunais no estrangeiro, esses sim não lhes darão descanso.
 
No caso do BES há muito accionista privado que ao longo dos últimos anos sangrou de dor, no caso da CGD é quase indolor, o contribuinte tapa buraco sem polémica alguma, ninguém questiona ou se revolta sendo público, não é mencionado nas notícias, tal como ninguém fala das dívidas estratósfericas da REFER e outras.

Mas tu queres comparar o serviço público da REFER ou da CGD com os chouriços do BES? Só nos submarinos foram 200 milhões em comissões!
 
Mas tu queres comparar o serviço público da REFER ou da CGD com os chouriços do BES? Só nos submarinos foram 200 milhões em comissões!

Felizmente comparo, só com o Berardo a CGD perdeu mais de 300 milhões. Os submarinos pelo menos ainda estão por aí, se o país falisse ainda valiam algum dinheiro. O mesmo não se pode dizer dos activos de certos bancos públicos e privados.
 
No momento da crise não está lá ninguém... o Bradesco não vai ao aumento de capital, o Credit Agricole também não, os piratas da BlackRock e da Goldman já foram embora... ficaram os depositantes sozinhos e por sorte ainda não se aplica a conversão automática dos depósitos em capital social do banco.

E claro, o Estado, esse nunca falha.
 
Tecnicamente 2011 não foi calote por isso o valor do gráfico é maior para uns e menor para outros. Mas serve para por certas coisas em perspetiva.
Não esquecer que Portugal não foi o único a pedir ajuda externa em 2011.

Certo. Mas tens que acrescentar aí mais estas três cruzinhas em Portugal pois assim esse gráfico é enganador, na prática não deve andar muito diferente duma Argentina.

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Não entrámos em default porque recorrermos à ajuda do FMI em 1977 e 1983, e novamente em 2011, desta vez a Troika (UE+FMI+BCE).

De 1983 a 2011 não precisámos de falir e pedir ajuda porque vivíamos na maior, só em fundos estruturais e sociais da UE recebemos mais de 90 mil milhões de euros a fundo perdido. E nesse período e até hoje apesar da generosidade alheia endividámos-nos em mais de 200 mil milhões por via do crédito barato que a a adesão ao euro valeu.

Se olharmos friamente para os números percebe-se que entrámos numa ditadura por causa da falência do Estado no início do século passado, e quando saímos da Ditadura voltámos a falir como País em parte pelas mesmas razões. Isso é bastante triste.
 
Vamos lá ser razoáveis...

José de Matos admite que contas da CGD foram penalizadas pelo GES

O presidente da Caixa Geral de Depósitos, José de Matos, admitiu que os resultados obtidos no primeiro semestre, um lucro de 130 milhões de euros, foram prejudicados pela exposição a um "grupo económico nacional": o Grupo Espírito Santo.

"O reconhecimento de eventuais perdas associadas à exposição, limitada e originada há vários anos, a entidades diversas de um grupo económico nacional" afectou negativamente os números do banco nos primeiros seis meses do ano, disse José de Matos num encontro com jornalistas.

Não é quantificado o montante da exposição nem foi explicado porque foi constituída uma provisão excepcional para cobrir tal exposição. Sabe-se que, nos últimos dias, o Banco de Portugal deu ordens para que as contas dos bancos reconhecessem 50% das perdas potenciais do dinheiro que tinham exposto a companhias do GES.

O resultado líquido do banco foi de 129,9 milhões de euros entre Janeiro e Junho de 2014, comparável ao prejuízo de 182,7 milhões reportados no mesmo período de 2013. Um valor que não foi superior porque, defende o presidente, o dinheiro colocado de lado para eventuais perdas futuras teve de ser reforçado devido à situação no referido grupo nacional, do qual três empresas (Espírito Santo International, Rioforte e Espírito Santo Financial Group) pediram para ficar sob um regime parecido à protecção de credores. As provisões desceram 18% para 420,9 milhões de euros, num movimento que poderia, então, ter sido mais intenso caso não fosse essa exposição.

Mas o resultado líquido melhorou. E ficou em terreno positivo (quando isso não aconteceu no primeiro semestre do ano passado). Neste movimento, houve outro factor extraordinário com efeito. "Para esta evolução contribuiu a mais-valia resultante da alienação de 80% do capital das unidades seguradoras", aponta o comunicado da Caixa, referindo-se à venda à Fosun da Fidelidade, Multicare e Cares.

Esta operação, concretizada no segundo trimestre, teve um impacto global de 287 milhões de euros nas contas do da CGD. Um impacto que contou com a mais-valia mas também com um mês de operação daqueles seguros (todo o mês de Abril). Uma "concretização bem sucedida", segundo José de Matos.

Negócios

Não confundir vendas de activos com prejuízos quando o resultado de uma venda é uma mais valia. ;)

Comunicado CGD:

Atividade consolidada da Caixa Geral de Depósitos em 30 de junho de 2014

A CGD é atualmente um Banco renovado, que preserva contudo os seus princípios e valores tradicionais, dinamizando a transformação estrutural da economia e procurando contribuir para a satisfação dos objetivos e necessidades dos portugueses.

Assim, prosseguindo a estratégia de enfoque no negócio bancário, em maio a Caixa concluiu com sucesso a alienação de 80% da Fidelidade, Multicare e Cares, concentrando a sua atividade no financiamento da economia e oferecendo soluções de apoio às famílias e empresas portuguesas, enquadradas num contexto económico em transformação.

O negócio internacional constitui um dos principais vetores estratégicos e, nomeadamente em mercados de elevado dinamismo, contribui para a trajetória de regresso do Grupo a patamares de rendibilidade conformes à sua posição no sistema financeiro.

Resultados em 30 de junho de 2014 (1)

A margem financeira estrita continuou a apresentar uma evolução positiva, contribuindo para a evolução sustentada da rentabilidade e situando-se em junho de 2014 em 481,2 milhões de euros (+32,0%). Verifica-se também melhoria na margem financeira alargada (+22,0%), não obstante o decréscimo dos rendimentos de instrumentos de capital.

Os resultados de operações financeiras apresentaram de novo um bom desempenho ascendendo a 166,2 milhões de euros.

A evolução positiva da margem financeira e o favorável comportamento dos resultados de operações financeiras traduziram-se num aumento do produto da atividade bancária de 4,6% face ao período homólogo, ascendendo em junho de 2014 a 925,3 milhões de euros.

Em termos de eficiência operacional, os custos operativos mantiveram a sua tendência descendente, apresentando uma taxa de variação homóloga de 6,1%, sendo de destacar a redução de 9,2% dos custos com pessoal, num contexto em que não foram implementadas ações extraordinárias para redução do quadro de efetivos.

O indicador de cost-to-income situou-se em 66,8%,valor que compara com 75,2% em junho de 2013, em consequência quer da redução de custos, quer da melhoria do produto bancário entretanto verificadas.

O resultado bruto de exploração evidenciou um aumento expressivo de 37,6% face ao período homólogo de 2013, passando de 217,7 milhões de euros para 299,6 milhões em junho de 2014.
Relativamente à atividade internacional, o resultado bruto de exploração registou um crescimento de 31%, passando de 119,6 milhões de euros para 157,1milhões de euros.

Os custos com provisões e imparidades continuaram a reduzir-se registando um total de 420,9 milhões de euros, valor que compara favoravelmente com a média registada em 2013 (563 milhões de euros).
O custo do risco de crédito situou-se em 1,02% em junho de 2014 (1,06% em dezembro de 2013).

Para a evolução positiva do resultado consolidado concorreu também a alienação com sucesso de 80% da Fidelidade, Multicare e Cares em maio de 2014.

Refletindo os vários elementos antes referidos o resultado líquido consolidado foi positivo pelo segundo trimestre consecutivo, atingindo 130 milhões de euros.

O crédito a clientes líquido evidenciou uma redução de 7,1% face a junho de 2013, situando-se em 67 477 milhões de euros.

A quota de mercado da CGD no crédito a empresas manteve a sua trajetória crescente, situando-se em 18,2% em maio, prevalecendo a respetiva situação de liderança num conjunto alargado de linhas protocoladas.

Os recursos de clientes apresentaram o valor de 67 126 milhões de euros, muito próximo do verificado no período homólogo, evidenciando, contudo, um crescimento face ao trimestre anterior (66 499 milhões de euros).

A CGD mantém uma destacada liderança em termos de quota de mercado dos depósitos de clientes, situando-se em 32,2% no segmento de particulares (em maio de 2014).

A área internacional passou a ter um contributo positivo para o resultado líquido consolidado, o qual (incluindo Espanha) atingiu 5,5 milhões de euros no semestre (valor que compara com uma perda consolidada de 54,6 milhões de euros no semestre homólogo.
Esta inversão foi possível graças ao processo de profunda restruturação em Espanha com o Banco Caixa Geral a apresentar um resultado positivo de 12,0 milhões de euros (-9,6 milhões de euros no semestre homólogo) e a Sucursal a reduzir as respetivas perdas em 81% (passando de -73,2 milhões de euros em junho de 2013 para -14,0 milhões de euros em junho de 2014), e ao aumento dos resultados na generalidade das restantes unidades, destacando-se em termos de contributo as operações situadas na Ásia e em África.


Verificou-se uma nova melhoria nos rácios de capital em base consolidada em junho de 2014: incluindo os resultados do período, o Rácio Core Tier 1 (BdP) elevou-se a 12,1% e o Rácio Core Tier 1 (EBA) a 10,2%. Os Rácios Common Equity Tier 1 (CET 1), calculados de acordo com as regras da CRD IV / CRR “fully implemented” e “phasing-in” aumentaram para 10,7% e 11,6%, respetivamente. Para esta significativa variação contribuiu sobretudo o resultado da venda de 80% das unidades seguradoras.

Após inaugurar em janeiro de 2013 o regresso de Portugal ao mercado de obrigações hipotecárias (OH), a Caixa voltou ao mercado novamente com sucesso em janeiro de 2014 e viu confirmada a boa aceitação e prestígio enquanto emitente no mercado de capitais internacional.
As novas OH foram subscritas com uma redução do custo de cerca de 100 p.b. face às anteriores, em linha com o estreitamento continuado de spreads no mercado secundário.

A CGD continua a apresentar uma estrutura de financiamento de grande robustez (única no sistema financeiro nacional) com uma contribuição dos recursos de retalho de cerca de 60% do total, dos quais 97% correspondem a depósitos de clientes (70,1% a prazo e de poupança).

O financiamento obtido junto do BCE mantém a trajetória marcadamente descendente com uma nova redução de 1 050 milhões de euros face a dezembro de 2013 (consolidado), reduzindo-se o total para 5 285 milhões de euros.

CGD.PT
 
Certo. Mas tens que acrescentar aí mais estas três cruzinhas em Portugal pois assim esse gráfico é enganador, na prática não deve andar muito diferente duma Argentina.

E o Alves dos Reis, não conta como falência? o Salazar também pediu um empréstimo à Sociedade das Nações, apesar de ter sido recusado.

Fundos estruturais? E o Marshall Plan? E a OTAN? E todos os outros tratados ocidentais? A derrota alemã na 2ª guerra mundial não é um default? Como é que viviam num país destruído se não lhes perdoassem as dívidas/indemnizações de guerra? Em guerra todos os países europeus foram à falência.
 
Se olharmos friamente para os números percebe-se que entrámos numa ditadura por causa da falência do Estado no início do século passado, e quando saímos da Ditadura voltámos a falir como País em parte pelas mesmas razões. Isso é bastante triste.

Portanto é melhor voltarmos à ditadura. :cold:
 
Otários em que sentido ?

porque vieram cá supostamente para porem as contas em ordem, mas só souberam ler as leis do trabalho e afins e dizer que ganhamos de mais e somos malandros.E não viram o poço sem fim que é o bes e tarifários é o mais simpático que lhes posso chamar, agiotas, ladrões e máfia também me saltam a ideia
 
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