O Estado do País

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As exigências do nosso Estado soviético para que se possam vender bolas de berlim.

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les beaux esprits…
Com este governo, esta maioria e, sobretudo, estas pessoas, não vamos lá: o défice voltou a entrar em descontrolo e adivinha-se novo aumento de impostos.

Por razões próprias e alheias, este governo não fez as reformas que tinha que fazer para domar a despesa pública, isto é, para atacar as causas profundas do défice. Pelo contrário, convenceu-se o governo de que o nível da despesa pública até poderia ser mantido ou baixar pouco («vamos manter o estado social», não cansaram de proclamar os seus dirigentes), caso os impostos aumentassem e as exportações também, fórmula mágica que dificilmente se consegue manter por muito tempo, porque explica o bom senso que nenhuma economia se desenvolve se não conseguir aforrar e investir. Um erro de amadores, portanto.

Por outro lado, no que o governo tentou mexer – salários e subsídios da função pública e pensões – o Tribunal Constitucional não deixou, porque a Constituição protege, de facto, o modelo social que o governo afirmou também que defenderia e, consequentemente, enquanto esta Constituição mantiver o modelo, o Tribunal Constitucional não autorizará que ele seja revertido por via orçamentária.

Leva-nos isto à seguinte conclusão: o país só voltará a ser sustentável se forem feitas as reformas necessárias para uma brutal contração da despesa pública, o que poderá suceder por duas únicas vias: por simples implosão do estado social vigente e a sua substituição por um modelo de governo autoritário, hipótese completamente fora de questão na União Europeia, ou por um entendimento entre os dois partidos que podem reunir os 2/3 de votos necessários para a reforma da Constituição que venha a permitir uma verdadeira reforma do estado.

E é isto que anda António Costa a dizer, quando insinua estar disponível para um bloco central com um PSD liderado pelo seu amigo Rui Rio. A coisa tomou já tais proporções, que, na entrevista ao Expresso de sábado passado, ele desafiou Rui Rio a fazer no PSD o que ele fez no PS: desafiar a actual liderança para uma disputa interna pela mesma. É com ele, com Rui Rio, que António Costa conta começar a governar o país por daqui a alguns meses.

Dê ou não dê resultado, não tenho quaisquer dúvidas que o Tribunal Constitucional e a opinião pública em geral aceitariam com muito mais tolerância um fim do actual estado social se promovido por um governo liderado pelo PS, do que se liderado pelo PSD em coligação com o CDS. No fim de contas, não será muito diferente do que sucedeu, no passado, com o governo do Bloco Central, liderado por Mário Soares, e que está actualmente a suceder na França de Hollande. No fim de contas, «les beaux esprits se rencontrent».

http://blasfemias.net/2014/08/25/les-beaux-esprits-2/

Gostava que a economia crescesse tanto como cresce a despesa :D.
 
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«as reformas necessárias para uma brutal contração da despesa pública.»

Era mais rápido e eficaz anunciar a morte por decreto.
 
Cerca de 60% dos novos empregos criados em Portugal estão a ser pagos pelo Estado. Os estágios profissionais subsidiados por dinheiros públicos têm contribuído para a descida dos números do desemprego. No espaço de um ano, o número de desempregados abragidos por estes programas ocupacionais duplicou.

http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2014-08-30-estado-subsidia-cerca-de-60-dos-novos-empregos

Depois de três anos sem qualquer atualização, o salário mínimo nacional (SMN) vai aumentar para 500 euros. A proposta será levada à Concertação Social pelo Governo já em setembro, e a ideia é que passe a vigorar de imediato, soube o Expresso de fonte oficial.

http://expresso.sapo.pt/governo-aumenta-salario-minimo=f887682#ixzz3BsLqHQOX
 
A Segurança Social exigiu o pagamento de 34,96 euros a um cidadão que tinha uma alegada dívida de 0,04 euros, segundo um documento a que a Lusa teve acesso.

De acordo com a notificação da Segurança Social, "o valor total em dívida em execução fiscal é de 34,96 euros, incluindo capital, juros e custas", por uma alegada dívida de 0,04 euros.

O documento estabelece que o visado tem "o prazo de dez dias" para efetuar o pagamento integral do montante em causa.

Na origem desta execução fiscal estará uma dívida de 0,04 euros à Segurança Social, que o indivíduo rejeita ter e face à qual solicitou um pedido de análise aos serviços competentes

http://www.noticiasaominuto.com/eco...-multa-em-quase-35-euros-divida-de-4-centimos
 

Por vezes, as pessoas pagam as dívidas, mas esquecem-se de pagar os juros, não sei se terá sido esse o caso.. O "esquecimento" por vezes acontece quando a dívida já transitou para execução fiscal, da competência do instituto de gestão financeira da segurança social. Antes do processo transitar para execução fiscal, as pessoas/empresas podem ver a sua situação fiscal regularizada, caso paguem integralmente as contribuições ou recebimentos indevidos, ou caso solicitem o pagamento por prestações (montante mínimo 25eur).
 
BPI multado por violar regras nos Estados Unidos sobre lavagem de dinheiro...

o Ulrich deixou o arroz queimar-se...

Coitado do Ulrich.. Agora tem mais é que aguentar, ai aguenta, aguenta! :)

Parece que facilitavam com transferências internacionais, sem verificar a autenticidade dos documentos de identificação dos clientes..
 
Ao contrário do que os investidores antecipavam, o Banco Central Europeu baixou a taxa de juro directora para um novo mínimo histórico de 0,05%. Depois do tiro de partida dado em Jackson Hole, Mario Draghi anunciou mais medidas para estimular o crescimento da Zona Euro.

http://www.jornaldenegocios.pt/merc...e_juro_para_novo_minimo_historico_de_005.html

Mais obrigações governamentais a juros negativos. Já a Espanha fez uma emissão a 50 anos com retorno de 4% (pouco provável que quem investiu nisso venha a receber).
 
A administração do Novo Banco tomou ontem uma posição para reiterar que a instituição está no mercado para ficar e não para ser vendida de forma apressada. Numa mensagem enviada aos colaboradores, a que o Diário Económico teve acesso, o presidente-executivo (CEO) Vítor Bento revelou que o plano estratégico pedido na semana passada pelo Banco de Portugal (BdP) começou ontem a ser elaborado, com o objectivo de criar condições para o crescimento da instituição, de modo a que continue a ser uma "referência fundamental" no mercado português.

(...)

Estas palavras adquirem relevância devido ao contexto. O Governo, o BdP e os bancos que contribuem para o Fundo de Resolução que controla 100% do Novo Banco preferiam uma venda rápida, eventualmente repartindo os seus activos por vários investidores. Mas a gestão de Vítor Bento tem defendido que o Novo Banco não deve ser um mero banco transitório, com prazo de validade fixado à partida, mas sim um ‘player' de direito próprio e capaz de criar uma base accionista de raiz.

Tal como o Diário Económico noticiou, na semana passada, após um período de indefinição, o governador do BdP, Carlos Costa, solicitou à administração do Novo Banco a preparação de um plano de desenvolvimento sustentável, que ajude a "atrair investidores que possam formar uma estrutura accionista estável e comprometida com esse desenvolvimento".

http://economico.sapo.pt/noticias/v...-banco-esta-no-mercado-para-ficar_200764.html
 
As alcatifas do Estado deixaram saudades... a vida cá fora é muito difícil... 10-0 ao governo do Sócrates.

Hélder Rosalino nomeado administrador do Banco de Portugal.

http://www.noticiasaominuto.com/eco...aggregation&fb_aggregation_id=288381481237582

O caso do BES e do GES é um maná para os advogados especializados neste tipo de litigância, aliás os mesmos que são especialistas na blindagem de contratos, os mesmos que fizeram as contrapartidas, os mesmos que negociaram do lado da banca e do lado do governo. Para meia dúzia deles, porque é um círculo muito fechado, o caso BES/GES vai ser um presente de ouro.

Há muito aventureirismo legal (melhor ilegal) em todo o processo e tantas zonas vermelhas e cinzentas, tanta coisa feita em cima do joelho, e muita mais de legalidade mais que duvidosa, que todos, pequenos e grandes, do lado “bom” e do lado “mau”, têm vantagem em ir a tribunal, mesmo com uma justiça lenta como a nossa. E é evidente que a expectativa de litígios sobre litígios vai embaratecer ainda mais o lado “bom”, visto que ninguém se arrisca a comprar sem ter a certeza de que não fica com um bem enrodilhado por dezenas de anos em processos judiciais. A não ser que o governo se atravesse com garantias e dinheiro, o que já está a fazer e ainda vai fazer muito mais. É só esperar um pouco.

http://abrupto.blogspot.pt/2014/09/aventureirismo-legal-caso-do-bes-e-do.html

Aprovado o próximo orçamento fantasioso entramos directamente em campanha eleitoral... a corrida aos cargos de nomeação da gente do governo já começou... toda a gente a procurar lugares para se esconder.
 
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O caso do BES e do GES é um maná para os advogados especializados neste tipo de litigância, aliás os mesmos que são especialistas na blindagem de contratos, os mesmos que fizeram as contrapartidas, os mesmos que negociaram do lado da banca e do lado do governo. Para meia dúzia deles, porque é um círculo muito fechado, o caso BES/GES vai ser um presente de ouro.

Há muito aventureirismo legal (melhor ilegal) em todo o processo e tantas zonas vermelhas e cinzentas, tanta coisa feita em cima do joelho, e muita mais de legalidade mais que duvidosa, que todos, pequenos e grandes, do lado “bom” e do lado “mau”, têm vantagem em ir a tribunal, mesmo com uma justiça lenta como a nossa. E é evidente que a expectativa de litígios sobre litígios vai embaratecer ainda mais o lado “bom”, visto que ninguém se arrisca a comprar sem ter a certeza de que não fica com um bem enrodilhado por dezenas de anos em processos judiciais. A não ser que o governo se atravesse com garantias e dinheiro, o que já está a fazer e ainda vai fazer muito mais. É só esperar um pouco.
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Os milhões que vão ser gastos em advogados e não verão um tostão. :lol:
 
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