O Estado do País

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Irlanda:

Às 8h20 a "yield" associada em mercado secundário às obrigações irlandesas a dois anos caiu três pontos para a taxa negativa de -0,004%, o nível mais baixo na base de dados da agência Bloomberg, que começa em 1991.

http://economico.sapo.pt/noticias/irlanda-com-juros-negativos-pela-primeira-vez_200868.html

Portugal:

No prazo a dois anos, as yields das Obrigações do Tesouro (OT) português estão em mínimos históricos registando 0,5% e, na maturidade de referência, a 10 anos, as yields das obrigações irlandesas, espanholas e italianas já estão em mínimos históricos. O custo de financiamento das dívidas destes três periféricos é, agora, inferior ao registado para os títulos do Tesouro norte-americano e britânico.

http://expresso.sapo.pt/juros-da-divida-a-caminho-de-novos-minimos=f888365

Por este ritmo até as obrigações portuguesas a curto prazo vão ser negativas.
 
O Relvas do PS (Armando Vara) apanhou 5 anos... há mais...
Quando este governo sair podem começar a vasculhar, gente pra por na cadeia não falta.
 
Entrevista i a João César das Neves. “Só há uma maneira de resolver isto: é não haver dinheiro”
Como é que se resolve o problema do crescimento económico?

Este é um problema da União Europeia e é complicado. A questão é que já não é possível, neste momento, gastar mais dinheiro, até porque as nossas abébias para promover o desenvolvimento não promoveram desenvolvimento coisa nenhuma, foram simplesmente para os bolsos dos do costume. Os EUA mostraram como é que isto se resolve. Temos de fazer estímulos de curto prazo e uma reestruturação brutal a médio/longo prazo que convença as pessoas de que estamos a olhar a sério para o défice e que queremos mesmo ter um défice que consigamos pagar, ou seja, zero. Só que estamos numa recessão ou a sair de uma recessão, queremos gastar algum dinheiro razoavelmente. Ninguém acredita em Portugal. O máximo era 3%, conseguimos, com um esforço, chegar a 4% e, como é óbvio, já estávamos a pedir 4,5%. Isto mostra que não fazemos a mais pequena ideia de qual é o problema. Em Portugal, ninguém está interessado em ter um Estado que consiga pagar. Mas é absolutamente indispensável, porque ninguém nos vai pagar o Estado que temos.

Como é que ficamos?

O que era absolutamente indispensável era ter juízo. O que a troika está a dizer não é estúpido, é essencial, e até devíamos fazer mais, porque a Alemanha não tem nenhuma responsabilidade de nos pagar. Nem os alemães, nem os franceses, nem ninguém, temos de ser nós a fazê-lo. E aqueles que são muito amigos do Estado, dos funcionários públicos, dos pensionistas, deviam ser os primeiros a querer ver isto feito. O governo muda daqui a poucos meses e vai à vida dele, nós ficamos cá, os contribuintes ficam cá sempre. Esta é a quinta emergência orçamental que temos nos últimos anos. O eng.º Guterres teve uma em 99 e fugiu, Durão Barroso teve outra em 2003 e fugiu, Sócrates teve outra em 2005 e fugiu, e já vamos na quinta. Isto de ir de estupidez em estupidez até à catástrofe final… Todos disseram que ia ser duro, mas que agora é que ia ficar resolvido. Não ficou e não se fez a reforma da Segurança Social, não se fez a reforma da administração pública, não se puseram as coisas no caminho da sustentabilidade.

O que é que está a travar a economia, além da falta de dinheiro?

A economia ficou completamente entupida porque nós arranjámos fiscais para tudo e mais alguma coisa, inventámos impostos para tapar todas as possibilidades, queimámos a galinha dos ovos de ouro. É evidente que a melhor maneira de proteger a língua portuguesa é não se falar. Os fiscais da ASAE e de todos esses organismos estão montados para este propósito. Eu já fui director da biblioteca aqui da Católica e sei que a melhor maneira de proteger os livros é não os emprestar aos alunos, mas isso é muito estúpido. E nós estamos um bocadinho nisto, em boa parte pelo seguidismo da UE e de directivas que são feitas para países muito mais ricos do que nós, mas que temos de adoptar. No final, cumprimos todas aquelas regras e matamos a economia. Depois há outro problema: amamos as pequenas empresas mas, quando elas começam a crescer e passam a médias, pimba! Punimos o sucesso económico.

Sobre as medidas anunciadas por Mario Draghi, são suficientes?

O BCE tem uma tarefa simples: aguentar o euro. E é o que tem feito. Anestesiou o problema, com taxas de juro baixas, para permitir a cirurgia, mas a operação, as reformas estruturais têm de ser feita pelos governos. O que assusta é quando, de um momento para o outro, as taxas de juro começarem a subir e a inflação começar a subir. Todos os governos que andaram a brincar vão estar completamente atulhados. Não sei se conhece algum aqui próximo que esteja nessas condições.

Que esperança tem na nova equipa ou equipas europeias, a começar pela Comissão?

A Comissão Europeia não existe até Delors e desde aí. Tem influência e pode estragar muito; fazer já é mais difícil. Mais uma vez escolheram uma nulidade, porque é evidente que não querem alguém com influência. Tem de ser pequenino e simpático, mas pouco interventivo, como o Juncker.

Sobre a proposta de a Alemanha ter direito de veto?

A Alemanha é a maior economia, não pode ter o peso do Luxemburgo, que é igual a Odivelas. É a Alemanha que paga esmagadoramente o dinheiro, tem um peso enorme em termos económicos; se não tiver mais influência que Portugal não é justo, não é razoável. Se há alguma coisa de que a Alemanha se pode queixar é de falta de influência, não é de excesso. Proporcionalmente, Portugal ou o Luxemburgo têm uma influência escandalosamente superior. Resmungam porque a Alemanha manda nisto? A Alemanha paga isto.

http://blasfemias.net/2014/09/06/en...esolver-isto-e-nao-haver-dinheiro/#more-60417
 
O pessoal que esta agora na casa dos 20 e 30 anos e que aplaude os bloqueios do tc a reforma da Seguranca Social , quando se reformarem daqui a 30 ou 40 anos e receberem de reforma uma esmola , vao perceber por que razao quando as despesas sao muitissimo superiores as receitas , e necessaria uma reestruturacao .

Mas nessa altura para eles ja vai ser tarde .
 
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A economia ficou completamente entupida porque nós arranjámos fiscais para tudo e mais alguma coisa, inventámos impostos para tapar todas as possibilidades, queimámos a galinha dos ovos de ouro. É evidente que a melhor maneira de proteger a língua portuguesa é não se falar. Os fiscais da ASAE e de todos esses organismos estão montados para este propósito. Eu já fui director da biblioteca aqui da Católica e sei que a melhor maneira de proteger os livros é não os emprestar aos alunos, mas isso é muito estúpido. E nós estamos um bocadinho nisto, em boa parte pelo seguidismo da UE e de directivas que são feitas para países muito mais ricos do que nós, mas que temos de adoptar. No final, cumprimos todas aquelas regras e matamos a economia. Depois há outro problema: amamos as pequenas empresas mas, quando elas começam a crescer e passam a médias, pimba! Punimos o sucesso económico.

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A Alemanha é a maior economia, não pode ter o peso do Luxemburgo, que é igual a Odivelas. É a Alemanha que paga esmagadoramente o dinheiro, tem um peso enorme em termos económicos; se não tiver mais influência que Portugal não é justo, não é razoável. Se há alguma coisa de que a Alemanha se pode queixar é de falta de influência, não é de excesso. Proporcionalmente, Portugal ou o Luxemburgo têm uma influência escandalosamente superior. Resmungam porque a Alemanha manda nisto? A Alemanha paga isto.

Democracia César das Neves 2.0
 
O pessoal que esta agora na casa dos 20 e 30 anos e que aplaude os bloqueios do tc a reforma da Seguranca Social , quando se reformarem daqui a 30 ou 40 anos e receberem de reforma uma esmola , vao perceber por que razao quando as despesas sao muitissimo superiores as receitas , e necessaria uma reestruturacao .

Mas nessa altura para eles ja vai ser tarde .

O pessoal que está agora nos 20 e 30 anos quer é trabalhar... não sei se tens dado conta que o desemprego na europa é um bocadinho alto e que quem contribui para as despesas da segurança social são os trabalhadores e em menor parte as empresas.

Daqui a 30 ou 40 anos o sol vai continuar a nascer e a por-se todos os dias.
 
A segurança social não são só as "reformas"... é o funeral que é pago a uma pessoa que conheças mas que ficou sem dinheiro para pagar esse serviço. Vocês que são todos muitos crentes não iam gostar de ver o homem ou a mulher enterrados no átrio da igreja, conforme se fazia antigamente.
 
o problema é a má gestão, se não se lembram o senhor Sócrates passou para o estado o fundo de pensões da caixa, para umas malabarices económicas e agora ficamos com mais essas pensões para pagar mas o pilim do fundo foi-se logo o saldo é negativo. Depois vêm otarios dizer que a segurança social não é sustentavel, pois não pode ser e não esquecer os drogados, alcoólicos e ciganada que vivem à custa de quem paga e se falas mal deles ainda te lixas com a leis dos crimes de odio
 
pode ser um novo bpn que foi vendido a saldo e depois quem comprou ainda quis que pagássemos as dividas depois de comprado, o banco mau sim isso é táctica conhecida comprar a 1euro e depois liquidasse os valores para ganhar dinheiro
 
Os ingleses colocaram a programação/código de computadores/máquinas no ensino primário...

Os portugueses continuam a entrar em Direito aos 1000-2000 de cada vez...

Pra que serve um ministro da educação?
 
Os ingleses colocaram a programação/código de computadores/máquinas no ensino primário...

Os portugueses continuam a entrar em Direito aos 1000-2000 de cada vez...

Pra que serve um ministro da educação?

Isso é um abuso desmedido. Na primária nem metade dos catraios deve saber falar inglês sem erros...
 
Os economistas Francisco Louçã e João Ferreira do Amaral, autores de "A Solução Novo Escudo", traçam caminhos a seguir no caso de dissolução do euro e o que teria de ser feito para conter o embate do regresso do escudo.

O cenário é hipotético, mas pode acontecer. E se um dia Portugal decidir sair do euro, ou a zona euro se dissolver? Que mudanças resultariam para a vida dos portugueses? Os salários cairiam? As pensões estariam incólumes? E o crédito à habitação cresceria desmesuradamente? Haveria despedimentos?

Para responder a estas questões, a Renascença pediu ajuda aos economistas Francisco Louçã e João Ferreira do Amaral, que na semana passada editaram o livro "A Solução Novo Escudo: O que Fazer no Dia Seguinte à Saída de Portugal do Euro".

Comecemos pelos salários. A voz a Ferreira do Amaral: "Numa primeira fase, nada acontecerá. Mas depois com uma inflação maior haverá uma diminuição dos salários reais".

O professor catedrático do Insituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) diz que Portugal suporta uma inflação até 20% e que ainda assim pode crescer, como já aconteceu antes.

É inevitável que os portugueses recebam menos? "É preciso evitar que o salário que as pessoas recebem desça. Uma coisa é o salário real e outra é o salário disponível. Hoje há uma grande diferença porque o IRS é muito elevado", denuncia.

(...)

Em relação ao crédito à habitação, na hipótese de um acordo com as autoridades europeias, as contas continuariam nominadas em euros e as dívidas também, defendem Louçã e Ferreira do Amaral.

Assim, como os salários são pagos em escudos e o escudo se desvaloriza em relação ao euro, o Estado, sustentam os autores, tinha de intervir para garantir a protecção da diferença criada pela alteração cambial.

"As pessoas não seriam prejudicadas", assegura Louçã.

No caso em que não haja um acordo será preciso redenominar os contratos, ou seja as dívidas que estão em euros passam a estar em escudos e os salários e os depósitos estão em escudos também.

"Não há nenhuma diferença. Quando há uma desvalorização da moeda há uma desvalorização da conta corrente", identifica o antigo líder do Bloco de Esquerda.

O que é a redenominação dos contratos? "Significa que se for ao banco para pedir um crédito à habitação no valor de 50 mil euros, ele passa a valer 50 mil escudos. Porque um euro passa a valer um escudo na hipótese que nós trabalhámos", explica.

"Nos dois casos, estando a dívida em euros ou em escudos e o livro é muito preciso em relação a isso, o Estado deve proteger por inteiro as pessoas que pediram crédito ao banco para que não sejam prejudicadas", refere.

A entrada em cena do escudo poderá trazer o desemprego como actor principal? Na óptica de Ferreira do Amaral não.

"Isso nunca aconteceu. Numa primeira fase, o efeito será nulo, mas passado pouco tempo começará a crescer. Ao fim de ano, ano e meio, a desvalorização terá efeitos sobre o crescimento da economia", sustenta.

Outras duas dimensões sobre as quais os economistas se debruçam em "A Solução Novo Escudo" são os recursos energéticos e os medicamentos. Duas das maiores vulnerabilidades do país, sustentam.

A extrema dependência externa faria com que os preços imediatamente subissem, o que para Francisco Louçã e Ferreira do Amaral leva a que o Estado tivesse de criar um plano de contingência.

Na energia, o auxílio necessário aos sectores mais vulneráveis levaria a um sobrecusto para o Estado de 250 milhões de euros no primeiro ano, que depois decresceria nos anos seguintes.

No que diz respeito aos medicamentos dramatizam: "Esse plano [de contingência] não pode falhar"

http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=161414

Um livro inteiro baseado numa premissa que nunca aconteceria/á. 1 escudo valendo 1 cêntimo? (presumo que tenha sido erro do autor referir 1 euro. Assim a dívida seria rapidamente paga).
 
O livro pelos vistos, tem permissas que só servem para enganar velhinhos. Então esquecem-se da permissa principal, o problema do défice! Temos um problema que é ter de pagar dívidas atrás de dívidas, acrescidas de juros. Ora para mim tanto me dá, se pago em quilogramas (euro) como em gramas (escudo)! O que pesa mais, 1kg de chumbo ou 1kg de algodão? É assim a nossa dívida! É preciso ser economista para entender isto??

O nossos créditos com os bancos são em euros, os bancos pedem dinheiro a terceiros (bce), pelo que convertendo a dívida de euro para escudo, de nada nos vale, teremos de pagar mais e mais, caso o escudo desvalorize!

Por último, a quem compensaria mais passar de euro para escudo? A quem sobra mais dinheiro ao fim do mês, justamente os mais ricos! Com inflação elevada, teoricamente, compensa poupar, mas aos pobres sobram dias ao fim do mês, entendem?
 
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