Os accionistas de maior dimensão do Banco Espírito Santo, os chamados institucionais, venderam em força as acções daquele banco nos últimos momentos de vida da instituição financeira antes da resolução de 3 de Agosto.
Os institucionais de maior dimensão venderam "com grande intensidade" disse Carlos Tavares aos deputados.
Já outros institucionais, "mais pequenos", estavam a comprar acções, a aproveitar a semana de quedas do BES – pensando que estariam a investir num banco que já não teria mais para onde cair depois de apresentar prejuízos de 3.577 milhões de euros.
"Muitos institucionais mais pequenos [estavam] convencidos de que a informação no mercado era boa", disse Carlos Tavares, presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
JdN
Nesse tipo de situações acontece sempre o mesmo. Basta ver Chipre:
RUSSIAN oligarchs and wealthy financiers withdrew £2billion from Cypriot banks after they were secretly tipped off about a tax raid, it has emerged.
Express
Lá, como cá, quem sofreu foram as pessoas comuns que acredita(ra)m nas 'autoridades' e na idoneidade das instituições. Em Chipre, as universidades, caridades, negócios familiares viram o dinheiro esfumar-se:
While the Brussels PR machine endlessly talks of “Russian oligarchs”, the reality is that €100,000 is not a huge amount of money. Across Cyprus this Easter, hundreds of family-owned businesses are trying to come to terms with what they see as the theft of their working capital. Numerous charities, universities and other educational endowments have also been whacked.
Telegraph
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