Uns querem vacinar mas as entregas não chegam.
A outros as entregas chegam mas não vacinam.
E ainda há aqueles que produzem as vacinas, exportam, mas não vacinam.
Russia’s Coronavirus Vaccine More Expensive for Africa Than Western Jabs – FT
Além de fazerem um teste rápido à covid-19 até 72 horas antes do evento e um segundo teste à entrada para o recinto, terão de responder a um questionário passados 14 dias, fazendo ainda um novo teste de despiste. O uso de máscaras será obrigatório.
Festivais. A bolha e os testes que podem salvar os concertos no país
'como dá para ver pelos inquéritos epidemiológicos, são pouquíssimas as infeções nos concertos. É tudo em casa'.
Ao mesmo tempo que não respondem se uma pessoa pode-se sentar num banco de jardim em abril, dizem que estão a planear permitir festivais em julho...
Uma coisa é um concerto com lugares marcados e pessoas sentadas, outra um festival. Com o consumo de álcool que costuma acontecer em festivais, alguém acredita que as máscaras se vão manter na cara?
Realizar a Festa do “Avante!” é, nestas circunstâncias, uma grande afirmação do estímulo à actividade, à cultura, à arte, ao desporto, ao convívio, ao lazer, à intervenção política, à solidariedade, à fruição da vida, hoje essenciais à saúde e ao bem estar da população.
Deixar de a fazer apenas porque sobre ela se lançou uma campanha mistificatória para instrumentalizar reais e naturais factores de preocupação – em si mesmo agigantados pelas razões que são conhecidas – seria soçobrar a uma ofensiva reaccionária que, tendo êxito, cedo passaria para outros patamares de limitação de liberdade e direitos. Também nesta circunstância, realizar a Festa é afirmar e manter abertas as portas que Abril abriu.
-
A proibição dos Festivais de Verão correspondeu a uma decisão adoptada de acordo com os interesses específicos dos seus promotores face a problemas concretos que estes identificaram.
Não há qualquer excepção para o PCP, além do mais, porque a actividade política não está suspensa. O próprio Presidente da República afirmou que “se uma entidade promotora qualificar como iniciativa política, religiosa, social o que poderia, de outra perspetiva, ser encarado como festival ou espetáculo de natureza análoga, deixa de se aplicar a proibição específica prevista no presente diploma”
Sabendo nós que nem todos são responsáveis, não se pode dar liberdade total às pessoas, porque há pessoas que assim não vão cumprir rigorosamente nada e não vão ter bom senso em nenhuma ocasião. É uma utopia achar que os irresponsáveis aprenderam alguma coisa com o Natal.E continuo a defender a abertura dada no Natal, o problema foi não se ter conseguido manter os números baixos antes disso nem ter evitado aglomerações no comércio nos dias anteriores (que foram potenciadas pelas regras que fechavam o comércio às 13h ao fim de semana).
Aquilo que eu escrevi sobre a distância à Páscoa foi uma caricatura, mas é o que apetece responder quando estamos confinados apenas por algo que vai acontecer daqui a 5 semanas. É estúpido e torna claro que as autoridades do país nos fazem passar todos por estúpidos. Se é para vivermos na ignorância e sermos pastados então que escondam os números epidemiológicos, pois por muito irresponsável que a população seja sabe minimamente analisar os números que saem diariamente e entender que a pandemia está neste momento totalmente controlada. E se a população é irresponsável para fazer o que quer se houver um plano de desconfinamento a médio prazo, também o será para fazer o que quer ao aperceber-se que os números epidemiológicos estão actualmente bastante mais baixos do que alguma vez estiveram nos últimos 5 meses.
Defendi em janeiro que fosse toda a gente para casa. Não obedeço a restrições de circulação irrelevantes no contexto de combate à pandemia. Desde há 1 ano atrás que o único local com multidão onde estive foi na partida do Tour de France em Nice, ao ar livre e com polícia na rua a fiscalizar o uso de máscara. Considero que sempre tive um comportamento responsável. Não considero irresponsabilidade atravessar fronteiras de concelhos fechado dentro de um carro.
Sabendo nós que nem todos são responsáveis, não se pode dar liberdade total às pessoas, porque há pessoas que assim não vão cumprir rigorosamente nada e não vão ter bom senso em nenhuma ocasião. É uma utopia achar que os irresponsáveis aprenderam alguma coisa com o Natal.
E não iremos ainda nessa fase ter imunidade de grupo, muito longe de tal acontecer. Por mais 20 dias de restrições, reduz se muitíssimo a possibilidade de uma quarta vaga (Além disso os hospitais ainda estão a recuperar. Há apenas 3 semanas havia filas de ambulâncias, esperas de 16 horas pir vezes..) Abrindo já, pelas palavras de quase todos os da área de saude e epidemiologia, podia muito bem haver uma 4a vaga.
Agora é escolher. Mais 1 mês de restrições, e uma Primavera descansada. Ou abrir já e bastante provavel depois da Páscoa fechar tudo outra vez.
Porque é que agora que temos 1000/1500 casos por dia, abrindo tudo e com uma Páscoa "descansada" não podemos ir disparados para os 8000/10000 casos diários? O vírus desapareceu? A única diferença é que há um esgotamento quase total dos médicos e enfermeiros. Como não há possibilidade de colocar a descansar estes e ir buscar outros, se calhar é mesmo melhor prevenir, em vez de remediar (Novamente em Maio).

A progressão em Itália deve ser monitorizada nos próximos dias já que registou cerca de 20 mil novos casos diários nos últimos 2 dias. Curiosamente, a região mais "imunizada", Lombardia, e que tem uma taxa de infecções/população semelhante à portuguesa, destaca-se pela negativa em relação a todas as restantes, havendo já relatos de doentes UCI transferidos por ter sido atingido a lotação em regiões como Brescia.