Pandemia da COVID-19 2021

Uns querem vacinar mas as entregas não chegam.

A outros as entregas chegam mas não vacinam.

E ainda há aqueles que produzem as vacinas, exportam, mas não vacinam.

Russia’s Coronavirus Vaccine More Expensive for Africa Than Western Jabs – FT



Exato. Eu acho que dentro da UE devia haver maior circulacao de vacinas. Quem nao as usa, devia dar a outros países que as usem. Principalmente a vacina da Astrazeneca. É inadmissivel que os países andem a receber tanta vacina e estarem por usar.

https://www.theguardian.com/world/2...xford-covid-jabs-delivered-to-eu-not-yet-used
 
Além de fazerem um teste rápido à covid-19 até 72 horas antes do evento e um segundo teste à entrada para o recinto, terão de responder a um questionário passados 14 dias, fazendo ainda um novo teste de despiste. O uso de máscaras será obrigatório.

Festivais. A bolha e os testes que podem salvar os concertos no país

'como dá para ver pelos inquéritos epidemiológicos, são pouquíssimas as infeções nos concertos. É tudo em casa'.
 
Festivais. A bolha e os testes que podem salvar os concertos no país

'como dá para ver pelos inquéritos epidemiológicos, são pouquíssimas as infeções nos concertos. É tudo em casa'.

Ao mesmo tempo que não respondem se uma pessoa pode-se sentar num banco de jardim em abril, dizem que estão a planear permitir festivais em julho...
Uma coisa é um concerto com lugares marcados e pessoas sentadas, outra um festival. Com o consumo de álcool que costuma acontecer em festivais, alguém acredita que as máscaras se vão manter na cara?
 
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Ao mesmo tempo que não respondem se uma pessoa pode-se sentar num banco de jardim em abril, dizem que estão a planear permitir festivais em julho...
Uma coisa é um concerto com lugares marcados e pessoas sentadas, outra um festival. Com o consumo de álcool que costuma acontecer em festivais, alguém acredita que as máscaras se vão manter na cara?

Se calhar as perguntas mais pertinentes são... quem vai pagar os 3 testes? E quem irá analisar os questionários?

De resto, é expectável que as 'autoridades' continuem a dar alguma esperança mas se calhar o melhor para os artistas seria a filiação imediata no PCP e o anúncio de diversos 'Avantes' até ao final do ano.

Realizar a Festa do “Avante!” é, nestas circunstâncias, uma grande afirmação do estímulo à actividade, à cultura, à arte, ao desporto, ao convívio, ao lazer, à intervenção política, à solidariedade, à fruição da vida, hoje essenciais à saúde e ao bem estar da população.

Deixar de a fazer apenas porque sobre ela se lançou uma campanha mistificatória para instrumentalizar reais e naturais factores de preocupação – em si mesmo agigantados pelas razões que são conhecidas – seria soçobrar a uma ofensiva reaccionária que, tendo êxito, cedo passaria para outros patamares de limitação de liberdade e direitos. Também nesta circunstância, realizar a Festa é afirmar e manter abertas as portas que Abril abriu.

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A proibição dos Festivais de Verão correspondeu a uma decisão adoptada de acordo com os interesses específicos dos seus promotores face a problemas concretos que estes identificaram.

Não há qualquer excepção para o PCP, além do mais, porque a actividade política não está suspensa. O próprio Presidente da República afirmou que “se uma entidade promotora qualificar como iniciativa política, religiosa, social o que poderia, de outra perspetiva, ser encarado como festival ou espetáculo de natureza análoga, deixa de se aplicar a proibição específica prevista no presente diploma”
 
O mais criticado a dizer a verdade. Deve estar para breve a saída.



Marcelo elogiou o comportamento dos portugueses na contenção da pandemia. Como se houvesse outra opção.
 
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E continuo a defender a abertura dada no Natal, o problema foi não se ter conseguido manter os números baixos antes disso nem ter evitado aglomerações no comércio nos dias anteriores (que foram potenciadas pelas regras que fechavam o comércio às 13h ao fim de semana).
Aquilo que eu escrevi sobre a distância à Páscoa foi uma caricatura, mas é o que apetece responder quando estamos confinados apenas por algo que vai acontecer daqui a 5 semanas. É estúpido e torna claro que as autoridades do país nos fazem passar todos por estúpidos. Se é para vivermos na ignorância e sermos pastados então que escondam os números epidemiológicos, pois por muito irresponsável que a população seja sabe minimamente analisar os números que saem diariamente e entender que a pandemia está neste momento totalmente controlada. E se a população é irresponsável para fazer o que quer se houver um plano de desconfinamento a médio prazo, também o será para fazer o que quer ao aperceber-se que os números epidemiológicos estão actualmente bastante mais baixos do que alguma vez estiveram nos últimos 5 meses.
Defendi em janeiro que fosse toda a gente para casa. Não obedeço a restrições de circulação irrelevantes no contexto de combate à pandemia. Desde há 1 ano atrás que o único local com multidão onde estive foi na partida do Tour de France em Nice, ao ar livre e com polícia na rua a fiscalizar o uso de máscara. Considero que sempre tive um comportamento responsável. Não considero irresponsabilidade atravessar fronteiras de concelhos fechado dentro de um carro.
Sabendo nós que nem todos são responsáveis, não se pode dar liberdade total às pessoas, porque há pessoas que assim não vão cumprir rigorosamente nada e não vão ter bom senso em nenhuma ocasião. É uma utopia achar que os irresponsáveis aprenderam alguma coisa com o Natal.

Pelo comportamento de uns, pagam os outros, e por isso tem de haver confinamentos para reduzir o risco e a mobilidade destes (Os que infringem ao máximo), de forma a reduzir o risco. Abrindo a meados de Março, e com a pandemia não controlada (Ninguém sabe certamente o que iria acontecer na evolução da pandemia com a presença destas novas estirpes, tirando já as restrições) a Páscoa podia ser um Natal versão v2. Não tão grave possivelmente, mas que não se pense que quem transgrediu no Natal, não o iria fazer novamente na Páscoa.

E não iremos ainda nessa fase ter imunidade de grupo, muito longe de tal acontecer. Por mais 20 dias de restrições, reduz se muitíssimo a possibilidade de uma quarta vaga (Além disso os hospitais ainda estão a recuperar. Há apenas 3 semanas havia filas de ambulâncias, esperas de 16 horas pir vezes..) Abrindo já, pelas palavras de quase todos os da área de saude e epidemiologia, podia muito bem haver uma 4a vaga.

Agora é escolher. Mais 1 mês de restrições, e uma Primavera descansada. Ou abrir já e bastante provavel depois da Páscoa fechar tudo outra vez.

Porque é que agora que temos 1000/1500 casos por dia, abrindo tudo e com uma Páscoa "descansada" não podemos ir disparados para os 8000/10000 casos diários? O vírus desapareceu? A única diferença é que há um esgotamento quase total dos médicos e enfermeiros. Como não há possibilidade de colocar a descansar estes e ir buscar outros, se calhar é mesmo melhor prevenir, em vez de remediar (Novamente em Maio).

Tanto falamos dos jovens, e de mais 15 dias de possível perda de aulas. Claro que há perdas num confinamento. Mas nada mais há de pior que um médico ter de escolher entre 2 doentes. Será que não tivemos aí nesse nível há apenas 3 semanas? Um jovem de 12 anos, poderá recuperar em 2 anos bastante do que foi perdido nesta pandemia. Vidas não se recuperam. Parece conversa fiada, mas é mesmo assim. Não se pode comparar a perda de 1 mês de aulas, com a vida humana.
 
Sabendo nós que nem todos são responsáveis, não se pode dar liberdade total às pessoas, porque há pessoas que assim não vão cumprir rigorosamente nada e não vão ter bom senso em nenhuma ocasião. É uma utopia achar que os irresponsáveis aprenderam alguma coisa com o Natal.

Para já, não defendo "liberdade total", simplesmente acho que se pode recomeçar a abrir o essencial e permitir a permanência de pessoas ao ar livre.

E não iremos ainda nessa fase ter imunidade de grupo, muito longe de tal acontecer. Por mais 20 dias de restrições, reduz se muitíssimo a possibilidade de uma quarta vaga (Além disso os hospitais ainda estão a recuperar. Há apenas 3 semanas havia filas de ambulâncias, esperas de 16 horas pir vezes..) Abrindo já, pelas palavras de quase todos os da área de saude e epidemiologia, podia muito bem haver uma 4a vaga.

Os modelos dos epidemiologistas são cegos a muitos factores, como o clima ou a imunidade da sociedade estar neste momento relativamente elevada (apesar de ainda distante da imunidade de grupo).

Agora é escolher. Mais 1 mês de restrições, e uma Primavera descansada. Ou abrir já e bastante provavel depois da Páscoa fechar tudo outra vez.

Se têm tanto medo da Páscoa, e apesar de eu discordar disso, há uma 3ª opção. Abrir parcialmente agora, voltar ao confinamento na semana da Páscoa e reabir na semana a seguir à Páscoa.

Porque é que agora que temos 1000/1500 casos por dia, abrindo tudo e com uma Páscoa "descansada" não podemos ir disparados para os 8000/10000 casos diários? O vírus desapareceu? A única diferença é que há um esgotamento quase total dos médicos e enfermeiros. Como não há possibilidade de colocar a descansar estes e ir buscar outros, se calhar é mesmo melhor prevenir, em vez de remediar (Novamente em Maio).

Não voltaremos nos próximos tempos aos 10 000 casos diários porque:
  • No Natal partimos de uma base de 4000 casos diários, hoje estaremos na realidade abaixo de 1000 casos (a média semanal está nos 1274, como o lag entre a infecção e detecção é de 7 a 10 dias é muitíssimo provável já estarmos abaixo dos 1000);
  • A Páscoa, apesar de também promover contactos, promove muito menos que o Natal. Ainda por cima na véspera da Páscoa não há a invasão das superfícies comerciais que ocorre antes do Natal;
  • O tempo está mais quente;
  • A imunidade da sociedade está muito mais elevada.
Se houver um desconfinamento planeado o pior que pode acontecer é a descida do número de casos estabilizar nos 1000 e não nos 500. É isso que está em discussão.
 
Também me parece que a Páscoa jamais causaria um agravamento igual ao que assistimos após o Natal e o fim de ano. E continuo convencido de que não foi só o agrupamento de pessoas que causou a catástrofe que todos conhecemos: o tempo excecionalmente frio de finais de dezembro e início de janeiro não foi alheio. Agora essas condições meteorológicas não se vão repetir.
E continuo a defender uma abertura, ainda que faseada, das escolas ANTES da Páscoa. Estivemos o 1.º período todo em regime presencial sem que tal se traduzisse em catástrofe. O que causou a catástrofe não foi o ensino presencial... A testagem rápida e regular seria fundamental para aumentar a segurança. E também se devia olhar para a situação de cada região ou mesmo de cada concelho e decidir a abertura ou a manutenção do regime à distância com base nisso. Agora, claro que é muito mais fácil para quem decide dizer que se mantém tudo fechado! Só que nunca ninguém disse que governar era fácil, em especial em momentos de provação como os que vivemos...
Outra coisa que não gosto é do discurso do "salvar o verão e o outono". Querem dizer o quê? Que vamos viver um verão à pré-pandemia? É uma mensagem errada e perigosa.
 
Última edição:
A progressão em Itália deve ser monitorizada nos próximos dias já que registou cerca de 20 mil novos casos diários nos últimos 2 dias. Curiosamente, a região mais "imunizada", Lombardia, e que tem uma taxa de infecções/população semelhante à portuguesa, destaca-se pela negativa em relação a todas as restantes, havendo já relatos de doentes UCI transferidos por ter sido atingido a lotação em regiões como Brescia. As temperaturas máximas têm rondado os 18/19º em Milão. Algumas regiões , como Campania (Nápoles que tem registado temperaturas de 27 e 28º) decretaram o fecho de todas as escolas (todos os ciclos de ensino) a partir de 2ª feira para travar a progressão da pandemia e outras regiões estão a decidir se seguem o mesmo caminho.

Entretanto, na Madeira, onde as escolas até aos 12 anos permanencem abertas (nunca chegaram a fechar), a variante inglesa representa 70% dos novos casos das últimas 3 semanas. No dia 4 de Janeiro, a estrutura etária 0-9 anos representava 6% dos casos totais detectados na região. No dia 24 de Fevereiro, a mesma estrutura etária representava 9% dos casos totais detectados na região.

Continuo a defender a prioritização da abertura da escolas. Baseada em factos concretos em vez de percepções e demagogia. Olhar para os exemplos existentes, ver o que se fez e o que não se fez, replicar o que se fez bem e não fazer o que se fez mal.
 
António Costa acaba de anunciar que vai anunciar um plano de desconfinamento no dia 11 de Março, mas o desconfinamento deverá começar pelas escolas, por actividades económicas e regiões..:unsure:

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A progressão em Itália deve ser monitorizada nos próximos dias já que registou cerca de 20 mil novos casos diários nos últimos 2 dias. Curiosamente, a região mais "imunizada", Lombardia, e que tem uma taxa de infecções/população semelhante à portuguesa, destaca-se pela negativa em relação a todas as restantes, havendo já relatos de doentes UCI transferidos por ter sido atingido a lotação em regiões como Brescia.

Não sei onde se destaca a Lombardia. Há um foco relevante em Brescia, mas no cômputo geral a Lombardia está na média do país:

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