Pandemia da COVID-19 2021

E... até ao final do mês que vem foram fechadas as poucas escolas que ainda estavam abertas na Czéquia.

Casos

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Testes

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Hospitalizações

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Em Portugal, num mês, conseguiu-se baixar a incidência média do seguinte jeito:
- Média nacional: 1652,5 -> 183,0
- Norte: 1373,3 -> 128,1
- Centro: 1286,7 -> 120,0
- Lisboa e Vale do Tejo: 2748,9 -> 318,0
- Alentejo: 975,4 -> 105,4
- Algarve: 1033,6 -> 159,7

O gráfico, desde o fim do verão, é este:
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De facto, a região com maior incidência neste momento já nem é Lisboa, é a Madeira.

Sobre a Madeira, sei que eles não estão em confinamento (têm recolher obrigatório às sete da tarde, se não estou em erro), mas sobre os Açores eu não tenho a certeza. No início do mês eles estavam em confinamento, mas com uma incidência estabilizada nos 30 casos por 100.000 habitantes e até um ligeiríssimo aumento nos últimos dias, ainda estarão confinados?
 
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'Todos os meus testes dão negativo'

In addition to this, the government has confirmed twice-weekly testing using rapid lateral flow tests will be given for free to all families and households with primary, secondary school and college aged children and young people, including childcare and support bubbles, to help find more COVID-19 cases and break chains of transmission. Twice-weekly testing will also be offered to adults working in the wider school community, including bus drivers and after school club leaders.

-> https://www.gov.uk/government/news/...-get-rapid-covid-19-tests-per-person-per-week
 
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Agora há um matemático a prever menos de 100 casos diários na Páscoa... Falta uma disciplina de bom senso nos cursos de Matemática.
Faz-me lembrar um problema de física em que um amigo meu pegou na fórmula que nos davam para determinar o tempo de travagem de um carro, e ele chegou à conclusão que depois de travar o carro começava a andar para trás, que era efetivamente o que a matemática lhe dizia :D
 
É um enorme paradoxo que a região do país com maior incidência tenha medidas menos restritivas em vigor que 98% do país. Só põe a nu a idiotice do governo português e o bom senso do governo regional madeirense.
Os números madeirenses estavam completamente errados até há uns dias, os números reais eram bem menores, não sei se isso entretanto terá sido corrigido
 
Os números madeirenses estavam completamente errados até há uns dias, os números reais eram bem menores, não sei se isso entretanto terá sido corrigido

Segundo dados do Governo Regional da Madeira (https://covidmadeira.pt/ponto-de-situacao/), a RAM teve 852 casos nos últimos 14 dias e 391 casos nos últimos 7. Isto dá uma incidência por 100k habitantes de 319 em 14 dias e 147 em 7 dias.
Para comparar com LVT, a 2ª região do país com maior número de casos per capita, esta tem 249 a 14 dias e 90 a 7 dias. O país como um todo tem 183 e 69. A RAM tem neste momento uma incidência que é mais de o dobro do que todas as regiões do país excepto LVT.
 
O pico de incidência 7-dias na Madeira (352) foi atingido no dia 23 de Janeiro. A descida até aos números de hoje (147) tem sido progressiva mas significativamente mais lenta do que no continente.

Algumas notas para pôr em contexto: Existem na RAM 229 camas em enfermaria dedicadas à Covid. No pico de internamentos (início de Fevereiro) estiveram internadas 77 pessoas (34%).
Existem na RAM 47 camas UCI dedicadas à Covid. No pico dos internamentos estiveram internados 12 pacientem em UCI (incluindo os 3 doentes provenientes do Continente) o que equivale a 26% da capacidade.

O Natal na Madeira teve os mesmos contornos que no Continente, com pessoas a ir aos centros comerciais, jantares de colegas, ajuntamentos familiares agravados pelo regresso de emigrantes madeirenses do Reino Unido. A variante britânica foi detectada no dia 20 de Dezembro, portanto já circulava na Madeira no Natal. Não houve restrições de Ano Novo na Madeira excepto o consumo de álcool na via pública. Até aqui um cenário muito semelhante ao do Continente. A grande diferença deu-se no dia 7 de Janeiro quando ao primeiro indício de crescimento exponencial e prevalência da variante britânica nos jovens, o governo regional decidiu colocar os alunos do 3o ciclo e secundário em ensino presencial e 3 dias mais tarde decidiu-se pelo recolher obrigatório às 19h. São essas medidas que estão em vigor desde então. O menores de 12 anos nunca deixaram de ir à escola, o comércio e os centros comerciais estão abertos, grupos de até 5 pessoas podem almoçar no restaurante, mas jantares só em home delivery até às 22h.

Não pretendo com isto dizer que este é o modelo certo ou que funciona. O modelo açoriano teve de longe melhores resultados sanitários. Mas tenho a certeza que se no dia 7 de Janeiro tivesse havido coragem para encerrar as escolas dos mais velhos, o Continente não teria visto nem 1/3 do desastre que viu em Janeiro/Fevereiro.
 
O pico de incidência 7-dias na Madeira (352) foi atingido no dia 23 de Janeiro. A descida até aos números de hoje (147) tem sido progressiva mas significativamente mais lenta do que no continente.

Algumas notas para pôr em contexto: Existem na RAM 229 camas em enfermaria dedicadas à Covid. No pico de internamentos (início de Fevereiro) estiveram internadas 77 pessoas (34%).
Existem na RAM 47 camas UCI dedicadas à Covid. No pico dos internamentos estiveram internados 12 pacientem em UCI (incluindo os 3 doentes provenientes do Continente) o que equivale a 26% da capacidade.

O Natal na Madeira teve os mesmos contornos que no Continente, com pessoas a ir aos centros comerciais, jantares de colegas, ajuntamentos familiares agravados pelo regresso de emigrantes madeirenses do Reino Unido. A variante britânica foi detectada no dia 20 de Dezembro, portanto já circulava na Madeira no Natal. Não houve restrições de Ano Novo na Madeira excepto o consumo de álcool na via pública. Até aqui um cenário muito semelhante ao do Continente. A grande diferença deu-se no dia 7 de Janeiro quando ao primeiro indício de crescimento exponencial e prevalência da variante britânica nos jovens, o governo regional decidiu colocar os alunos do 3o ciclo e secundário em ensino presencial e 3 dias mais tarde decidiu-se pelo recolher obrigatório às 19h. São essas medidas que estão em vigor desde então. O menores de 12 anos nunca deixaram de ir à escola, o comércio e os centros comerciais estão abertos, grupos de até 5 pessoas podem almoçar no restaurante, mas jantares só em home delivery até às 22h.

Não pretendo com isto dizer que este é o modelo certo ou que funciona. O modelo açoriano teve de longe melhores resultados sanitários. Mas tenho a certeza que se no dia 7 de Janeiro tivesse havido coragem para encerrar as escolas dos mais velhos, o Continente não teria visto nem 1/3 do desastre que viu em Janeiro/Fevereiro.
É verdade, mas os números anteriores ao Natal também eram bem melhores na Madeira, esse patamar inicial também teve o seu impacto
 
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Um tal de Pedro Simas diz que o desconfinamento não terá utilidade em ser prolongado porque não vai ter utilidade, que se vai atingir um planalto de casos, e que as escolas dos mais jovens deviam abrir o mais rapidamente possível, deve ser só mais um conspiracionista que nega a existência da pandemia, claro