Pandemia da COVID-19 2021

Dez enfermeiros não foram trabalhar após segunda dose da vacina

A Ordem dos Enfermeiros reporta relatos de três hospitais da região Centro e aconselha "cautela e prudência" na decisão de vacinar todos os enfermeiros ao mesmo tempo. Infarmed realça que incidência de reações adversas à vacina da covid-19 é, até agora, inferior a 1%.

Num comunicado, enviado esta tarde de quinta-feira às redações, a Secção Regional do Centro (SRC) da Ordem dos Enfermeiros refere ter recebido relatos de vários profissionais que, após tomarem a segunda dose da vacina contra a covid-19, "manifestaram efeitos secundários incapacitantes, situação que os obrigou a ficarem em casa, sem poderem trabalhar".

Ao JN, Ricardo Correia de Matos, presidente da SRC da Ordem dos Enfermeiros precisou que a delegação recebeu, durante a manhã e início da tarde desta quinta-feira, cerca de "uma dezena de exposições de colegas" que foram vacinados ontem e que hoje tiveram reações que os impediram de ir trabalhar.


Os colegas são enfermeiros do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), Hospital da Figueira da Foz e do Centro Hospitalar do Oeste, referiu. Em causa estão reações adversas que já estão descritas como possíveis na vacina da Pfizer, nomeadamente dores fortes, febre, cansaço, mialgias intensas e cefaleias.

Segundo Ricardo Correia de Matos, são reações que também acontecem na primeira toma, mas podem tornar-se "mais intensas" na após a segunda dose.

https://www.jn.pt/nacional/dez-enfe...har-apos-segunda-dose-da-vacina-13261543.html
 
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Boas.
Deixo aqui um registo das idades dos doentes covid internados em enfermaria e UCI em 18 de Janeiro.
Fiquei surpreendido com o numero acima dos 80 anos que eu julgava ser prevalente mas que na realidade está longe disso...(em UCI.)

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Não é propriamente fácil identificar o local *exato* onde ocorreu o contágio.

A DGS não é a 'autoridade' mais competente que há. Mas duvido que esteja sozinha.

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na breve discussão que o telejornal da rtp apresentou... o matemático que faz parte da equipa de técnicos de assessoria ao combate da pandemia estimou que o Rt imediatamente a seguir ao natal atingiu um pico de 1.4.
 
Se o confinamento for total, 15 dias com as escolas e tudo o resto encerrado (que na prática devido à colagem com o fim de semana significam 17 dias), o número de novos casos diários terá que descer para níveis que permitem uma gestão tranquila do sistema de saúde. Se forem cortadas as cadeias de contágio, em 17 dias os recém-infectados ou serão assintomáticos e 99% deles estarão negativos a 8 de fevereiro ou desenvolverão sintomas e serão identificados sem contagiar ninguém fora do respectivo agregado familiar. Um confinamento total e rápido é o mais desejável para todos, para não termos que passar os próximos meses com medidas restritivas da liberdade praticamente inúteis do ponto de vista do combate à pandemia e com os hospitais sempre cheios.
Neste momento, como as coisas estão, falar em "gestão tranquila" do SNS é pura utopia.
Chegámos ao ponto onde estão a morrer por dia o DOBRO das pessoas que costumam morrer no pico do Inverno. O DOBRO. É um número absolutamente inacreditável, e reflete o estoiro total, onde grande parte dos doentes em risco de vida nem chega às UCI, seja covid ou outra doença.
Essa é a realidade atual, e pior ainda, ainda em curva largamente ascendente de contágios e de novos doentes. Serão precisas muitas semanas de confinamento e de sofrimento até se poder sequer voltar a falar em sair do estoiro do SNS, quanto mais de uma "gestão tranquila". Isso está a meses de distância creio...

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Neste momento, como as coisas estão, falar em "gestão tranquila" do SNS é pura utopia.
Chegámos ao ponto onde estão a morrer por dia o DOBRO das pessoas que costumam morrer no pico do Inverno. O DOBRO. É um número absolutamente inacreditável, e reflete o estoiro total, onde grande parte dos doentes em risco de vida nem chega às UCI, seja covid ou outra doença.
Essa é a realidade atual, e pior ainda, ainda em curva largamente ascendente de contágios e de novos doentes. Serão precisas muitas semanas de confinamento e de sofrimento até se poder sequer voltar a falar em sair do estoiro do SNS, quanto mais de uma "gestão tranquila". Isso está a meses de distância creio...

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A Áustria entrou em lockdown a 3 de novembro com média móvel de 4 600 casos. Atingiu o pico 10 dias depois com 9 500 casos. A 27 de novembro estava com média móvel de 5 000 casos.
Em novembro, a Bélgica em 15 dias passou de 20 000 casos diários para 5 000. A França de 60 000 para 15 000 no mesmo período. A Irlanda nos últimos 10 dias passou de 6 500 para 3 000 e começou o lockdown há 20 dias.
Nós iniciámos um pseudo-lockdown a 15 de janeiro e um lockdown a sério a 22. Aposto aqui, sem qualquer modelo matemático, que o pico será atingido entre 27 e 29 de janeiro. E a 15 de fevereiro estaremos abaixo dos 5 000 novos casos diários. E podemos (e devemos) almejar a algo melhor.
O alívio nos serviços de saúde é outra coisa, não ocorrerá nunca antes do fim de fevereiro. Mas se baixarmos fortemente a quantidade de novos infectados, sabemos que estamos a garantir uma gestão mais tranquila um mês depois.
 
Covid-19 em Portugal. Como a realidade tem esmagado as previsões.

As estimativas que nas últimas semanas foram avançadas vão sendo superadas pela realidade. O PÚBLICO lembra algumas das previsões que alertaram para o pior e o ponto em que estamos.

Andreia Sanches

20 de Janeiro de 2021, 18:21

A previsão: 12 de Janeiro
A dia 12 de Janeiro, uma terça-feira, o boletim da Direcção-Geral da Saúde (DGS) dá conta de 7259 novos casos em 24 horas e 155 mortos. Na reunião do Infarmed que junta especialistas, decisores políticos, candidatos à presidência e responsáveis dos mais diversos serviços, prevê-se que a 27 de Janeiro se atinja os 14 mil casos, mesmo com medidas de confinamento. “Temos pela frente as semanas mais difíceis da pandemia”, alerta o epidemiologista Manuel Carmo Gomes, avisando a plateia de que mesmo com o confinamento geral e o encerramento das escolas dificilmente se evitará esse número (sem confinamento, diz, os casos podem ultrapassar os 30 mil a 27 de Janeiro). Também por volta de 27 de Janeiro, afirma, o número de mortos deverá rondar os 150 por dia. O especialista prevê que neste cenário será preciso esperar três semanas (ou seja, até por volta de 17 de Fevereiro) para se baixar para uma média de sete mil novos casos diários.


A realidade: 20 de Janeiro
O número de novas infecções em 24 horas é de 14.647. O valor de 14 mil casos é ultrapassado pela primeira vez, sete dias antes do previsto na reunião do Infarmed de dia 12. A covid-19 é responsável pela morte de 219 pessoas, em apenas 24 horas. Desde a reunião de dia 12, o número médio de casos diários tem sido superior a 10.250.

A previsão: 8 de Janeiro
A 8 de Janeiro, a Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares (APAH) prevê que na sexta-feira de 15 de Janeiro se atinjam os 4557 doentes internados nos hospitais, dos quais 615 em unidades de cuidados intensivos (UCI). Isto no cenário mais pessimista considerado nas estimativas semanais da associação que o PÚBLICO divulga todos os sábados. O boletim da DGS de 8 de Janeiro dá conta de 10.176 novos casos e 118 mortos.


A realidade: 15 de Janeiro
O boletim da DGS de 15 de Janeiro confirma que o pior cenário da APAH foi ligeiramente ultrapassado: há 4560 doentes internados, 622 dos quais em UCI. A previsão da APAH para o final desta semana, 22 de Janeiro, é de que o número de internados se aproxime dos 7500 e mais de 922 estejam em UCI. Nesta quarta-feira, dia 20, estamos nos 5493 internados, dos quais 681 em UCI.

A previsão: 8 de Janeiro
São esperadas entre 2500 e 2700 mortes por covid-19 no mês de Janeiro, noticia o Expresso no final da primeira semana do ano, citando Henrique Oliveira, matemático do Instituto Superior Técnico.

A realidade: 20 de Janeiro
Nesta quarta-feira, 20 de Janeiro, com 219 óbitos reportados no boletim da DGS, o mês de Janeiro já soma 2559 mortos. Faltam 11 dias para o mês acabar.

A previsão: 18 de Janeiro
Manuel Carmo Gomes afirma ao PÚBLICO a 18 de Janeiro que as estimativas da sua equipa apontam agora para cerca de 200 mortes e 14 mil novos casos de infecção do domingo, 24 de Janeiro, pior do que as estimativas apresentadas na reunião do Infarmed, que indicavam que 14 mil seria o número diário de casos mais no fim do mês. O professor adianta ainda que os cálculos, ainda provisórios, para o período entre 9 e 11 de Fevereiro, apontam para que se chegue aos 6100 doentes internados nos hospitais, 840 dos quais em unidades de cuidados intensivos. Tal como tem feito várias vezes ao longo dos últimos dias, insiste que é preciso fechar as escolas para travar os contágios.


A realidade: 20 de Janeiro
Como já se disse, o número de novas infecções em 24 horas é de 14.647, segundo o boletim da DGS desta quarta-feira, dia 20, e há 219 óbitos.

A previsão: 16 de Outubro
Quando a Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo criou um grupo para coordenar o internamento de doentes com covid-19 nos hospitais na região, em 16 de Outubro, o último nível do seu plano de contingência previa uma lotação máxima de 917 camas em enfermaria e de 185 camas em UCI. O boletim da DGS dava conta de um cenário muito diferente do que vivemos hoje: 2608 novos casos e 21 mortos em 24 horas.

A realidade: 18 de Janeiro
Neste dia, cerca de três meses depois das previsões da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, estão internados em enfermaria mais do dobro dos pacientes (1918) e a anterior lotação máxima dos cuidados intensivos também já foi mais do que ultrapassada nesta segunda-feira (eram 253 os doentes em estado grave em tratamento nestas unidades de elevada complexidade).

https://www.publico.pt/2021/01/20/s...portugal-realidade-esmagado-previsoes-1947143
 
Não deixo de notar nalgumas intervenções que existe uma clivagem cada vez maior entre o estado e o povo, como se este estado muito competente tivesse simplesmente azar com o povo que tem. Dá a ideia que Graça Freitas, o ministro do Ensino Superior, o ministro da Economia, a ministra do Trabalho, o ministro das Finanças infectaram-se no desempenho exemplar das suas funções, e o resto dos infectados é de um povinho nojento que se infectou a comer rabanadas e a beber vinho.
Ha de facto uma clivagem ha...ha uma clivagem minha para as pessoas que infetadas andam a passear nos supermecados, uma clivagem minha para os convivios no ultimo Natal (sim soube de varios que deram porcaria)...não preciso defender este Governo, ate porque nunca concordei com o "recreio" que deram no Natal, mas uma coisa te digo, venha o confinamento que vier, que enquanto houver estes casos aberrantes nada funciona...nada!
E discordo que seja a mensagem que não esteja a passar, discordo totalmente! Vi, eu mesmo, cafés em pequenas aldeias do interior a permitirem autenticas festarolas covid, com gerações bem suscetiveis a padecer com o "bicho"...ninguem esta livre de mesmo sendo cumpridor, possa ser infetado...agora, com estas atitudes completamente desajustadas da atualidade, não ha milagre de nenhum santo!
Por fim dizer apenas que o termo "povinho nojento" é usado apenas por ti!
 
Vejamos...

1) Ha Uma semana o Governo nao queria fechar as escolas.

2) O PR torce o nariz e da umas indirectas que quer as escolas fechadas. Varios medicos e epidemiologistas defendem medidas mais duras.

3) O Governo insiste. Surgem estudos de opiniao que revelam que os portugueses querem as escolas fechadas.

4) A pressao de bastidores do PR, medicos ou Fenprof aumenta.

5) Segundo o Governo, por causa da estirpe de Londres as escolas Sao fechadas.

6) Os meios de comunicacao social repetem-se uns aos outros Como papagaios. Por causa da estirpe inglesa, dizem eles.

Qual e o obvio ululante? O Governo arranjou uma desculpa manhosa para justificar a mudanca de posicao face a pressao do PR, como se de um dia para o outro a estirpe inglesa tivesse aterrado em Portugal. O Governo ja sabia do risco desta e de outras estirpes ha semanas e mesmo assim manteve as escolas abertas. Que o Governo Minta e seja manhoso nao me admira. Mas porra, nenhum meio de comunicacao social, nenhum jornalista ve isto e expoe o obvio? Por que repetem todos acriticamente o que o Governo diz? Somos a China ou a Coreia do Norte? Eu ainda me lembro, por exemplo, dos anos 90, e nao era assim! Que porcaria de comunicacao social e esta? Eu leio jornais espanhois e a postura nestes casos e completamente diferente.
 
Alguém viu o Sr. Dito confinamento? É que eu não o vi!!! E agora não venham dizer que a desculpa é terem que levar os filhos à escola, cambada... Para não dizer uma asneira!!!

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Sentido Sintra-Lisboa com fiscalização hoje de manhã, fila desde pinamanique até perto do Hospital Amadora-Sintra, acho muito bem, mandar parar tudo, ainda parece que fazem pouco...

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eu tenho visto o confinamento...

na ida e regresso do trabalho, é como se fosse sábado à tarde, quase nenhum trânsito e muito pouca gente na rua, calculo que há pessoas durante as primeiras horas da manhã para as compras habituais.
 
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