Pandemia da COVID-19 2021

Mas isso é como o SNS está agora, acho que ninguém no seu perfeito juízo acha possível abrir enquanto tivermos mais de 700 pessoas em UCI. Eu estou a prever que vai estar muito mais baixo daqui a 2/3 semanas e já em números aceitáveis, pelo menos localmente. Ah, sim, porque espero que não voltemos a cair no erro de termos que abrir o país todo ao mesmo tempo se as diferentes regiões estiverem em condições totalmente diferentes

A questão é que não vale a pena andar com datas nesta altura do campeonato em que ainda há pressão de sobra no SNS. O que vai determinar o desconfinamento não será o número de novas infecções porque se fosse por aí já podíamos desconfinar porque já estivemos desconfinados com muitos mais casos diários. Quando desconfinarmos o número de casos vai, inevitavelmente, subir. Mesmo que tivéssemos aprendido e que nos comportássemos de forma exemplar. Logo, tem de haver uma boa folga. Geral.
 
Será necessário manter o confinamento por 2 mêses, de maneira a que os casos em UCI baixem dos 200, segundo o especialista. :unsure:

A notícia é de 09/02/2021

Precisamos de manter confinamento por dois meses”, defende epidemiologista Baltazar Nunes

Na reunião do Infarmed, Baltazar Nunes disse que só assim é possível ter menos de 200 doentes em UCI e reduzir incidência para 60 casos por 100 mil habitantes.

Portugal é dos países europeus com maior número de medidas de restrição em funcionamento, mas será necessário completar dois meses de confinamento para reduzir significativamente a ocupação em unidades de cuidados intensivos. A previsão foi deixada por Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, na reunião que juntou peritos e políticos no Infarmed, esta terça-feira.

De acordo com o especialista, é necessário manter o confinamento com escolas fechadas durante 60 dias para se conseguir chegar a uma incidência acumulada a 14 dias abaixo dos 60 novos casos por 100 mil habitantes e menos de 200 doentes internados em unidades de cuidados intensivos (UCI).

Mas este é o cenário com previsões de transmissibilidade com um período mais alargado. Baltazar Nunes traçou outros dois cenários de confinamento com escolas fechadas, a 30 e a 45 dias. Porém, o cenário a 60 dias “é o que consegue trazer os níveis de ocupação nas UCI para valores mais baixos”: 200 em Abril, a partir de 15/20 de Janeiro, especificou.

Na intervenção que fez, Baltazar Nunes analisou a evolução da incidência e transmissibilidade do vírus, trazendo boas notícias neste capítulo: o índice de transmissibilidade está abaixo de 1, objectivo traçado pelas autoridades de saúde, em Portugal continental e nos Açores. Na Madeira, esta incidência subiu.

Continua:

https://www.publico.pt/2021/02/09/s...-meses-epidemiologista-baltazar-nunes-1949891
 
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Mas isso é como o SNS está agora, acho que ninguém no seu perfeito juízo acha possível abrir enquanto tivermos mais de 700 pessoas em UCI. Eu estou a prever que vai estar muito mais baixo daqui a 2/3 semanas e já em números aceitáveis, pelo menos localmente. Ah, sim, porque espero que não voltemos a cair no erro de termos que abrir o país todo ao mesmo tempo se as diferentes regiões estiverem em condições totalmente diferentes

Veremos o que sucede na progressão dos números nos próximos dias. Como disse o @David sf acima, o número UCI na próxima semana até pode ser semelhante ao de Novembro, mas em Novembro atingimos esses números com a economia aberta e o número de UCI ir aumentando muito progressivamente até ao pico máximo onde se deu um inflexão sem confinamento geral. Circunstância diferente é termos esse número na sequência de um confinamento geral (economia parada) e agora reabrir outra vez.

É necessário evitar um efeito "escadinha" devido aos internamentos prolongados em UCI (como o aparente no gráfico abaixo), em que no início de um desconfinamento, o número de camas disponíveis já é à partida inferior ao do desconfiamento anterior. O "baseline" não deve ser o máximo anteriormente antigido mas definir qual é o balão de oxigénio (leia-se camas disponíveis) que tem de estar disponível sempre que for decidido um aliviar das medidas.

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A manter-se o ritmo de descida chegaremos ao dia da aprovação do próximo estado de emergência (25/02) com menos de 500 internados em UCI. Sendo um número ainda elevado já será cerca de metade do máximo que tivemos e estará em tendência decrescente e é da mesma ordem de grandeza que tínhamos em meados de novembro. Passámos 2 meses sem confinamento com um número de internados em UCI semelhante.
O Norte tem neste momento cerca de 15% de novas infecções diárias em relação às que registava em meados de novembro. Na altura não se confinou no Norte e apenas 3 concelhos tiveram medidas um pouco mais restritivas. Por que razão o Norte não pode agora desconfinar, sendo que as UCI dos hospitais no Norte estão com capacidade até para receber doentes de LVT? Porque o país é Lisboa e o resto é paisagem...
Certo, verdade, mas os números de casos nesses dois meses estavam longe de estáveis... :rolleyes:

Será necessário manter o confinamento por 2 mêses, de maneira a que os casos em UCI baixem dos 200, segundo o especialista. :unsure:

A notícia é de 09/02/2021

Precisamos de manter confinamento por dois meses”, defende epidemiologista Baltazar Nunes

Na reunião do Infarmed, Baltazar Nunes disse que só assim é possível ter menos de 200 doentes em UCI e reduzir incidência para 60 casos por 100 mil habitantes.

Portugal é dos países europeus com maior número de medidas de restrição em funcionamento, mas será necessário completar dois meses de confinamento para reduzir significativamente a ocupação em unidades de cuidados intensivos. A previsão foi deixada por Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, na reunião que juntou peritos e políticos no Infarmed, esta terça-feira.

De acordo com o especialista, é necessário manter o confinamento com escolas fechadas durante 60 dias para se conseguir chegar a uma incidência acumulada a 14 dias abaixo dos 60 novos casos por 100 mil habitantes e menos de 200 doentes internados em unidades de cuidados intensivos (UCI).

Mas este é o cenário com previsões de transmissibilidade com um período mais alargado. Baltazar Nunes traçou outros dois cenários de confinamento com escolas fechadas, a 30 e a 45 dias. Porém, o cenário a 60 dias “é o que consegue trazer os níveis de ocupação nas UCI para valores mais baixos”: 200 em Abril, a partir de 15/20 de Janeiro, especificou.

Na intervenção que fez, Baltazar Nunes analisou a evolução da incidência e transmissibilidade do vírus, trazendo boas notícias neste capítulo: o índice de transmissibilidade está abaixo de 1, objectivo traçado pelas autoridades de saúde, em Portugal continental e nos Açores. Na Madeira, esta incidência subiu.

Continua:

https://www.publico.pt/2021/02/09/s...-meses-epidemiologista-baltazar-nunes-1949891
60 dias a partir de agora é depois da Páscoa. Faz sentido começar o desconfinamento depois dum período festivo...
 
O Governo, não quer 500 em UCI quer menos, daí se falar no confinamento Março adentro e provavelmente até ao fim do mês, depois logo se vê.

É certo que com o desconfinamento os números irão subir novamente, mas com "poucos" internados, a situação será mais fácil de gerir :unsure:

Se vamos desconfinar com 500 internados em UCI, em pouco tempo, e com o aumento dos casos, voltam a ficar sob pressão, mesmo os 500 ainda são bastantes, e um "ponto de partida" perigoso.
 
Mas este é o cenário com previsões de transmissibilidade com um período mais alargado. Baltazar Nunes traçou outros dois cenários de confinamento com escolas fechadas, a 30 e a 45 dias. Porém, o cenário a 60 dias “é o que consegue trazer os níveis de ocupação nas UCI para valores mais baixos”: 200 em Abril, a partir de 15/20 de Janeiro, especificou.
Não preciso de ser epidemologista para prever que em teoria um confinamento maior traria uma maior redução do número de casos e internamentos, isso é uma verdade de La Palisse... A questão é se essa redução extra será relevante e/ou contrabalançar isso com os danos da economia e na vida das pessoas em geral. Nesse sentido as previsões dos modelos poderiam ser importantes para avaliar essa relevância, não fosse o "pormenor" de em geral falharem por muito e de, tendo as contas os erros sistemáticos e semelhantes aos do ano passado, não me parecer que os modelos tenham sido aperfeiçoados
Veremos o que sucede na progressão dos números nos próximos dias. Como disse o @David sf acima, o número UCI na próxima semana até pode ser semelhante ao de Novembro, mas em Novembro atingimos esses números com a economia aberta e o número de UCI ir aumentando muito progressivamente até ao pico máximo onde se deu um inflexão sem confinamento geral. Circunstância diferente é termos esse número na sequência de um confinamento geral (economia parada) e agora reabrir outra vez.

É necessário evitar um efeito "escadinha" devido aos internamentos prolongados em UCI (como o aparente no gráfico abaixo), em que no início de um desconfinamento, o número de camas disponíveis já é à partida inferior ao do desconfiamento anterior. O "baseline" não deve ser o máximo anteriormente antigido mas definir qual é o balão de oxigénio (leia-se camas disponíveis) que tem de estar disponível sempre que for decidido um aliviar das medidas.

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Sim, esperemos pela evolução dos números, eu acho que quando tivermos menos de 3000 internados e 500 em UCI e uma tendência de descida clara, pode-se pensar em desconfinar na semana seguinte ou assim
60 dias a partir de agora é depois da Páscoa. Faz sentido começar o desconfinamento depois dum período festivo...
O governo quer é uma desculpa para confinar durante a Páscoa sem parecer "mauzão" :lol:
 
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Será necessário manter o confinamento por 2 mêses, de maneira a que os casos em UCI baixem dos 200, segundo o especialista. :unsure:

A notícia é de 09/02/2021

Precisamos de manter confinamento por dois meses”, defende epidemiologista Baltazar Nunes

Na reunião do Infarmed, Baltazar Nunes disse que só assim é possível ter menos de 200 doentes em UCI e reduzir incidência para 60 casos por 100 mil habitantes.

Portugal é dos países europeus com maior número de medidas de restrição em funcionamento, mas será necessário completar dois meses de confinamento para reduzir significativamente a ocupação em unidades de cuidados intensivos. A previsão foi deixada por Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, na reunião que juntou peritos e políticos no Infarmed, esta terça-feira.

De acordo com o especialista, é necessário manter o confinamento com escolas fechadas durante 60 dias para se conseguir chegar a uma incidência acumulada a 14 dias abaixo dos 60 novos casos por 100 mil habitantes e menos de 200 doentes internados em unidades de cuidados intensivos (UCI).

Mas este é o cenário com previsões de transmissibilidade com um período mais alargado. Baltazar Nunes traçou outros dois cenários de confinamento com escolas fechadas, a 30 e a 45 dias. Porém, o cenário a 60 dias “é o que consegue trazer os níveis de ocupação nas UCI para valores mais baixos”: 200 em Abril, a partir de 15/20 de Janeiro, especificou.

Na intervenção que fez, Baltazar Nunes analisou a evolução da incidência e transmissibilidade do vírus, trazendo boas notícias neste capítulo: o índice de transmissibilidade está abaixo de 1, objectivo traçado pelas autoridades de saúde, em Portugal continental e nos Açores. Na Madeira, esta incidência subiu.

Continua:

https://www.publico.pt/2021/02/09/s...-meses-epidemiologista-baltazar-nunes-1949891

Depois de um mês a dizer que a região estava em contra-ciclo lá veio a correcção...

(...)O INSA, contudo, deixa uma ressalva sobre a Madeira, indicando que "o valor de R(t) na Região Autónoma da Madeira deve ser interpretado com cautela pois pode ser resultado de uma
atualização da base de dados por introdução de casos ocorridos no passado"(...)
 
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De acordo com o especialista, é necessário manter o confinamento com escolas fechadas durante 60 dias para se conseguir chegar a uma incidência acumulada a 14 dias abaixo dos 60 novos casos por 100 mil habitantes e menos de 200 doentes internados em unidades de cuidados intensivos (UCI).

Isso é totalmente irrealista, corresponderia a uma média de cerca de 450 casos por dia. Não será alcançada antes do tempo quente, independentemente da violência do confinamento aplicado.

O Governo, não quer 500 em UCI quer menos, daí se falar no confinamento Março adentro e provavelmente até ao fim do mês, depois logo se vê.

É certo que com o desconfinamento os números irão subir novamente, mas com "poucos" internados, a situação será mais fácil de gerir :unsure:

Se vamos desconfinar com 500 internados em UCI, em pouco tempo, e com o aumento dos casos, voltam a ficar sob pressão, mesmo os 500 ainda são bastantes, e um "ponto de partida" perigoso.

No início de março deveria desconfinar-se, mesmo com 500 pessoas internadas em UCI. Não refiro a voltar tudo ao que era antes, deve manter-se o teletrabalho, ensino à distância para o ensino superior e algumas superfícies comerciais mais concorridas fechadas. Deve-se acabar com o ensino à distância para crianças e com o dever de recolhimento. Com um confinamento mais light e que permite alguma sanidade mental à população o número de casos continuaria baixo. A 15 de março já estaríamos com uns 200 a 300 internados em UCI e abria-se mais um pouco.
 
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Isso é totalmente irrealista, corresponderia a uma média de cerca de 450 casos por dia. Não será alcançada antes do tempo quente, independentemente da violência do confinamento aplicado.
Nem tinha feito as contas para ver a quanto corresponderia, isso realmente não faz sentido nenhum, até em abril/maio do ano passado tivemos valores maiores...
 
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É um ponto de vista legítimo, mas que vale tanto para mim como para quem aponta para datas daqui a quase 2 meses

Para mim não faz sentido falar em datas se o que está em causa é a pressão sobre o sistema de saúde. Quando houver uma folga confortável, a coisa pode avançar. Antes disso, para quê? Para estarmos um mês de volta à 'normalidade' e a seguir voltar para casa? Os números (excepto os dos óbitos, infelizmente) estão no bom caminho e a um ritmo mais acelerado do eu esperava, admito. É esperar que assim continue.
 
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Para mim não faz sentido falar em datas se o que está em causa é a pressão sobre o sistema de saúde. Quando houver uma folga confortável, a coisa pode avançar. Antes disso, para quê? Para estarmos um mês de volta à 'normalidade' e a seguir voltar para casa? Os números (excepto os dos óbitos, infelizmente) estão no bom caminho e a um ritmo mais acelerado do eu esperava, admito. É esperar que assim continue.
Estás a assumir que a continuação do confinamento tem como resultado melhorias relevantes eternamente... A partir de certa altura isso deixa de acontecer, por uma mistura de cansaço da população/desleixo e de ser impossível evitar uma certa quantidades de contactos e subsequentes contágios, isto infelizmente não vai descer até aos 0 casos. E desde que não tenhamos muito azar com alguma variante muito diferente e agressiva, não vamos voltar a fechar 1 mês depois, basta ver o que se passou no verão passado
 
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tem como resultado melhorias relevantes

Nos internamentos e particularmente nos internamentos em UCI estamos muito mas muito longe de poder respirar de alívio. Os internamentos em UCI, então, costumam ser muito longos. Portanto, sim, até que o número substancialmente decrescente de casos se reflicta de forma correspondente nas UCI ainda falta bastante.


Eternamente? Com o Tuga? Que basta ver uma nesga de sol e pandemia? Que pandemia? Certamente que não.
 
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