Eu geralmente sou a favor de relaxamentos (e sim, estou cansado da COVID-19), mas é preciso algum realismo. Esta medida é puramente populista e pode ser extremamente problemática:
Fim do Estado de Alerta
Lembram-se de, no início do ano, de o plano sobre o fim das restrições falar sobre o "sistema Sentinela"? O fim do Estado de Alerta essencialmente fará com que deixe de haver qualquer tipo de testagem, visto que esta estava englobada dentro das medidas do tal Estado da Proteção Civil.
E sim, a COVID-19 continua a ser uma pandemia - simplesmente deixou de ser um problema de saúde pública para a larga maioria da população. No entanto, é preciso ter em conta que ainda não é uma gripe, visto que a taxa de mortalidade nos mais idosos é alta (ainda que muito menor do que era no começo). A diminuição das medidas um pouco por todo o mundo é o resultado desse vírus enfraquecido por linhagens fracas duma variante mais fraca e a vacinação. No entanto, para acabar com a pandemia, é necessário vigiar o que se passa, e isso é algo que já ninguém está a fazer (nem se deu ao trabalho de colocar a COVID-19 no Sentinela), e, para piorar a situação, as novas vacinas estão a ter problemas em avançar devido à diminuição brusca de financiamento. Dado o avanço no escuro e o inverno que se aproxima, há o risco de surgir uma variante que fuja à imunidade das vacinas e que, ao mesmo tempo, seja muito mais letal que as linhagens da Ómicron...
Neste momento isto tem tudo ar de outono de 1818. Eu espero sinceramente estar enganado!