Política e economia internacional 2015

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Estado
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Quando a extrema direita e a extrema esquerda, todos eles com ideias totalitárias e com discursos agressivos e apontando o dedo ( com uma suposta superioridade moral) a franjas da sociedade, e mesmo assim têm o apoio de algumas classes sociais mais esclarecidas, algo vai muito mal na velha Europa.

Os europeus quererão, porventura, regressar aos anos 30,40, 50? Comunistas de um lado,fascistas do outro? Que destruiu quase por completo a Europa e o fim da sua hegemonia no mundo?

Ordem do caos. Quando os moderados são incapazes, quem resta?
 
Inédito...

As ditaduras perdem eleições democráticas com participações populares que envergonham qualquer país europeu.
Ninguém foi preso, as pessoas poderam votar livremente. Que raio de ditatura é esta?

Os democratas aqui da página, como é lógico, desapareceram todos.
 
aliás, esta posição democrática do partido que perdeu as eleições na venezuela envergonha até os dois partidos portugueses que foram com toda a legitimidade demitidos do governo portugues e que andaram a enrolar o pais durante 2 meses em conluio com um presidente da república que fosse outro o alcance da constituição já há muito que tinha sido corrido do palácio de belém.
 
Inédito...

As ditaduras perdem eleições democráticas com participações populares que envergonham qualquer país europeu.
Ninguém foi preso, as pessoas poderam votar livremente. Que raio de ditatura é esta?

Os democratas aqui da página, como é lógico, desapareceram todos.

Os regimes comuno-fascistas, mais cedo ou mais tarde, voltam àquilo que os caracterizam. Como por exemplo na Turquia, em que o Erdogan inventou uma guerra para consolidar o poder. Infelizmente, funcionou.

A ditadura só acabará quando a figura máxima, o Maduro, sair. Enquanto isso não acontecer essas eleições são momentos simbólicos isolados no tempo (nem se sabe o que vai acontecer nos próximos meses).

Quanto à democracia venezuelana, é irónico, mas habitual, escreveres isso. A Venezuela é uma democracia com presos políticos. Em Portugal há fascismo. Mas, onde estão os presos políticos?
 
Hoje de madrugada o Obama discursou, abordando os passos que os EUA vão tomar para 'destruir o EI' (termos usados pelo presidente). Isto até foi transmitido pelos canais noticiosos portugueses. A transcrição está aqui:

http://www.nytimes.com/2015/12/07/us/obamas-oval-office-speech.html?_r=0

Não só não há nada de novo no discurso como também não foi expressa a retórica belicista habitual, cuja ausência tem sido muito criticada. Claro que a larga maioria das pessoa desconhece, ou ignora, todos os interesses naquela região. O Obama passa por fraco quando está a ter uma postura realista mas ambígua. O EI é o idiota útil mas já é tarde para se invadir a Síria sem provocar uma maior rotura xiita-sunita/Rússia-EUA. Algumas das passagens mais relevantes do discurso:

We should not be drawn once more into a long and costly ground war in Iraq or Syria. That’s what groups like ISIL want. They know they can’t defeat us on the battlefield. ISIL fighters were part of the insurgency that we faced in Iraq. But they also know that if we occupy foreign lands, they can maintain insurgencies for years, killing thousands of our troops, draining our resources, and using our presence to draw new recruits.

Como é óbvio, este passo nunca será concretizado:

Since the attacks in Paris, we’ve surged intelligence-sharing with our European allies. We’re working with Turkey to seal its border with Syria.

Há também tiradas simbólicas (se bem que só o congresso pode declarar guerra mas já se bombardeia há meses):

Finally, if Congress believes, as I do, that we are at war with ISIL, it should go ahead and vote to authorize the continued use of military force against these terrorists. For over a year, I have ordered our military to take thousands of airstrikes against ISIL targets. I think it’s time for Congress to vote to demonstrate that the American people are united, and committed, to this fight.

E outras completamente vazias de racionalidade:

My fellow Americans, I am confident we will succeed in this mission because we are on the right side of history.

Por fim, apelos ao controlo de armas, algo que será previsivelmente criticado:

To begin with, Congress should act to make sure no one on a no-fly list is able to buy a gun. What could possibly be the argument for allowing a terrorist suspect to buy a semiautomatic weapon? This is a matter of national security.

We also need to make it harder for people to buy powerful assault weapons like the ones that were used in San Bernardino. I know there are some who reject any gun safety measures. But the fact is that our intelligence and law enforcement agencies — no matter how effective they are — cannot identify every would-be mass shooter, whether that individual is motivated by ISIL or some other hateful ideology. What we can do — and must do — is make it harder for them to kill.


A meu ver, e já me debati com esta questão, as armas não devem ser controladas. E o motivo é bem simples. As regulações afetarão desproporcionalmente os cidadãos honestos. Além de que o México é quase um estado falhado. Transportar armas entre os EUA e o México é extremamente fácil. Portanto, é muito fácil um qualquer indivíduo com más intenções arranjar uma arma. Continuarão a haver tiroteios, sim. Mas é um problema que não tem soluções fáceis. Promover a proliferação do mercado negro não ajudará.

Escrito isto, as críticas republicanas:

http://www.nbcnews.com/politics/201...ndidates-pan-president-obamas-address-n475216

Enquanto isso, os sauditas bem que tentam juntar a oposição. O que duvido que vá ter muito sucesso tendo em conta que os militantes apoiados pelo ocidente e Turquia não param de se combater uns aos outros.
 
as opiniões habituais sobre coisa nenhuma... a guerra civil só existiu na tua cabeça.

Mas ainda estou à espera que os insurgentes e os observadores da treta venham aqui defender que na venezuela o partido mais votado, que foi o partido do Maduro, deve formar governo. Afinal, a oposição que tem mais deputados, engloba todos os outros partidos desde os socialistas (o Zapatero andou por lá) aos radicais de extrema direita.

E também espero que venham aqui defender que o Maduro deve impor condições ao futuro governo, a defesa dos credores internacionais, do pagamento da dívida e o cumprimento da política externa e da defesa militar que estão em vigor.
 
as opiniões habituais sobre coisa nenhuma... a guerra civil só existiu na tua cabeça.

Vou ser paciente. O Maduro está a dizer para o ser:

En compañía del alto mando del Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV), ministros de su gabinete y representantes de las Fuerzas Armadas, Maduro atribuyó la derrota a la “guerra económica” que, dice, se libra contra su Gobierno. “No me queda duda de que la guerra económica inhibió a parte del electorado… Por ahora” (...)

Dijo que no se trataba de un simple “triunfo de la oposición, sino de un triunfo circunstancial de la contrarrevolución” que se propondría, según sus palabras, imponer un plan para desmantelar los loros del chavismo y retornar a la esfera del neoliberalismo.

http://internacional.elpais.com/internacional/2015/12/07/america/1449469872_104424.html
 
Não percebo porque razão o Agreste está tão eufórico.

Apesar do prolongamento do fecho das urnas, do apelo ao voto no partido do Maduro pelo Presidente da Assembleia Nacional durante a votação e coisas do género, o partido do Maduro caiu de podre, tal foi a banhada que levou.
O povo foi Claro e disse que quer de lá para fora a tralha que está lá instalada.

Agora só resta saber se o Maduro vai sair a bem ou a mal.
 
interessante ultimato do governo de união nacional do iraque às numerosas tropas turcas no norte do país e a renuncia a um suposto acordo de cooperação militar.

48 horas para abandonarem o país. Vamos ver quem é que está a cobrir o jogo militar dos turcos.
 
Na Venezuela é apenas o início, muito início, dum longo e penoso processo. Não é difícil de perceber os gigantescos obstáculos que têm pela frente, desde as terríveis condições económicas, ao controlo total do Estado pelo chavismo (a nível estrutural, militar, judicial, policial, etc), a criminalidade, a milícia chavista (os "Colectivos", Tupamaros, etc), até à própria oposição que venceu as eleições que no futuro poderá não ser suficientemente unida pois foi mais uma estrondosa derrota do chavismo do que propriamente uma vitória da oposição.

Long And Winding Road For Change In Venezuela After Sweeping Opposition Victory
http://devilexcrement.com/2015/12/0...-venezuela-after-sweeping-opposition-victory/

A Maduro le tocará enfrentar el control legislativo a la hora de sortear la crisis económica
http://actualidadvenezuela.org/2015...ivo-a-la-hora-de-sortear-la-crisis-economica/

Por cá em Portugal tal como sempre tem sido no passado, o PCP mais uma vez está do lado das ditaduras (ex. Coreia do norte, Cuba, etc) ou protoditaduras como se estava a tornar a Venezuela.


O PCP, sempre do lado errado da história, agora e sempre.
 
Artigo muito interessante:

The fall of Jersey: how a tax haven goes bust


http://www.theguardian.com/uk-news/2015/dec/08/fall-of-jersey-how-tax-haven-goes-bust

E a história tem a infeliz tendência de se repetir. Da próxima vez serão os bail-ins:

At that time, the world severely restricted the movement of money. Politicians blamed financial speculators for the Great Depression of the 1930s, and had imposed capital controls to prevent something similar happening again. Pounds were trapped in Britain, where taxes were high. If a person died wealthy, their heirs had to give 80% of any inheritance over £1m to the government.
 
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