Política e economia internacional 2015

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Estado
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O federalismo na Europa não resolverá, por si só, problemas de dívida. Olhando para as Caraíbas:

The White House said Monday that President Obama won’t bail out Puerto Rico, which is facing default on its municipal bonds.

“There’s no one in the administration that’s contemplating a federal bailout of Puerto Rico,” said White House press secretary Josh Earnest, who added that Treasury officials and others in the administration are working with officials in the U.S. territory to “get access” to available federal resources.

Gov. Alejandro Garcia Padilla said Monday that the territory will be unable in the coming days to repay $72 billion in debt. He said the government’s efforts to cut spending and restructure its debt have failed.

http://www.washingtontimes.com/news/2015/jun/29/white-house-puerto-rico-no-federal-bailout/

Porto Rico é o 51º estado não oficial. Mesmo assim, faz parte dos EUA. Para se perceber esta situação:

 
Última edição:
Uma última intervenção. Creio que é bem possível que o controlo de capitais se estenda por mais tempo do que é dito. As pessoas já estão assustadas. Uma corrida aos bancos é expectável. Se o sim ganhar o Tsipras pode-se demitir:

Our Athens correspondent watched the whole interview, and confirms that Tsipras hinted that he might resign if the Yes campaign wins.

http://www.theguardian.com/business...kets-slide-capital-controls-banks-closed-live

Se for o caso mais eleições. Se o 'não' ganhar, mais negociações. Portanto, penso que a 'paz podre' está para ficar. Na Islândia e no Chipre foram alguns anos. Não acredito que na Grécia seja menos de um mês. Como mera curiosidade, é interessante ver as diferenças nas agências noticiosas dos dois lados do Atlântico. A localização dos títulos mais realistas, especialmente nos canais generalistas, é deveras engraçada (e assim se minimizam as notícias):

Reuters - Sem expressão televisiva mas com muita exposição europeia:

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CNBC - canal americano dedicado à finança:

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BBC:

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Canais americanos generalistas:

CNN:

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Fox News:

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MSNBC - A Grécia está muito abaixo na página principal:

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New York Times - A palavra default está num subtítulo:

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Comparando com o Telegraph:

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Última edição:
Mais um a dar batatada na União Europeia de Merkel & companhia,

Desta vez é David Cameron, primeiro ministro do UK, que diz que não aceita uma União Europeia que não consiga negociar com a Grécia ou a Inglaterra! Adoro!

Bem merecem a porrada que estes governos europeus estão a levar.
Afinal em Democracia toda a gente deve ter uma voz, se as nações (Grécia, Inglaterra) não poderem ter uma voz, então esta Desunião Europeia acabou.

David Cameron aproveitou bem o timing.
http://www.bbc.com/news/uk-politics-33309281

E também Paul Krugman teceu duras críticas à União Europeia e ao FMI acusando-os de serem eles os causadores desta crise e da provável saída da Grécia do Euro.
http://www.jornaldenegocios.pt/econ...e_se_acontecer_um_grexit_e_devido_ao_fmi.html

Mais porrada.

Até Barack Obama defendia ontem que se calhar deveriam perdoar parcialmente a dívida da Grécia.
Já em Fevereiro tinha defendido que estrangular mais a Grécia não iria funcionar, na prática defendendo o Syriza: http://www.telegraph.co.uk/finance/...Greece-as-Europe-steps-up-Grexit-threats.html

É tão simples quanto isto: continuando a teimosia dos governantes europeus, não só a Europa vai abaixo, como mostra uma verdadeira falta de democracia. Como o Nigel Farage, populista da direita inglesa diz: mas que moral tem a Comissão Europeia, que nem sequer é eleita democraticamente? O Syriza fez aquilo que já era necessário, perguntar ao povo se querem aceitar mais austeridade ou correr o risco, declarar bancarrota e sair do Euro. Um povo esmagado como têm sido, com quase 30% de desemprego, que mais pode fazer? E é esta Europa que queremos de futuro, onde a Alemanha avança confortavelmente e um país em crise tremenda há já sete anos. Até o Primeiro Ministro da Nova Democracia, Samaras, quis fazer o referendo e não o deixaram. Mas que Europa é esta?

Sim, estou a adorar ver a Merkel e os gajos da Comissão Europeia a levar "porrada".
Bem merecem.

A pseudodemocracia da troika tinha que acabar um dia...
 
Sim Vince, concordo contigo. O federalismo europeu, se fosse feito da maneira que fosse o Euro, tinha dado numa desgraça ainda maior.

Esse tipo de aventuras monetárias e políticas requer mais tempo, e uma Europa federal têm que ser muito bem democrática.
Mas concordo, para já não.

E concordo, nessa altura em 2011 teria apoiado Papandreou em que realizasse o referendo e repudiado a atitude do Tsipras. Sou sempre a favor da democracia e dos referendos. Nisso sou um pouco "suíço" :)

Venha o referendo e o povo decida. Por mim, adoraria ver os gregos a sair e a safarem-se melhor fora do Euro do que dentro dele, depois da já esperada crise inicial.

Vejámos quem sai primeiro, se a Grécia ou a Inglaterra. Hoje David Cameron também cascou bem na União Europeia.

Uma Europa só pode funcionar se der voz às nações constituintes e compreender as suas necessidades.
Portanto urge escutar o povo grego.

Se hoje começa a ser mais ou menos consensual que o Euro dada a disparidade de situações que existem na Europa foi um erro, imagina o federalismo ... seria um pesadelo ainda maior.

Sobre o referendo grego, marcado já para daqui a poucos dias (surreal, é possível planear uma coisa destas, discutir-se seriamente, em apenas dias?), vale a pena recordar o que pensava o Tsipras em 2011 quando o Papandreou falou em propor um referendo

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O Syriza fez aquilo que já era necessário, perguntar ao povo se querem aceitar mais austeridade ou correr o risco, declarar bancarrota e sair do Euro.

Estás equivocado. O referendo, traduzindo, e à falta de melhor termo, a estúpida linguagem utilizada, é: Qual das soluções preferem? A austeridade light do governo ou a austeridade mais pesada dos estrangeiros?

Vê a capa do Telegraph. A Grécia quer processar a Europa no caso de expulsão forçada. Quer-se fazer referendos? O poder podem. Mas quando é feito com jargão, com pressa e com uma descarada falta de informação para a própria população torna-se difícil defender. Como o Vince publicou anteriormente... situações semelhantes com respostas diferentes. Por essa lógica, o governo anterior não precisava de ter sido deposto.

As pessoas vão votar 'não' mediante o desespero. Porque pouco ou nada sabem sobre o processo. E ambos os lados ameaçam.
 
Afinal em Democracia toda a gente deve ter uma voz, se as nações (Grécia, Inglaterra) não poderem ter uma voz, então esta Desunião Europeia acabou.

Os restantes governos, eleitos democraticamente, também têm voz. Angela Merkel foi eleita com 18 milhões de votos, quase 10 vezes mais que os que elegeram Tsipras.

Até Barack Obama defendia ontem que se calhar deveriam perdoar parcialmente a dívida da Grécia.

Os americanos com medo de perder a Grécia para a esfera russa... Se acham isso que mandem o dinheiro para a Grécia para que esta possa pagar aquilo que deve.
 
Grupos terroristas na Síria e atravessam a Turquia - O Governo turco nada faz.

Os curdos começam a consolidar a sua posição querendo criar o seu estado - O Governo turco pensa interferir militarmente.

http://www.businessinsider.com/r-tu...asures-on-border-security-pm-davutoglu-2015-6

http://www.businessinsider.com/turk...ilitary-intervention-in-northern-syria-2015-6

É preciso ter cuidado com o Erdogan. Apesar de ter sido eleito democraticamente, muitos turcos não gostam dele. Ele retirou muitas liberdades individuais, islamizou mais a sociedade, e pelos vistos têm um pouco sede de conflito, apesar de fechar os olhos ao ISIS.

Por mim, dá-se a independência aos curdos. Em relação ao ISIS é difícil. Está visto que para nós ocidentais intervirmos no Médio Oriente só ajuda a criar mais ódio pelo ocidente. Se calhar, apoia indirectamente os curdos e o Bashar, que afinal era uma opção menos má do que ISI (e já agora penso que foi o mesmo erro em relação ao Gadaffi - ele teria sido um mal menor comparado com o não-país que agora é a Líbia, cheio de terroristas à solta, prontos a saltar para a Europa)
 
Por mim, dá-se a independência aos curdos.

Só tem um problema. O hipotético estado curdo: Redefine as fronteiras sírias, absorve terras ricas em petróleo do Iraque e... dá mais força aos grupos armados curdos na Turquia para se unirem ao estado curdo no Iraque.

O equivalente a isto era dar a independência ao país Basco.

São o grupo numeroso mais fraco e desprotegido em termos de armamento mas têm-se aguentado. Pudera... ou lutam e ganham ou desaparecem.

Estás equivocado. O referendo, traduzindo, e à falta de melhor termo, a estúpida linguagem utilizada, é: Qual das soluções preferem? A austeridade light do governo ou a austeridade mais pesada dos estrangeiros?

Isto até está incorreto. O mais correto é: Concorda com a proposta dos credores? Nem mais nem menos.
 
Os restantes governos, eleitos democraticamente, também têm voz. Angela Merkel foi eleita com 18 milhões de votos, quase 10 vezes mais que os que elegeram Tsipras.

Os americanos com medo de perder a Grécia para a esfera russa... Se acham isso que mandem o dinheiro para a Grécia para que esta possa pagar aquilo que deve.

Toda a gente deve ter a sua voz. Tanto os alemães como os gregos como os ingleses. Neste caso os gregos rejeitam mais austeridade. E os ingleses querem as suas próprias regras face à imigração e economia.

Se a União Europeia é para continuar então terá que acolher os interesses do povo inglês e do povo grego. Se não, é simples, estes e talvez outros países começam a sair e a Europa já era.

Sei que há muitos que se opõe a um referendo, mas meus amigos, vivemos numa democracia, portanto este tipo de coisas ainda é possível e por mim é desejável, seja para banir as burkas,ou sair do euro, ou aceitar o tratado de Lisboa. Agora recusar ou ignorar referendos, que é o que a Europa têm feito, isso sim é muito mal, e não vem de agora, vem já de antes.

Muito mais assuntos europeus e até nacionais, deveriam ser referendados. Volto a dizer, os suíços para mim são uma inspiração neste ponto. E bem fizeram manter-se fora desta Europa podre. Agora até os ingleses se mostram mortinhos por sair...

E em breve vamos ver a Espanha. O Podemos quase à frente. Depois a França. A Le Pen quase à frente. E se o David Cameron não se tivesse mostrado mais anti-Europa, também o Farage teria ganho.

E espero que o Syriza se mantenha, porque acho que o povo tá tão tramado e danado, que se a Europa fizer o Tsipras cair, então o Golden Dawn é o próximo...

Compreendam. Esta austeridade tem que acabar para o bem do actual sistema democrático e capitalista. Se não acabar, vamos afundar a Europa.
 
Toda a gente deve ter a sua voz. Tanto os alemães como os gregos como os ingleses. Neste caso os gregos rejeitam mais austeridade. E os ingleses querem as suas próprias regras face à imigração e economia.

A questão inglesa é diferente da dos gregos, são casos incomparáveis.
A Grécia pode sempre rejeitar a austeridade imposta pelas instituições europeias, é deixar de lhes pedir dinheiro. Ninguém obriga a Grécia a pedir dinheiro emprestado. Entra em default e aguenta a austeridade maximizada de um orçamento de défice zero.

A UE também tem que acolher os interesses dos povos dos restantes 18 países da zona euro, que não estão interessados em pagar mais impostos para sustentar os desvarios gregos.
 
Só tem um problema. O hipotético estado curdo: Redefine as fronteiras sírias, absorve terras ricas em petróleo do Iraque e... dá mais força aos grupos armados curdos na Turquia para se unirem ao estado curdo no Iraque.

O equivalente a isto era dar a independência ao país Basco.

São o grupo mais fraco e desprotegido em termos de armamento mas têm-se aguentado... pudera... ou lutam ou desaparecem.
Isto até está incorreto. O mais correto é: Concorda com a proposta dos credores? Nem mais nem menos.

Pois Orion, é sempre difícil a questão de criar uma nova nação. Mas creio que criar o estado curdo é mais fácil do que criar um estado basco. Agora que o Iraque está o que está, e a Síria já quase não existe (ou é o ISIS), parece-me a altura perfeita. Mas há dois problemas para os EUA avançarem com isto. Primeiro não querem perder o apoio da Túrquia, segundo talvez isso complique as coisas com o Irão, ou talvez Israel se oponha. Não sei. Quando se criou Israel, também tudo parecia mais fácil e viu-se na confusão que deu. Creio ser daí o cepticismo dos EUA.

Quanto aos Bascos, obviamente o governo central Europeu opõe-se, e para já os bascos estão calmos e a questão regional passou para segundo plano, mas a questão mais tarde não poderá ser ignorada, até porque os catalães desejam a independência e parecem estar a persegui-la mais assertivamente. E em breve com Cameron a deixar fazer-se um segundo referendo escocês, creio que os catalães vão levantar a sua voz. E depois há a Bélgica, e até a Madeira do Jardim, lol
 
E em breve vamos ver a Espanha. O Podemos quase à frente. Depois a França. A Le Pen quase à frente. E se o David Cameron não se tivesse mostrado mais anti-Europa, também o Farage teria ganho.

O Podemos não deverá ganhar as eleições em Espanha e mesmo que seja o mais votado nunca alcançará maioria parlamentar para governar. Se o Syriza já é mau, o Podemos seria dantesco.

A Le Pen nunca ganhará uma 2ª volta em França, principalmente se tiver pela frente o Sarkozy (que é o mais provável). O sistema eleitoral inglês nunca deixará o UKIP ter um grupo parlamentar relevante no parlamento.
 
A questão inglesa é diferente da dos gregos, são casos incomparáveis.
A Grécia pode sempre rejeitar a austeridade imposta pelas instituições europeias, é deixar de lhes pedir dinheiro. Ninguém obriga a Grécia a pedir dinheiro emprestado. Entra em default e aguenta a austeridade maximizada de um orçamento de défice zero.

A UE também tem que acolher os interesses dos povos dos restantes 18 países da zona euro, que não estão interessados em pagar mais impostos para sustentar os desvarios gregos.

Sim pode fazer-se um referendo aos suecos ou aos alemães se a Grécia deve continuar a ser ajudada. Concordo.

E já agora pergunte-se sobre Portugal. Estou curioso.
Sei de muitos desses cidadães desses países opões a dar dinheiro seja a que outro país europeu for. E eu percebo a causa.
EU concordo com o mesmo.

Por isso é que sempre fui contra o Euro. Cada vez é responsável por si e se fizer m*rda é problema seu. Ninguém têm que ajudar ninguém, especialmente quando isso se trata de roubar impostos dos alemães para emprestar aos gregos e depois pedir juros altos aos gregos que não podem pagar, enterrando quer os gregos, quer os alemães!!

Acabe-se esta treta dos bailout. Acho que os suecos concordarão comigo. E os gregos também. Embora por motivos muitos diferentes.
 
Se hoje começa a ser mais ou menos consensual que o Euro dada a disparidade de situações que existem na Europa foi um erro, imagina o federalismo ... seria um pesadelo ainda maior.

Por acaso, a meu ver, não seria muito diferente. Poucas diferenças já há entre a Europa e os EUA. Ambos têm um banco central. Ambos relegam alguma liberdade de legislar às províncias. Ambos têm um governo federal que aplica regras coercivamente. E ambos têm movimentos de secessão. Mais cedo ou mais tarde certos grupos irão querer aplicar as suas regras a outros. Quer seja alemães, britânicos, franceses ou federalistas/globalistas que nada ligam a nacionalismos. O resto são pormenores. O federalismo não se coaduna com a democracia. O caso grego é um bom exemplo.

Nos tempos bons ninguém reclama. A união soviética desfez-se quando não havia comida. E cometemos os mesmo erros vezes sem conta. Os Europeus são diferentes de mais para estarem numa união completa.
 
Estado
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