O acordo com o Irão apenas adia o inevitável. Uma guerra regional para impedir a bomba. Entretanto, e com o dinheiro extra fruto do levantamento das sanções, o Irão irá apoiar mais o Assad. Poderá até vender gás à Europa. A Rússia vende mais gás à China e venderá muitas armas ao Irão (concessão para o Irão entrar na Europa mediante o gás). Arábia Saudita, Israel e os restantes vizinhos do golfo irão modernizar o arsenal. O complexo-militar industrial americano (e russo) não se queixa. Mais uma corrida ao armamento (convencional). Paradoxalmente, Israel beneficia dos conflitos internos na Síria. Como já escrevi, o Irão não irá parar de desenvolver a bomba (o acordo, ao contrário do que é dito pelo Obama e pelas notícias apenas tenta atrasar o desenvolvimento). De qualquer das formas qualquer programa nuclear, mesmo civil, no Médio Oriente é uma bomba-relógio que mais cedo ou mais tarde irá dar bronca.
