E ainda no tópico do ex-presidente da Geórgia:
RT
Forbes
KP
Como declaração do dia (se isto fosse o Putin havia histeria em massa):
RT
Num outro assunto, é preciso desconstruir a narrativa de que todos os extremistas ou árabes querem-nos matar por causa dos nossos valores, liberdades e democracia (declaração do Hollande):
Há muitos motivos pelos quais uma qualquer pessoa combate. Às vezes os motivos são os mais básicos:
Outros, como já referi, são pura vingança:
NYT
Como sou novo posso não saber mas a presente guerra no médio oriente é deveras interessante numa perspetiva, nomeadamente nas dezenas de milhares de estrangeiros que viajam propositadamente para combater. Até há milícias cristãs:
Noutras notícias, mais uns rebeldes apoiados pelo Ocidente na Síria juntam-se a um grupo jihadista para se proteger da Al-Nusra (spin-off da Al-Qaeda). Por outras palavras o Ocidente novamente ajuda uns quantos radicais islâmicos. Felizmente (isto é sarcasmo), a nova aliança é apoiada, em parte, pelos sauditas.
Um guia relativo aos grupos armados da Síria está aqui. Não admira que o país esteja um desastre.
Ademais:
AA
Por outras palavras, a Síria é e continuará a ser durante largos anos um estado falhado. A Arábia Saudita (e os outros suspeitos do costume que nem vale a pena repetir e que continuam a meter lá armamento) e o Irão, na sua luta pelo poder regional, ditaram a sentença de morte do país.
E também:
BI
Vou traduzir. Os EUA, à semelhança do Vietname, e não obstante a pompa e circunstância do Bush:
E da OTAN:
Perderam ambas as batalhas. E quem afirmar o contrário ou não sabe ou está a ser ingénuo. Quanto ao alastramento do EI/Al-Qaeda, isso de facto é muito difícil de prever (até eu da minha cadeira já escrevi isso). Com isto tudo, e pervasivamente, estamos a entrar no regime de guerra perpétua. A violência irá autoalimentar-se durante algum tempo. E no Médio Oriente a chacina/limpeza étnica irá continuar até que surja novamente outro ditador (nem tão cedo vai acontecer). Por 'cá', no 'bastião' da moralidade e valores, continua-se a lavar as 'mãos' do que se fez e do que se faz.
Quanto ao atentado na Dinamarca, não tive a oportunidade de ver em grande detalhe. Logo, não tenho grande opinião mas no geral não vejo nenhuma 'teoria da conspiração' (ei, há de tudo em todo o lado). Sempre que acontece esse tipo de coisas, a sociedade tem duas escolhas. Ou oprime as minorias inocentes, sendo que esta é a via mais comum e fácil, gerando assim mais ressentimento e violência ou tenta segregar os atos de uns e não generalizar. Como é óbvio, esta é a via mais difícil e a mais rara, mas a médio termo é a que traz mais frutos. O modo dos beligerantes é sempre o mesmo. Dividir para conquistar. Os motivos para tal, uns mais conspiratórios outros nem tanto, já discuti várias vezes. Como estamos numa crise financeira, e com o respetivo nacionalismo a aumentar, não vejo melhorias a curto (nem a médio) prazo.
Termino a minha longa intervenção com o gigantesco aumento do orçamento militar da Polónia. Eu, que nem sou grande vidente, vou indicar a(s) reação(ões) do complexo militar-industrial ao anúncio:

The Georgian Foreign Ministry has summoned Ukrainian Ambassador Vasily Tsybenko to discuss the appointment of exiled former President Mikhail Saakashvili as a “non-staff” advisor to Ukrainian President Poroshenko, according to local media. Tsybenko is set to meet with Foreign Ministry officials at the beginning of next week. Earlier, Georgian Prime Minister Irakli Garibashvili suggested that Kiev consider Saakashvili's “radical tendencies and the catastrophe to which he led Georgia.” Saakashvili, who is wanted for trial in his home country on corruption charges, is set to chair Ukraine’s Advisory International Council of Reforms.
RT
The Georgian government, under the leadership of Prime Minister Irakli Garibashvili, has not joined Western sanctions over Russia’s annexation of Ukraine’s Crimean peninsula. A darling of the west, Georgia’s ex-president, Mikheil Saakashvili, lives in self-imposed exile in New York after the Georgian government issued a warrant for his arrest for abuse of authority and misuse of public funds, causing concerns over political persecution in the country.
Forbes
Georgian Prime Minister Irakli Garibashvili has accused the country's former President Mikheil Saakashvili of "betrayal and provocation" following his calls for Georgian servicemen to resign from the Georgian army and go to fight in Ukraine.
KP
Como declaração do dia (se isto fosse o Putin havia histeria em massa):
RT
Num outro assunto, é preciso desconstruir a narrativa de que todos os extremistas ou árabes querem-nos matar por causa dos nossos valores, liberdades e democracia (declaração do Hollande):
Há muitos motivos pelos quais uma qualquer pessoa combate. Às vezes os motivos são os mais básicos:
Unlike Al Qaeda in Iraq, A.Q.A.P. has worked on gaining the support of local communities by compromising on some of their strict religious laws and offering basic services, electricity and gas to villagers in the areas they control. Furthermore, Iran has seized this chance to gain more influence among the disgruntled population in Yemen’s south.
Outros, como já referi, são pura vingança:
Certainly, there may be short-term military gains from killing militant leaders in these strikes, but they are minuscule compared with the long-term damage the drone program is causing. A new generation of leaders is spontaneously emerging in furious retaliation to attacks on their territories and tribes.
NYT
Como sou novo posso não saber mas a presente guerra no médio oriente é deveras interessante numa perspetiva, nomeadamente nas dezenas de milhares de estrangeiros que viajam propositadamente para combater. Até há milícias cristãs:
Noutras notícias, mais uns rebeldes apoiados pelo Ocidente na Síria juntam-se a um grupo jihadista para se proteger da Al-Nusra (spin-off da Al-Qaeda). Por outras palavras o Ocidente novamente ajuda uns quantos radicais islâmicos. Felizmente (isto é sarcasmo), a nova aliança é apoiada, em parte, pelos sauditas.
Um guia relativo aos grupos armados da Síria está aqui. Não admira que o país esteja um desastre.
Ademais:
Iran is working to unite Shiite foreign militias fighting in Syria under one organization that could serve as a “parallel army” to that of Bashar al-Assad’s regime, pro-opposition news website Siraj Press reported on Wednesday.
The new organization, described as similar to the highly organized and well-armed Lebanese Hezbollah group, would bring together Afghan and Iraqi mercenaries under one military command.
“This army would resemble Hezbollah in Lebanon… and will gradually work on recruiting Syrians,” Siraj Press quoted a source as saying.
The organization would then be well-armed and trained to be an independent force for long-term presence in Syria, even if the regime of President Assad collapses.
“The decision maker in Syria is General Qassem Suleimani, commander of the Quds force,” Gen. al-Doueiri said during an interview on Al Arabiya’s sister channel Al Hadath.
(...)
He suggested that Tehran no longer sees Assad’s tattered army as reliable to safeguard its interests in the country; so it needs a “parallel army” for long-term service.
Syria provides a strategic bridge between Iran and Hezbollah, its proxy militia in Lebanon. The fall of Syria to the liberal, pro-West opposition means that Hezbollah could be isolated and Iran’s strategic reach could be diminished.
AA
Por outras palavras, a Síria é e continuará a ser durante largos anos um estado falhado. A Arábia Saudita (e os outros suspeitos do costume que nem vale a pena repetir e que continuam a meter lá armamento) e o Irão, na sua luta pelo poder regional, ditaram a sentença de morte do país.
E também:
High-ranking US intelligence official: Al Qaeda will make gains in Syria and Afghanistan in 2015
Meanwhile, the Iraqi government continues to need substantial external support. The Iraqi Security Forces (ISF) remain "unable to defend against external threats or sustain conventional military operations against internal challenges without foreign assistance," Stewart writes.
US-led forces have been battling jihadists for control of Afghanistan since late 2001. But the jihadists are far from defeated, and the situation is likely to get worse in the wake of America's drawdown in forces. While the DIA expects the Afghan government to be able to protect major urban areas, the jihadists will continue to use their safe havens in rural areas to challenge the state's authority.
The Afghan National Security Forces (ANSF) "remain stalemated with the Taliban-led insurgency," Stewart explains. The DIA expects the ANSF "to maintain stability and security in Kabul and key urban areas while retaining freedom of movement on major highways."
BI
Vou traduzir. Os EUA, à semelhança do Vietname, e não obstante a pompa e circunstância do Bush:
E da OTAN:
Perderam ambas as batalhas. E quem afirmar o contrário ou não sabe ou está a ser ingénuo. Quanto ao alastramento do EI/Al-Qaeda, isso de facto é muito difícil de prever (até eu da minha cadeira já escrevi isso). Com isto tudo, e pervasivamente, estamos a entrar no regime de guerra perpétua. A violência irá autoalimentar-se durante algum tempo. E no Médio Oriente a chacina/limpeza étnica irá continuar até que surja novamente outro ditador (nem tão cedo vai acontecer). Por 'cá', no 'bastião' da moralidade e valores, continua-se a lavar as 'mãos' do que se fez e do que se faz.
Quanto ao atentado na Dinamarca, não tive a oportunidade de ver em grande detalhe. Logo, não tenho grande opinião mas no geral não vejo nenhuma 'teoria da conspiração' (ei, há de tudo em todo o lado). Sempre que acontece esse tipo de coisas, a sociedade tem duas escolhas. Ou oprime as minorias inocentes, sendo que esta é a via mais comum e fácil, gerando assim mais ressentimento e violência ou tenta segregar os atos de uns e não generalizar. Como é óbvio, esta é a via mais difícil e a mais rara, mas a médio termo é a que traz mais frutos. O modo dos beligerantes é sempre o mesmo. Dividir para conquistar. Os motivos para tal, uns mais conspiratórios outros nem tanto, já discuti várias vezes. Como estamos numa crise financeira, e com o respetivo nacionalismo a aumentar, não vejo melhorias a curto (nem a médio) prazo.
Termino a minha longa intervenção com o gigantesco aumento do orçamento militar da Polónia. Eu, que nem sou grande vidente, vou indicar a(s) reação(ões) do complexo militar-industrial ao anúncio:

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