Política e economia internacional 2015

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Estado
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Cercados pela propaganda do medo, com os multibancos a vomitarem 50 euros porque já não há notas de 20... o malvados dentro daquele gueto comunista votaram não.

Como é que foi possível? o que é que falhou? Será que nós não compreendemos os gregos?
 
Temos que perceber que a Grécia é um caso especial dentro da zona euro.

Em primeiro lugar fazem parte de outro mundo, em termos culturais são muito diferentes de nós. Os gregos têm uma cultura ortodoxa, não passaram pelo auge das Universidades na Idade Média, por cá recordo que ainda houve Coimbra, uma das mais antigas no Velho Mundo, nós somos uma Nação Cristã fundada por elites do Noroeste Ibérico, tivemos o Renascimento, e apesar da Inquisição temos sentido a influência dos grandes movimentos culturais do Ocidente. Enquanto isso, os gregos estiveram séculos debaixo da alçada dos turcos, são um país muito recente com instituições muito fracas, e os gregos são muito mal educados, conhecidos pela arrogância e pela corrupção.

Um texto a ler:
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Os gregos vão ser novamente chamados às urnas, a fim de se tentar eleger um parlamento que proporcione um governo ao país, tarefa que se afigura cada vez mais irrealizável, sendo contudo certo que a Grécia não poderá permanecer indefinidamente sem um Executivo, com ou sem euro, dentro ou fora da União Europeia, in extremis com um governo militar, de que existem precedentes não muito distantes.

A propósito da crise grega, que é o sinal mais evidente da crise europeia, e mesmo mundial, que estamos a viver, é oportuno referir o livro ΗΔΥΣΤΥΧΙΑ ΤΟΥ ΝΑ ΕΙΣΑΙ ΕΛΛΗΝΑΣ, publicado em 1975 por Nikos Dimou, que já conheceu 30 edições e foi agora editado em francês com o título Du malheur d'être Grec.

Trata-se de um conjunto de 193 aforismos satíricos sobre a identidade grega, as principais facetas dos indivíduos e da sociedade, num registo de grande ironia, cruel por vezes, certeiro em alguns aspectos, injusto em muitas apreciações, mas que, segundo o autor, é, afinal, uma "declaração de amor à Grécia".

Afirma Dimou que o livro não é de alguma forma o de um "anti-heleno", mas o de um homem profundamente preocupado com o seu país e que tenta ajudar os seus compatriotas a realizar o oráculo de Delfos: "Conhece-te a ti mesmo".

Escrito ainda no tempo da ditadura dos coronéis, que acabou em 1974, é hoje um best-seller na Grécia e até contém uma irónica referência a Portugal. O que não deixa de ser curioso, dado que decorreram mais de 30 anos.

Traduzo o aforismo 32: «No fundo, o grego ignora a realidade. Vive duas vezes acima dos sues meios financeiros. Promete três vezes mais do que pode cumprir. Afirma conhecer quatro vezes mais coisas do que realmente sabe. Ressente-se (e compadece-se) cinco vezes mais do que é capaz de se ressentir».

Nos tempos que correm, esta apreciação poderá ser julgada cruel, e é obviamente excessiva, mas evidencia uma realidade cujas consequências são agora dramáticas. E mostra também como é difícil para os gregos contemporâneos arcar com o peso dos seus antepassados clássicos, herança de que duvidava Jakob Philipp Fallmerayer (1790-1861), historiador alemão que sustentava que depois das invasões eslavas dos séculos VI e VII na Grécia, não tinha restado "uma só gota de puro sangue grego".


http://domedioorienteeafins.blogspot.pt/

Não fazia ideia que eram permitidas, neste fórum, genealizações de índole xenófoba. Deduzo, portanto, que a título de mero exemplo, não haverá qualquer problema em chamar os Franceses de porcos, os Alemães de Nazis com tendências ditatoriais, os Italianos de preguiçosos e mafiosos e os Portugueses de parolos incivilizados com forte inclinação pelo 'entornanço' massivo de tintol e pela violência doméstica, entre outras idiotices como a que citei.
Dito isto, este dia, se não serviu para mais nada, serviu certamente para deixar a descoberto os 'democratas' da treta, que são defensores da democracia apenas e só quando ela corre como pretendem. Temos pena, gostem ou não, os Gregos tomaram uma decisão. As consequências da mesma não serão sentidas por mais ninguém com a violência que serão sentidas por eles. Compreendo que para quem está habituado a eleger governos que prometem uma coisa nas campanhas e no espaço de meses fazem precisamente o oposto daquilo que prometeram sem dar 'cavaco' ao povo que os elegeu e sem daí retirarem qualquer ilação relativamente à validade dos seus mandatos, tudo isto possa parecer um bocado 'radical'. Onde já se viu perguntar ao povo a opinião sobre uma questão que é essencial para o seu futuro? Compreendo, ainda mais, o potencial medo e a potencial vergonha de muito boa gente. Se, por ventura, a Grécia consegue um acordo que seja minimamente melhor do que aquele que já recusaram, há muito 'governante' cumpridor à custa da miséria e indignidade alheias com medo que o eleitorado possa começar a usar os neurónios. O que, infelizmente, em Portugal me parece pouco provável. Falta muita coisa neste país, mas falta principalmente coluna vertebral e dignidade. Ou dito de forma mais popular: tomates.
 
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O problema e que e um governo puramente populista e sem qualquer
ideia de governação , onde apenas Uns tantos líricos ( que também devem acreditar no pai natal e no coelinho da pascoa ) acham que estao a defender os gregos ou ( anedota das anedotas ) a defender a Europa .
 
Claudia, a fronteira entre a coragem e a irresponsabilidade é muitas vezes ténue, às vezes basta um segundo para passares de ser muito bom e corajoso para um irresponsável que dá cabo da vida a muita gente. E sobre dizer a verdade em campanha, ui, isso dava um grande filme sobre o que foi dito na ultima semana. Quando abres a porta do populismo, já não a consegues fechar, o próprio Syriza acabará por ser vitimado por ele.

David, também estava convencido que o Varoufakis estava aterrorizado com a perspectiva do não ganhar, nos últimos dias parecia desorientado. Quem vem dizer que está há meses a armazenar comida, isso é para que? Eu se fosse grego e ouvisse o meu ministro das finanças a dizer tal coisa ficaria muito assustado. E ele diz isso na véspera de um referendo? Ao mesmo tempo que dizia tinha um acordo preparado?

Bom, pode ser que a demissão possa ser a tal porta aberta que será necessária nesta situação. Mas isto começa bem, ele disse que se demitia se o "sim" ganhasse, e demite-se agora? Ele era extremamente popular entre os gregos, que agora acabam de levar a primeira banhada logo pela manhã.

PS: Concordo que são dispensáveis generalizações seja sobre que país for.

Vince, a coragem e a irresponsabilidade não são antónimos. Pode ser-se cobarde e irresponsável ao mesmo tempo. O nosso país é pródigo em exemplos.
Se as generalizações sobre grupos de pessoas são dispensáveis, é melhor que isso se torne claro. Porque insultar 11 milhões de pessoas apenas porque partilham a mesma nacionalidade é intolerável. E se tal é aceite, o que impede outros foristas de aplicarem a mesma 'receita'? Se os Gregos são isto e aquilo, nada impede que a seguir deixe de se tratar de uma questão de nacionalidade e se passe para a cor da pele ou para a orientação sexual. Como dizes, a fronteira é ténue e perigosa.
 
Varoufakis demite-se. Como escrevi ontem, todos no governo grego contavam com a vitória do Sim e não fazem a mínima ideia do que hão-de fazer agora.

Todos na europa contavam com a vitoria do sim... a ver se a "oposição" conseguia ser alguma coisa que se visse e depois tentar remover o syriza. Esse era o plano, passar a ideia que o Syriza já não tinha apoio popular.

Afinal até a nova democracia ficou sem líder. A europa não sabe o que fazer.
 
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O problema e que e um governo puramente populista e sem qualquer
ideia de governação , onde apenas Uns tantos líricos ( que também devem acreditar no pai natal e no coelinho da pascoa ) acham que estao a defender os gregos ou ( anedota das anedotas ) a defender a Europa .

O problema é que a Frente Nacional em França está a rir-se imensamente disto. Até porque o Sarkozy que voltou do exílio foi metido em cheio na corrupção da FIFA. E os alemães aos gritos a aprovar um programa de ajuda humanitária para os velhinhos e doentes.

A europa na hora de crise oferece um programa para velhos e doentes. Fantástico!

Todos os países armazenam comida, têm stocks de medicamentos e combustíveis. A não ser que tenham vendido tudo como o governo português.
 
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O problema é que a Frente Nacional em França está a rir-se imensamente disto. Até porque o Sarkozy que voltou do exílio foi metido em cheio na corrupção da FIFA. E os alemães aos gritos a aprovar um programa de ajuda humanitária para os velhinhos e doentes.

A europa na hora de crise oferece um programa para velhos e doentes. Fantástico!

Todos os países armazenam comida, têm stocks de medicamentos e combustíveis. A não ser que tenham vendido tudo como o governo português.


E tu achas graça ao caos e ao facto da FN se estar a rir , suponho ?

Pois eu não acho graça nenhuma e a Europa vai debater - se com outro problema ainda mais bicudo ( FN ) dentro de pouco tempo .

È que eu ( ao contrário de uns grandes democratas que andam por aí a dar liçoes de democracia e que pensam que as ideias totalitárias , se forem de esquerda , são boas ) abomino todo o tipo de ditaduras ( mesmo aquelas que são candidatas a ditaduras ) sejam de esquerda ou de direita .
 
acho uma enorme piada porque está a colonizar a tua área política, não a minha. Ninguém de esquerda vota em partidos com lemas contra os pretos e árabes, por mais "sindicalizados" que pareçam.

Quero mais gente a gritar: Fora a Grécia! Vão pedir dinheiro ao Cambodja!
 
acho uma enorme piada porque está a colonizar a tua área política, não a minha. Ninguém de esquerda vota em partidos com lemas contra os pretos e árabes, por mais "sindicalizados" que pareçam.

Quero mais gente a gritar: Fora a Grécia! Vão pedir dinheiro ao Cambodja!



Estás enganado , eu nunca votei nem nunca votaria num partido de extrema direita .
 
Há uma parte da europa que eu quero destruir: a capitalista de Davos, transnacional e a patrioteira.

Quero uma europa dos povos, não quero uma europa dos patrões e dos banqueiros.
 
Não fazia ideia que eram permitidas, neste fórum, genealizações de índole xenófoba. Deduzo, portanto, que a título de mero exemplo, não haverá qualquer problema em chamar os Franceses de porcos, os Alemães de Nazis com tendências ditatoriais, os Italianos de preguiçosos e mafiosos e os Portugueses de parolos incivilizados com forte inclinação pelo 'entornanço' massivo de tintol e pela violência doméstica, entre outras idiotices como a que citei.

Não é isso que toda a gente faz de uma forma ou de outra? Não vejo surpresa nenhuma nisso. Os europeus nunca gostaram dos vizinhos. Não são instituições fictícias que irão mudar séculos de história.
 
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