Política e economia internacional 2015

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Numa outra onda, um negócio que ganhará certamente (dezenas de) milhares de milhões. O avanço da robótica possibilitará a luta entre robôs autónomos:



http://www.telegraph.co.uk/technolo...to-put-giant-fighting-robots-into-battle.html

Um filme até já foi feito:

 
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O que eu quero é que os cidadãos do meu país possam viver com dignidade. O que eu não quero é o que agora parece estar em voga e que há uns meses um idiota qualquer teve o desplante de dizer: "O país está melhor. As pessoas é que não.". Como se país fosse outra coisa que não as pessoas que nele habitam. Havendo dignidade para uma esmagadora maioria dos cidadãos do meu país, podem chamar-lhe políticas de direita, de esquerda, astrologia ou vodu que eu pouco me importo.
 
Lá isso é verdade. O sistema financeiro é que manda. É um poder escondido. Os políticos apenas ajoelham-se. O Draghi é a pessoa mais importante da Europa. E duvido que haja eleições para esse cargo. Já viste os biliões que as instituições financeiras podem lucrar sabendo as decisões do BCE?



Vou ser repetitivo. Essa personagem até deve estar contente. Mais propaganda federalista virá a caminho. Pelo caminho atira-se ao PS. Por cá, o Salgado continua cá fora mesmo com relatórios periódicos indicando atuações cinzentas. O Sócrates está há meses preso sem acusação. É uma justiça engraçada que se tem. Ambos têm suspeições sobre si. Um está preso. Nenhum foi formalmente acusado. Mas é um hobby troçar das manifestações pró-Sócrates. Enfim, são prioridades (trocadas).

Exactamente. Mas para ter a capacidade de ver as coisas assim, é essencial não se ter amarras a partidos e há muito boa gente cujo pensamento não é o seu. É a doutrina do partido. Para alguns é semelhante à lavagem de cérebro das religiões.

Interesses comuns europeus não estão incluídos?

Depende dos interesses comuns Europeus e das motivações por detrás deles. Fosse a Grécia um banco e era resgatada as vezes que fossem precisas e muito pouco gente aqui diria um ai que fosse.

Em Portugal também há miséria, o limiar da pobreza anda à volta dos 300eur/mês cá. Sem os variados subsídios sociais existentes, redes sociais, tarifas sociais nos transportes e energia, linhas telefónicas de apoio, instituições de solidariedade com apoios privados e ajuda humanitária, a pobreza seria mais que evidente. Posso dizer que na minha cidade não existem pessoas a dormir na rua, ao contrário de outras cidades com orçamentos anuais gigantescos!

Mas em Portugal temos 13.5% desemprego (mais ou menos..), e na Grécia nem me atrevo a especular, mas deve andar nos 28% sendo que o desemprego jovem andará nos 50%.

Se a Grécia cair no abismo da bancarrota, e o turismo sofrer com isso, para onde irá o desemprego parar? Com as políticas de esquerda, a reação será aumentar o número de funcionários públicos, mas sem poder aumentar mais os impostos, lá vão eles imprimir mais moeda, cada vez mais desvalorizada num ciclo vicioso.
Haverá revoltas sociais, manifestações, sindicatos, roubos, confrontos policiais, ameaça de guerra civil e por fim: golpe de estado pelas forças armadas. Depois começa tudo de novo, quando houver condições de estabilidade e democracia para a formação de partidos e novas eleições.

Mas pronto, este é o pior cenário de todos..

Falas como se os apoios sociais fossem de extraordinária monta e como se, com eles, não houvesse miséria. Não é verdade. Há e muita. Mas também é verdade que muita dela anda escondida. Muitos Portugueses têm vergonha que outros saibam que estão na penúria. Tens a certeza que na tua cidade não há pessoas a dormir na rua? Até há muito pouco tempo julgava que o mesmo se passava na minha (Viseu) mas infelizmente fui posta a par da triste realidade. O facto de desconhecermos algo, não quer dizer que não exista, como eu muito recentemente (lamentavelmente!) descobri.
 
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Devias formar um partido politico .

Não sei se isso era dirigido a mim, mas na possibilidade de assim ser, falta-me o essencial (pertencer a um grupo com interesses mais ou menos instalados), por um lado e tenho o que não se coaduna com a política (coluna vertebral) por outro. Fico-me por aquilo que nasci para fazer: ensinar e, ao mesmo tempo, tentar fazer a diferença na vida dos que cruzam o meu caminho, da única forma que sei.
 
A "corja" que nos governa não resgatou o maior banco português, que era "dono de quase tudo isto".

Para além de não se ter chegado a esse ponto (não duvido que em último caso tivesse acontecido) tiveram miúfa. Outras broncas semelhantes estavam ainda muito próximas. O DDT está preso onde, já agora?
 
E quando chegarem as próximas tempestades, que vão chegar, que situação desejam que o vosso país tenha? Contas minimamente equilibradas, economia produtiva ou baseada em gastos públicos e dívida, rigor orçamental ou a mesma lenga lenga das últimas décadas?

Faz diferença? Antes de 2008 os países europeus não tinham dificuldades de maior. 2011 só surgiu por causa de 2008. E em 2015 não há uma recuperação sólida de 2011. Um país sólido pode recuperar mais rapidamente mas se os vizinhos colapsarem... não há muito a fazer. Países sólidos há poucos. Nem os chineses se salvam. Só mesmo uma economia à Suíça sobrevive. Nos tempos bons vende chocolates, relógios e medicamentos. Nos tempos maus vende ouro.

A "corja" que nos governa não resgatou o maior banco português, que era "dono de quase tudo isto".

Verdade. Mas a situação fiscal também era outra. Se tivesse sido em 2008 teria sido mais um banco resgatado (o governo agiu para se autoconservar). E se o banco foi resolvido desta forma foi muito por pressão de Bruxelas. Mas o estado também meteu lá dinheiro. Há boatos que o Montepio não vai bem. Se formos a ver os bancos que estão 'bem' não há assim tantos (será que há algum?).

PS: Um dos argumento a favor dos bail-in é a de que forçará os depositantes a avaliar as instituições consoante o seu desempenho. À falta de melhor termo, o argumento é ridículo. Até parece que as instituições são transparentes nas perdas e nos negócios cinzentos (o ex-BES é um bom exemplo).
 
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Não sei se isso era dirigido a mim, mas na possibilidade de assim ser, falta-me o essencial (pertencer a um grupo com interesses mais ou menos instalados), por um lado e tyenho o que não se coaduna com a política (coluna vertebral) por outro. Fico-me por aquilo que nasci para fazer: ensinar e, ao mesmo tempo, tentar fazer a diferença na vida dos que cruzam o meu caminho, da única forma que sei.


Era dirigido a ti e não era em tom depreciativo . Como vês , quem não e de esquerda também consegue ser civilizado .

Eu também não obedeço a nenhum partido e também tenho a minha visão da crise , tudo o que eu digo e ditado pela minha consciência .

E também não gosto de ver mendigos na rua, sempre que posso dou uma esmola , mas gostava também de poder fazer mais , não e só a esquerda que se preocupa com a pobreza .
 
Cabe à justiça essa parte, não à "corja" do governo. Mas não desconverses, olha que não há muitos exemplos desses, de deixarem falir o maior banco dum país , se calhar deverias dar algum crédito.... digo eu...

O Banco não faliu. Mudaram-lhe o logo e deram-lhe um nome novo, Vince. Por enquanto, só os pobres coitados do papel comercial ficaram a arder e mesmo relativamente a esses acredito que se encontre uma solução. E falo com conhecimento de causa. Pessoas muito próximas de mim tinham lá bastante dinheiro. Tinham e têm.
Quanto ao resto, não somos mesmo ingénuos ao ponto de pensar que a justiça nada tem a ver com a política, pois não? É que for esse o caso, tenho um pedacito de terreno na lua para te vender. O Sócrates foi detido e está preso há mais de 6 meses sem acusação em pleno governo PSD mas isso é uma coincidência, certo? Se estivesse no governo o PS tinha acontecido exactamente a mesma coisa, claro. Até porque a justiça não está nada contaminada por gente 'indicada' pelos governos.
 
Era dirigido a ti e não era em tom depreciativo . Como vês , quem não e de esquerda também consegue ser civilizado .

Eu também não obedeço a nenhum partido e também tenho a minha visão da crise , tudo o que eu digo e ditado pela minha consciência .

E também não gosto de ver mendigos na rua, sempre que posso dou uma esmola , mas gostava também de poder fazer mais , não e só a esquerda que se preocupa com a pobreza .

Bom, a mim, sugerirem-me para formar um partido, cheira-me logo a esturro. :) Eu tenho uma sugestão que considero ainda melhor: ao invés da malta formar partidos devia desfiliar-se deles e ver o mundo sem as amarras que eles impõem. Isso é que era!
Não gosto de esmolas. O país com que eu sonho é um país em que as esmolas não têm lugar. Lírico, eu sei. As esmolas são o penso rápido. A gente quer é a cura.
 
Bom, foi muito boa esta troca de impressões, mas em breve tenho de me ausentar por uns dias que a minha mãe vai ser operada em Coimbra depois de amanhã e internada amanhã de manhã. Aproveitemos enquanto ainda há SNS. É possível que possa aceder via wifi mas não é certo. Se deixar alguma resposta pendurada, não é por má vontade, mas sim por estar de férias forçadas.
 
Bom, foi muito boa esta troca de impressões, mas em breve tenho de me ausentar por uns dias que a minha mãe vai ser operada em Coimbra depois de amanhã e internada amanhã de manhã. Aproveitemos enquanto ainda há SNS. É possível que possa aceder via wifi mas não é certo. Se deixar alguma resposta pendurada, não é por má vontade, mas sim por estar de férias forçadas.


Espero que corra tudo bem .
 
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Vince, o que eu queria dizer é que não se passou o mesmo que noutros casos anteriores, mas por várias razões. Noutras circunstâncias e sem BPPs e BPNs todos sabemos o que teria acontecido.
Quanto ao Syriza, falas como se eu fosse votante ou filiada no mesmo. Esquece lá isso. Eu referia-me ao povo Grego. Para ele, toda a minha admiração pela coragem. Gostes ou não, é isso que sinto. Aliás, a prova de que o não vai muito para além do Syriza é que o Syriza foi eleito com 30 e tal porcento e o Não conseguiu mais de 61%. Quando se tenta humilhar e chantagear as pessoas, algumas encolhem-se, outras agigantam-se. Eu gosto das que se agigantam. Só isso. Acho que há alturas na vida em que as pessoas ou se chegam à frente ou se demitem da sua existência. Em Portugal há demasiada gente que se demite do seu papel e eu isso faz-me confusão.
 
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