Política e economia internacional 2015

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Estado
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O PS tinha um programa educacional chamado "Novas Oportunidades" a que o PSD chamou aldrabice... o PSD multiplicou a quantidade de programas financeiros para pagar salários a que o PS chama aldrabice.

O PS tinha esta área no ministério da educação... o PSD passou para a segurança social.
 
O partido da esquerda caviar Ca do sitio diz que o acordo alcançado com a Grécia foi um golpe de estado .

Poca , antigamente era tudo mais animado , ate os golpes de estado .
Os golpes de estado dos dias de hoje sao tao aborrecidos que ate da para dormir .

Quando não se tem uma única ideia sobre coisa nenhuma , quando se abre a boca e só para dizer tolices . Uma pobreza franciscana .
 
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Pouca gente tem noção da modernização brutal que o euro trouxe a todos os sectores da economia portuguesa, o Vince certamente sabe o que quero dizer pois já tivemos esta discussão aqui.

Nos tempos do Estado Novo a economia portuguesa cresceu muito entre o fim da guerra e 1974, mas as nossas exportações estavam dependentes das colónias! Por um lado fora de Portugal ninguém conhecia os nossos produtos, por outro ninguém os queria porque a qualidade era muito má.

Quando nós entrámos na CEE fomos inundados de produtos estrangeiros e os portugueses começaram a ter acesso a coisas com qualidade, que até eram mais baratas que as portuguesas. O nosso azeite era o pior do Sul da Europa, só nos últimos 10 anos é que se inverteu a sério esta realidade, mas os italianos e espanhóis já tinham bons azeites nos anos 60 e 70. Nos anos 80 e 90 os nossos vinhos eram conhecidos? Não eram, tirando obviamente o vinho do Porto. Mas os chilenos, australianos ou californianos estavam a impor-se. Esta é outra área em que houve uma evolução enorme. O nosso calçado mudou, os nossos têxteis estão a mudar. A qualidade dos alojamentos e dos restaurantes teve uma mudança brutal, hoje no Algarve vemos melhores salas, melhores edifícios, mais higiene. Há 30 anos havia as barracas de praia convertidas em restaurante, isso entretanto quase acabou. Se não fossem os espanhóis com a Zara, Springfield ou Massimo Duti quem não tem dinheiro para roupas de marcas caras ainda andaria a comprar os têxteis tugas aos ciganos nos mercados e feiras.

O euro teve obviamente alguns defeitos mas «obrigou» os empresários portugueses a procederem a uma renovação «à força» de vários sectores, coisa que nunca tinham feito antes porque estiveram encostados às colónias e depois ao mercado interno. O nosso atraso em relação aos italianos ou espanhóis há uns anos era brutal, e ainda existe, mas já está mais atenuado.

É em momentos de aflição que os portugueses se revelam, mas não nos metam dinheiro fácil nas mãos nem criem um mercado interno protegido, pois as pessoas acomodam-se e depois vem o atraso.

E o euro não prejudicou as exportações nem o turismo, na realidade houve um crescimento maior que nos tempos do escudo!
 
Graças a Deus que Passos Coelho apareceu montado no seu cavalo branco e desbloqueou a situação. Não fosse ele, e já nem Europa havia. Aposto que foram as farófias.
 
O partido da esquerda caviar Ca do sitio diz que o acordo alcançado com a Grécia foi um golpe de estado .

E não é? O passo mais difícil para o federalismo foi concretizado. O precedente foi aberto. Na próxima crise endémica todos os países intervencionados (que serão os mesmos da última vez e mais alguns) serão províncias. Bruxelas comandará tudo e todos (a união fiscal e o orçamento federal agora tornaram-se mais fáceis). Não é isso que tenho escrito desde o passado ano? Se acreditam que será só a Grécia, bom, resta-me escrever que com o tempo tudo será mais claro. Não esperava que acontecesse desta forma. De facto foi muito mais rápido do que pensava mas a conclusão foi a mesma.

On top of that, the Greek authorities need to:

— Allow the lender institutions to work on the ground in Athens to assess progress in implementing the reforms. The Greek government will need to agree with the creditor institutions before submitting legislation to parliament

http://www.marketwatch.com/story/heres-what-greece-agreed-to-do-to-secure-bailout-funds-2015-07-13
 
E não é? O passo mais difícil para o federalismo foi concretizado. O precedente foi aberto. Na próxima crise endémica todos os países intervencionados (que serão os mesmos da última vez e mais alguns) serão províncias. Bruxelas comandará tudo e todos (a união fiscal e o orçamento federal agora tornaram-se mais fáceis). Não é isso que tenho escrito desde o passado ano? Se acreditam que será só a Grécia, bom, resta-me escrever que com o tempo tudo será mais claro. Não esperava que acontecesse desta forma. De facto foi muito mais rápido do que pensava mas a conclusão foi a mesma.

On top of that, the Greek authorities need to:

— Allow the lender institutions to work on the ground in Athens to assess progress in implementing the reforms. The Greek government will need to agree with the creditor institutions before submitting legislation to parliament

http://www.marketwatch.com/story/heres-what-greece-agreed-to-do-to-secure-bailout-funds-2015-07-13



Não , não e .
 
Fazendo uma analise racional sobre o acordo com a Grécia , pode dizer - se que foi bom para Portugal ( no curto prazo , pois a seguir poderíamos ser o alvo dos mercados e também da mais tempo para os depositantes tirarem o dinheiro dos bancos , se necessário) , e assim assim para o euro ( o Euro grupo esta apenas a utilizar fugas para a frente , tapar buracos e isso poderá sair caro ) e mau para a Europa ( estao a formar - se vários grupos dentro da UE , que não augura nada de bom para o futuro).

Eu tenho feito criticas duras ao syrisa , como também faco a sra . le pen , pois não gosto de partidos com idéias radicais , que quando chegam ao poder se comportam como qualquer politico , com muitos ziguezagues e querendo preservar o poder . Contudo , esta questão não e uma divisão esquerda / direita nem nada que se pareça . Basta ver o que o SPD alemão disse da Grécia , com apelos ate da sua expulsão do euro e também basta ver que , desde o inicio da crise , quase todos os partidos do centro esquerda europeus abraçaram a austeridade com naturalidade e sem questionar .
 
yz5EOzT.jpg

Essa imagem pode ser usada consoante o significado que se quer dar. Se o Varoufakis fosse ferozmente pró-austeridade essa imagem seria excelente para ilustrar que a austeridade é para os pobres. Quanto muito ele queria dar isso ao seu povo. Era Varoufakis pró-austeridade?

Não , não e .

Se Bruxelas tem que pré-aprovar toda a legislação da Grécia (que chegará a todos os países), de que forma é que isso se relaciona com a democracia que a Europa, alegadamente, defende? Para quê haver eleições? Para que servem os governos nacionais (que serão provinciais)?
 
o acordo alcançado não tem nenhuma viabilidade. Estão a enganar as pessoas.

Foi o acordo possível, dada a credibilidade dos governantes gregos, completamente arruinada nos últimos 5 meses (e não só..)!

Penso que é aquilo que se espera de um programa de resgate, senão vejamos:

O principal objetivo do resgate é evitar que haja incumprimento para com os credores, dando tempo à Grécia para a tomada de medidas necessárias, para diminuir o défice. Chamem-lhe austeridade se quiserem, mas é simplesmente viver com aquilo que se produz e não com o que se pede emprestado dos outros. É preciso cortar nas mordomias, nas exceções ridículas da constituição grega, encolher nas gorduras do estado (deviam cortar mais nos gastos com a defesa), exercer maior justiça fiscal com eficiência e proteger os mais fracos.

Apesar de tudo, existe uma parcela do montante total (15 Mil milhões?!), destinado à Grécia para o desenvolvimento económico. É melhor que nada! Melhor do que só ver o dinheiro a passar de um lado para o outro, sem tocar em solo grego..
 
E não é? O passo mais difícil para o federalismo foi concretizado. O precedente foi aberto. Na próxima crise endémica todos os países intervencionados (que serão os mesmos da última vez e mais alguns) serão províncias. Bruxelas comandará tudo e todos (a união fiscal e o orçamento federal agora tornaram-se mais fáceis). Não é isso que tenho escrito desde o passado ano? Se acreditam que será só a Grécia, bom, resta-me escrever que com o tempo tudo será mais claro. Não esperava que acontecesse desta forma. De facto foi muito mais rápido do que pensava mas a conclusão foi a mesma.

On top of that, the Greek authorities need to:

— Allow the lender institutions to work on the ground in Athens to assess progress in implementing the reforms. The Greek government will need to agree with the creditor institutions before submitting legislation to parliament

http://www.marketwatch.com/story/heres-what-greece-agreed-to-do-to-secure-bailout-funds-2015-07-13

A Europa não será federação nem nos próximos 50 anos! Existem países na europa que mais tendem a dividir-se, quanto mais se fosse União Federal Europeia.

Nem sequer é uma questão ideológica, aposto que se houvesse um referendo em Portugal, no mínimo 90% votavam não a uma Europa federal.

A questão da perda de soberania em prol do cumprimento das obrigações com os credores, tem sempre alternativa, pode é o remédio ser pior que a "doença".
 
Nem sequer é uma questão ideológica, aposto que se houvesse um referendo em Portugal, no mínimo 90% votavam não a uma Europa federal.

E quem é que disse que será um evento 'democrático'?

A questão da perda de soberania em prol do cumprimento das obrigações com os credores, tem sempre alternativa, pode é o remédio ser pior que a "doença".

Isso foi o que escrevi. Na próxima crise não haverá democracia. O caso da Grécia é um bom exemplo.

Ou a Europa torna-se numa federação ou desintegra-se. Aqui fica o dilema que será dito ad nauseam.
 
Entretanto, e ao que parece, vai haver eleições na Grécia. Bom, eu escrevi até ao fim de 2016. Provavelmente o governo nem chega ao final de 2015.
 
e o tribunal constitucional alemão, vai aprovar o novo empréstimo?

O Tribunal Constitucional alemão tomou esta manhã uma das decisões mais importantes de sempre para a zona euro ao validar, com condições, a criação do novo mecanismo europeu de estabilidade (ESM na sigla inglesa) destinado a socorrer os países com dificuldades de financiamento no mercado.

Com esta decisão, esperada com a maior ansiedade em toda a zona euro, os oito juízes do Tribunal de Karlsruhe rejeitaram seis queixas apresentadas em Julho por vários deputados de esquerda e direita a par de um grupo de 37 mil cidadãos contra a ratificação na Alemanha do Tratado que cria o ESM.

Ao dar luz verde ao Tratado, o Tribunal impôs como condição que a participação de Berlim no capital do ESM fique limitada à parcela inicialmente prevista – 190 mil milhões de euros no total de 500 mil milhões com que este mecanismo será dotado. Qualquer participação acima deste valor terá de ser aprovada pelo parlamento federal (Bundestag), decretaram os juízes.
 
De longe a medida mais interessante são os cortes automáticos no orçamento. Ora, para ser implementado na sua plenitude, a comissão europeia tem que ter um controlo superior ao que tem agora. Porque se não corre o risco de ter conflitos todos os anos como se vê agora. Se com a austeridade passada já haviam clamores do fascismo de alguns países, prevejo que aumentem.

Novamente, é uma medida perigosa para os países do sul. Eles até agora também não respeitaram os limites por pressão interna. O défice zero provavelmente será apressado. Cortes mais profundos, instabilidade mais severa. Já escrevi que as federações com tanto povo diferente, mais cedo ou mais tarde, são regidas com mão de ferro (é do efeito psicológico de serem pessoas de 'fora' a mandar; não se aprendeu com a URSS). E os países do sul, tendo em conta a sua saúde fiscal atual, estão a cavar um buraco suficientemente grande para caberem junto dos gregos. Só que ainda não se aperceberam. Os governos vão usar a desculpa: "aqueles tipos lá de fora obrigaram-nos. Não podemos fazer nada". Algo semelhante ao que o Syriza tentou fazer.

Quando a repressão financeira é demasiada as nações colapsam. Quando não se corta o colapso ocorre na mesma. É um dilema muito complicado.

'Giro' será ver a reação das pessoas quando os governos forem forçados a salvar bancos (com as novas regras metem menos dinheiro mas metem na mesma) e ao mesmo tempo cortando na Educação, Saúde... Défice zero é isto. Mas também prevejo a Europa como os EUA e Israel. Dois estados em permanente sobreaviso dos inimigos reais e inventados. E onde o complexo militar-industrial e respetivos associados é omnipresente e tem demasiada importância.
 
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