Política e economia internacional 2015

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Ok @Orion, estavas apenas a referir-te afinal ao "Rodinhas"como é acarinhado pela extrema-esquerda tuga.

Não mistures as coisas. O facto de ele andar de cadeira de rodas não é motivos para se troçar. Se há quem faça o problema é deles. Do mesmo modo, não é por ele andar de cadeira de rodas que me vai impedir de o chamar de fascista. É o que ele é. E pelas suas próprias palavras (nunca é de mais repetir).

Eu chamo o Schauble de fascista e sou xenófobo. Chamar os gregos de parasitas é que é próximo da realidade e, como tal, o termo não deve sujeito a críticas.

O que é que se há-de fazer? :D
 
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@ClaudiaRM, a xenofobia mais perigosa e inteligente é a subtil, lentamente vais disseminando ideias e teorias, a maioria das vezes para esconder problemas próprios, inventar um fantasma, um demónio, geralmente externo, ou interno, duma etnia por exemplo, não é uma frase solta atirada no calor duma discussão.
No caso da Grécia nos dias que antecederam o referendo o país estava cheio de cartazes xenófobos em relação aos alemães. Apesar dos alemães até serem os maiores contribuintes do turismo grego. Espero que se mantenha assim.

Recuso-me a alimentar as historietas da xenofobia boa e da xenofobia má ou de outros extremismos bons e maus. A xenofobia é sempre má e diz muito de quem a pratica, de quem a aceita e de quem a tolera.
 
Não mistures as coisas. O facto de ele andar de cadeira de rodas não é motivos para se troçar. Se há quem faça o problema é deles. Do mesmo modo, não é por ele andar de cadeira de rodas que me vai impedir de o chamar de fascista. É o que ele é. E pelas suas próprias palavras (nunca é de mais repetir).

Eu chamo o Schauble de fascista e sou xenófobo. Chamar os gregos de parasitas é que é próximo da realidade e, como tal, o termo não deve sujeito a críticas.

O que é que se há-de fazer? :D

Subscrevo por inteiro.
 
O Schauble queria tirar a Grécia do euro e dar-lhe dinheiro para ajuda humanitária de emergência e um empréstimo para recuperarem a economia com a nova moeda, para quem diz que eles querem um IV Reich... quem forçou este acordo foi a França e o Juncker, foi o Hollande que esteve isolado a forçar o acordo pois quase todos os países queriam a Grécia fora do euro.

Aposto que se na Alemanha estivesse a Esquerda no poder a conversa seria outra.
 
O Schauble queria tirar a Grécia do euro e dar-lhe dinheiro para ajuda humanitária de emergência e um empréstimo para recuperarem a economia com a nova moeda, para quem diz que eles querem um IV Reich... quem forçou este acordo foi a França e o Juncker, foi o Hollande que esteve isolado a forçar o acordo pois quase todos os países queriam a Grécia fora do euro.

He promotes a multi-speed EU, in which core countries, including Germany, integrate rapidly, while others, the UK, for example, preserve greater sovereign rights. But close integration depends on tough rules, notably in the eurozone. So if Greece cannot keep the rules, even after huge efforts, it should probably leave, in Mr Schäuble’s view. Grexit is not only about dealing with one weak member, but about strengthening the rest of the club.

http://www.ft.com/cms/s/0/d69ceb4c-22ff-11e5-bd83-71cb60e8f08c.html

Já referi que ele está-se a borrifar para os países periféricos? Sejam eles quais forem?

Back on German television, Wolfgang Schäuble insisted that a possible Grexit would make the remaining members of the currency union “even more determined” to ensure the euro “will not be a fluid” construct, under pressure from finance markets.

http://www.irishtimes.com/news/world/europe/schäuble-says-greece-default-euro-exit-looks-inevitable-1.2265610

E já mencionei para o MF alemão o Euro é também uma jogada geoestratégica?

Felizmente não faltam fontes que indicam sempre a mesma coisa. Como já mencionei, isto vai para além de credores indignados.

Aposto que se na Alemanha estivesse a Esquerda no poder a conversa seria outra.

Disso não tenho dúvida. Se fosse um partido de esquerda a querer obter mais controlo era histeria em massa. Como podes ser um liberal, defensor das liberdades individuais, e ao mesmo tempo ser um federalista, que à falta de melhor termo, só pretende a harmonização das mesmas? No federalismo não haverá liberdade de expressão. Haverá, e já sabem quem estou a citar, "vários níveis de democracia".
 
A UE poderá evoluir no sentido de se tornar uma espécie de Suíça. Os países seriam os cantões.

Dás o exemplo de um país rico. Eu dou o exemplo da URSS, que até é mais fidedigno tendo em conta que engloba países diferentes. Os países nunca serão cantões. Serão uma federação de repúblicas quanto muito. E não têm nenhuma ligação cultural entre si. O que fará da europa federal um local muito diferente, em maior grau, da Suíça - e mesmo dos EUA - e, em menor grau, da antiga URSS.

E novamente, de que forma é que o planeamento central se coaduna com o liberalismo?
 
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Não deixa de ser interessante que os últimos fascistas da Europa nunca nasceram nos países em que se tornaram notórios por maus motivos. O Estaline (comunista de designação mas fascista de doutrina) era georgiano e o Hitler era austríaco. Foram dois estrangeiros que aplicaram ideias nacionalistas num país vizinho. Portanto, a noção que abolir o nacionalismo é necessário para impedir guerras é algo absurdo e não tem sustentação na realidade. Os fascistas irão sempre arranjar motivos para terem o que querem. Se não forem os judeus, são os terroristas islâmicos ou os gregos preguiçosos. Já não passaram anos suficientes para se deixar de acreditar em utopias?
 
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Em entrevista a sete jornais europeus, entre eles o Kathimerini, o Financial Times e o Le Monde, Tusk descreveu com grande detalhe as horas críticas e derradeiras - a "maratona negocial" -- que precederam o acordo prévio sobre a Grécia crucial para se poder negociar o terceiro empréstimo e programa de ajustamento. À mesa estavam o próprio Tusk e pelo menos três chefes de Governo:Alexis Tsipras (Grécia), François Hollande (França) e Angela Merkel (Alemanha).

"O fundo das privatizações era, sem dúvida, muito provocador para Tsipras [o PM grego]", começa por explicar o presidente do conselho na entrevista (pode ler a versão integral, em inglês aqui no Kathimerini).

Mas "o primeiro sinal de que uma coisa dessas poderia ser aceite foi uma mensagem [SMS] do PM holandês Rutte. Quando lhes mostrei a proposta de Rutte para que 12,5 mil milhões de euros do fundo fossem usados para reembolsar dívida e 12,5 em investimentos, ninguém pareceu particularmente impressionado, mas a partir desse momento estava na mesa".

Na segunda-feira, Pedro Passos Coelho reclamou que foi sua a ideia de repartir o fundo dos 50 mil milhões de euros dessa mesma forma ideializada por Rutte numa SMS.

Citado pela Lusa, na conferência de imprensa na manhã de 13 de Julho, já depois de fechado o acordo que impediria ejetar a Grécia do euro,o primeiro-ministro português disse que foi Portugal que sugeriu que "25 mil milhões pudessem ser utilizados para, de certa maneira, poder privatizar os bancos que estão agora a ser recapitalizados" e que, "acima desse valor, se pudesse então fazer uma utilização quer para abater à divida publica, quer para se poder financiar o crescimento em partes iguais".

"Devo dizer até que, curiosamente, a solução que acabou por desbloquear o último problema que estava em aberto, que era justamente a solução quanto à utilização do fundo [de privatizações], partiu de uma ideia que eu próprio sugeri. Quer dizer que até tivemos, por acaso, uma intervenção que ajudou a desbloquear o problema", enalteceu o PM português.

Na melhor das hipóteses, o português e o holandês tiveram a mesma ideia quase ao mesmo tempo, embora Donald Tusk nunca mencione o nome de Passos Coelho na longa entrevista que deu aos jornais.

As palavras auto congratulatórias de Passos acabariam por gerar furor e paródia nas redes sociais, tendo sido criada uma hashtag para o efeito:#poracasofoiideiaminha. Se calhar, o mais adequado seria#poracasonaofoisoideiaminha(por acaso não foi só ideia minha).

http://www.msn.com/pt-pt/financas/negocios/por-acaso-ideia-do-fundo-grego-foi-do-pm-holandês/ar-AAd7GFH?ocid=mailsignoutmd

E com este pequeno pormenor lá se foi a liderança portuguesa na Europa. De um momento permanentemente inscrito na história europeia, a intervenção portuguesa passará, com o tempo, a ser apenas e só um mito regional português. Ainda assim deixo aqui a minha demonstração de patriotismo, que por estes tempos está a ser muito importante :1143::rolleyes:

PS: O resultado desta situação até é consistente com a visão do governo. A mensagem de excessiva subserviência mediante a recorrente utilização, e especialmente o regozijo, com o termo 'bom aluno' apenas perpetua a pouca importância de Portugal no contexto europeu. Relembro que a generalização de preguiçosos não é só utilizada relativamente aos gregos. Lá fora, os portugueses também não são vistos de uma forma positiva.
 
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A ideia foi do Passos Coelho só que ele não tinha bateria no telemóvel e foi o outro a enviar a mensagem. :D
 
Aposto que na holanda, na frança, na espanha todos acreditam nos seus, nas suas versões.

Em Portugal é sempre a mesma sina, somos patriotas, mas desconfiados de nós próprios. É um pouco triste, mas isto é tipicamente português.
 
triste foi o coelhinho vir com este tipo de comentário, melhor como haveríamos nós de confiar em alguém que disse a uma criança que não ia cortar nos subsídios de natal e férias dos pais. Só essa declaração va-le o bilhete directamente para o sitio mais profundo do inferno se ele existir
 
Somos todos livres de acreditar no que bem entendermos. Há quem acredite no Pai Natal e no Coelhinho (sem segundas intenções!) da Páscoa, logo... Pensando bem, apesar de ser naturalmente céptica, mesmo assim será mais fácil acreditar nessas duas personagens fictícias, juntamente com a Fada dos Dentes e a probabilidade de o D. Sebastião estar quase quase a regressar numa manhã de nevoeiro que no desbloqueador...
 
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