Política e economia internacional 2015

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Estado
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Orion, digas tu o que disseres, estado e religião, não. Nunca. Nenhuma. Não gosto de religiões em geral mas isso já é uma questão minha. Aliás, o problema não são as religiões no sentido doutrinário da coisa, são os que a põem em prática e a forma como o fazem. De qualquer das formas, não julgo ninguém com base na sua fé ou ausência dela, mas a prática da religião deve ser confinada a casa e aos respectivos templos. Crucifixos em salas de aula de escolas públicas, como aconteceu durante todo o meu percurso escolar, num estado laico, é inaceitável. Quem diz crucifixos diz quaisquer outros símbolos religiosos de outras confissões. Querem crucifixos na sala e religião e moral, vão para uma escola/colégio Católico ou de outra religião qualquer.

Mudam é os protagonistas. Primeiros foi com os 'pretos' que vinham lá das Áfricas, seres caracterizados como selvagens que se andavam a matar uns aos outros. Aliás, os primeiros até foram os ditos 'retornados', que voltavam para a metrópole que já não era a terra deles, como se dizia na altura, para roubarem trabalho aos verdadeiros Portugueses. Depois foi com a malta dos Palop, a seguir eram os Brasileiros que vinham eles para roubar e matar e elas para andar na vida. Depois foi com o pessoal de Leste que vinham para cá roubar e matar, de tão habituados que estavam às guerras e conflitos. A ignorância é a mesma, muda quem a profere e o alvo.

Chamas-lhe discurso abrangente e inconsequente, mas o que não tens coragem de dizer é que é verdadeiro. A não ser que não sejas intelectualmente honesto ou que sejas muito mais novo do que eu (tenho 36), sabes que é verdade. Em todas as situações que mencionei, com excepção feita à dos 'retornados' (tenho 'retornados' na família) que só ouvi dizer dado que nasci em 79, foi exactamente isso que se disse, em tempos de maior e menor sucesso económico. Como diz o outro, a porcaria é a mesma. Mudam as moscas.
 
Chamas-lhe discurso abrangente e inconsequente, mas o que não tens coragem de dizer é que é verdadeiro.

Não escrevi que era mentira. Escrevi abrangente porque é uma generalização quando se está a discutir os refugiados. Quanto muito, dás-me razão quando escrevo que há sempre desconfiança face a estrangeiros. É algo que não se quer, claro. Mas acontece em muitas ocasiões. E é algo que se tem que contar quando se constrói uma abordagem minimamente construtiva face a este assunto (ou pelo menos devia-se).

Os judeus que fugiram da europa para a américa deixaram a america na miséria. Foram só 3 ou 4.

Usar o exemplo dos EUA, país cuja economia teve um crescimento sem precedentes com e após a II GM, não é muito representativo. Com a II GM o império do RU foi progressivamente colapsando. O sucessor é óbvio.

Se as monarquias do golfo são corruptas e criminosas, alguém de fora as apoia.

Os países são só corruptos quando têm pessoas de fora a apoiar? Nesse campo ninguém é santo. Sauditas, Iranianos, Americanos, Russos. Políticos deste país até gerem negócios de droga.

Quanto gasta a turquia em brinquedos militares? Será que os brinquedos militares terão ALGUMA VEZ NA VIDA retorno?

Eu também queria que não houvessem exércitos. Mas realisticamente isso não será útil na resolução do problema dos refugiados.
 
Ah, é verdadeiro, porém abrangente e inconsequente. Para além disso, admites que o preconceito é algo que não se quer. Óptimo. Estamos a avançar. Agora, se é verdadeiro e algo que não se quer, se calhar é coerente manifestarmo-nos contra isso, digo eu. Normalmente é o que faço quando considero alguma coisa errada e vejo que mesmo assim acontece.
 
Putin a resumir brilhantemente as causas da onda de refugiados que assola a Europa:

President Putin: “People flee from Syria because of ISIS [DAESH], not Assad govt”
Russian President Vladimir Putin has said the fight against terrorism should be a coordinated international effort, and Russia is taking steps to form such a coalition. He added that in Syria it should go hand in hand with an internal political process.
“Of course, we know that there are different approaches to Syria. By the way, people are running away not from the Bashar Assad govt., but from ‘Islamic State’, which seized large areas in Syria and Iraq, and are committing atrocities there. That is what they are escaping from,” RIA Novosti quoted Vladimir Putin as saying on the sidelines of the Eastern Economic Forum in Vladivostok.

“They [IS] kill hundreds and thousands of people, burn them alive or drown them, cut off people’s heads. How are people supposed to live there? Of course, they run away.”

He stressed that it is necessary to fight terrorism in all forms, saying, “We really want to create some kind of an international coalition to fight terrorism and extremism.”

The Russian president revealed that he had personally discussed the creation of an anti-IS coalition with the leaders of the US, Turkey, Saudi Arabia, Jordan, Egypt and other partners.

The war on terror in Syria should be complimented by an internal political process, Putin said, stressing that President Assad is ready to take certain steps in this direction.

“We do realize that political changes are needed and we are talking to our partners in Syria,” Putin told journalists, adding that a “general understanding”on the issue has been elaborated.

“The president of Syria, by the way, agrees with it, up to calling early parliamentary elections, establishing contacts with the so-called ‘healthy’ opposition and involving them in governance,” Putin said, adding that this is an internal matter for Syria.

“We do not impose anything, but we’re ready to contribute to internal dialogue in Syria,” the Russian president emphasized.
Answering journalists’ questions about whether Russia is ready to engage in military operations to combat IS, the president said it was premature to speak about Moscow’s participation.“We see what is happening now: the US Air Force is carrying out strikes. Yet, the efficiency of these airstrikes is poor. It is premature to say that we are ready to do it [too]. But we are already providing Syria with quite strong support in terms of equipment, training of military servicemen and weapons,” Putin said. He reminded that Moscow and Damascus have certain military contracts and they are being fulfilled.

“We are considering various options, but so far what you are talking about is not on the agenda,” Putin said.


President Putin: “EU refugee crisis absolutely expected”
Russia has frequently warned of major problems which Europe would face as a result of Western policies in the Middle East and North Africa and jihadist groups terrorizing people, so the current refugee crisis in the EU doesn’t come as a surprise, said the President of Russia.

“I think the crisis was absolutely expected,” President Vladimir Putin told journalists at the Eastern Economic Forum in Vladivostok.

“We in Russia, and me personally a few years ago, said it straight that pervasive problems would emerge, if our so-called Western partners continue maintaining their flawed … foreign policy, especially in the regions of the Muslim world, Middle East, North Africa, which they pursue to date,” said Putin.

According to the Russian president, the main flaw of Western foreign policy is the imposition of their own standards worldwide without taking into account the historical, religious, national and cultural characteristics of particular regions.

The only way to reverse the refugee flow streaming into Europe is to help people resolve problems at home. And the first step should be by creating a common and united front against jihadist groups such as ‘Islamic State’ (DAESH, IS, formerly ISIS/ISIL) and fighting them at their core.

“We really want to form some kind of an international coalition, therefore we conduct consultations with our US partners,” Putin said, noting that he spoke about it with President Obama.

However it is premature to discuss “direct” Russian involvement in military actions against ISIS, needless to say joining the US-led coalition, as Moscow is currently considering “other options,” said Putin.

The issue of rebuilding local economies and social spheres to convince terrified people to move back would only arise after terrorism is rooted out, Russian President said. But international support for rebuilding the statehood of the countries which have suffered at the hand of ISIS should only occur with full respect for history, culture and local traditions.

“But if we act unilaterally and argue about the quasi-democratic principles and procedures for certain areas, that will lead us to an even greater impasse,”Putin concluded.

The Russian leader emphasized that he was being critical to figure out “what is happening, and what to do next,” rather than to tease or to point out that Western policies were “shortsighted.”

Putin noted that the US is not facing a refugee crisis of the same magnitude as the EU, which has been “blindly following American orders.”

Prior to Putin’s speech, the Russian Foreign Ministry said that the EU could actually learn something from Russia in terms of offering proper living conditions to those fleeing conflict zones.

Reminding Brussels of Russia’s experience in dealing with the influx of civilians fleeing Kiev’s so-called “anti-terrorist operation” in neighboring Ukraine, the ministry’s spokeswoman, Maria Zakharova said that hundreds of thousands of refugees who fled to Russia were provided with “shelter, food and aid.”


https://syrianfreepress.wordpress.com/2015/09/04/putin-on-eu-refugees/
 
É um discurso um bocado óbvio da parte do Putin, mas já agora, porque não existe uma vaga de refugiados a tentar ir para a Rússia ?

Há, de ucranianos. Mas esses passam ao lado das notícias.

Entre o discurso de culpabilização, ou mesmo demonização da Europa, ou o da falência e fracasso da Europa, o que é certo é que toda a gente quer vir para .

Cá? Não. Alemanha, RU, França. Fico admirado porque não querem ir para a Suíça. A maioria quer ir para 3/4 países. Nações essas que não representativas de toda a Europa. Há mais países 'pobres' (ou menos ricos) do que ricos, casos da Eslováquia, Hungria, Grécia, Portugal, países bálticos, etc.
 
Porque há pessoas que estão na França e querem ir para o Reino Unido? Ou na Áustria e Hungria a quererem ir para a Alemanha?
Queres ver que são atraídas pelo vil-capitalismo....

Estás a imprimir uma conotação secundária à minha intervenção que não se coaduna com o propósito original. Eu não critiquei o desejo deles. Muito português não vai para esses países porque não pode. Apenas pus em causa o 'cá'. O próprio PM da Hungria o disse. Ninguém quer ficar lá. Eles lá têm muita paciência, tentando registar todos os imigrantes. Se fosse outro abria as fronteiras. Entre Hungria e Balcãs não há muita distância. Não querem importar tensões religiosas. Não tem ele uma pontinha de razão? E, ademais, vês imigrantes a gritar 'eu quero ir para Portugal!'? Isto está muito longe de acabar:

Up to half a million refugees are gathering in Libya to attempt the crossing to Europe on the deadly boats that have killed thousands already.

http://www.theguardian.com/world/20...el-at-odds-resettle-refugees-europe-migration

Quanto aos ucranianos, é preciso aparecer uns sem cabeça nas notícias para se dar atenção. E com atenção quero dizer alvoroço nas redes sociais. Um rapaz morre numa praia da Turquia, trágico sim, e a culpa é dos europeus porque não os recebem. Que eu saiba a fronteira da Europa está a muita distância dessa praia para se atribuir esse motivo. Nada se diz sobre os traficantes, os verdadeiros criminosos.
 
A imprensa portuguesa dá destaque à intervenção russa na Síria:

http://www.publico.pt/mundo/noticia/eua-alertam-para-riscos-de-escalada-militar-na-siria-1707015

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=4763548&page=-1

Já em relação ao relatório das NU, nada (que fiz referência):

http://www.reuters.com/article/2015/09/03/us-syria-crisis-warcrimes-idUSKCN0R30XQ20150903

Os russos fornecem armas pagas com dinheiro iraniano. Qual é a supresa? O EI tem armas contrabandeadas pelos EUA com dinheiro árabe sunita.

E continua o paradigma dos direitos humanos na Síria. Trata-se de poder regional e petróleo. Nada mais nada menos. Os direitos humanos são o ponto fraco do público que é permanentemente enganado.
 
A Catalunha está para a Espanha como os países individuais estarão para a UE. Escrito isto:

El ministro de Defensa, Pedro Morenés, ha asegurado este martes que las Fuerzas Armadas no tendrán que tener ningún papel en relación con el proceso soberanista catalán "si todo el mundo cumple con su deber".

"Si todo el mundo cumple con su deber le aseguro que no hará falta ningún tipo de actuación como la que usted está planteando", ha dicho en una entrevista en RNE, recogida por Europa Press, preguntado sobre qué papel podrían tener las Fuerzas Armadas en caso de una declaración unilateral de independencia en Cataluña.

http://www.elmundo.es/espana/2015/09/08/55eed72a46163f68368b458d.html
 


Já que este conflito tem uma índole religiosa, também é relevante envolver o Cristianismo aqui. Damasco é uma das cidades mais antigas, tendo sido construída por volta do ano 3000 a. C. O conflito ainda não chegou plenamente a Damasco (pelo menos as notícias não mostram a cidade completamente destruída como tantas outras). Contudo, o regime está a perder, ou pelo menos a não ganhar. Portanto, é expectável que mais cedo ou mais tarde a guerra se aproxime da capital. Voltando ao Cristianismo, há uma profecia, que penso já ter feito referência, muito 'engraçada' no Antigo Testamento (são feitas referências a outras cidades, certamente com outros nomes atualmente):

The burden of Damascus. Behold, Damascus is taken away from being a city, and it shall be a ruinous heap. The cities of Aroer will be deserted and left to flocks, which will lie down, with no one to make them afraid.

http://biblehub.com/isaiah/17.htm

Damasco em ruínas. Ainda não se concretizou. Mas já esteve mais longe.
 
Basta olhar para um mapa para perceber que Bashar Al Assad tem a guerra perdida. Está cercado pelo ISIS e pelos opositores. A ocidente tem o mar e o Líbano, a oriente está cercado. Só conseguiria ganhar com ajuda externa.
 
http://data.unhcr.org/mediterranean/regional.html#doc_3

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É, supostamente, um acolhimento humanitário. Mas a demografia parece-me excessivamente desiquilibrada. Isto tem implicações socias bastante grandes. Homens solteiros (ou viajam sem ninguém), desempregados, com poucas habilitações académicas (reconhecidas na Europa) e com origem/intenções duvidosas. Que pode correr mal?
 
Mais um tesourinho deprimente:

According to former French foreign minister Roland Dumas, Britain had planned covert action in Syria as early as 2009: "I was in England two years before the violence in Syria on other business", he told French television:

"I met with top British officials, who confessed to me that they were preparing something in Syria. This was in Britain not in America. Britain was preparing gunmen to invade Syria."

http://www.theguardian.com/environm...ack-war-intervention-oil-gas-energy-pipelines
 
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