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Política e economia internacional

Tópico em 'Off-Topic' iniciado por David sf 19 Dez 2011 às 21:19.

Estado do Tópico:
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  1. Orion

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    Furacão

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    Na edição de propaganda de hoje:

    Económico

    Faltou dizer: Cada euro ou dólar que deixarem de pagar nas tarifas, significa menos um euro ou dólar que as importações têm que pagar.

    Não há muito tempo atrás:

    Público

    Quem garante que os produtores mexicanos, com o seu menor custo, não destruirão a produção portuguesa? Quem garantirá que as empresas portuguesas fiquem em Portugal e não se desloquem para o México? O surgimento da China não foi aleatório. Os acordos de livre comércio facilitaram a deslocação da indústria para o Oriente com os resultados hoje facilmente visíveis.

    Também não é à toa que o acordo tem um secretismo desconcertante numa democracia. A globalização trouxe salários e níveis de vida mais baixos. O capital perseguirá sempre o mais pobre dos pobres. E isso não mudará.
     
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  2. Orion

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    Furacão

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    Sou a favor de algum protecionismo, sim. Por exemplo, a indústria têxtil africana colapsou com as doações de roupas ocidentais. Um mercado bilionário de roupas usadas nasceu, sim. Mas é isso que se pretende para África? Dependência vestuária do Ocidente?

    Quanto à globalização, temos os 80 milhões de empregos que a China deve perder nos próximos anos (aqui e aqui).

    O euro não aumentou as trocas comerciais entre os países aderentes. Um novo conceito é o do 'pico das trocas comerciais'. O pico da globalização foi em 2007 (?)

    Há o exemplo da NAFTA (aqui e aqui). Desde que a China entrou na WTO, os EUA perderam 3,2 milhões de empregos na indústria. O irónico é que a China está agora a abrir fábricas nos EUA. Sabes porquê? Porque os custos são menores.

    E a tua opinião? Tomando o exemplo do Paquistão. Abre-se as fronteiras comerciais? E o que acontece? A indústria portuguesa irá conseguir aguentar tendo em conta os impostos, salários e regalias?
     
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    #1202 Orion, 22 Dez 2014 às 22:51
    Última edição: 22 Dez 2014 às 22:58
  3. Orion

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  4. Orion

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    Pelo caminho a minha mensagem perdeu-se. Eu advogo uma autossustentabilidade das nações (no máximo que seja possível). É o objetivo de Angola:

    Público

    O Ron Paul, que sei que é alguém com quem te identificas, é contra os acordos de comércio livre. Comunista perigoso ele não é?

    Quanto ao protecionismo, é muito simples de explicar. Se vêm bens mais baratos do que aqueles que consegues produzir, qual é o incentivo para produzir? Daí o exemplo das roupas usadas para África e da agricultura. Se o crescimento e sustentabilidade de uma nação está dependente de importações crónicas Portugal e outros países estariam muito melhor do que estão.

    Em vez de notícias, publico aqui um gráfico da evolução dos empregos industriais na América. Desde os anos 80 que a 'coisa' vai mal. Quem foi o presidente dos EUA nessa altura? O Ronald Reagan? Não era aquele que gostava dos acordos comercais?

    [​IMG]

    http://research.stlouisfed.org/fred2/series/MANEMP

    Notas o colapso desde o ano 2000? Devem ter sido empregos desnecessários.

    Adição: Não sei onde viste esses empresários têxteis que nada temem:

    Económico
     
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    #1204 Orion, 22 Dez 2014 às 23:54
    Última edição: 23 Dez 2014 às 00:02
  5. Aurélio

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    Cumulonimbus

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    Só uma pergunta aqui aos experts do "Nacional é que é bom" vs Internacional é que é bom".

    Havendo uma internacionalização ou melhor globalização, não pressupõe que todos devessem ter a mesma relação Custo Operacional (mão de obra + matéria prima) vs Custo de Venda, para que posteriormente existisse verdadeira liberdade concorrência.

    Porque estou eu a pagar pelas mesmas sapatilhas da mesma marca feitas em países diferentes custo mão de obra é substancionalmente inferior numa face á outra, porque pago o mesmo de paises em que um paga 60 euros mensais e noutro 600 euros.

    Que globalização é esta que faz com que empresas portuguesas tenham que pagar inumeros impostos, e os chinocas estejam livres de impostos e sei lá mais o quê durante 5 anos salvo erro, sem contratarem ninguém, almoçando enquanto atendem clientes, e quando acabar o tempo fecham e abrem de novo com outro dono !

    Aqui em Faro por exemplo já existe mais lojas de chineses que outras, pudera com estas beneces !

    Não sou contra a globalização, sou é contra o proteccionismo do estrangeiro face ao nacional !
     
  6. Orion

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    Furacão

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    Vi que o Vince alterou o post e como tal vou adicionar umas coisas. Não nego que a globalização tirou as pessoas da pobreza. O que fez foi algo diferente. As nações desenvolvidas transformaram-se em pós-industriais e demasiado dependentes dos serviços e da indústria financeira. E isso leva a importações crónicas. Os países menos desenvolvidos estão ser aproveitados pelas empresas para serem os trabalhadores do mundo. E continuarão a ser até que os salários fiquem muito caros. Aí segue-se o próximo país pobre.

    Quanto ao capitalismo ser a única forma de levantar as pessoas da pobreza, a China comunista põe essa teoria em causa. Há muito dinheiro mal gasto na China? Há. Mas precisamos de viajar milhares de quilómetros para ver casos desses? Não. A longo termo, continuo com a minha opinião. A melhor forma de deixar de haver povos e nações oprimidas por multinacionais que aproveitam os baixos salários para tirarem lucros pornográficos é a autossustentabilidade. Pequenos negócios, negócios detidos pelos locais. Todas as nações terão sempre carências. Há muita margem de manobra para trocas comerciais não predatórias.

    Concordem ou não, é a minha opinião :)

    Aurélio. É a globalização. A China usufruiu do outsourcing da indústria europeia. Agora colhe os benefícios (tem o dinheiro). E quem tem dinheiro manda.
     
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    #1206 Orion, 23 Dez 2014 às 00:18
    Última edição: 23 Dez 2014 às 00:24
  7. camrov8

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    Cumulonimbus

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    Respondendo por partes.
    1 o nacional e bom porque põe o núcleo empresarial a funcionar e assim tu ganhas mais logo gastas mais e mais tem de ser produzido pescadinha de rabo na boca.
    2 a globalização não é bem o que dizes é um modelo mais americano toda a gente ter acesso a bens que de outro modo não teria tipo pc's e nike e tal, para isso tem de se produzir barato logo em países onde o ordenado diário não dá para beber um café, nos estando na EU não podemos usar a arma do Brasil que é a protecção da industria nacional como no tempo da outra senhora daí os produtos chineses entram com os mesmos impostos que os Finlandeses.
    3 os chinos não estão isentos de impostos, o que acontece é que eles são subsidiados pelo estado chinoca durante 5 anos e passados esses anos eles mudam o nome do proprietário para a mulher filho ou assim e voltam a ter apoio, é concorrência desleal mas agradece aos vários acordos que são assinados em que ninguém votou, até pouco tempo acho que acabou o governo madeirense não permitia essa pratica daí não existirem praticamente nenhumas lojas dos chineses na Madeira e Porto Santo
     
  8. Aurélio

    Aurélio
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    Cumulonimbus

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    Orion,

    1 milhão de sardinhas por mais que sejam nunca comerão uma baleia, mas a baleia comerá 1 milhão de sardinhas nem que seja aos poucos. Quer se goste ou não, as pessoas não querem saber se os produtos vêm da China ou de Portugal, elas procuram é os melhores preços, e nisso as multinacionais conseguirão sempre a relação melhor de qualidade/custo. Pequenos comércios jamais conseguem rivalizar com grandes empresas, até porque depois existe a questão do marketing, publicidade, vendas online, ect ....

    Já agora o que é isso do "Outsourcing" da industria europeia. Penso que este exemplo que dei dos chineses tem a ver com a "chantagem" que os chineses fizeram para que a industria europeia entrasse na China. Para mim na prática é uma deslocalização das empresas para onde a mão de obra é a mais barata e potenciar os lucros, e assim vai existindo uma cadeia alimentar, alimentando-se sempre da mão de obra mais barata passando sempre de país em país enquanto for sustentável !
     
  9. camrov8

    camrov8
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    Cumulonimbus

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    Na china não existe moral industrial, se conseguirem copiar copiam com materiais mais baratos e poupam nos teste, mas quem compra nas lojas deles já sabe ao que vai não se pode dizer que alguém lá vá ao engano
     
  10. frederico

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    Super Célula

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    Aurélio se os chineses fazem sucesso não será porque temos produtos muito caros? Já reparaste que muita coisa, mas mesmo muita coisa vendida nos chineses é «made in Europe»?

    Agora pergunto, por que motivo o comércio português vende caro?

    Defendo a transformação que foi feita em muitos sectores, no sentido da produção de produtos para consumidores mais endinheirados. Ainda hoje estive numa mercearia gourmet que vende apenas produtos nacionais, é brutal a diferença em relação há dez anos: hoje em dia temos melhores conservas, chocolates, sortidos, vinhos, queijos ou cosméticos.

    Mas o cidadão comum tem um salário médio em torno de 700 euros, dívidas e muitos impostos. O que fica para consumir é pouco. Portanto não há dinheiro para produtos gourmet. E é aqui que entram os chineses e afins. E nas suas lojas há detergentes de marcas espanholas a preços inferiores aos praticados nos supermercados. Por que motivo não temos comerciantes portugueses a vender estes produtos feitos na Europa? Por que motivo não temos fábricas de detergentes a produzir produtos mais baratos que os espanhóis?

    Os chineses vendem ainda roupa e calçado. E os preços não diferem muito dos preços das marcas espanholas, tipo Zaras e afins. Aliás, qual foi o motivo do sucesso das marcas espanholas em Portugal? Há vinte anos na província só havia dois locais para comprar roupa. Havia as lojas das Baixas, com preços altos para o consumidor comum, e as feiras, onde a maioria da população comprava a roupa e o calçado. E quem vivia perto da fronteira ia ainda a Espanha. Em Itália ou França já havia marcas voltadas para a classe média, com qualidade e preços acessíveis. E por cá? Nada. Havia a feira ou marcas como a Lacoste ou a Pierre Cardin nas Baixas, para quem tinha dinheiro. E pouco mais.

    Então por que motivo os portugueses não conseguem produzir calças de ganga para serem vendidas a 20 euros ou camisolas de manga curta que custem 7 ou 8 euros? Fica a pergunta.

    Se precisarmos de um alguidar, uma esfregona, um balde... e formos ao Continente, e depois formos aos chineses... constatamos que nos chineses custa duas ou três vezes menos. E surpresa: é «made in Europe».

    Os chineses profileram apenas por pura incompetência dos comerciantes portugueses: querem vender do bom e do caro mas não compreendem o país onde vivem. É que a partir do momento que se descobre que parte dos produtos são feitos na Europa não há nada que justifique as lamúrias dos comerciantes portugueses.

    Para além disso os chineses vão mais longe. Não se importam de trabalhar ao Domingo e gerem os negócios em família. Não têm filhos ou filhas adultos em casa para sustentar, sem emprego e sem vontade de trabalhar. Só têm empregados quando não têm mais nenhuma alternativa. E um empregado numa loja é uma grande despesa, se poder ser evitada é óbvio que os preços praticados podem ser ligeiramente mais baixos.
     
  11. Aurélio

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    CamRon, eu sei muito bem o que é a globalização e sei que apesar do que alguns de esquerda e extremistas dizem, tem muito mais beneficios do que prejuizos, sobretudo ao nível das trocas comerciais, acesso a produtos que não somos capazes de produzir, e para as exportações e importações de determinados produtos. As desvantagens é que não existe livre concorrência efectivamente porque não existe a mesma carga de impostos, daí ter dado o exemplo dos chineses que é o exemplo mais flagrante pois nenhum tem as regalias que eles têm, e cujos produtos que vendem pelo menos na área do vestuário e calçados são feitos á custa de mão de obra ridicula e em muitos casos com crianças a trabalhar. A maior exploração possível.
    A qualidade dos seus produtos sobretudo ao nível dos materiais (sabe-se lá do quê??) é fraca e os acabamentos por vezes deixam algo a desejar. E já agora aviso já ... cuidados com os produtos baratos, não vanham sair caro e espero que a casa tenha seguro ;)
     
  12. Aurélio

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    Mas afinal queres produtos Gourmet ou produtos da Loja dos 300 ???
    Se nós temos produtos de qualidade efetivamente é possivel exportá-los para países onde é mais dificil criá-los. Temos a cortiça onde podemos fazer inumeras peças á custa desse produto, temos os queijos que são dos melhores da Europa, temos o Vinho do Porto que já recebeu imensas medalhas.
    Agora vamos falar desses produtos de marca branca, cuja qualidade é extremamente duvidosa por vezes, e eu paguei caro por isso, o barato saiu-me caro !

    Comprei nos chineses umas canetas por 1 euro, e eram 10 canetas ao estilo da BIC, uau ... pensei eu, pois cheguei a casa experimentei as 10 canetas e nem uma escrevia ....
    Comprei um casaco aparentemente normal que se apanhar chuva mancha todo (que animal mataram ???), comprei umas lampadas que deixaram-se o candeeiro negro, e desligou-me o disjuntor .... senão PUFF a tudo o que tinha em casa.
    Uau ... lampadas de 25 Watts por 0,25 Euros, há é verdade MADE in Europe (será mesmo ???)

    Até me faz lembrar uma roupa que comprei que dizia "Importado da Roménia, made in China" !

    E já agora a aposta do mercado nacional não é criar produtos do faz de conta, mas sim apostarmos em matérias primas que temos de qualidade em Portugal, exportá-lo e vendê-lo também no mercado nacional, temos um Douro optimo para Vinho, bem como na zona de Setubal e Alentejo. Temos trigo e milho para sustentar o nosso mercado, não precisamos importar para nada ..... Temos produtos muito melhores que os estrangeiros .......
    Só deveriamos importar coisas que não temos falta em Portugal, e a fruta minha nossa, mas alguém gosta dessas uvas com sabor a plástico vindas sei lá de onde, ou fruta vinda cheia de cera, para brilhar e cheia de venenos vinda do estrangeiro.
    Os nossos produtos em certas áreas são bem melhores ...... Chama-se frescura, algo que não se consegue vindo de fora !
     
    #1212 Aurélio, 23 Dez 2014 às 01:11
    Última edição: 23 Dez 2014 às 01:21
  13. Aurélio

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    Por isso eu prefiro pagar um pouco mais e ter um produto de qualidade do que pagar menos e não ter produto na mesma ou acabar por me sair mais caro ....e
    E já agora detergentes que fazem que lavam e não lavam nada, também não deve dar muito gente, e existe muita coisa que a produção parece ser aldrabada ou então é a matéria prima que é utilizada que é de baixa qualidade ;)
     
  14. frederico

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    Mas há consumidores que querem essas pechinchas! Até em cidades ricas como Londres se encontram inúmeras lojas de produtos baratuchos.

    Se os comerciantes portugueses não sabem aproveitar o mercado, paciência!

    Li há tempos que os indianos e paquisteneses estão a começar a comprar mercearias! Mais um negócio que se perde por culpa da incompetência dos portugueses.
     
  15. Aurélio

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    Telemóveis, relógios, tapetes, carpetes, é com eles, são mestres nisso. Se precisares desbloquear o telemóvel ou lá o que seja vai ter com eles ....
    Será que conseguem que eu faça chamadas grátis para todo o lado por tempo ilimitado ?
     
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