Política e economia internacional

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Se o interesse europeu e americano é o controlo do petróleo, o russo é muito diferente, será o do controlo do mercado do petróleo.

A única saída da Rússia para o Mediterrâneo é na Síria, com uma base marítima que eles lá têm. É esse o interesse. É geopolítica. A Rússia tenta controlar o mercado do petróleo através da Ucrânia e da Bielorrússia.
 
A única saída da Rússia para o Mediterrâneo é na Síria, com uma base marítima que eles lá têm. É esse o interesse. É geopolítica. A Rússia tenta controlar o mercado do petróleo através da Ucrânia e da Bielorrússia.

A Ucrânia é um obstáculo para a exportação de gás natural. Mais a norte a sorte russa não é melhor, apesar de serem países menos conflituosos com a Rússia, têm como fronteira a Polónia.

O petróleo transita pelo Mar Báltico e Mar Morto.
 
A única saída da Rússia para o Mediterrâneo é na Síria, com uma base marítima que eles lá têm. É esse o interesse. É geopolítica. A Rússia tenta controlar o mercado do petróleo através da Ucrânia e da Bielorrússia.

Os Estados Unidos têm bases na Turquia (em locais ainda hoje desconhecidos) com baterias de mísseis. Porque não ter uma base na Síria?

http://en.wikipedia.org/wiki/Crimean_War
 
Talvez venhamos a ter uma repetição das guerras da liga balcânica de 1913. A destruição da Grécia com a subida do exército a poder será um forte contributo para a escalada da violência. O esquema de alianças que se desenha para a Síria é também muito interessante sobre os conceitos de paz mundial.
 
Talvez venhamos a ter uma repetição das guerras da liga balcânica de 1913. A destruição da Grécia com a subida do exército a poder será um forte contributo para a escalada da violência. O esquema de alianças que se desenha para a Síria é também muito interessante sobre os conceitos de paz mundial.

Não consigo esboçar nada disso.

Não existe nenhuma união nessa área, apenas uns países islâmicos a tentar conter o alastrar de revoltas tribais em países vizinhos, países europeus a querer manter o domínio petrolífero no mediterrâneo e a Rússia a tentar tornar-se no país mediador. Os EUA estão mais preocupados no Irão a na sua influência no médio oriente.
 
Pois é parece que temos pela frente uma série de mudanças históricas, mesmo sem precisar de mais crise económica ou guerras.

Basta uma destas peças europeias ter a independência, que o resto vai por caminho. Falta na lista a Itália, com a divisão entre o norte e o sul.

Mas parece-me que mesmo com isso o Euro irá sobreviver (mesmo que com alguns países de fora). A Alemanha e França só têm a ganhar com o Euro (e por isso é que vemos estes esforços forçosos em manter o euro). O que vai ser crítico é a forma mais limpa ou mais suja que esta União Europeia actual vai tomar. Não se pode continuar a tratar a Europa como se tem feito à Grécia ou Portugal, ou não é união nenhuma. Vai ter que haver no futuro uma nova forma de fazer política e economia, defendendo mais os interesses de cada nação, ou arriscámo-nos ao fim completo da União. O Reino Unido já está meio passo fora, a Grécia também. Portanto, a UE está num ponto crítico.

O médio oriente. Sim é um caso bicudo. Creio que os EUA actuais, de Obama, não querem a guerra, nem a Europa, pois uma crise dessas em cima da crise actual seria algo muito complicado, já para não falar de poder involver a Rússia e China. Israel quer (por instinto de sobrevivência diria), mas os EUA têm, até ver, um certo poder na matéria. Pelo menos parece-me.

Israel teria como caminho aceitar o Irão como é. E vice-versa. Isso seria o caminho para a paz. Mas para já não vejo isso a acontecer.

Mas se tivermos um presidente com mais vontade de guerra, essa sim aconteceria. Mas duvido que os americanos confrontassem a Rússia ou China se estas se metessem no caminho. Poderia haver uma crise grande, mas provavelmente haveria dentro dos militares interesses que travariam a guerra (com outras potências nucleares).

Só o Paquistão ou a Coreia são o que me preocupa mais. Porque há nesses um certo descontrolo e fanatismo. Não descarto que nas próximas décadas vejámos um conflito envolvendo pelo menos um ataque nuclear. Todos sabemos que isto só pode acontecer em pequeníssima escala ou arriscámos o fim da civilização. Abrindo o precedente e o que se segue determina o continuar ou não da nossa espécie.

Certamente a China tem alguma mão de poder na Coreia. Portanto eu acho que o jogo se vai manter calmo, até a China se sentir demasiado ameaçado pelos EUA. É injusto, os navios de guerra americanos espalhados pelo mundo inteiro. Se os americanos puxarem a sua agressividade demasiado arriscam-se a encontrar uma oposição séria ou mesmo uma guerra.

Quando essa caixa de pandora se abrir, aí o mundo vai mudar radicalmente. Provavelmente muitos governos vão querer que isso nunca mais se repita e pedir uma nova espécie de NATO ou união mundial. Não digo que isso seja desejável, mas parece-me que caminhámos para isso, com ou sem conspiração. Com guerras ou através da crise económica ou até devido a todos os problemas ambientais actuais. Tudo isto requer decisão consensual e unificada no mundo. Se esta vai ser um passo pacífico ou forçado, ou pior ainda, como último recurso da nossa espécie, isso não sei.

Também muito vai depender do quanto o povo fizer, nas suas revoluções e eleições. Tudo depende de como nos vários blocos, de que ideologias de controlo (e potencial guerra) ou de paz, existirem.

Concluindo os próximos anos vão ser um interessante jogo entre nacionalismos e globalismos, no seu melhor e pior.





Ponto da situação.

- Referendo na Escócia para 2014, se a memória não me falha. Para já, a maior parte da população não deverá votar pela independência. Mas caso isso suceda, a Escócia passará a fazer parte da UE e do euro. As implicações para a Inglaterra são tremendas. Uma independência da Escócia levará ao fortalecimento da Alemanha e da França e será uma vitória histórica da Europa Continental.

- Possível referendo na Catalunha, sobre a independência. Neste caso o sim poderá vencer. A Catalunha, sublinhe-se, é, sem contar com Madrid, a segunda região mais rica de Espanha, depois do País Basco. A desagregação da Espanha teria também um impacto tremendo na Europa, e seria mais uma vitória para a França e para a Alemanha.

- A Bélgica corre sério risco de desagregação. Nasceriam três novos estado: Valónia, Flandres e uma cidade-estado, Bruxelas, capital da UE.

- Risco de guerra no Próximo e Médio Oriente cada vez mais elevado. Xiitas contra sunitas, Islão política contra Israel, Turquia contra Israel, Grécia contra Turquia. O petróleo dispararia!

- Questão das populações russas dentro dos Estados que saíram da antiga URSS. A Rússia aspira recuperar a Bielorrússia, a Crimeia e outras regiões satélite.

- Bolha chinesa à espera da explosão.


Em suma: Third World War?
 
Agência de notícias russa, vale o que quiserem dar por ela...

Militares franceses capturados pelo exército regular da Síria durante as operações militares em Homs.


«El Ejército sirio al realizar una operación antiterrorista en la ciudad de Homs detuvo a militares franceses, que dijeron ser prisioneros de los extremistas en el interrogatorio, pero rehusaron explicar con qué fin llegaron a Siria, comunicaron hoy agencias sirias.

El Ejército Libre Sirio, que aglutina a voluntarios, desertores y mercenarios y combate del lado de la oposición, no oculta que Francia y EEUU le suministran armas y sistemas de defensa antiaérea.

La Liga Árabe tampoco excluye la posibilidad de hacerlo, según anunció la víspera en El Cairo su secretario general, Nabil El Arabi. El portavoz del Ministerio de Exteriores sirio, Yihad Makdisi, dijo al respecto que las autoridades sirias desde el comienzo mismo de los desórdenes en el país declaraban que los suministros de armas peligran las negociaciones.

“Consideramos de injerencia agresiva en los asuntos internos de Siria los planes de Qatar de armar a la oposición. Todo país que lo haga debe asumir la responsabilidad por el derramamiento de sangre en Siria. Invitamos a nuestros hermanos de Qatar, Arabia Saudita y otros Estados árabes a cooperar con el fin de obligar a la oposición a sostener diálogo”, declaró.

El enviado especial de Naciones Unidas y la Liga Árabe, Kofi Annan, que dentro de poco viajará a Damasco, actualmente está realizando consultas con el secretario general de la ONU, Ban Ki-moon.

Según Annan, el objetivo de su visita consiste en poner fin a la violencia en Siria y garantizarle ayuda humanitaria internacional. Annan recibió también una invitación de visitar Moscú. Lo esperan en el Ministerio de Exteriores de Rusia para realizar consultas, informó la oficina de prensa de la cancillería rusa. Desde hace casi un año, Siria es escenario de violentos choques entre la oposición y las fuerzas gubernamentales.

La ONU estima en más de 7.500 las víctimas mortales de los enfrentamientos en Siria. Las autoridades sirias a su vez reportaron más de 2.000 víctimas mortales entre los soldados y los policías que se enfrentan a milicias fuertemente armadas.

La comunidad mundial intenta presionar sobre Asad. Fueron impuestas sanciones económicas a Siria. El presidente Asad preparó varias reformas para estabilizar la situación en el país. El 26 de febrero, en Siria se celebró un referendo en torno al proyecto de una nueva Constitución que abre posibilidades equitativas ante todos los partidos políticos. Los adversarios de Asad calificaron ese referendo como una “farsa”.»

http://sp.ria.ru/international/20120301/152898559.html

E o rastilho que se acende em direcção às Nações Unidas...

Moscovo contra a transformação do Conselho de Segurança numa farsa instrumental para planear a destituição de regimes

«Moscú advierte contra la transformación del Consejo de Seguridad de la ONU en un "polígono" donde se elaboren documentos para el derrocamiento de regímenes, declaró hoy el ministro de Asuntos Exteriores de Rusia, Serguei Lavrov.

"Es inadmisible que el Consejo de Seguridad de la ONU sea un 'polígono' donde se elaboren documentos para el derrocamiento de regímenes en países soberanos", dijo Lavrov en una entrevista a "Rossiyskaia Gaceta".

El ministro señaló que durante la elaboración del proyecto de resolución sobre Siria a principios de febrero, todos los miembros del Consejo de Seguridad estuvieron muy cerca de crear un documento consensuado.

"Las ambigüedades que quedaban se podía eliminar simplemente pidiendo a las partes beligerantes en Siria abandonar las ciudades... Pero las enmiendas propuestas por Rusia fueron desechadas al igual que fue ignorada la petición de aplazar la votación para que todos los miembros del Consejo pudieran estudiar mejor las propuestas de Moscú", apuntó Lavrov.

Como consecuencia, Rusia se vio obligada a vetar el proyecto de resolución sobre Siria porque el documento partía de "conclusiones unilaterales" sobre la responsabilidad exclusiva del Gobierno sirio por la escalada de violencia en el país.

"Precisamente esas acciones (conclusiones unilaterales) pueden privar de legitimidad la labor del Consejo, dañar su prestigio internacional y alterar el sistema contemporáneo de mantenimiento de la paz y seguridad basado en el apego de los países a los principios básicos de la Carta de la ONU", expresó el ministro.

Desde hace casi un año, Siria es escenario de violentos choques entre la oposición y las fuerzas gubernamentales. La ONU estima en más de 7.500 los muertos en los enfrentamientos. Las autoridades sirias, a su vez, reportaron más de 2.000 víctimas mortales entre los soldados y policías que se enfrentan a milicias armadas.

El pasado 4 de febrero, Rusia y China vetaron un proyecto de resolución del Consejo de Seguridad de la ONU sobre Siria por contener unas "formulaciones inaceptables" que podían provocar, según Moscú y Pekín, la repetición del "guión libio" en Siria.»

http://sp.ria.ru/international/20120301/152902455.html
 
Ex. Primeiro Ministro Islandês

Geir Haarde, o primeiro político a ser julgado por má gestão de um país

O ex-primeiro-ministro islandês Geir Haarde, que hoje começou a ser julgado pelo colapso do setor financeiro em 2008 que mergulhou a Islândia numa grave crise, alegou inocência em tribunal, refutando todas as acusações as quais, segundo afirmou, "carecem de fundamento". O processo deverá estar concluído por volta do dia 15.

O julgamento do ex-primeiro-ministro islandês começou hoje em Reykjavik, no tribunal especial de Landsdomur, o único habilitado a julgar ministros ou ex-ministros, mas que até então nunca havia funcionado. As audiências estão a decorrer na Casa da Cultura islandesa, escolhida pelas suas dimensões e por ser considerada "terreno neutro".

Geir Haaard, de 60 anos, é acusado de ter escondido na primavera de 2008 informações segundo as quais o país caminhava para uma grande crise financeira.

Em outubro, o Landsdomur decidiu abandonar duas das seis acusações contra o ex-chefe de Governo, incluindo a mais importante, ou seja, a de "grave negligência".

Geir Haarde disse hoje em tribunal que "pela primeira vez" tem a possibilidade de responder às acusações de que é alvo. Se for condenado, poderá passar até dois anos na prisão.

Culpado pela queda do setor bancário

O ex-primeiro-ministro islandês, então chefe do Partido da Independência (direita), no poder desde meados de 2006, era um dos quatro dirigentes políticos considerados culpados pela queda de um setor bancário hipertrofiado, revela um documento publicado em 2010 sobre a crise financeira islandesa.

Em setembro de 2010, o Parlamento considerou que Haarde era o único que deveria ser julgado por esta crise, incluindo a quebra do banco online Icesave, que gerou uma disputa diplomática entre Reykjavik, de um lado, e o Reino Unido e a Holanda, do outro.

Segundo a AFP, Haarde deverá responder por inércia por não ter acautelado o crescimento do setor bancário, e de não ter assegurado que as contas do Icesave no Reino-Unido e na Holanda estavam ligadas a filiais nesses países.

A implosão dos bancos mergulhou a Islândia numa profunda recessão que exigiu a intervenção do FMI, com um empréstimo de 2,1 mil milhões de dólares. A coroa islandesa foi desvalorizada, embora recentemente o país tenha recuperado o crescimento e o seu PIB deva crescer este ano 3,1%, segundo o instituto islandês de estatísticas.

Geir Haarde é o primeiro político a ser julgado pela crise mundial. Resta saber quem será o próximo.


Bom começo, mas esqueceram-se dos políticos antecessores.

É algo muito futurista, mas deveria existir em Portugal um tribunal de gestão governamental e de desempenho parlamentar.

Neste último, seria apenas meia dúzia no parlamento que não seriam condenados. (a grande maioria condenados com acumulação de penas).
 
Katy Perry é uma cantora sem qualquer talento. É bonita e simpática, mas não passa disso. Não escreve as letras, tem uma voz mediana, não produz. Mais uma marioneta nas mãos da indústria discográfica, controlada por agentes, produtores, fotógrafos, etc.

O mais recente vídeo musical desta artista é uma pura peça de propaganda militar para as juventude norte-americana.

Repito o que tenho vindo a denunciar. Há várias décadas que o poder político e financeiro controlam Hollywood e toda a indústria discográfica. São os meios mais poderosos que organizações como a CIA têm para levar as massas de todo o Ocidente a aceitar a sua agenda. Muitas letras e vídeos musicais são por vezes meras encomendas de poderes obscuros. Principalmente as artistas do sexo feminino são escolhidas não pelo seu talento mas pela sua imagem e capacidade de submissão. E quando fogem à agenda, misteriosamente, este tipo de marioneta começa a ser alvo de perseguição por parte dos meios de comunicação social, surgem escândalos, são excluídos das rádios, das revistas e da televisão. Sucedeu com Michael Jackson ou Whitney Houston, bem como com Madonna, cuja carreira apenas sobreviveu graças ao mercado europeu e a um forte equilíbrio mental.

As massas, ao visualizarem o novo vídeo de Katy Perry, acham piada à ideia de utilizar o mundo militar na música pop. Ser soldado é agora cool, é fixe, é porreiro.





Enquanto ninguém critica abertamente este tipo de propaganda, o novo anúncio de Madonna foi censurado nos EUA por ser demasiado provocante. Um anúncio banal com uma mulher de 50 anos que parece ter 30 em roupa interior é censurado. Mas a propaganda militar é fixe.



E chamam àquilo um país de liberdade? Se aqui em Portugal este anúncio fosse censurado ou proibido caía o Carmo e a Trindade!

Dizia eu atrás que quando algum artista cai na asneira de denunciar o sistema tem a carreira destruída. Foi o que aconteceu com Michael Jackson por ter lançado singles com este:

 
Editado por um moderador:
Não é preciso a Kate Perry nem Lady Gaga para os Estados começarem a controlar todos os movimentos das populações, em nome de uma alegada guerra contra o terrorismo. No Reino Unido vai cair um dos pilares do Estado democrático, e damos mais um passo a caminho de uma sociedade tipo Coreia do norte, controlada, alienada, onde não se respeitam os princípios básicos da liberdade individual em nome de um inimigo externo, que nem sabemos bem quem é, mas que é certamente muito perigoso, tanto que não comete um atentado a sério em solo europeu há quase 7 anos.

Conservadores recuperam controversa proposta dos trabalhistas
Governo britânico quer apertar vigilância na Internet

O Ministério britânico do Interior confirmou, neste domingo, que está a preparar legislação com vista à monitorização em tempo real de toda a actividade online no Reino Unido – o que inclui emails, navegação em sites, blogues e redes sociais, e documentos. O combate ao crime e ao terrorismo está a tornar-se em invasão de privacidade, denunciam os críticos da proposta.


Os órgãos de comunicação ingleses dizem que a nova lei deve ser anunciada a 9 de Maio, no discurso da Rainha, e que prevê um aperto da vigilância na Internet mas não só. O Governo de David Cameron quer ainda que os serviços de informação possam aceder a chamadas telefónicas, no momento em que estão a ocorrer, sem a necessidade de um mandado judicial.

“É vital que a polícia e os serviços de segurança sejam capazes de obter dados de comunicações em certas circunstâncias, para investigar crimes sérios e [actos de] terrorismo, e para proteger as pessoas”, disse um porta-voz do Ministério do Interior, citado pela BBC, acrescentando que é necessário assegurar que as autoridades continuam a ter acesso a essa informação à medida que as tecnologias mudam.

“Conforme está estabelecido na Análise de Defesa Estratégica e de Segurança, vamos legislar, assim que o calendário do Parlamento o permita, para garantir que a utilização de dados de comunicação é compatível com a abordagem do Governo às liberdades civis”, afirmou ainda.

O problema com este tipo de legislação é que é mesmo vista como um ataque à privacidade. Nem sequer seria necessário esperar pelas reacções a esta proposta dos conservadores para conhecer o entendimento que os britânicos têm desta matéria. É que ainda em 2009 os trabalhistas, então no Governo, tentaram aprovar legislação idêntica, mas foram obrigados a deixá-la cair, dada a oposição com que a proposta foi recebida. E essa oposição não foi apenas política e popular. Foi também empresarial, veiculada pelas operadoras de Internet e telefone, devido à dificuldade e ao custo de implementação de um sistema funcional.

Os conservadores criticaram a proposta na altura e continuam a fazê-lo agora, que estão no poder. É o caso do deputado David Davis, que a considera “uma extensão desnecessária da capacidade do Estado para bisbilhotar as pessoas comuns”. O que se estão a propor fazer não é focarem-se nos terroristas ou nos criminosos, mas nos emails, chamadas telefónicas e acesso à rede de toda a gente”, disse à BBC.

O que preocupa este deputado é ainda o facto de o Governo preparar-se para propor que esta “monitorização”, como lhe chamam, seja feita dispensando qualquer mandado judicial. Algo que não é possível actualmente. “Não se deveria ultrapassar isso numa sociedade decente e civilizada, mas é o que está a ser proposto.”

“Isto é mais ambicioso do que qualquer outra coisa que tenha sido feita antes. É um passo muito drástico numa democracia”, disse o director da Liberty, Shami Chakrabarti. O principal responsável de outra organização de defesa dos direitos humanos, a Big Brother Watch, foi mais longe e disse tratar-se de “um passo sem precedentes, que levará o Reino Unido a adoptar o mesmo tipo de vigilância que se encontra na China e no Irão”.

“Isto é um ataque absoluto à privacidade online e está longe de ser claro que vá realmente melhorar a segurança pública, ao mesmo tempo que acrescenta custos significativos para empresas de Internet”, sublinhou ainda Nick Pickle.

http://www.publico.pt/Mundo/governo-britanico-quer-apertar-vigilancia-na-internet-1540328

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Não é uma questão de se a guerra é real ou não é. A vitória não é possível. A guerra não é destinada para ser ganha. É destinada para ser contínua.

O Partido procura o poder por amor ao poder. Não estamos interessados no bem–estar alheio; só estamos interessados no poder. Nem na riqueza, nem no luxo, nem em longa vida de prazeres: apenas no poder, poder puro. (...) Somos diferentes de todas as oligarquias do passado, porque sabemos o que estamos fazendo. Todas as outras, até mesmo as que se assemelhavam connosco, eram cobardes e hipócritas. Os nazis alemães e os comunistas russos muito se aproximaram de nós nos métodos, mas nunca tiveram a coragem de reconhecer os próprios motivos. Fingiam, talvez até acreditassem, ter tomado o poder sem querer, e por tempo limitado, e que bastava dobrar a esquina para entrar num paraíso onde os seres humanos seriam iguais e livres. Nós não somos assim. Sabemos que ninguém jamais toma o poder com a intenção de largá-lo. O poder não é um meio, é um fim em si. Não se estabelece uma ditadura com o fito de salvaguardar uma revolução; faz-se a revolução para estabelecer a ditadura. O objectivo da perseguição é a perseguição. O objectivo da tortura é a tortura. O objectivo do poder é o poder.

Geroge Orwell, 1984
 
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