Política e economia internacional

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Re: Outros Protestos


Em 1999 a Repsol valia 7,5 mil milhões de dólares. "Comprou" uma companhia chamada YPF (a maior do país) que valia 15 mil milhões de dólares incorporando o empréstimo por pagar nas contas da "nova empresa".

E dizer "comprou" porque o preço de venda foi combinado e não reflectiu o valor potencial da empresa.

Em face da enorme dívida criada para comprar:

A nova empresa passou a investir noutros lugares fora da Argentina para tentar pagar a dívida que criou, mais rapidamente.

O investimento na Argentina correspondeu apenas a 1% dos lucros totais.

A produção da YPF caiu 36% e as reservas comprovadas caíram 38%.

A Argentina passou a comprar energia quando dispõe de reservas mais do que suficientes (200 mil milhões de dolares) para se abastecer e até para exportar.
 
Re: Outros Protestos

Sobre esse assunto, é ver o que aconteceu na Venezuela e Bolívia na sequência das nacionalizações do sector da energia. Uma catástrofe !
Pobre Argentina, que é um país fantástico e cheio de recursos constantemente destruído por ideologias desde a fascista à comunista.

O Chile tem enormes reservas de lítio no deserto do Atacama e por alguma razão não as privatiza. Esteve em guerra com a Bolívia entre outras coisas exactamente pelo minério. O Chile é um país comunista. :lol:
 
Re: Outros Protestos

Tudo isto me leva ao Brasil, conseguiu ter líderes de esquerda sem este tipo de discurso e atitudes de destruição do sector privado e investimento estrangeiro, e os resultados estão à vista, excepcionais na última década.

De facto é estranho o que referes e ainda o realce de terem presidentes que criticam a forma que os países mais influentes estão a lidar com a crise ou regulação para evitar crises semelhantes.

Mas o Brasil continua com problemas imensos (muito além dos problemas por exemplo de Portugal) e que continuam sem solução "à vista":

Corrupção;
Má distribuição da riqueza;
Analfabetismo;
Autoridade institucional;
Controlo de fronteiras.
 
Re: Outros Protestos

Não entendi bem do que estás a a falar

Antofagasta Nitrate & Railway Company

http://warofthepacific.com/

Depois de tanto "esforço" nem mesmo os Chicago Boys desembarcados no Chile se atrevem a aldrabar o Atacama.

Mas isso não me surpreende mesmo nada, quer a extrema direita, quer a extrema esquerda, são ideologias totalitárias. E eu serei sempre um inimigo mortal das mesmas, nem que tenha que usar a caçadeira em defesa da minha propriedade. Sei qual é o DNA desses pategos, e cá terei a minha Moca de Rio Maior para lhes partir a cabeça quando chegar a hora.

A moca de Rio Maior foi um episódio inventado pelo Mário Soares quando fugiu para o Porto no tal dia de novembro de 1975... Era para correr com o PCP do 6º Governo Provisório. Saiu-lhe mal porque a malta do PC lá estava no dia seguinte disposta a trabalhar.
 
Re: Outros Protestos

Fiquei quase sem comentários nesta tua afirmação.

A Argentina não tem palavra no valor do petróleo e se esta não utilizá-lo bem para desenvolver a sua economia, serão apenas uns anos de deslumbre.

Claro que tem palavra. Pode fazer o seu preço interno para o desenvolvimento industrial e pode vender o excedente aos outros ao preço que quiserem comprar. Nem todos têm de estar na OPEP.

Quem tem petróleo tem futuro.
 
Re: Outros Protestos

A Venezuela tem imensos recursos petrolíferos, mas que exigem imenso capital e investigação para o extrair. As nacionalizações destruíram essa capacidade, tal como na Bolívia.
Em Portugal por exemplo, há uma empresa americana que teimosamente já gastou uns 100 milhões USD ( Mohave Oil & Gas Corporation) a tentar descobrir petróleo cá nos últimos 15/20 anos, um investimento de elevado risco sem qualquer retorno garantido. Quando e se houver houver retorno (pouco provável pelo que sabemos) lá virão vocês dizer que é para nacionalizar...

Esquece isso.

A Venezuela, Russia ou Canadá (entre outros, mas com menos significado) têm muito petróleo ser extraído após grande valorização do mesmo.

Neste momento não vejo qualquer comentário sobre este facto neste fórum.
 
Re: Outros Protestos

Vamos então aguardar e dentro de 5 anos podemos fazer um balanço do engenho e inovação argentinas na extração do petróleo e como daqui para a frente todas as empresas vão acotovelar-se para investir na Argentina, isto promete!
 
Re: Outros Protestos

Enganados pela 2ª vez? Parece que não.

Usaram o valor da YPF para comprar noutros lados e aumentar o valor da empresa. Agora preparavam a fuga...

Sempre a aprender com o capitalismo selvagem. Vão pedir ajuda ao Banco Mundial, essa organização americana sempre disposta a ajudar...

«O Governo argentino diz que vai calcular os prejuízos por danos ambientais que a Argentina tem sofrido com a gestão da Repsol na YPF.»

«Looks like Repsol was already escaping through back door with some bucks in the pocket...»

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Argentina swoop scuppers China oil deal

By Miles Johnson in Madrid, Jude Webber in Buenos Aires and Anousha Sakoui in London - www.ft.com

Repsol tried to sell a controlling stake in its Argentinian oil company to a Chinese energy group before it was nationalised by Buenos Aires, according to two people familiar with the talks.

The secret attempt to sell its 57 per cent interest in YPF to the Chinese buyer, which one person involved identified as Sinopec, broke down after the Argentinian government announced on Monday that it would expropriate 51 per cent of the company. Repsol wanted more than $10bn for its stake and did not advise Buenos Aires of the discussions with Sinopec, which the Spanish group hoped to finalise before seeking formal endorsement from Cristina Fernández, Argentine president.

The Argentinian government holds a golden share in YPF and any deal would have required state approval. Sinopec holds 40 per cent of Repsol’s Brazilian operations. Repsol declined to comment. Sinopec could not be reached for comment.

Anger mounted in Europe and Latin America on Tuesday at the Fernández government’s decision to seize a controlling stake in YPF. On a visit to Mexico, Mariano Rajoy, Spanish prime minister, expressed “deep unease” with Argentina’s move and said it lacked “any justification or economic reason”.
Felipe Calderón, Mexican president, called the nationalisation “lamentable”. He added: “No one in their right mind is going to invest in a country that expropriates investments.”

Repsol meanwhile said it would pursue Argentina for at least $10bn in compensation for the YPF stake and is seeking international arbitration. “These acts will not go unpunished,” said Antonio Brufau, executive chairman. “The Argentinian president has committed an illegal and unjustifiable act . . . This is just a way of covering up the social and economic crisis facing Argentina.”

Axel Kicillof, Argentina’s deputy economy minister, said: “We are going to determine [YPF’s] real value. We are not going to pay what [Repsol] say.”

In Brussels, José Manuel Barroso, European Commission president, told reporters he was “seriously disappointed” by Argentina’s move and urged authorities there “to uphold their international commitments and obligations”. The Commission postponed a joint co-operation conference with Argentina scheduled for April 19, and suggested further measures were possible.
Ms Fernández also faced domestic condemnation. “This decision will get us billions of pesos into debt and distances us from the world,” said Mauricio Macri, the mayor of Buenos Aires. “We’re all going to pay for this in Argentina.”

Analysts, however, expressed doubt about Repsol’s chances of winning significant compensation in tribunal. “Argentina already has more disputes pending against it at the World Bank’s International Centre for Settlement of Investment Disputes than any other country,” said Peter Hutton, an analyst at RBC Capital Markets, citing cases stemming from the country's debt default 11 years ago.

Madrid has said it is considering “clear and decisive action” in the coming days, and summoned Argentina’s diplomat on Tuesday morning.
Following earlier warnings over YPF from Madrid, Ms Fernandez said on Monday she would not bow to “threats”. “I’m the head of state, not a hoodlum,” she said.

In response, José Manuel Soria, Spain’s industry minister, said on Tuesday: “With this attitude and hostility there will be consequences that we will see over the next few days.”
 
Re: Outros Protestos

Não tens que agradecer... fui eu que apaguei mais um dos teus habituais posts que, alem de serem completamente offtopic, eram apenas um ataque ad hominem a um membro que, com opinião diferente de muitos, sempre contribuiu de forma educada para as discussões.

O que eu disse por outras palavras...

Sugiro que em Portugal comecemos hoje mesmo pela nacionalização da Autoeuropa e outras (poucas) empresas estrangeiras que tem investido cá. Já não tem sido muitas... mas com umas nacionalizações destas seriam certamente muitas mais a investir cá em Portugal :)

Faltando incluir qual seria a posição de as representações privatizadas aos Chineses fossem nacionalizadas um dia em Portugal.

Eu sei bem o que eu digo Vitamos.
 
Nova Iorque poderá regular fumo em casa
O direito a fumar em casa pode vir a ser regulamentado em Nova Iorque, cidade que perdeu, numa década, quase meio milhão de fumadores, fruto das políticas anti-tabágicas do presidente do município, ex-fumador, noticiou hoje a agência AFP.

Caso o projecto de regulamento de Michael Bloomberg seja aprovado, os inquilinos deverão ser informados, por escrito, antes da assinatura do contrato de arrendamento, se têm direito a fumar no interior do apartamento, nas varandas ou nos terraços.

Para o autarca, antigo fumador que tem desenvolvido desde 2002 uma campanha anti-tabágica sem precedentes, as novas regras permitiriam aos nova-iorquinos «escolherem viver num ambiente sem tabaco».

Desde 2002 que cerca de meio milhão de habitantes de Nova Iorque deixaram de fumar, dos quais cem mil entre 2009 e 2010, sendo que apenas 10 por cento da população fuma em casa.

Na cidade que «não dorme», o imposto sobre o tabaco e o preço do maço de cigarros são os mais elevados, comparativamente com os de outras cidades norte-americanas.

Em Nova Iorque, já é proibido fumar em bares, restaurantes, praias e parques.

Em Portugal, a interdição estende-se aos transportes e aos recintos públicos fechados, bem como aos locais de trabalho. Recentemente, o Governo anunciou que pretende alargar as restrições, nomeadamente ao interior de viaturas particulares que transportem crianças.

Lusa/SOL

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