Política e economia internacional

Estado
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Não é só no clima que a Cordilheira Central divide a PI em duas metades:

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Uma taxa de desemprego elevada é um problema crónico da Espanha. Durante alguns anos recentes manteve-se baixa devido ao boom da construção e dos serviços associados (imobiliárias, centros comerciais, comércio de materiais, etc.), e devido também ao crescimento do funcionalismo público.

A Espanha tem também um elevadíssimo número de imigrantes e por lá já há quem diga que ter imigrantes a fazer o que os espanhóis não querem é insustentável. Ora tenho amigas em Espanha ou espanholas que me dizem que por lá os jovens se recusam a trabalhar por menos de 1000 euros. E por lá um caixa de supermercado, um barman ou um empregado do campo ganha entre 700 a 900 euros.

Antevejo muita tensão e tumultos sociais, os espanhóis não são culturalmente como nós, basta pensar nos horrores da guerra civil dos anos 30.
 
Dizem os Bandarras que a Monarquia espanhola cairá e que o país ficará dividido, provavelmente com a saída da Catalunha e do País Basco...
 
O desemprego tem uma grande relação com a propriedade da terra. Muito desemprego, propriedades muito grandes, individualismo e absentismo.
 
O desemprego tem uma grande relação com a propriedade da terra. Muito desemprego, propriedades muito grandes, individualismo e absentismo.

Penso que isso explica parte do problema, mas há outros motivos.

No Nordeste o problema tem sido causado maioritariamente pela desindustrialização, saída de indústrias para o Leste da Europa ou para a China.
 
O desemprego tem uma grande relação com a propriedade da terra. Muito desemprego, propriedades muito grandes, individualismo e absentismo.

Por cá, a realidade é outra.. A economia de subsistência, tem uma grande relação com a dimensão das propriedades! Propriedades pequenas e dispersas = produção individual, sem mercado, em especial em regiões onde praticamente todos praticam alguma agricultura!

Uma propriedade pequena não contribui para o emprego, apenas para subsistência. Uma propriedade grande se não contribui para o emprego, das 2 uma:
- está "abandonada" ou com donos falidos, ou envelhecidos,...
- emprega, mas sem descontos, como economia paralela e daí que não tenha repercusão nos números do desemprego.

Existe ainda outra realidade, que é o desinteresse total de um desempregado em trabalhar para a agricultura. Por aqui, existem hectares que podem ser cultivados, por desempregados, rsi e outros, mas não aparece ninguém interessado!

O problema já não se resume apenas a propriedades pequenas vs grandes! A população entretanto já se deslocalizou, já envelheceu e poucos são os que herdaram conhecimentos básicos em agricultura! Há pessoas em grandes cidades que pensam que os pimentos vêm de árvores, é hilariante! :)
 
Sinceramente não vejo essa relação, vejo outras, basta pesquisares as ofertas de emprego pela Europa toda. Há uma disfunção enorme entre oferta e procura, por exemplo há milhares de ofertas de emprego para electricistas, mas já não há para engenheiros da área. O modelo social europeu (e outros ocidentais) transformou-se numa espécie de fábrica de canudos de secretária.

Tens razão Vince, não é sustentável haver imigrantes a fazer o que os europeus recusam, enquanto estes vivem directamente ou indirectamente à custa do Estado Social.

Há tempos saiu uma reportagem sobre as mercearias em Lisboa, que estão a ser compradas por imigrantes do Paquistão, Bangladesh e Índia, então eu pergunto-me, se são lucrativas nas mãos de estrangeiros, não seriam nas mãos de portugueses? Quem diz mercearias diz lojas de chineses, que não são mais que uma versão moderna das antigas lojas dos 300 ou das feiras e mercados de fim-de-semana.

Em Portugal nesta geração há gente com mais de 25 anos que anda entretida com cursos profissionais e que nunca trabalhou nem nada sabe fazer! É sustentável? Não é!

Numa empresa da minha zona foram necessárias há pouco tempo oito pessoas para trabalho temporários, e ninguém no centro de emprego aceitou, toda a gente recusou, ou tinha netos para cuidar, ou mãe para tratar, ou problemas de saúde, ou isto ou aquilo, e vieram então imigrantes de Leste!

É este Estado Social vai explodir, e começa pelas periferias porque são mais pobres! Mas também vai chegar à França ou à Alemanha!
 
Por cá, a realidade é outra.. A economia de subsistência, tem uma grande relação com a dimensão das propriedades! Propriedades pequenas e dispersas = produção individual, sem mercado, em especial em regiões onde praticamente todos praticam alguma agricultura!

Uma propriedade pequena não contribui para o emprego, apenas para subsistência. Uma propriedade grande se não contribui para o emprego, das 2 uma:
- está "abandonada" ou com donos falidos, ou envelhecidos,...
- emprega, mas sem descontos, como economia paralela e daí que não tenha repercusão nos números do desemprego.

Existe ainda outra realidade, que é o desinteresse total de um desempregado em trabalhar para a agricultura. Por aqui, existem hectares que podem ser cultivados, por desempregados, rsi e outros, mas não aparece ninguém interessado!

O problema já não se resume apenas a propriedades pequenas vs grandes! A população entretanto já se deslocalizou, já envelheceu e poucos são os que herdaram conhecimentos básicos em agricultura! Há pessoas em grandes cidades que pensam que os pimentos vêm de árvores, é hilariante! :)

Muitas propriedades estão abandonadas porque não têm dono! Os herdeiros não se entendem, e as propriedades podem ficar sem dono durante décadas! Para além disso não temos mercado fundiário dinâmico desde o início dos anos 90. Os donos das terras têm medo de arrendar por causa das lei do arrendamento portuguesa e da lentidão da Justiça, por outro lado muitos proprietários não arrendam porque estão à espera de um construtor milionário, querem viver à custa da especulação. Só com alterações profundas da legislação poderemos ter mercado de arrendamento de solos em Portugal, o que é vital para termos mais empresas, mais emprego e mais mobilidade social.
 
Não é só Israel, o mundo ocidental caminha a passos largos para um mundo orwelliano. Amanhã acabam os Jogos Olímpicos, façamos um apanhado do que as nossas almas bem pensantes andaram a fazer:

Alemã deixa aldeia olímpica devido a suspeita de ligações à extrema-direita

A remadora germânica Nadja Drygalla deixou a aldeia olímpica de Londres2012, após ter visto o nome do seu companheiro envolvido numa reportagem sobre a extrema-direita, revelou o comité olímpico alemão.

Nadja Drygalla, que fez parte da tripulação de shell de oito que falhou o apuramento para a final, optou por deixar a aldeia olímpica para não provocar mal-estar na comitiva.

A atleta, na reunião com os dirigentes olímpicos germânicos e responsáveis do remo, demarcou-se do caso e "atestou de forma credível" que se encontra "comprometida com os valores da Carta Olímpica".

O porta-voz do Comité Olímpico Internacional (COI), Mark Adams, defendeu que o caso de Nadja Drygalla não constitui um problema, pois a atleta não fez qualquer referência a Londres2012.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Desporto/Interior.aspx?content_id=2702745

Nem Hitler expulsou Jesse Owens ou Cornelius Johnson de Berlim em 1936. Esta foi expulsa por alegadamente ter um namorado nazi.

Atleta expulsa dos Jogos Olímpicos por comentário racista

Poucos dias depois da morte de um homem de 75 anos vitima do vírus do Nilo, uma atleta grega do triplo salto achou que podia ter graça ao escrever no Twitter que «com tantos africanos a viver na Grécia, os mosquitos do vírus do Nilo estão a alimentar-se de comida caseira». A "piada" foi imediatamente repudiada pelo chefe da missão olímpica grega.

http://www.tsf.pt/PaginaInicial/jogosolimpicos2012/Interior.aspx?content_id=2686824

O Comité Olímpico da Suíça expulsou o defesa Michel Morganella da equipa de futebol, depois do jogador de 23 anos ter publicado um comentário polémico na rede social Twitter, após a derrota dos helvéticos frente à Coreira do Sul por 2x1.

Depois de se ter envolvido com vários sul-coreanos durante a partida, o defesa direito do Palermo, de Itália, não conseguiu afastar a frustração e escreveu o seguinte: «Vou espancar todos os coreanos, que se queimem todos os retardados», atirou sem pejo.

As reações no facebook não tardaram, com vários users a ameaçarem o jogador suíço de morte.

A consequência lógica foi a expulsão de Morganella da comitiva suíça que rapidamente endereçou um pedido de desculpas ao comité sul-coreano

http://www.zerozero.pt/noticia.php?id=75245

Os parvos que escrevem parvoíces no twitter, sempre foram somente parvos. Agora são criminosos. E alguns até vão presos:

Jovem detido por comentários maldosos sobre nadador britânico

Um jovem de 17 anos foi detido no sul de Inglaterra por ter feito comentários impróprios na rede social Twitter sobre o nadador britânico Tom Daley.

Tom Daley, de 18 anos, era uma das grandes esperanças britânicas nos saltos para a água, mas na prancha a 10 metros sincronizada, juntamente com Peter Waterfield, não foi além do quarto lugar.

De acordo com a polícia, Tom Daley recebeu uma mensagem na qual era acusado de, ao ter falhado a conquista de uma medalha, ter defraudado o seu pai Rob, que morreu no ano passado, vítima de um tumor cerebral.

E agora a cereja no topo do bolo, detenções arbitrárias:

Doente de Parkinson detido por... não sorrir

Este é provavelmente o momento mais insólito e também embaraçoso para a organização e polícia de Londres. Segundo o "The Guardian", Mark Worsfold, de 54 anos, que sofre da doença de Parkinson, foi detido no dia 28 de julho por... não estar a sorrir durante a prova de estrada de ciclismo.

Worsfold, antigo soldado e instrutor de artes marciais, denunciou a situação ao referido periódico, contando que a polícia questionou a sua "disposição" quando este estava sentado num muro, juntamente com um grupo de pessoas.

Se a situação foi claramente desagradável, convém referir que Worsfold sofre de uma rigidez muscular na face, situação que obviamente dificultava o sorriso que os polícias "exigiam".

Em face do ocorrido, o homem de 54 anos exige um pedido de desculpas por parte da polícia de Surrey, admitindo que o tratamento dado foi "desproporcionado", apesar de ter sido libertado no próprio dia, depois de ter passado pela esquadra.

Em declarações ao The Guardian, a polícia de Surrey defendeu-se da situação: "O homem estava posicionado próximo de um grupo pequeno de protestantes e, baseado no seu comportamento, estilo de roupa e proximidade com o grupo, os agentes decidiram avançar para a detenção, para prevenir eventuais violações da paz".

http://www.record.xl.pt/Modalidades/Olimpismo/londres2012/ciclismo/interior.aspx?content_id=772526
 
Sobre a conversa do Facebook, um excerto de outra excelente crónica de Alberto Gonçalves no DN:

Párias sem página

Sendo inevitável a discriminação entre os homens, talvez seja inevitável também que, na era da Internet, a discriminação tenha origem virtual e não real. Um exemplo? O Facebook, de tal modo participado que atrai a desconfiança sobre os escassos excluídos. A desconfiança e, conforme se começa a verificar, não só.
De acordo com a Forbes, diversas empresas americanas passaram a considerar a ausência no Facebook um possível critério de exclusão no momento de admitir novos funcionários. Ao que consta, o raciocínio é o seguinte: quem não possui uma página na "rede" do sr. Zuckerberg provavelmente não possui uma vida digna de ser exposta em público e levanta suspeitas, quiçá, digo eu, de negócios obscuros, pedofilia ou envolvimento em cultos satânicos. Ou pior.
A revista alemã Der Taggspiegel dispensa salamaleques e lembra frontalmente que tanto Anders Behring Breivik, o psicopata norueguês, quanto James Holmes, o sujeito que matou uma dúzia de infelizes numa sala de cinema no Colorado, não constavam do Facebook. Logo, será lícito concluir que, mais dia, menos dia, os indivíduos alheios à dita "rede social" desatarão aos tiros em público. No mínimo, os indivíduos em causa não são de fiar: um artigo recente na Slate.com avisa que não se deve namorar com eles, visto que a reticência ao Facebook é sinónimo de reticência em assumir a verdadeira identidade e constitui uma, cito, "bandeira vermelha". Em contrapar-tida, um psicólogo chamado Christopher Moeller afirmou, novamente à Der Taggspiegel, que o Facebook define a capacidade de manter relações sociais saudáveis e confere aos utilizadores um, cito outra vez, "atestado de sanidade".
Recapitulando, se você possui amigos de carne e osso, com os quais se encontra e conversa directamente em casa ou no restaurante, você é um perigo potencial e merece ser um rematado pária, sem companhia, família ou - convém lembrar - emprego, que os pervertidos confundem com trabalho e que as pessoas saudáveis sabem não passar de um pretexto para cirandar adivinhem onde.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/int...E7alves&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=-1
 
E qual é a novidade disso? Isso faz-se há décadas, de outras formas, mas sempre foi assim. Em Portugal também acontece, ainda há umas semanas levaram os PC's todos do gajo do site tugaleaks sem grandes explicações. Se fizessem ideia do que se passa hoje em dia com o cruzamento de informação, da perca de privacidade, etc, etc, as pessoas teriam mais cuidado.
Mas diga-se, quase ninguém parece particularmente preocupado com isso. Como costumo dizer aos meus amigos, meio a brincar meio a sério, por exemplo o facebook é a maquina mais diabólica e totalitária já inventada pelo homem, e claro, ninguém entende o que quero mesmo dizer :D

Não se faz há décadas. Faz-se há 11 anos desde que a TSC começou a compilar uma lista de nomes suspeitos. A questão é que os manéis e joaquins desta vida corriam o risco de passar 4 ou 5 horas fechados numa sala se o nome estivesse algures numa lista de conversas de alegados terroristas. Se adicionares o conteúdo do email multiplicas por um numero infinito as tuas possibilidades de seres fechado numa sala durante 4 ou 5 horas até eles verificarem que o teu nome não é suspeito.
 
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