Política e economia internacional

Estado
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O mais infeliz da compilação é que o Bush, em certos momentos, mal consegue conter o riso abordando tópicos sérios.
 
Como hoje é dia festivo, dia 24, vou dissecar um artigo de propaganda ridículo. Verdade que está num site tipo tablóide mas também é verdade que muita agência noticiosa copia. O artigo está aqui:

http://www.businessinsider.com/john-schindler-putin-planning-wave-of-special-war-in-2015-2014-12

O título é sugestivo:

Putin Could Become Even More Dangerous In 2015

Os russos vão entrar no ano novo com dificuldades que não tinham no ano passado. Verdade.

Russians are going into the new year in a dramatically different, and lessened, economic situation than the one they enjoyed at the beginning of the year.

Um motivo pelo qual os russos são perigosos é porque não têm diversificação internacional:

Caveats abound here. The vast majority of Russians don’t travel abroad, much less have vacation properties in Europe, nor do they have hard-currency mortgages (the ruble now having returned to its Soviet-era pariah status).

Um outro motivo é que têm uma resistência mental acima da média:

Moreover, the average Russian has a physical and mental toughness about getting by in tough times — it is an unmistakable point of national pride — that Westerners cannot really fathom.

O caos económico foi causado pelo "Putinismo":

Nevertheless, the economic undoing of Putinism over the last weeks, brought about by Western sanctions in response to Moscow’s aggression against Ukraine which began in early 2014, heralds major changes for the Kremlin, and not just in its domestic affairs.

O ocidente nada fez. A agressão é inteiramente russa:

Russia now faces a protracted and serious financial and economic crisis that will get much worse before it gets better. (...) But are they enough to get Putin to cease his aggression and, in the long run, perhaps even leave office? Western politicians, eager to avoid armed confrontation with Russia, have assumed that enough sanctions-related pain will force Putin’s hand and get him to back off in Ukraine and elsewhere. This was always a questionable assumption.

A Rússia gosta de ser um estado pária:

In the first place, sanctions tend to work as intended mostly against countries that strongly dislike being a global pariah (...) There is no evidence that Putin and most average Russians find being despised by the West particularly objectionable; on the contrary, many seem to revel in it.

É feita uma comparação com o Japão (que declarou guerra devido às sanções):

Might Putin do the same and decide that since Russia is facing defeat at the hands of Western sanctions, which represent a kind of war, why not opt for actual war, in which Moscow at least stands a chance of victory? It’s too early to determine that, but 2015 will be the year such grave decisions are made.

Há mais mas desisti de ler. Quem quiser 'deliciar-se' o sítio está acima. Bom Natal a todos e desliguem a TV por uns dias. A sanidade mental agradecerá :)
 
A minha contribuição natalícia para este tópico será focada no drones. Algumas informações já mencionei e outras serão novas.

Toda a gente já conhece a utilização dos drones como arma militar:

No Paquistão os ataques de drones trazem mais malefícios do que benefícios. A população civil é traumatizada e os indivíduos que tentam ajudar os feridos são agraciados com mais ataques. Paralelamente, os EUA têm a tendência para manter aprisionados os inocentes em Guantanamo e libertar os culpados. Quem diria que alguns deles recrutam para a ISIS? Tudo, como é habitual, com a conivência saudita.

Fica a pergunta. Como é que um terrorista:

The Saudi government includes al-Rubaish on its list of most wanted terrorists, and the United States is offering a $5 million reward for information that leads to his capture.

É enviado para um programa de reabilitação e reintegração?

A year later the Pentagon released al-Rubaish into a Saudi 'rehabilitation' program designed to reintegrate jihadis into society. He escaped and fled to Yemen, leaving his wife and three children behind.

Isto num país em que tribunais especializados em casos de terrorismo vão julgar mulheres que conduzem e em que já houveram mais de 59 decapitações este ano. Desses, 22 foram por acusações de tráfico de droga. Infelizmente, estes não têm direito a programas de reabilitação.

"Teorias da conspiração" à parte, o inevitável já aconteceu, ou seja, os drones armados caseiros. Isto associado a impressoras 3D que permitem a construção de armas de fogo caseiras sem qualquer tipo de registo, não auguram coisas boas para o futuro.



Será inevitável uma tragédia envolvendo drones. Desde 2001, mais de 400 drones militares já caíram. Mesmo nos EUA, já caiu um drone perto de uma escola primária.

Houve também casos de drones perto de centrais nuclares na França, drones quase a colidir com aviões, drones que caem em cima de atletas e até drones a serem usados dentro de restaurantes e que ao cair em cima de uma mulher, quase que lhe desfigurava a cara.

Até lá, ficam os vídeos 'cómicos' do Youtube:



Continuação de um excelente Natal :)
 
Última edição:
A Inglaterra, ao contrário da França, decidiu incluir no cálculo do PIB a prostituição e as drogas ilegais. Resultado? A Inglaterra ultrapassa a França como 5ª maior economia do mundo.

Britain has overtaken France to become the world's fifth largest economy, new analysis shows.

(...)

The Centre for Economics and Business Research (CEBR) said Britain's acceleration was also boosted by the inclusion of sex and drugs to UK growth. While the addition of prostitution and illegal drugs form part of new pan-European accounting standards, France has refused to comply with EU rules because it does not consider them to be "voluntary commercial activities".

Eric Dubois, a director at INSEE, France's statistics office, has described drug use as a "dependency" that does not involve "free will". He said prostitution was the result of "Mafia networks and trafficking illegal immigrants".

Official estimates show prostitution added about £5.7bn to the UK economy in 2013, while illegal drugs were worth about £6.62bn.

Telegraph
 
A Inglaterra, ao contrário da França, decidiu incluir no cálculo do PIB a prostituição e as drogas ilegais. Resultado? A Inglaterra ultrapassa a França como 5ª maior economia do mundo.



Telegraph

Há bom .. então está explicado porque é que nós temos um PIB tão baixo, não contabilizamos a prostituição e as drogas, bem me parecia que a crise em Portugal era por causa disso !
Se passarmos a contabilizar chegamos ao nível da França certo ??
As relações sexuais com a nossa parceira também conta ??
 
Agora a sério .....

Sem ler a noticia, parece-me que existe aí algo que está muito mal contado nessa noticia. Em muitos sitios por essa Europa fora a prostituição é legalizada, havendo "casas" para isso em que as mesmas têm que cumprir regras de funcionamento e pagam impostos como qualquer outra atividade.
Ao mesmo tempo existem aquelas chamadas drogas leves ou drogas autorizadas, que é autorizado em alguns países por essa Europa. Obviamente drogas como heroina ou cocaina que apenas são transacionadas no mercado "negro" e sem qualquer conhecimento por partes das autoridades, não podem pertencer ao PIB porque ninguém tem noção do que é transaccionado.

E não me venham falar em moral senão vou falar na hipocrisia da sociedade no que toca ás bebidas "fortes", tabaco e outras actividades que o Estado recebe enormes quantidades de dinheiro, e todas elas fazem imenso mal á saúde.
Para além de ainda matarmos com subsidio do Estado !

E já agora acho que em Portugal a prostituição e as drogas leves (não faço ideia quais são) deviam ser legalizadas conforme se falou há uns anos atrás !
 
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Dois títulos de notícias, duas ênfases muito diferentes. Mais uma vez, onde estão as diferenças?

Ataques aéreos dos EUA na Síria matam 14 jihadistas

Aviação síria bombardeia cidades controladas pelo Estado Islâmico e mata dezenas de civis

A primeira notícia é da SIC, onde as mortes civis são empurradas para segundo plano:

Uma série de ataques aéreos realizados durante a noite pela coligação internacional liderada pelos Estados Unidos causou a morte de 14 'jihadistas' do grupo Estado Islâmico (EI) e cinco civis, disse hoje uma organização não-governamental.

A segunda notícia é do Público. Não se diz quantos jihadistas morreram. Só as baixas civis têm atenção:

Cerca de 40 civis, entre os quais sete crianças, foram mortos em ataques da Força Aérea síria contra duas cidades do norte do país controladas pelo autoproclamado Estado Islâmico, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

(...)

“Pelo menos 37 civis, entre eles sete crianças, três adolescentes e duas mulheres, foram mortos nesses raides da Força Aérea síria”, segundo a organização não-governamental. Dezenas de feridos encontram-se em estado grave.

Sim, porque o exército sírio não mata jihadistas, só os curdos:

Na véspera de Natal, segundo a mesma organização, mais de 50 combatentes do Estado Islâmico terão sido mortos durante combates com as forças curdas no norte da Síria. A morte do maior número de jihadistas (44) ocorreu durante combates em Qassiab, localidade do nordeste da Síria que foi reconquistada pelos curdos às forças do EI.
 
Aquando do anúncio da FED que ia terminar os estímulos à economia, o dito QE, escrevi aqui que era mentira pois os juros iriam continuar a ser investidos. Ora, cortesia da Reuters:

The Federal Reserve bought $6.046 billion of agency mortgage-backed securities in the week from Dec. 18 to Dec. 24, compared with $5.752 billion purchased the previous week, the New York Federal Reserve Bank said on Friday.

In a move to help the housing market begun in October 2011, the U.S. central bank has been using funds from principal payments on the agency debt and agency mortgage-backed securities, or MBS, it holds to reinvest in agency MBS.

The New York Fed said on its website the Fed sold no mortgage securities guaranteed by Fannie Mae, Freddie Mac or the Government National Mortgage Association, or Ginnie Mae,

in the latest week. It sold none the prior week.

Mais de 11 mil milhões de dólares investidos em duas semanas. Fora o que já deve ter sido comprado nos últimos meses.
 
Agora a sério .....

Sem ler a noticia, parece-me que existe aí algo que está muito mal contado nessa noticia. Em muitos sitios por essa Europa fora a prostituição é legalizada, havendo "casas" para isso em que as mesmas têm que cumprir regras de funcionamento e pagam impostos como qualquer outra atividade.
Ao mesmo tempo existem aquelas chamadas drogas leves ou drogas autorizadas, que é autorizado em alguns países por essa Europa. Obviamente drogas como heroina ou cocaina que apenas são transacionadas no mercado "negro" e sem qualquer conhecimento por partes das autoridades, não podem pertencer ao PIB porque ninguém tem noção do que é transaccionado.

E não me venham falar em moral senão vou falar na hipocrisia da sociedade no que toca ás bebidas "fortes", tabaco e outras actividades que o Estado recebe enormes quantidades de dinheiro, e todas elas fazem imenso mal á saúde.
Para além de ainda matarmos com subsidio do Estado !

E já agora acho que em Portugal a prostituição e as drogas leves (não faço ideia quais são) deviam ser legalizadas conforme se falou há uns anos atrás !


Um dos maiores vícios que há em Portugal com direito a patrocínio estatal é o vício do jogo!

Qualquer menor pode ir a um quiosque jogar em jogos de fortuna e azar pois ninguém pede BI quando se compra uma raspadinha e o tema não é discutido.

Para além disso não há políticas de proteção e apoio ao jogador e os mais viciados nestes jogos são os mais pobres!

O grosso de fatia dos lucros dos jogos sociais não vai para a caridade, vai sim para o financiamento de Ministérios e de gabinetes da Santa Casa de Lisboa cuja função não passa pela ajuda aos pobres... mas sim pela criação de «jobs for the boys».

No dia em que tivermos uma legislação igual à inglesa então acabará a hipocrisia em relação ao jogo que vigora na nossa sociedade. Na presente situação perdem os consumidores, que não estão protegidos, perdem os viciados, e ganha e muito o Estado e a Santa Casa, que de santa já muito pouco tem.
 
No resumo de hoje, o Japão aprova mais um pacote de estímulos porque a sua economia está a afundar-se irremediavelmente:

The package, worth 3.5 trillion yen ($29.12 billion) was unveiled two weeks after a massive election victory by Prime Minister Shinzo Abe's ruling coalition gave him a fresh mandate to push through his "Abenomics" stimulus policies. The government said it expects the stimulus plan to boost Japan's GDP by 0.7 percent.

(...)

Of the total, 1.8 trillion yen will be spent on measures such as distributing coupons to buy merchandise, providing low-income households with subsidies for fuel purchases, supporting funding at small firms and reviving regional economies.

The remaining 1.7 trillion yen will be used for disaster-prevention and rebuilding disaster-hit areas including those affected by the March 2011 tsunami. Tokyo will also seek to bolster the housing market by lowering the mortgage rates offered by a governmental home-loan agency

Reuters

The savings rate in the year through March was minus 1.3 percent, the first negative reading in data back to 1955, the Cabinet Office said. Real earnings fell 4.3 percent in November from a year earlier, a 17th straight decline and the steepest tumble since December 2009, the labor ministry said today.

Bloomberg

Na Europa:

O número de pessoas à procura de emprego em França registou um aumento em novembro de 27.400 para 3.488.300, sendo este o valor mais elevado de sempre no país.

Segundo dados oficiais, o mês de novembro foi o terceiro consecutivo em que o desemprego cresceu no território francês. Só no último ano, o número de pessoas sem trabalho no país aumentou 5,8 por cento.

Eleito em 2012, o Presidente francês, François Hollande, fez da criação de postos de trabalho uma das suas prioridades durante a campanha eleitoral.

Em novembro, Hollande reconheceu que tinha falhado nesse objetivo e revelou que não se recandidataria ao cargo nas eleições de 2017 se não conseguisse atingir a meta do desemprego até ao final do mandato.

AB

Nos EUA, o Obama, na sua mensagem de Natal, afirma que:

Despite conflicts across the globe, President Obama told American troops on Christmas that the world has become safer in recent years.

(...)

“Afghanistan has a chance to rebuild its own country. We are safer. It’s not going to be a source of terrorist attacks again,” (...)

WT

Esta afirmação completamente falsa serve para desconstruir o crescimento do PIB dos EUA de 5% no 3º trimestre (revisão dos 3.9 anteriormente divulgados). Razão? Aumento brutal do investimento governamental:

The nation's economy is also helped by the fact that state and local governments have weathered a period of austerity and are again contributing to expansion. State and local expenditures and investment were up 1.1 percent annually in the third quarter, following a 3.4 percent expansion in the second quarter. The federal government, too, after two years of tightening and sequestration, is again giving the economy a lift: Its spending was up 9.9 percent in the third quarter. Such figures can fluctuate heavily from quarter to quarter, but economists say the government is unlikely to be a drag over the next year.

E aumentam as suspeitas de que a Coreia do Norte poderá não ser a responsável pelo ataque à Sony (aqui e aqui).

Por fim, na China mais engenharia financeira está a ser feita:

China plans to temporarily waive a requirement for banks to set aside reserves for some deposits, people with knowledge of the matter said, highlighting efforts to boost lending amid a slowdown of the world’s second-largest economy.

Commercial lenders won’t be required to set aside reserves for the savings that they hold for non-deposit-taking financial institutions, the people said. The waiver is part of planned changes to how banks’ loan-to-deposit ratios are calculated, said the people, who asked not to be identified as they weren’t authorized to discuss the plan publicly.

Bloomberg (notícia alterada - mais completa)

China's trade will grow 3.5 percent in 2014, implying the country will fall short of a current 7.5 percent official growth target, according to a report on the Ministry of Commerce's website that was subsequently revised to remove the numbers.

The initial version of the report published on the website on Saturday, which quoted Minister of Commerce Gao Hucheng, was replaced with a new version that had identical wording but with all the numbers and percentages removed.

Reuters

A economia chinesa está em perfeitas condições mas contínuos estímulos estão a ser impostos.
 
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Já fiz referência a isto, mas agora deixo as fontes. Dezenas de soldados russos estão a morrer e os governantes russos estão a dar detalhes confusos às famílias. Obviamente que estão a combater na Ucrânia. Da mesma maneira, mercenários americanos estão a ser enviados para o mesmo local:



As guerras modernas são encobertas e disputadas através de terceiros. Só que a imprensa dá atenção aos atos de uns e não aos outros.

As provocações continuam até alguém atacar (EUA ou Rússia). Depois o outro será visto como o inocente e que apenas se limitou a ripostar.
 
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Amanhã é um dia decisivo para a Grécia:

http://internacional.elpais.com/internacional/2014/12/28/actualidad/1419804626_808965.html

Se vencer a extrema-esquerda viver-se-ão dias interessantes. É provável que a Alemanha já se tenha preparado para que a Grécia saia do euro... e quem sabe Portugal... para aguentar a Espanha e a Itália.

Entretanto o Reino Unido começa a discutir a saída da UE.

Neste momento as sondagens demonstram que os eleitores só votarão maioritariamente «sim» se a UE aceitar as condições de David Cameron.

O Reino Unido quer um maior controlo fronteiriço, menos regulamentação comunitária e mais abertura comercial a países fora da UE. Alguns sectores conservadores consideram que as regras europeias prejudicam o comércio com a Commonwealth.

Na Holanda se houvesse neste momento um referendo o «não» à UE poderia também vencer. Já na Alemanha, França, Itália ou Grécia a larga maioria dos eleitores quer permanecer no espaço comunitário.
 
Estado
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