Referendo sobre a permanência na UE no Reino Unido

O Hitler também começou por dizer que nunca iria invadir nenhum país e depois foi o que se viu (embora o tenha feito posterior devido ao orgulho ferido da nação e o sentimento de vingança também predominante).

A personagem em questão, paralelamente à sua retórica que foi noticiada um pouco por todo o lado na altura, embarcou num vasto programa de obras públicas que incluíram as forças armadas. Os alemães atuais vão fazer isso até 2020. Ou seja, ainda há muito tempo. Os russos estão mais à frente mas nada indica que vão invadir a Europa (hoje em dia há a Otan e bombas nucleares). Não tenho conhecimento da França mas o exército do RU anda a cortar na compra de equipamento por falta de dinheiro. Não acho que a Polónia ou a Itália tenham poder suficiente para conquistar a Europa. Nesse aspeto não há problemas :)
 
Existe uma arte muito antiga que implica dançar com o Diabo que consiste em praticar o Mal para atingir um objectivo elevado. Os EUA têm sido especialistas nisto ao longo do último século.. mas isto não é tema para aqui...

Sei que isto soa terrivelmente maquiavélico mas uma forma de salvar a UE e a economia europeia poder ser arranjar um inimigo comum que assuste os europeus, e uma guerra. Talvez no Médio Oriente ou no Leste Europeu...

http://www.independent.co.uk/news/w...hin-a-year-senior-general-warns-a7035141.html
 
Orion depois sou eu o fascista por falar em segundo referendo.

https://petition.parliament.uk/petitions/131215

A este ritmo não tarda chega a 1 milhão de assinaturas. São necessárias 100 mil apenas. Já vai acima das 500 mil.

O público foi enganado pelo Vote Leave, eu vivi em Inglaterra, tenho algumas ligações ao país, conheço aquilo por dentro. Não me quero armar ao pingarelho mas quem nunca lá viveu não tem noções de certas realidades. O cidadão comum sem formação escolar está a Leste do que se passa em Londres, do que é a indústria de serviços com sede em Inglaterra, em Gibraltar, que paga muitos milhares de milhões de libras e que precisa do mercado único. Está a leste do que é a indústria farmacêutica, da importância da imigração de licenciados para aquele país. Quem vive na Cumbria, nas cidades costeiras de East Anglia ou no País de Gales e não tem formação escolar está fora deste mundo, que é para quem tem formação muito elevada. Mas são estes impostos que sustentam o Welfare State inglês, que sustentam os apoios sociais que ainda existem e o NHS. Este referendo mostra claramente o fosso que existe entre pessoas com escolaridade e sem escolaridade, ricos e pobres, velhos e novos. É um grito de revolta irracional em certa medida, pois os mais pobres que votaram maciçamente pela saída serão agora as vítimas da sua própria decisão.
 
Orion depois sou eu o fascista por falar em segundo referendo.

Quando o PPC renegou todas as promessas que fez na campanha não te vi indignado (se estiveste mostra-me que retiro a afirmação). Foi tão ou mais grave não? E se o Remain tivesse ganho e o Leave estivesse a protestar?

Essas tuas tendências fascistas são muito interessantes. Cuidado, às vezes a racionalidade é a pior inimiga da moralidade :) O relativismo é muito perigoso. Às vezes resvala-se para patamares de 'superioridade' contraproducentes se é que me faço entender :)
 
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Qualquer um dos lados tinha plena consciência que só com uma votação de 60/40 o assunto ficaria arrumado de vez. A diferença neste caso é que o Remain sempre foi mais complacente e discreto. A campanha do Leave tinha o dobro da agressividade e do activismo, isso era notório nas redes sociais. Curiosamente de um dia para o outro os comentários em fila indiana contra os imigrantes, Bruxelas, Merkel ou os refugiados desapareceram das caixas de jornais ingleses online. Lembra perfis que aparecem em fóruns portugueses antes das eleições com uma clara agenda e depois desaparecem.
 
A personagem em questão, paralelamente à sua retórica que foi noticiada um pouco por todo o lado na altura, embarcou num vasto programa de obras públicas que incluíram as forças armadas. Os alemães atuais vão fazer isso até 2020. Ou seja, ainda há muito tempo. Os russos estão mais à frente mas nada indica que vão invadir a Europa (hoje em dia há a Otan e bombas nucleares). Não tenho conhecimento da França mas o exército do RU anda a cortar na compra de equipamento por falta de dinheiro. Não acho que a Polónia ou a Itália tenham poder suficiente para conquistar a Europa. Nesse aspeto não há problemas :)

Essas obras públicas foram numa primeira fase feitas por alemães para atingir o emprego pleno e para dar um boost a uma economia que estava na rua da amargura e para criar também infraestruturas para uma economia de guerra. Depois de conquistados, os paises eram saqueados para manter a economia e industria dos alemaes a funcionar. Existrm tensões principalmente a leste (Russia Ucrânia) e na zona dos Balcãs. Só não vê quem não quer e é incrivel como ainda conseguem dizer que está tudo bem (eu já ouvi o mesmo quando a 2WW ainda estava nos seus principios.
 
Qualquer um dos lados tinha plena consciência que só com uma votação de 60/40 o assunto ficaria arrumado de vez. A diferença neste caso é que o Remain sempre foi mais complacente e discreto. A campanha do Leave tinha o dobro da agressividade e do activismo, isso era notório nas redes sociais.

Exato. A tua solução para a incompetência do Remain é forçar novos referendos até se ter o resultado que tu queres :D

Só não vê quem não quer e é incrivel como ainda conseguem dizer que está tudo bem (eu já ouvi o mesmo quando a 2WW ainda estava nos seus principios.

Não está. Mas na Europa ocorrerá uma escaramuça ou distúrbios internos massivos. Guerra, sim. Vai acontecer. Mas não na Europa continental :)
 
É impossível saber. Como escrevi, as guerras surgem repentinamente. Mas na Europa não estão reunidas as condições para tal. Podem é ocorrer escaramuças ao estilo Turquia-Rússia (ex: Gibraltar). Ainda é preciso passar mais algumas gerações para que a herança nazi se dilua.

Unir a Europa não é fácil. Mas pode-se fazer certas coisas para que haja apoio público. Mas não vou ser eu a dar ideias porque não são moralmente aceitáveis :D
 
Já escrevi que as leis são o reflexo da cultura das nações. A constituição polaca vai parecer estranhamente religiosa para o típico português:

dFDtneK.png


http://www.sejm.gov.pl/prawo/konst/angielski/kon1.htm

Novamente. Boa sorte em homogeneizar os povos europeus...
 
Não está. Mas na Europa ocorrerá uma escaramuça ou distúrbios internos massivos. Guerra, sim. Vai acontecer. Mas não na Europa continental :)

Concordamos em discordar. [Ironic mode on] Até porque o que se passa na Ucrânia e nas redondezas não passa de uma falácia (por exemplo). [Ironic mode off]
 
Qualquer referendo deve ter um período ( a determinar), em que não se poderá fazer um novo referendo sobre a mesma matéria, de maneira a garantir que o mesmo não se tratou de uma brincadeira e respeitar a democracia, qualquer que seja o resultado.
Da mesma forma, o resultado de um referendo não pode ser eterno, pois isso também não era democracia.

Dito isto, existe alguma dúvida que a campanha pelo Brexit foi essencialmente populista, onde os seus defensores apelaram aos instintos mais básicos e medos das pessoas?

Da mesma forma, também se tem desenrolado a campanha do Trump.

Mas, pelos vistos, esse populismo tem muitos apoiantes, até aqui no fórum. Já dá para perceber por que razão os Trumps deste mundo têm tantos votos.

Se alguém quiser ser anarquista, tudo bem. E, se estiver à espera da implosão da UE para rebentar tudo e aparecer guerras por todo o lado, é lá com eles.
Mas ao menos podiam disfarçar um pouco essa vontade bélica, do caos instalado.
Às vezes, perdem - se boas oportunidades para ficar calado.
 
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A questão n
Qualquer referendo deve ter um período ( a determinar), em que não se poderá fazer um novo referendo sobre a mesma matéria, de maneira a garantir que o mesmo não se tratou de uma brincadeira e respeitar a democracia, qualquer que seja o resultado.
Da mesma forma, o resultado de um referendo não pode ser eterno, pois isso também não era democracia.

Dito isto, existe alguma dúvida que a campanha pelo Brexit foi essencialmente populista, onde os seus defensores apelaram aos instintos mais básicos e medos das pessoas?

Da mesma forma, também se tem desenrolado a campanha do Trump.

Mas, pelos vistos, esse populismo tem muitos apoiantes, até aqui no fórum. Já dá para perceber por que razão os Trumps deste mundo têm tantos votos.

Se alguém quiser ser anarquista, tudo bem. E, se estiver à espera da implosão da UE para rebentar tudo e aparecer guerras por todo o lado, é lá com eles.
Mas ao menos podiam disfarçar um pouco essa vontade bélica, do caos instalado.
Às vezes, perdem - se boas oportunidades para ficar calado.

O euroceptismo e o orgulhosamente sós cá é materializado no BE,PCP e uma ala mais radical do PS.
A direita em Portugal não se radicalizou antes pelo contrario tornou se neo-liberal e pro-UE enquadrando-se mais ao centro.
O perigo imediato em Portugal anti-UE passa por uma esquerda unida tremendamente euroceptica que ira culpar a UE caso algo corra mal cá e ai referendar uma saida do euro e da UE algo que muita gente da esquerda sonha e deseja mais ou menos assumidamente.
A medio prazo vê- se que a direita na Europa está a mudar para um outro paradigma e cá existe uma orfandade nesse espaço politico e se o CDS não conseguir resultados com esta liderança irão ai surgir pressões para mudanças e essa alternativa já existe de nome Nuno Melo com um discurso bem diferente da Assunção Cristas e com qualidades carismaticas e de discurso que actual lider do CDS no meu entender não possui.
Portugal nem direita conservadora possui só tem uma direita muito centrista neo- liberal sendo que não se consegue destinguir actualmente o PSD do CDS.
O CDS nos anos 80,90 era um partido mais de direita que é actualmente e com muito mais ideologia.
 
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