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Referendo sobre a permanência na UE no Reino Unido

Tópico em 'Off-Topic' iniciado por frederico 7 Set 2015 às 13:32.

  1. Gerofil

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    A União Europeia transformou a Europa num bordel

    A saída do Reino Unido pode ser o toque a rebate democrático de que a UE precisa.

    Por José Vítor Malheiros


    Era um dia de Primavera de 1995. Atravessei de carro a ponte sobre o rio Minho, ao pé de Valença, em direcção à cidade galega de Tuy, e não aconteceu absolutamente nada. Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida. Eu estava habituado a entrar em Espanha depois de parar na fronteira, esperar numa bicha interminável de carros e camiões, mostrar o passaporte, responder a perguntas dos guardas e deixar o carro ser revistado antes de poder seguir caminho. E a travessia desta fronteira despertava sempre recordações de antes do 25 de Abril, onde a espera era ainda mais demorada, as perguntas mais agressivas, os polícias mais desagradáveis e as revistas mais rigorosas, principalmente para os jovens que tinham de apresentar os seus documentos militares em ordem e podiam estar a preparar-se para fugir à guerra colonial. Foi por isso que atravessar a ponte e entrar em Espanha sem ver um único polícia, sem ver um posto de fronteira, sem mostrar um documento, foi uma experiência inesquecível.

    Na altura eu era ainda um ingénuo adepto da União Europeia e aquilo era para mim a Europa. Não só a liberdade de circulação, mas a corporização da própria liberdade dos cidadãos, da confiança na sociedade, da cooperação e da solidariedade entre os estados. Eu era então, como me considero ainda hoje, um europeu e um europeísta. Nascido entre dois países e duas línguas, educado entre quatro línguas, habituado a desconfiar de todos os nacionalismos, a ideia de uma Europa que transcende os seus países sempre me foi cara. É por isso que, na próxima quinta-feira, quando conhecermos os resultados do referendo no Reino Unido, eu espero ardentemente que o resultado seja a vitória do “Brexit”.

    Não porque penso que o Reino Unido vá ficar melhor fora da UE. Não porque pense que a UE vai ficar melhor sem o Reino Unido. Mas apenas porque espero que a saída do Reino Unido seja o choque que irá provocar o abalo político, o exame de consciência e o toque a rebate democrático de que a União Europeia precisa para se reformar de forma radical e para se reconstruir, num formato e com regras diferentes, sob o signo da decência. E não penso que isso seja possível sem uma vitória do “Brexit”. O presidente do Parlamento Europeu, o socialista Martin Schulz, já disse: “Seja qual for o resultado [do referendo], teremos necessidade de uma reforma integral da União Europeia com regras claras.” Mas o problema é que já ouvimos dizer a mesma coisa noutras circunstâncias para tudo ficar na mesma. Ouvimo-lo dizer depois da guerra do Iraque, da crise financeira de 2008, da crise das dívidas soberanas, das políticas de austeridade, da crise dos refugiados. Mas sabemos que não podemos acreditar em nada do que sai da boca dos dirigentes da UE.

    A questão é que a UE não é aquela associação entre iguais que nos venderam, empenhada no progresso de todos os países e no bem-estar de todos os cidadãos, no pleno emprego e na segurança dos trabalhadores, na paz mundial e na promoção da democracia. A questão é que a UE é apenas uma máscara que disfarça o domínio de um grande grupo de países por um pequeno grupo de países, numa nova forma de ocupação que usa a finança como instrumento de submissão, como antes se usavam tanques. A questão é que a UE é uma organização antidemocrática, que não só é governada por dirigentes não eleitos e não removíveis, da Comissão Europeia ao Banco Central Europeu, como construiu ardilosamente uma camisa de forças jurídica, sob a forma de tratados irreformáveis de facto, através da qual manieta e subjuga os Estados-membros e lhes impõe políticas que estes não escolheram, mas não podem recusar.

    A questão é que a UE e as suas instituições se transformaram na tropa de choque do poder financeiro mundial e da ideologia neoliberal e, apesar das suas juras democráticas, impõem a agenda asfixiante da austeridade e proíbem de facto os países de prosseguir políticas nacionais progressistas mesmo quando elas são a escolha democrática dos seus povos. A questão é que a UE, autoproclamado clube das democracias e dos direitos humanos, acolhe no seu seio sem um piscar de olhos países que desrespeitam os direitos mais básicos e adopta no plano internacional a Realpolitik de se submeter aos mais fortes, obedecer aos mais ricos e fechar os olhos aos desmandos dos mais agressivos. A questão é que a UE perdeu o direito de reivindicar qualquer superioridade moral quando continuou a atirar refugiados para a morte mesmo depois de ter chorado lágrimas de crocodilo sobre a fotografia de uma criança afogada no Mediterrâneo. Hoje, tenho vergonha de pertencer a este clube e não gosto desse sentimento. Será isto isolacionismo? Pelo contrário. O que eu e muitos cidadãos europeus exigimos é a solidariedade entre países que a União se recusa a praticar.

    Há pessoas pouco recomendáveis do lado do “Brexit”? Há. Mas do outro lado também. E na UE não faltam pessoas pouco recomendáveis, a começar pelo senhor Jean-Claude Juncker, símbolo da evasão fiscal e da imoralidade política. A questão é que a União Europeia não é a Europa dos valores que sonhámos. A UE capturou essa Europa e transformou-a num bordel. O sonho transformou-se num pesadelo. A questão é que a União Europeia se tornou o ninho da serpente e deve ser desmontada peça por peça. Espero que o referendo britânico possa ser o primeiro passo.

    Fonte: PÚBLICO
     
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  2. Gerofil

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    Suíços ficam na deles. E, incrivelmente, tem dado certo

    Em mais uma decisão de seu sistema peculiar, a Suíça arquiva definitivamente pedido de entrar para União Europeia

    Por Vilma Gryzinski

    A seguinte pergunta sempre é feita, retoricamente, quando se quer dar um exemplo de país estável, sem reviravoltas e nem mesmo, de modo geral, notícias: “Quem é o presidente da Suíça?”. Poucos saberiam dizer por um motivo simples. O presidente suíço não tem nenhuma das prerrogativas associadas aos sistemas presidencialistas. É apenas um dos sete integrantes do Conselho Federal que ocupam o cargo em um esquema rotativo que gira anualmente. Não é chefe de estado nem de governo. Aliás, o governo não tem chefe, pois a Suíça também não tem primeiro-ministro.
    Este sistema colegiado único, que acomoda incríveis complexidades de um país com apenas oito milhões de habitantes, quatro línguas oficiais e 26 cantões, provavelmente só poderia funcionar na Suíça. Outra característica quase irreproduzível é a neutralidade armada, que remonta à época medieval e foi institucionalizada com a constituição do país – se é que pode ser usada essa palavra para uma confederação – mais ou menos como existe hoje, em 1848. A Suíça é tão neutra que só entrou para a ONU em 2002. Não entrou para a União Européia e nem vai entrar. Silenciosamente, como quase tudo o que faz, o parlamento suíço votou por retirar o pedido de ingresso. Sem novidade. O pedido estava congelado praticamente desde que havia sido feito, em 1992. O sistema de democracia direta, outra peculiaridade que só funciona na Suíça, já havia vetado a ideia pouco depois de sua apresentação, por plebiscito.
    A notícia, ou não-notícia, só ganhou alguma atenção porque a moção de ingresso foi oficialmente retirada apenas uma semana antes do referendo no Reino Unido sobre continuar ou sair da União Europeia. Seria “um pouco ridículo” discutir o assunto a essa altura, disse Filippo Lombardi, da Democracia Cristã Popular, um dos quatro partidos que há sessenta anos compartilham o poder no parlamento e no Conselho Federal. A última crise aconteceu em 2008, com um racha do Partido Popular Suíço, genericamente situado à direita. Mas não foi nada que o PMDB pudesse sequer reconhecer como problema.
    Apesar de não ser membro da União Européia, a Suíça faz parte do mercado comum, sem maiúsculas, através de acordos comerciais que os defensores britânicos da ruptura propõem como modelo. O país também integra o acordo de Schengen, sobre a livre circulação de pessoas dentro dos limites dos países da União Européia. A Noruega e a Islândia também têm a mesma situação: não fazem parte da UE, mas estão na área abrangida pelo acordo de países com fronteiras abertas. O Reino Unido, mais a Irlanda do Norte, são a exceção oposta. “Fronteiras abertas” não significa, nem de longe, que possa acontecer na Suíça o que houve na Alemanha no ano passado, com a entrada súbita de mais de um milhão estrangeiros.
    Com evidente má vontade, a Suíça concordou em receber refugiados, reais ou simplesmente declarados, da última onda vinda de países dos Oriente Médio, asiáticos e africanos. Mas existem dificuldades como as demonstradas na pequena e impecável cidade de Oberwil-Lieli. Em plebiscito, os moradores decidiram pagar a multa equivalente a 1,2 milhão de reais prevista para os locais que não aceitassem sua cota de refugiados. Sem problemas: de seus 2 200 habitantes, 300 são milionários. A população suíça já é extraordinária para um país europeu: tem quase 25% de estrangeiros. Mas, entre estes, 80% são de países europeus como Itália, Alemanha, Portugal e França. Muitos sequer são estrangeiros, tal como entendemos o termo no Brasil, onde vigora o sistema de nacionalidade automática para todos os nascidos em solo brasileiro. Filhos de estrangeiros só conseguem a cidadania, mesmo que tenham nascido na Suíça, através de um procedimento infernalmente complicado.
    Pessoas residentes há décadas no país nem sequer entram com o pedido, especialmente se moram em cidades pequenas. Como a cidadania tem que ser aprovada nas esferas federal, cantonal e municipal, muita gente fica com medo de pensar que pessoas com quem convivem há muito tempo podem rejeitá-las porque usaram a cor da roupa, o tom de voz ou o tipo de gesto considerados impróprios. É claro que o preço da estabilidade é uma sociedade de regras de convívio rígidas ou até opressivas para quem não faz parte, organicamente, dela. Suíços bem humorados brincam com os clichês a respeito do país. Um deles é o do “exército de bicicleta”. A valente brigada de infantaria sobre duas rodas nem existe mais, embora tenha durado bem além do que aconteceu em outros países europeus, mas ainda permanece a ideia dos soldados-cidadãos preparados para enfrentar invasores com sua força de mobilização rápida movida a pernas.
    Outra coisa que não existe mais é o sigilo bancário inquebrantável. Depois dos atentados de 11 de setembro de 2002, os Estados Unidos forçaram até conseguir mudanças na lei de 1934 que proibia instituições bancárias de dar qualquer informação sobre seus clientes. Hoje, pedidos de quebra de sigilo de instituições jurídicas estrangeiras, devidamente fundamentados, são acatados rapidamente. Quase a jato. Quem não sabe disso está vivendo no tempo em que o relógio de cuco ditava o ritmo na Suíça. Com seu sistema político tão único, os suíços sabem quando ficar na deles e quando o mundo não aceita que finjam não fazer parte dele.

    Fonte: VEJA
     
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  3. hurricane

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    Nunca ter entrado na UE não é mesmo que sair dela. Comparar o caso Suíço com o Inglês não faz qualquer sentido. UK é uma das economias do mundo que mais dependente do comércio internacional e sair da UE seria catastrófico. Além disso, o funcionamento da Suiça e do UK são muito diferentes a muitos níveis.

    A UE precisa de ser reformada e isso não há dúvida. Mas porque é que UK não pode participar nessa reforma em vez de fugir com o 'rabo entre as pernas'?
     
  4. ClaudiaRM

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    Esta é mesmo a única coisa positiva que pode advir do Brexit, na minha opinião. Tudo o resto, julgo, será mau.
     
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  5. ClaudiaRM

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    Pode, pois. É isso que vão decidir, democraticamente, na quinta-feira.
     
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  6. james

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    Claro,os tempos de nacionalismos exacerbados e as guerras quase constantes é que eram bons para a Europa....

    Veio a UE e destruiu esse panorama idílico.
     
  7. james

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    A Suíça também tem um sistema muito bom, principalmente financeiro. Que o digam muitos ditadores de África, Médio Oriente, América Latina...

    Ou alguns conhecidos políticos da nossa praça, alguns que até são de esquerda, pasme - se.

    É bom para lavagens, branco mais branco não há...
     
  8. james

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    Eu gostava que o RU continuasse na UE. Mas se sair, ao contrário do que se diz, eu penso que mal vai dar para notar. Eles sempre tiveram um pé dentro e dois fora e sempre privilegiaram as relações político - económicas com os EUA.

    Também duvido que as relações comerciais com os Estados membros da UE ( incluindo o nosso) sofram alterações significativas. É que isso também é do interesse deles.

    Se há país que podia fazer assim este referendo e se há país que pode sair deste modo da UE, esse país é sem dúvida o RU. Eu diria mesmo que era o único país.

    Na minha opinião, o único potencial prejuízo é a perda de um certo glamour que a presença do RU dá à UE. E o possível entusiasmo que o processo de cisão possa dar a movimentos ultranacionalistas pela Europa fora.
     
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  9. james

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    Se não estou em erro,o RU é o único país da UE que pode fazer assim desta forma quase Unilateral um referendo para decidi a permanência. Negociado aquando da adesão nos anos 70 com Margaret Thatcher.

    Para os que acham que o RU vai utilizar o poder do referendo agora, devido à instabilidade da UE, desiludam - se. O RU já ameaça com a cisão ( Principalmente na altura de assinaturas de tratados) desde a sua adesão. Já se sabia que mais dia menos dia, fariam um referendo.
     
  10. Topê

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    E de movimentos de partidos de esquerda eurocépticos , principalmente em Portugal e Espanha, onde a esquerda tem um força e um poder sem paralelo em todos os paises da UE.
    Ao contrário do que a nossa esquerda diz a extrema direita não cresce apenas na Europa do Norte, aliás onde ela cresce mais nem é na Europa do Norte, mas sim no Leste Europeu, nos antigos paises do bloco soviético, e inclusive no pais modelo para a nossa esquerda, e do sul da Europa, chamado Grécia, é isto que os comentadores afectos ao bloco não dizem, que na Grécia um Partido declaradamente neo-nazi, atenção não é como acontece em outros países, a Aurora dourada é neo-nazi tem uma percentagem eleitoral superior a 8%.
    O Brexit não vai acontecer mas se acontecesse seria abriria a caixa de pandora, principalmente para movimentos independentistas, em Inglaterra e Espanha. A Penisula Ibérica, principalmente Portugal é influenciado por o Reino Unido. Com o Brexit seria a auto-estrada perfeita e a oportunidade que os Partidos anti-europeus portugueses esperam para poder começar trabalharem politicamente para uma saida de Portugal da UE, alegadamente por razões diferentes mas ao mesmo tempo iguais.
     
  11. james

    james
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    Cumulonimbus

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    Sim, partidos como o PCP anseiam fazer de Portugal uma Cuba europeia. Eles querem é ter poder unicamente, pois sabem com certeza que , se a UE Desaparecesse neste momento, era a miséria a nossa companheira por muitas décadas.

    E, claro, também pretendem fazer um ajuste de contas com o 25 de Novembro de 1975, onde o povo português rejeitou categoricamente o modelo sócio - económico e político por eles preconizado.
     
  12. Topê

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    Nimbostratus

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    E o Bloco de Esquerda apesar de uma imagem mais cosmopolita e moderna tambem tem esse designio.
    Seria interessante discutir em caso de fim da UE tal e qual conhecemos hoje como se iria articular o xadrez geo-politico mundial.
     
  13. Orion

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    Sim, a Irlanda continua a ter um 'problema' bancário. Há preocupação com o referendo claro. Basta ver que o setor bancário irlandês está pesadamente investido no vizinho:

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    Relativamente ao vizinho, o cenário não é giro:

    [​IMG]

    O cenário de Brexit seria um dilema. Muito provavelmente a libra cairia. O que faria o banco central? Aumentar as taxas de juro? Os preços do imobiliário já estão preocupantes:

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    Londres, capital mundial da lavagem de dinheiro que é, precisa da especulação:

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    https://www.theguardian.com/money/2...-in-london-properties-owned-by-offshore-firms
     
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    #43 Orion, 22 Jun 2016 às 02:31
    Última edição: 22 Jun 2016 às 04:34
  14. Agreste

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    para atingir o económico é preciso primeiro atingir o político.

    a saída do reino unido é boa porque rebenta com o partido conservador.
    e coloca em grandes dificuldades o projeto neoliberal.

    No fundo abandonamos todos esta europa e construimos uma muito melhor.
     
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  15. Topê

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    Nimbostratus

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    Achas mesmo que sim? acreditas nisso?
    Uma Europa sem fronteira externa? sem crescimento económico? com descontrolo demográfico?
    O PCP e o BE, sempre detestaram o projecto europeu, até porque o projecto europeu colocou a descoberto o que passava no outro lado da cortina de ferro, o projecto europeu provou que as democracias ocidentais capitalistas, conseguiam maior igualdade que o marxismo-leninismo economico.
    Se o PCP tem dificuldades em lidar com a Coreia do Norte, achas que tolera o projecto europeu? claro que não há muito que é uma espinha na garganta atravessada no PCP, agora com a decadência do projecto europeu, é como fosse uma revange ideológica.
    O futuro pos Desunião? será tudo menos um projecto europeu idílico que a esquerda sugere.
     
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