Eu prefiro ver o lado positivo das coisas.. A Grã-Bretanha tinha o melhor de 2 mundos à sua disposição: um pé dentro da UE para certas coisas e um pé fora para outras.
É mais ou menos como os partidos de apoio à "geringonça", com uma perna no governo e outra fora, aproveitando o melhor de ambos lados.
O Brexit levará cerca de 2 anos a concretizar-se. Nesse período de tempo, vamos descobrir que os mercados não acabam, precisamos deles (GB) como eles de nós (UE). Os centros de decisão e respetivas sedes fiscais vão mudar, isso é um facto. Se GB e UE entrarem numa luta de barreiras comerciais, aí ninguém ganha.. Relativamente aos portugueses lá fora, também não vejo grande risco, tanto que sempre houve boas relações entre GB e Portugal e os ingleses não vão deixar de precisar dos nossos enfermeiros, médicos!
O lado positivo passa pela necessidade de uma mudança na UE, no sentido de reformular a sua estratégia de coesão entre estados, nomeadamente, no combate às desigualdades económicas entre estados.
Isto para Portugal pode ser positivo a curto e médio prazo, a UE não irá querer fracturar os paises que a compõem como fizeram na Grecia. O jogo mudou totalmente. E as medidas de austeridade muito inflexiveis, ou expulsão de paises da UE e da zona euro, serão impossiveis neste contexto, o que também obrigará a que o PSD e também o CDS mudem um pouco a cassete, parecendo que não isto é bom a curto prazo para este Governo, o nosso 1º ministro continua a ter tudo do seu lado para que a gerigonça funcione
. A longo prazo este é o 1º dia do resto da vida da UE, o precedente foi aberto, agora já não há marcha atrás. Uma nova direita emergiu e irá a progressivamente conquistar o Poder como nunca tinha conquistado. Como será o futuro, com um Trump? uma Le Pen? com Austrias, Holandas, Grecias, Itálias a virarem muito á direita? ninguém sabe....
