Referendo sobre a permanência na UE no Reino Unido

O Bloco é oportunista porque tem como objectivo captar os votos dos descontentes. Já o PSD, quando o PS está no governo, não tenta captar os votos dos descontentes. E o PS, quando o PSD é governo, também não. Até porque nem é assim que rabos diferentes vão ocupando as mesmas cadeiras nem nada...

Não percebeste o meu comentário.
 
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Londres cidade-estado semi-independente ou independente?
http://www.ft.com/cms/s/0/e4b299e2-3a1a-11e6-a780-b48ed7b6126f.html#axzz4CXflczzd

Por esta não esperava mas está lançada a semente. Hoje houve manifestações em Londres a favor do Remain. Sadiq Khan já se está a mexer de uma maneira interessante. Londres votou claramente pela permanência mas há muito tempo que se percebi o divórcio entre a cidade e o resto do país.
 
Se a Europa souber ficar unida não me admiraria nada que não houvesse Brexit...

Mas há três ameaças imediatas no ar: as eleições de Espanha, Le Pen e a gerigonça portuguesa...

 




A malta não defende que é a oportunidade de ouro para o RU aligeirar as regulações e ter um crescimento mais robusto (dando o exemplo aos outros). Usar todas as suas relações diplomáticas para assegurar acordos comerciais. Não. A malta está a ir no discurso do fear porn. A UE já se estava a desintegrar. Agora ocorreu algo perfeitamente natural. Aconteceu o mesmo na... URSS. Até parece que a permanência do RU resolve tudo :rolleyes:

O futuro da UE será com idiotas como este:



O aumento das despesas militares vai falir quase todos os países da UE. Ao menos o RU paga mas defende os seus interesses. Algo que no exército europeu não estará garantido na prática. Boa sorte com a federação.



Está-se mesmo a ver que o RU vai fechar-se...

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Cuidado com a opinião pública do Reino Unido.

Este referendo demonstrou uma sociedade profundamente dividida. As pessoas com mais formação, mais viajadas, com curso superior votaram maciçamente pelo Remain, os mais jovens também. Mas os mais velhos e sem formação votaram pela saída. E é necessário ir à raiz do problema: a comunicação social. Os principais tablóides com maior tiragem fazem campanha há décadas contra a UE. Incitam à xenofobia contra Espanha, contra a Alemanha ou contra a França. Dão uma visão distorcida do Sul da Europa, conheci pessoas em Inglaterra que são o típico leitor destes jornais que acham que em Portugal somos uma espécie de país africano, com pessoas a viver nas ruas e a passar fome, tudo muito beato e católico e supersticioso. Um destes jornais é o The Sun, do senhor Murdoch, um homem muito odiado no RU que nem sequer é inglês mas com um poder mediático brutal, dono de um Império na comunicação social. O The Sun percebe da poda, sabe fazer capas eficazes como aquela em que dizia que a Rainha era pelo Brexit, a Casa Real negou tudo e colocou um processo, mas o mal já estava feito. Outro jornal é o The Mail, há anos que faz capas regulares sobre a Grécia, os refugiados, a Merkel, tudo serve para atacar a UE. E há mais. É possível traçar tudo até chegarmos aos donos destes meios de comunicação social, gente ligada à Direita ultra-conservadora, que representa interesses que não dão a cara ao público. Basicamente querem sair da UE para não cumprirem regulações ambientais, terem redução de impostos, terem mais imigração, sim mais imigração mas low-cost, tipo asiáticos com vistos temporário como já acontece no Algarve, conseguirem minar o Welfare State. Pelo meio há uns loucos que querem que o euro estoire porque acham que assim podem comprar o Sul da Europa a preço de saldo, ficar donos de praias, resorts, grandes empresas, infra-estruturas. Estou a falar de uma elite muito discreta, tirando o Murdoch os outros nem dão a cara, como os irmãos Barclay.

Em Inglaterra as classes mais baixas compram muitos jornais tablóides, lêem muito, têm uma visão muito distorcida de algumas coisas e confiam na comunicação social. Tal como cá as pessoas mais educadas têm vergonha de ler o Correio da Manhã lá as pessoas mais educadas têm vergonha destes tablóides. Mas o Correio da Manhã é um excelente jornal ao lado dos tablóides britânicos, nós nunca vimos no CM capas xenófobas, campanhas de incitamento ao racismo e à xenofobia, uma linha editorial contra o euro e a UE com distorção de factos pelo meio. Os ingleses têm excelentes jornais e revistas, mas de uma maneira geral em França. Espanha, Itália, Alemanha ou mesmo Portugal a comunicação social tem outro tom.
 
Cuidado com a opinião pública do Reino Unido.

Este referendo demonstrou uma sociedade profundamente dividida. As pessoas com mais formação, mais viajadas, com curso superior votaram maciçamente pelo Remain, os mais jovens também. Mas os mais velhos e sem formação votaram pela saída. E é necessário ir à raiz do problema: a comunicação social. Os principais tablóides com maior tiragem fazem campanha há décadas contra a UE. Incitam à xenofobia contra Espanha, contra a Alemanha ou contra a França. Dão uma visão distorcida do Sul da Europa, conheci pessoas em Inglaterra que são o típico leitor destes jornais que acham que em Portugal somos uma espécie de país africano, com pessoas a viver nas ruas e a passar fome, tudo muito beato e católico e supersticioso. Um destes jornais é o The Sun, do senhor Murdoch, um homem muito odiado no RU que nem sequer é inglês mas com um poder mediático brutal, dono de um Império na comunicação social. O The Sun percebe da poda, sabe fazer capas eficazes como aquela em que dizia que a Rainha era pelo Brexit, a Casa Real negou tudo e colocou um processo, mas o mal já estava feito. Outro jornal é o The Mail, há anos que faz capas regulares sobre a Grécia, os refugiados, a Merkel, tudo serve para atacar a UE. E há mais. É possível traçar tudo até chegarmos aos donos destes meios de comunicação social, gente ligada à Direita ultra-conservadora, que representa interesses que não dão a cara ao público. Basicamente querem sair da UE para não cumprirem regulações ambientais, terem redução de impostos, terem mais imigração, sim mais imigração mas low-cost, tipo asiáticos com vistos temporário como já acontece no Algarve, conseguirem minar o Welfare State. Pelo meio há uns loucos que querem que o euro estoire porque acham que assim podem comprar o Sul da Europa a preço de saldo, ficar donos de praias, resorts, grandes empresas, infra-estruturas. Estou a falar de uma elite muito discreta, tirando o Murdoch os outros nem dão a cara, como os irmãos Barclay.

Em Inglaterra as classes mais baixas compram muitos jornais tablóides, lêem muito, têm uma visão muito distorcida de algumas coisas e confiam na comunicação social. Tal como cá as pessoas mais educadas têm vergonha de ler o Correio da Manhã lá as pessoas mais educadas têm vergonha destes tablóides. Mas o Correio da Manhã é um excelente jornal ao lado dos tablóides britânicos, nós nunca vimos no CM capas xenófobas, campanhas de incitamento ao racismo e à xenofobia, uma linha editorial contra o euro e a UE com distorção de factos pelo meio. Os ingleses têm excelentes jornais e revistas, mas de uma maneira geral em França. Espanha, Itália, Alemanha ou mesmo Portugal a comunicação social tem outro tom.

Admite lá.

Tendo em conta a demografia das eleições achas que o resultado devia ser anulado ou que o referendo devia ser repetido.

Ao menos não é preciso o esforço hercúleo para esconder as tendências... fascistas anti-democráticas.

Devias concorrer para um estágio lá. Não tenho dúvidas que encaixarias bem :D
 
Orion.

A população foi enganada pelo Vote Leave. Se o Remain ganhasse com 51 ou 52% o Vote Leave tentaria um novo referendo em 2020. Por que motivo o Remain não pode fazer o mesmo?
 
Pronto. Agora sim, já se chegou a algo concreto. Está longe ainda da admissão direta (que seria o melhor) mas já fico 'satisfeito' :D
 
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Será interessante ver a Europa regressar aos tempos dos interesses nacionais, já sabemos o que isso significa olhando para o século passado...:rolleyes:

Pelo contrário. A IIGM ainda está na memória. E nenhum dos países com exércitos mais modernos tem vontade para combater (França, Alemanha, RU). O que se assiste é, na maioria, nacionalismo (isolacionista) virulento. Não o fascismo invasor.

Os exércitos europeus não estão bem financiados e preparados. Isso demora tempo e dinheiro. Escaramuças talvez. Guerra total? Não. Nem pensar. Nem contra os russos teriam os europeus hipótese quanto mais campanhas ao estilo nazi. O Putin e o EI é que são os inimigos do momento.
 
Orion eu estaria mais preocupado com a Turquia de Erdogan...

Até porque uma escaramuça no conflito adormecido do Chipre pode justificar perante o eleitorado europeu muito coisa: novo perdão parcial da dívida grega e um inimigo comum para unir a Europa.
 
Pelo contrário. A IIGM ainda está na memória. E nenhum dos países com exércitos mais modernos tem vontade para combater (França, Alemanha, RU). O que se assiste é, na maioria, nacionalismo virulento. Não o fascismo invasor.

O Hitler também começou por dizer que nunca iria invadir nenhum país e depois foi o que se viu (embora o tenha feito posterior devido ao orgulho ferido da nação e o sentimento de vingança também predominante). OS USA também disseram que não se metiam nos assuntos europeus e depois tiveram que intervir porque a longo prazo os seus próprios interesses estariam em causa. A Europa cometeu alguns erros que não foram corrigidos, mas até hoje foi o melhor projecto de paz que a Europa já teve. É pena que o último prego no caixão tenha hoje sido dado (embora esse prego já tenha sido colocado aquando a convocação do referendo). Talvez ainda dê para emendar o projecto de paz passando a uma união aduaneira e de mercado comum. Mas sinceramente eu acho que as tensões entre e dentro dos próprios países estão em níveis demasiado altos para que isso seja possivel. Isto claro sem estarmos a falar da Ucrânia, Rússia e Turquia....
 
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