Referendo sobre a permanência na UE no Reino Unido

Quanto à agricultura, outro assunto muito falado. Nós não tínhamos praticamente aquilo a que se possa chamar «agricultura». Tínhamos nos anos 60 mais de 50% da população no interior a viver da agricultura, números de terceiro mundo. Era uma agricultura de subsistência, arcaica, em que os excedentes eram depois vendidos. Com propriedade muito pequena, sem mecanização. A realidade em Itália, Espanha, França ou fora daqui na Califórnia era outra. O país estava «todo cultivado» mas não era produtivo, aliás ainda hoje somos pouco produtivos, mas já estamos muito melhor. Por exemplo, no azeite os gregos, os espanhóis ou os italianos são mais produtivos que nós. Na amêndoa a Califórnia dá-nos 10-0. Os vinhos do Chile, Austrália, Califórnia, África do Sul têm mais saída que os nossos. E este grande salto ocorreu graças à UE. Apesar de aparentemente parte do país estar agora abandonado a realidade é que nunca produzimos tanto e com qualidade no sector agrícola, mas como estamos mais produtivos ocupamos uma área menor.
 
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Ah, era exactamente a isso que me referia... Só vem reforçar a minha opinião: até alguns dos que votaram Brexit, votaram como forma de protesto e não com a real intenção de sair. Claro que a estratégia foi estúpida até dizer chega, como se comprova pelo arrependimento...
Até arrisco mais um bocadinho: acho que se o referendo se repetisse, a vitória do Bremain seria por maior diferença do que foi a vitória do Brexit. Vá, deixem-me lá dar uma de Zandinga, uma vez na vida... :D
 
Ah, era exactamente a isso que me referia... Só vem reforçar a minha opinião: até alguns dos que votaram Brexit, votaram como forma de protesto e não com a real intenção de sair. Claro que a estratégia foi estúpida até dizer chega, como se comprova pelo arrependimento...
Até arrisco mais um bocadinho: acho que se o referendo se repetisse, a vitória do Bremain seria por maior diferença do que foi a vitória do Brexit. Vá, deixem-me lá dar uma de Zandinga, uma vez na vida... :D

Pronto, se isso ainda é demasiado tendencioso... http://www.independent.co.uk/news/u...unds-live-health-service-u-turn-a7102831.html

:lol::facepalm:
 
Uma coisa é certa. Provavelmente seria um indivíduo bastante eurocético :D Falta malta desse calibre hoje em dia.



Sabias que os militantes do Hezbollah são tidos como heróis na sua terra? Pois, é tudo uma questão de perspetiva :)
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So existe uma diferença de 800anos de resto é a mesma coisa.:)
 
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Esses mecanismos de transferências de regiões ricas para regiões pobres ocorrem em todos os países, portanto mesmo que a UE acabasse teríamos dentro dos países esses transferências. Parece-me mesquinho as pessoas criticarem essas ajudas, à escala europeia estamos a falar de uma percentagem insignificante dos orçamentos desses países. Na realidade o dinheiro acaba por voltar de forma «oculta». Os alemães financiam o Sul mas por sua vez no Sul compramos carros e electrodomésticos alemães.

É normal grandes países terem regiões pobres porque são agrícolas, e ricas porque são industriais e turísticas. Vejamos Espanha, tem regiões de vocação agrícola por causa do clima e das características naturais, caso da Estremadura e da Andaluzia, e regiões ricas de vocação turística ou industrial, caso da Catalunha e do País Basco. Sucede o mesmo nos EUA, em Itália, em França.

Agora os ingleses descobriram que afinal têm regiões pobres, e que essas regiões recebiam fundos da UE que poderão desaparecer, e que Londres poderá não repor esses fundos, portanto essas regiões ficarão ainda mais pobres.

É fácil deitar abaixo a UE por tudo e por nada quando vêm à superfície egoísmos, nacionalismos e xenofobias.

No caso português não me choca que o Algarve que é rico à escala nacional financie Trás-os-Montes, não sou contra estes mecanismos de solidariedade. O que me choca é outra coisa, a criação de mecanismos de concentração de recursos em Lisboa, que se tornou um eucalipto que seca todo o país, mas isso nem é culpa dos lisboetas em si. E também não é culpa da UE.
 
Cá vai a minha última intervenção neste tópico (tenho mesmo que ir de férias para refrescar os conhecimentos :D)

Angela Merkel: “A EU não precisa de ser dura com os britânicos”

http://economico.sapo.pt/noticias/a...isa-de-ser-dura-com-os-britanicos_252925.html

Há 300 anos teria havido uma revolução protestante. Por menos, os britânicos afundaram a mítica armada naval espanhola :D

Para fins de consistência, sempre escrevi que o referendo a longo prazo não vai fazer diferença. O resultado até pode-se reverter mais cedo do que pensei. Sempre deu para confirmar o trilho anti-democrático por onde isto vai.

A Europa está mesmo no ponto para que ocorra um 11/9 ao estilo europeu. Vai-se buscar uns Mohammed's que gritam Jihad a dormir e pronto. A onda de medo vai ser suficiente para justificar a união à força (infelizmente muita gente vai ficar contente). Pelo meio, a raiva acumulada é dirigida para outros Mohammed's pacíficos que dormem na sua palhota no meio do deserto. As pessoas são previsíveis na sua globalidade. Não é muito difícil fazer com que as pessoas esqueçam as tretas do direitos humanos e democracia (e quando chegar a altura cá estarei para documentar isso). Em França o apoio à tortura já está a começar a aumentar. Coitados, não sabem o precedente que estão a abrir.

É do interesse de todos os governos europeus esmagar as extremas. Uma crise financeira afetará severamente a Alemanha. É uma população envelhecida, farta de socialismo e invadida por imigrantes. Se o Deutsche Bank lhes comer as poupanças num bail-in, a instabilidade interna será especialmente severa (daí a importância dos Mohammed's).

Em 2015, abordei a possibilidade de um evento terrorista nos EUA. O meu erro foi dar uma data. É uma teoria da conspiração, não tenho problema em dizê-lo nem fujo das previsões falhadas. O meu medo agora é que hajam ataques simultâneos nos dois lados do Atlântico (mais espetacular lá do que na Europa por motivos concretos). Em termos gerais não mudo nada o que escrevi naquele tópico. Não haverá uma crise económica ao estilo de 2008. Será encoberta por outra qualquer coisa (dica: pelos Mohammed's).

Antecipando-me à malta... uso o tin foil hat com orgulho :D

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Não é o preço a pagar por se ter opiniões diferentes? Que seja :D Bom Verão a todos :D
 
França sempre foi a "França" ? Só agora descobriram que existia a França? Querem uma interpretação para aquela declaração do Junkers? É simples, a França está à beira de explodir com problemas

E? Portugal está fantástico, certo? Vive-se muitíssimo melhor cá do que lá, claro. Por favor. Isto é muito simples, na verdade: podem chamar-lhe o que quiserem. No entanto, se há regras para uns e regras para outros, não é uma 'União'. E não se admirem se der raia. Como está a dar. Oxalá fique por aqui, mas tenho dúvidas.
 
Eu também vou ficar por aqui nas minhas intervenções (o que tinha a dizer e a escrever está dito e feito). Não vou falar mais porque a realidade nua e crua se irá sobrepor (como de resto acontece com a verdade) ao wishful thinking de muita gente e nesse momento que cada retire as ilações das suas escolhas e que não sintam arrependimentos em qualquer circunstância mais tarde...
 
O problema parece-me é que nos países do Sul é muito difícil reformar, é muito difícil alguém dar a cara por medidas difíceis. A Suécia, a Finlândia e a Dinamarca tiveram graves crises no final dos anos 80, houve reformas duras do Estado Social e depois disso tornaram-se aquilo que são hoje, mas nesses países há regras muito duras no Estado Social e mesmo em algumas coisas são sociedades mais inflexíveis que as do Sul.

A França tem das leis laborais mais rígidas do mundo, é muito difícil despedir, o sistema de reformas não está preparado para o aumento da esperança média de vida, e há resistência à inovação, há tentações proteccionistas que acabarão por atrasar o país. Se o Reino Unido sair a França tem até uma oportunidade de ouro para dar um salto e ultrapassar largamente os ingleses, recordo que até há umas décadas o francês era a língua franca na Europa e uma das mais faladas em todo o mundo. Mas para isso a França terá de desregulamentar, provavelmente que vai agarrar a oportunidade serão os irlandeses ou os holandeses.
 
Tens várias autoestradas paralelas, e outras coisas fantásticas para te deslumbrares. Não sei se sabes mas Portugal é o 2º país do mundo com mais kms de autoestradas per capita depois dos Emirados. Temos mesmo que culpar a UE de todos os nossos disparates?

Mas quem é que está a culpar a UE por todos os problemas? Eu? Oh, amigo, eu cheguei a este país em 84 e isto era um verdadeiro terceiro mundo para quem, como eu, vinha de paragens mais 'evoluídas'. O caminho feito em vinte e tal anos foi espantoso. Mas admitir isso não é a mesma coisa que dizer que a UE é um mar de rosas e está tudo a correr espectacularmente bem. Não, não está. E o que eu vejo é alguns a terem problemas em que críticas mais do que justificadas à UE sejam feitas. Ora, na minha opinião, isso é mais perigoso para o futuro da UE do que admitir que há problemas. Se querem uma UE, não pode haver regras diferentes para uns e para outros. Enquanto isso continuar a ocorrer, coisas como a de ontem podem voltar a acontecer. E depois, 'ai, Jesus'...
 
Só os ingénuos ou burrinhos não sabem como, na prática, as coisas funcionam. Não é diferente do futebol, em que os grandes são sempre beneficiados. O que saltou à vista foi a distinta lata de o admitir assim, de chofre, sem qualquer vergonha. Se Portugal jogar com a França, ninguém se admira muito se, em caso de dúvida, a arbitragem beneficiar a França. Já contamos com isso e o contrário é que seria notícia. Já se a França entrar em campo com doze jogadores...
Não se nota muito que já ando a ver demasiado futebol, pois não?
 
Só uma rápida intervenção...

- A todas as pessoas que se dizem arrependidas do voto Leave que mostrem o comprovativo do voto anterior;

- A petição dos 2 milhões é absurda. Mais de 16 milhões de pessoas votaram pelo Remain. 17 milhões votaram pelo Leave.

Está-se a criar uma aura de indignação que não faz sentido. Está a ser usada (e fomentada?) pelo lado diretamente interessado (Remain) para influenciar a opinião pública. É uma campanha massiva de propaganda e de pressão social (o nazi ficaria orgulhoso) que está a contar com a malta jovem (mediante as redes sociais) que votou desproporcionalmente para Remain.

Como neste caso a propaganda é benéfica não haverá muita crítica. Já a propaganda de outros... Ao menos que haja a admissão da hipocrisia. Facilita tanta coisa :D

Pronto, é isto. Meros comentários de um teórico da conspiração. Bem haja :D