Seguimento Incêndios - 2015



Gerofil

Super Célula
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21 Mar 2007
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Área ardida em Portugal terá redução drástica se houver prevenção de incêndios

A conclusão é de um estudo coordenado, em Portugal, pelo investigador do CITAB/UTAD e especialista em incêndios, Paulo Fernandes. Políticas deveriam apostar muito mais na prevenção dos incêndios para reduzir a área ardida. Portugal é o país do mundo onde uma aposta na prevenção dos fogos florestais daria mais retorno, com uma redução drástica da área ardida. É a conclusão de um estudo internacional, coordenado, em Portugal, pelo especialista em fogos florestais, Paulo Fernandes.
“Uma intervenção na vegetação para prevenir um incêndio, num único hectare, em Portugal, reduz um hectare queimado no futuro. Pode parecer trivial, como uma substituição, mas é um valor muito alto. Por exemplo, na Austrália, na floresta de eucalipto, é preciso intervir em três ou quatro hectares para reduzir a área ardida por incêndio num hectare”, elucida o investigador do Centro de Investigação e de Tecnologias Agro-ambientais e Biológicas (CITAB), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Paulo Fernandes.
O estudo abrangeu 10 áreas com diferente clima e vegetação em Portugal, Espanha, Estados Unidos da América, Canadá, África do Sul e Austrália e “é bastante representativo das regiões do mundo mais problemáticas em termos de incêndios”, refere o perito. Segundo a investigação, a área que arde dentro das fronteiras nacionais é muito mais determinada pelo passado do que qualquer outra região em análise. “O teste às medidas de prevenção dá-se quando um incêndio encontra uma área convenientemente tratada. Quanto maior for a área ardida, maior é a probabilidade de tais encontros acontecerem, mas em Portugal a redução de área ardida causada pela intervenção é superior à que seria de esperar”, explica Paulo Fernandes.
UTAD e CITAB têm equipa multidisciplinar dedicada aos incêndios que pode ajudar o governo num projecto de prevenção nacional. Com vários cursos na área florestal e ambiental e um corpo docente e de investigadores muito activo na temática dos fogos, “a UTAD tem todas as condições para servir nesta área, que consideramos de interesse nacional”, salienta o especialista. “Se todos os anos intervirmos estrategicamente em cerca de 5% de um determinado território, com o passar do tempo, vamos ter o país adequadamente protegido dos fogos florestais”, declara Paulo Fernandes, que acrescenta que, “à escala nacional, e considerando as regiões com risco de incêndio elevado, estamos a falar de cerca de 75 mil hectares por ano”. As intervenções para a prevenção de incêndios, que podem ser comparticipadas por fundos comunitários, apresentam custos desde os 50 euros por hectare, com a técnica de fogo controlado, até aos mil euros, com meios mecânicos, “dependendo muito das características e condições do terreno, se é floresta ou mato, plano ou inclinado”, adverte Paulo Fernandes.
Outras técnicas passam pelo pastoreio ou pela alteração da composição florestal, com maior presença de espécies que ardam com mais dificuldade, nomeadamente por criarem condições mais húmidas. Segundo o investigador do CITAB, este estudo mostra que há um caminho alternativo à “aposta dos governos portugueses, que tem sido muito reactiva, porque a resposta política a um ano mau de incêndios é reforçar o combate, apesar de se dizer sempre que o problema é a falta de prevenção.” Na opinião de Paulo Fernandes, as prioridades de atribuição de financiamento deveriam ser “repensadas” e o investimento dado à prevenção deveria ser “substancialmente maior”.

O artigo completo pode ser consultado aqui.

Fonte: CITAB
 
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StormRic

Furacão
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23 Jun 2014
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apresentam custos desde os 50 euros por hectare, com a técnica de fogo controlado, até aos mil euros, com meios mecânicos, “dependendo muito das características e condições do terreno, se é floresta ou mato, plano ou inclinado”, adverte Paulo Fernandes.
Outras técnicas passam pelo pastoreio ou pela alteração da composição florestal

Tudo isto trará a diminuição dos fogos a curto e médio prazo, mas a degradação e perda dos solos e riqueza biológica a médio/longo prazo será inevitável. Claro que o fogo controlado diminui os incêndios, é óbvio, se já ardeu... "Meios mecânicos" significa arrasar o coberto vegetal, espoliar o solo da matéria essencial à sua formação; significa o extermínio de incontáveis espécies; significa pobreza biológica no futuro. Todos estes métodos têm subtilmente o mesmo efeito a longo prazo que os próprios incêndios, arrasar o que é natural e aumentar cada vez mais a intervenção humana, algo que a natureza nunca precisou ao longo de milhões de anos para encontrar o seu equilíbrio. É apenas mais um grande negócio, como já o é o combate aos fogos.
Nada disto traz benefício no futuro a longo prazo, mas nessa altura quem tiver feito negócio desta maneira já estará morto e pouco lhe interessa. Vive-se e planeia-se cada vez mais para o imediato e para o mediatico.
 
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Vince

Furacão
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23 Jan 2007
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Braga
O tópico dos incêndios esteve suspenso mais de uma semana pois o nível das discussões e insinuações tornou-se pouco edificante transmitindo uma lamentável imagem para o exterior por parte de profissionais que deveriam preocupar-se mais em colaborar do que entrar em picardias.

Incêndios não é um tema pilar deste fórum pelo que se optou por suspender do que perder tempo e trabalho a moderar, e será suspenso de novo se as coisas voltarem ao mesmo ponto.

Está reaberto agora, mas apenas para efeitos de previsões/condições meteorológicas adversas/risco; e relato/acompanhamento de situações correntes.
Intermináveis discussões de carácter operacional e guerras de bandeiras não são permitidas. Deve existir certamente na Internet algum local mais apropriado do que este fórum aonde especialistas dessa área possam aprofundar esse tipo de temas.


Recomenda-se também a leitura das condições de utilização do fórum, em especial o ponto 1.3

http://www.meteopt.com/forum/ajuda/condicoes-de-utilizacao
 

dASk

Nimbostratus
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Boa tarde. Há um incêndio muito grave em Álvaro (Oleiros) a mobilizar um grande dispositivo neste momento. muitas Grifs e Gruatas de vários distritos em mobilização para a zona. Pelo radar do ipma parece bem grande! alguém de perto sabe dar mais informações?
 

guisilva5000

Super Célula
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16 Set 2014
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Boa tarde. Há um incêndio muito grave em Álvaro (Oleiros) a mobilizar um grande dispositivo neste momento. muitas Grifs e Gruatas de vários distritos em mobilização para a zona. Pelo radar do ipma parece bem grande! alguém de perto sabe dar mais informações?
Mesmo ao lado da Sertã :( Entre os concelhos há uma grande área florestal que já tinha ardido...
 
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FJC

Cumulus
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14 Dez 2009
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Marinha Grande
21RDXYM.jpg


Foto de: Catarina Henriques.
Retirada do Faceboock

Pela foto, nota-se bem a violência do vento, e naquelas serras..... ninguém o agarra! Nestes últimos dias tenho reparado que a violência dos incêndios na zona centro tem vindo a aumentar! O reflexo do inverno/primavera seca, a começar a sobressair. E ainda "a procissão vai no adro"......
 

StormRic

Furacão
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23 Jun 2014
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Póvoa de S.Iria (alt. 140m)
Mesmo ao lado da Sertã :( Entre os concelhos há uma grande área florestal que já tinha ardido...

Localização em terreno muito difícil, declivoso, e numa mancha florestal única (a região é o maior povoamento de pinheiro da europa):
g9FQwqW.jpg


Passaram agora por aqui os dois Fire BOSS em direcção ao aeródromo de Viseu, por isso os meios aéreos já desmobilizaram.

O número de meios aéreos tem sido à medida deste incêndio terrível:
zYaPG9I.gif


Pelo radar parece que continua bem violento :unsure:

As condições do vento toda a tarde estiveram muito adversas, vento médio na ordem dos 20 Km/h, de NW ou W. Os valores da estação mais próxima mostram-no desde que deflagrou:

uGOtAg0.jpg


8fxox4e.jpg


O número de operacionais e de meios no terreno atestam a gravidade da situação. No radar nota-se agora uma diminuição do fumo, esperemos que esteja a evoluir favoravelmente e não se prolongue por 24 horas como aconteceu com o incêndio de Caria.

vdTq0W5.gif
 
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StormRic

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23 Jun 2014
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Póvoa de S.Iria (alt. 140m)
Ligeira diminuição do vento às 21h, alguma rotação para oeste.
A foto deve ter sido obtida cerca das 20h, observa-se que progride para a crista da serra, cotas superiores a 800m, onde estão as eólicas. Do outro lado da crista já é a vertente para Oleiros. Mas se o vento rodar mesmo para oeste poderá poupar essa crista.
bYg3eyl.jpg


Os meios e operacionais no terreno foram substancialmente reforçados.

5RPbcaO.gif


Todo o perímetro do incêndio parece estar limitado pelas estradas N350 e N351:

fKLErwC.jpg
 
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nunessimoes

Cumulus
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Ligeira diminuição do vento às 21h, alguma rotação para oeste.
A foto deve ter sido obtida cerca das 20h, observa-se que progride para a crista da serra, cotas superiores a 800m, onde estão as eólicas. Do outro lado da crista já é a vertente para Oleiros. Mas se o vento rodar mesmo para oeste poderá poupar essa crista.
bYg3eyl.jpg


Os meios e operacionais no terreno foram substancialmente reforçados.

5RPbcaO.gif


Todo o perímetro do incêndio parece estar limitado pelas estradas N350 e N351:

fKLErwC.jpg
Isso já era... O IF já passou a EN 350 e já subiu a encosta para as eólicas e neste momento vai a descer em direção a Monte Fundeiro... Isto uma das frentes... A outra anda na zona se Corujeira...
 

guisilva5000

Super Célula
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16 Set 2014
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Sabes se essa vertente que dizes corresponde às ventoinhas eólicas são aquelas que estão nas minhas imagens na Sertã? Acho que é provável visto que tinha vista para Noroeste. Não queria nada que aquela região ardesse, sim o triângulo Sertã, Oleiros e Mação está sempre em risco de incêndio extremo, mas a cobertura vegetal ainda estava a recuperar bem como havia muitos locais replantados. :( É muito má a situação.
 
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Cumulus
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2 Out 2010
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Sabes se essa vertente que dizes corresponde às ventoinhas eólicas são aquelas que estão nas minhas imagens na Sertã? Acho que é provável visto que tinha vista para Noroeste. Não queria nada que aquela região ardesse, sim o triângulo Sertã, Oleiros e Mação está sempre em risco de incêndio extremo, mas a cobertura vegetal ainda estava a recuperar bem como havia muitos locais replantados. :( É muito má a situação.
Essa das fotos é o cabeço Rainho ainda não chegou e espero bem que não...
 
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StormRic

Furacão
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23 Jun 2014
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Póvoa de S.Iria (alt. 140m)
Essa das fotos é o cabeço Rainho ainda não chegou e espero bem que não...

Mas se já passou para o Monte Fundeiro terá transposto parte dessa crista, pode é não ter chegado ao cimo do Cabeço Rainho:

BaLyzfU.jpg


Continuava às 23.40

xONz6m7.gif


Às 23h o vento mantinha-se de NW numa média das estações mais próximas de 15 km/h.
 
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