Seguimento Incêndios - 2015

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Portugal enfrenta pior severidade meteorológica dos últimos 16 anos
Ricardo Garcia

04/08/2015 - 14:23

Condições são muito favoráveis para os fogos florestais, mas Protecção Civil diz que o combate está a funcionar.


Portugal está a enfrentar condições meteorológicas favoráveis a incêndios florestais como não se via há cerca de uma década e meia. E o calor promete apertar na generalidade do país nesta primeira metade de Agosto.

O índice de severidade meteorológica – um dos que são normalmente utilizados para descrever as condições de risco para os fogos florestais – está mais elevado do que em 2003, 2005 e 2013, anos catastróficos em termos de área ardida em Portugal. “Este ano é o mais severo dos últimos 16 anos”, disse José Manuel Moura, responsável pelo Comando de Operações Nacional de Socorro da Protecção Civil, numa conferência de imprensa esta terça-feira.

Os incêndios deste ano consumiram, até 31 de Julho, 28.781 hectares de matos e florestas, segundo o último relatório do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), divulgado esta terça-feira. Nos últimos dez anos, é a terceira maior área ardida até ao fim de Julho, a seguir a 2005 (92 mil hectares) e 2012 (68 mil hectares).

Em 2014, ao longo de todo o ano arderam apenas 20 mil hectares – o menor valor desde que há registos sobre os fogos florestais em Portugal. Este ano, tanto a área ardida, como o número de fogos já ultrapassam os valores totais de 2014, mas estão próximos dos valores médios da década anterior. Até 31 de Julho, houve 10.340 incêndios. A média entre 2005 e 2014 foi de 9961. Já a área ardida está ligeiramente inferior à média, que é de 29.467 hectares.

José Manuel Moura afirma que as condições meteorológicas actuais são capazes de criar grandes problemas em pouco tempo. “Temos incêndios a arrancar em 20 minutos com uma força brutal”, afirma.

Mas o coordenador nacional das operações de socorro faz um balanço positivo do combate aos incêndios até agora. “Em nenhuma ocorrência tivemos um incêndio com mais de 24 horas”, justifica.

Os maiores incêndios até ao fim de Julho ocorreram em Sever do Vouga, a 2 de Abril, com 1574 hectares de área ardida, e em Tomar, dia 7 de Julho, com 1580 hectares.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê que o tempo se mantenha quente e seco nos próximos dias e que a temperatura aumente na generalidade do território continental no fim-de-semana. No domingo, os termómetros poderão chegar a 40 graus nalguns pontos do país.
 
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Eco de radar da nuvem de fumo do incêndio de Ourém, há 15 minutos:

iJW8dxZ.jpg


Condições de vento adversas, de NW superior a 20 Km/h em toda a região:

3MRM4JL.jpg


Os ecos de radar sobre Oleiros são insignificantes, quase nulos.
 

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No satélite 24 vê-se uma grande nuvem de fumo. Mas ainda tenho dúvidas: o tempo exato em que a imagem é mostrada é o que está entre parentesis? Por exemplo, quando diz 18h00 (16h00) é 16h00?
 

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Entre as 18h e as 19h parece ter havido uma rotação do vento para WNW ou mesmo Oeste, a nuvem de fumo de Ourém dispersa-se em arco para Leste:

cKrozxT.jpg

(esta imagem é de há vinte minutos atrás)

Não consigo identificar no histórico de incêndios diário qual é o que está a produzir a extensa nuvem de fumo a norte, penso que distrito do Porto.

Já sei, é o de Paços de Ferreira, das 16:41, está em resolução.
 
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Daqui já dá para ver melhor as colunas de fumo, que são baixas e parecem uns "tufos" de algodão (permitam-me a expressão). Deve ser devido ao vento, que faz com que em vez de se formarem colunas altas, são baixas e arrastadas, de superfície. O fumo intenso negro de fundo está a dissipar e deu lugar a essas 3 colunas/tufos.