Seguimento - Incêndios 2017

slbgdt

Cumulus
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31 Jan 2015
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Barcelos
http://www.cmjornal.pt/mundo/detalh...tirada-de-400-pessoas---el-pais?ref=HP_Grupo1

Um parque natural com uma riqueza fenomenal, quer em termos de fauna, quer em termos de flora. :(


Além das pessoas retiradas pelas autoridades, centenas de habitantes deixaram as suas casas em Mazagón pela sua própria iniciativa, para se alojarem em casas de familiares na região, acrescentou o diário.

Parece que, em Espanha, as pessoas sabem as medidas de auto-protecção, em Portugal é preciso apontarem quase uma pistola à cabeça para serem evacuados.

Em Espanha, estão 200 bombeiros e 21 meios aéreos, em Portugal estão mais de 1000 bombeiros e 10 meios aéreos (incluindo a ajuda da UE). :unsure:.
.

Não adianta ter muitos e não os saber usar
 

cova beira

Nimbostratus
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29 Dez 2008
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Tortozendo
Snifa, tens todo o direito de gostar desta ou daquela espécie de árvore, ou deste ou doutro tipo de matas. É uma questão de gosto pessoal, não se discute - eu próprio gosto mais de umas do que outras (e só detesto as invasoras!)

Mas não podemos "misturar alhos com bugalhos" e espalhar informação que não é correta. Uma coisa são os nossos gostos, e o que achamos que deve ser a floresta (mesmo que ela seja de outros cidadãos), outra coisa é informação técnica e científica rigorosa - e a realidade do território, do dia a dia.

No primeiro caso, os cientistas e técnicos (pelo menos os mais sérios e competentes) não acham maior perigo de incêndio nos eucaliptais (ou nos pinhais) do que, por exemplo, nos carvalhais ou castanhais. Vê este quadro que aqui anexo, retirado deste excelente artigo: http://gdoc.uevora.pt/487081


Mais relevante do que a espécie, é a forma como são geridas as matas. Por que não ardem as matas do Estado no litoral, sendo quase exclusivamente de pinheiros bravos? Porque são ordenadas. Por que ardem menos as matas das celuloses, que são quase todas de eucalipto? Por que as empresas tratam delas. Por que não ardem os montados com sobreiros e azinheiras? Porque por baixo têm agricultura e pastorícia, que limpam os matos, e os donos fazem aceiramentos. Mas atenção: em 2004 arderam 25000 hectares seguidos de sobreiral na serra do Algarve, que não estavam limpos!!!

Se as matas estão tratadas, ardem menos, se estão ao abandono, têm mais probabilidade de arder. Sejam carvalhos, eucaliptos, pinheiros, ou sobreiros. Tudo o resto, e não leves a mal, é poesia.


Limpar todas as matas do pais é uma ideia ridícula toda a gente sabe que isso nunca vai acontecer, tal como os fogos irão sempre existir, aquilo que para mim conta nesta discussão é que pinheiros e eucaliptos tornam os incêndios incontroláveis e provocam tragedias como a que aconteceu, isso é inegável. Em relação ao incêndio do caldeirão tanto quanto sei a regeneração dos sobreiros foi rápida tendo-se perdido uma baixa percentagem de sobreiros.

Aqui na encosta da Covilhã depois dos últimos incendiosos carvalhos foram os únicos que sobreviveram.
 
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huguh

Cumulonimbus
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1 Out 2015
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Godim - Peso da Régua (93m)
Depois de termos cá os espanhóis, agora somos nós que infelizmente temos que andar lá a fazer reportagens

Incêndio na província Huelva obriga à retirada de milhares de pessoas

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O fogo começou na localidade de Moguer, perto do parque natural de Donhana, cerca de setenta quilómetros da fronteira com Portugal.
Os relatos avançados pela imprensa espanhola dão conta de uma madrugada de angústia.

O ministerio da Administração Interna espanhol assegura que 2100 pessoas tiveram de abandonar a zona afetada pelos fogos, que estavam a ser instigados pelo forte vento.

Mais de mil e quinhentas estavam alojadas em parques de campismo de Donhana.

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/i...ga-a-retirada-de-milhares-de-pessoas_a1010347
 
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Pek

Cumulonimbus
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24 Nov 2005
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Menorca
Gravísimo incendio provocado (:facepalm::facepalm:) en el entorno del espacio natural más importante de Europa, la mayor reserva ecológica del continente y su punto de mayor biodiversidad!! Reserva de la Biosfera, Patrimonio Mundial de la UNESCO, etc.

En verde el Parque Nacional (54.251 hectáreas)
En azul el Parque Natural (68.236 hectáreas)
Total: 122.487 hectáreas

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De momento está afectando a la zona más occidental del Parque Natural:
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Esto es lo que se está quemando. Entorno del Parador Nacional de Mazagón :

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Bosques inmensos que son hábitat esencial para el lince ibérico o el águila imperial ibérica entre otras muchísimas especies. Ejemplo del lince ibérico:
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Así estaba esta noche

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:facepalm::(:angry:
 

luismeteo3

Furacão
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14 Dez 2015
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Fatima (320m)
Incêndio no sul de Espanha isola 50 mil pessoas
25 jun 2017 20:20

Cerca de 50.000 pessoas ficaram hoje isoladas na localidade de Matalascañas devido ao incêndio que começou em Moguer (Huelva), sul de Espanha, que obrigou ao corte de várias estradas, segundo autoridades espanholas citadas pelos meios de comunicação social locais.



Um incêndio florestal deflagrou na noite de sábado numa zona de pinheiros e de culturas de Moguer (Huelva), tendo penetrado no Parque Natural de Doñana, e está a ser combatido por mais de 550 operacionais do Infoca (o serviço andaluz de extinção de incêndios), da Unidade Militar de Emergências (UME) e do Consórcio Provincial de Bombeiros, apoiados por mais de duas dezenas de veículos e cerca de 25 meios aéreos.

Segundo fontes dos municípios afetados, citadas pelo jornal El Pais, foram cortadas três estradas, entre elas a A-494 e A-483, que ligam a Matalascañas, uma estância no coração do núcleo turístico no Parque Nacional de Doñana, deixando 50.000 pessoas dependentes da reabertura, mas com as autoridades a assegurar que não correm risco.

A conselheira de justiça e do interior da Junta de Andalucía, Rosa Aguilar, apelou à tranquilidade das populações que aguardam a reabertura das estradas. Na zona está um contingente de cerca de 80 guardas civis que estão a gerir o trânsito e a prestar auxilio às cerca 2.000 pessoas que ficaram desalojadas na sequência do fogo (sobretudo de alojamentos turísticos).

Também a praia de Matalascañas está temporariamente isolada, à espera que o incêndio dê uma trégua aos milhares de turistas que "aguardam indicações para pegar nos carros, sem saber para onde ir".

"Matalascañas só tem duas vias de acesso, a estrada que une com Mazagón, que está cortada – e bem - desde cedo, e que leva a Rocío e a Almonte, onde se apanha a autoestrada que leva a Sevilha. Não há por onde sair", explicou à agência de notícias espanhola EFE, Gregorio Corbalán, habitante do município.

Esta estância balnear hospeda frequentemente milhares de visitantes de cidades vizinhas, especialmente de Sevilha, que passam o fim de semana em hotéis ou a acampar na área.

De acordo com a EFE, da praia não se vê o incêndio, apenas os aviões bombardeiros que recolhem água do mar.

"Disseram-nos que é muito difícil que o fogo chegue até aqui, embora o acampamento de Mazagn, que é a 10 quilómetros tenha sido completamente queimado", observou um outro visitante citado pela EFE.

A presidente da Junta de Andalucia, Susana Díaz, já agradeceu na rede social Twitter à população de Matalascañas a sua colaboração "facilitando o trabalho dos operacionais contra o incêndio em torno [do parque] de Doñana".

As chamas obrigaram a retirar os turistas que estavam no hotel Solvasa, os parques de campismo Doñana e Cuesta de la Barca, assim como o Instituto Nacional de Técnica Aeroespacial do Ministério da Defesa (INTA) na base de El Arenosillo e várias vivendas, segundo o serviço de emergências citado pela EFE.

Segundo fontes do Infoca, a localidade de Mazagón "praticamente esvaziou de gente".
http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/incendio-no-sul-de-espanha-isola-50-mil-pessoas
 
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Pedro1993

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Unidade dos Fuzileiros de reorganização de catástrofes faz estreia em Pedrógão

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Uma nova unidade especial dos Fuzileiros da Marinha portuguesa, de reorganização de catástrofes, vai fazer a sua estreia no cenário de Pedrógão Grande.

A informação foi revela, hoje, pelo presidente da Câmara de Pedrógão, à entrada para a missa evocativa das 64 vítimas mortais do incêndio florestal que devastou o concelho.

Valdemar Alves adiantou aos jornalistas que esta brigada chegou hoje ao terreno e “creio que vão estrear-se em Pedrógão Grande”.

Segundo refere “vão fazer a reorganização virada para as pessoas”, na área da saúde, psicologia e logística.

O autarca disse que “alguns oficiais da Marinha estavam na altura de umas grandes cheias no Estados Unidos da América, e aperceberam-se deste tipo de unidade que existia lá, e da mais valia que seria ter também cá em Portugal. Formaram-se nos EUA e noutros locais, e estão aí”.

Frisou depois que são “estes valores que as forças armadas têm” e que “continuam ocultos”.

Na sua opinião “parece que há medo em mostrar à população civil o valor das Forças Armadas nestes momentos”.

Revelou também que os Fuzileiros vão estar no terreno até à próxima quinta-feira, mas que se for necessário deverão ficar mais alguns
dias.


http://centrotv.pt/unidade-dos-fuzileiros-de-reorganizacao-de-catastrofes-faz-estreia-em-pedrogao/
 
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Orion

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Unidade dos Fuzileiros de reorganização de catástrofes faz estreia em Pedrógão

dx.jpg

Uma nova unidade especial dos Fuzileiros da Marinha portuguesa, de reorganização de catástrofes, vai fazer a sua estreia no cenário de Pedrógão Grande.

A informação foi revela, hoje, pelo presidente da Câmara de Pedrógão, à entrada para a missa evocativa das 64 vítimas mortais do incêndio florestal que devastou o concelho.

Valdemar Alves adiantou aos jornalistas que esta brigada chegou hoje ao terreno e “creio que vão estrear-se em Pedrógão Grande”.

Segundo refere “vão fazer a reorganização virada para as pessoas”, na área da saúde, psicologia e logística.

O autarca disse que “alguns oficiais da Marinha estavam na altura de umas grandes cheias no Estados Unidos da América, e aperceberam-se deste tipo de unidade que existia lá, e da mais valia que seria ter também cá em Portugal. Formaram-se nos EUA e noutros locais, e estão aí”.

Frisou depois que são “estes valores que as forças armadas têm” e que “continuam ocultos”.

Na sua opinião “parece que há medo em mostrar à população civil o valor das Forças Armadas nestes momentos”.

Revelou também que os Fuzileiros vão estar no terreno até à próxima quinta-feira, mas que se for necessário deverão ficar mais alguns
dias.


http://centrotv.pt/unidade-dos-fuzileiros-de-reorganizacao-de-catastrofes-faz-estreia-em-pedrogao/

Interessante notícia.

Marinha destaca 154 militares para segurança e apoio à população em Pedrógão Grande

Pedrógão Grande: Fuzileiros ajudam na vigilância da floresta e na evacuação de aldeias

Algures os comunas devem estar a fumegar já que é o partido que geralmente tem uma grande aversão às operações "militares" domésticas.

Comparar os fuzileiros de PT com os americanos é pura ficção por diversos motivos. Os fuzileiros lá têm bateladas de trabalho: construir pontes temporárias, arranjar diques, evacuação aérea... Em PT dificilmente haverá um desastre em que a proteção civil não seja capaz de lidar relegando os militares para tarefas complementares (só mesmo um terramoto ao estilo de 1755 mas nesse caso as forças armadas só servirão para implementar a inevitável lei marcial). Ainda assim é um bom treino porque poderão a curto/médio prazo integrar missões estrangeiras. O mais grave da situação é mesmo isto:

Pedrógão: único apoio psicológico no terreno está a ser dado pelos fuzileiros

"Tenho ouvido muita conversa de responsáveis, mas se algum pediu psicólogos, não sei. Fui eu que liguei logo duas ou três horas depois, porque vi a tragédia que íamos ter. Liguei para a Segurança Social (...), que avançou com algum apoio. Juntaram-se depois outros, voluntariamente, e agora já retiraram, porque não há fogo", concluiu.

Não é admirar até porque a GNR nem a PSP têm meios de psicologia para si quanto mais para dispensar aos outros. As consequências do trauma podem não aparecer agora. Podem aparecer daqui a semanas ou meses. Mas aí estão (ainda mais) por sua conta.
 
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bandevelugo

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Limpar todas as matas do pais é uma ideia ridícula toda a gente sabe que isso nunca vai acontecer, tal como os fogos irão sempre existir, aquilo que para mim conta nesta discussão é que pinheiros e eucaliptos tornam os incêndios incontroláveis e provocam tragedias como a que aconteceu, isso é inegável. Em relação ao incêndio do caldeirão tanto quanto sei a regeneração dos sobreiros foi rápida tendo-se perdido uma baixa percentagem de sobreiros.

Aqui na encosta da Covilhã depois dos últimos incendiosos carvalhos foram os únicos que sobreviveram.


Caro Cova da Beira, mistura tudo nos seus argumentos!

Uma coisa é a capacidade dos ecossistemas recuperarem após incêndio, outra é se ardem com maior ou menor facilidade (e com que intensidade). As árvores têm diferentes estratégias de reagir aos incêndios, assegurando a sua permanência, e os pinheiros, eucaliptos, sobreiros e carvalhos, que vivem todos em climas de características mediterrânicas, são extremamente eficientes a lidar com o fogo e a sobreviver (cada um à sua maneira).

Outra coisa é a intensidade dos incêndios e isso depende sobretudo da estrutura da floresta e da carga térmica presente (para além da fisiografia do terreno e da situação meteorológica, como é óbvio).

"Pinheiros e eucaliptos tornam os incêndios incontroláveis e provocam tragédias"??!! Então e o que dizer das pessoas que morreram nos incêndios de 2003 em zonas de montado de sobreiro (eg. Chamusca)? O Cova da Beira já viu a fotografia colocada pelo Huguh logo a seguir ao seu post? Vê lá algum pinheiro ou eucalipto?

E, se tiver dúvidas do que eu digo, coloque-se junto a uma frente de fogo num giestal de 5m de altura (nem precisa de ser numa encosta) e veja o que acontece... Mas primeiro fale com os bombeiros!