Seguimento Meteorológico Livre - 2021

Santofsky

Cumulus
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Previsão descritiva da AEMET para o dia de amanhã:


Fenómenos significativos


Viento fuerte o con intervalos de fuerte en Galicia y Asturias. Precipitaciones localmente fuertes o persistentes en el oeste de Galicia. Nieblas extensas en la meseta Sur y el bajo Guadalquivir.

Predicción

En el Cantábrico oriental y Pirineos un frente poco activo que se retira hacia el este dejará cielos nubosos o cubiertos y precipitaciones débiles que cesarán pronto. En la mitad noroeste peninsular predominarán también los cielos nubosos o cubiertos, con precipitaciones débiles en el oeste de Galicia que se intensificarán hasta ser localmente fuertes o persistentes al final del día, con la llegada de un frente atlántico asociado a la borrasca Justine. Con menor intensidad y probabilidad podrían extenderse hasta el Cantábrico central, la mitad noroeste de la meseta Norte y el norte de Extremadura. En la mitad sureste de la Península y en Baleares predominarán los cielos poco nubosos o con intervalos de nubes altas. Poco nuboso en Canarias, con algún intervalos nuboso en el norte de las islas montañosas.

Probables nubes bajas y nieblas matinales en la meseta Sur, el bajo Guadalquivir y el norte de la meseta Norte.

Las temperaturas máximas cambian poco salvo en Pirineos, sistema Ibérico, sur de la meseta Norte y cuadrante suroeste peninsular, donde bajarán. Pocos cambios en las temperaturas mínimas. Tanto unas como otras estarán en valores altos para la época del año, con máximas que podrían acercarse a los 30 grados en el interior del sureste y heladas únicamente en Pirineos.

Viento de componente oeste en la Península y Baleares, arreciando a fuerte o con intervalos de fuerte en Galicia, Asturias y área de Alborán. Alisio débil en Canarias.


Vejam só, máximas no levante espanhol a rondar os 30°C em janeiro. Não estamos em maio ou outubro, muito menos estamos em junho ou setembro, e ainda menos em julho ou agosto, que são os meses do ano historicamente mais quentes. Não estamos no final da primavera ou no início do outono, muito menos em pleno verão. Estamos em JANEIRO e em pleno INVERNO. Repito: em JANEIRO e em pleno INVERNO!!! Ou seja, máximas a rondar os 30°C no levante espanhol em pleno janeiro, mesmo sendo a região mais amena da península ibérica, é uma autêntica ABERRAÇÃO no mínimo. Isto é um caso de emergência!!!
Quo vadis, planeta Terra???
 
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Cumulonimbus
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Vejam só, máximas no levante espanhol a rondar os 30°C em janeiro. Não estamos em maio ou outubro, muito menos estamos em junho ou setembro, e ainda menos em julho ou agosto, que são os meses do ano historicamente mais quentes. Não estamos no final da primavera ou no início do outono, muito menos em pleno verão. Estamos em JANEIRO e em pleno INVERNO. Repito: em JANEIRO e em pleno INVERNO!!! Ou seja, máximas a rondar os 30°C no levante espanhol em pleno janeiro, mesmo sendo a região mais amena da península ibérica, é uma autêntica ABERRAÇÃO no mínimo. Isto é um caso de emergência!!!
Quo vadis, planeta Terra???
Sim, é um pouco anormal, mas já era expectável tendo em conta a sinóptica atual. Normalmente, com os chamados ventos de oeste ou "poniente", como chamam por lá, o calor é arrastado para o Levante e muitas vezes as temperaturas na região são 5 a 10 graus acima de zonas mais a oeste. O que acontece é que, nesta altura do ano, os "ponientes" não costumam ser frequentes (estamos a falar dum padrão mais comum na região no verão e não propriamente em janeiro). :unsure:Neste caso temos muita humidade e temperaturas a rondar os 15-20°C no oeste da Península - com uma corrente de oeste forte e o efeito Föhen nas serras da Cordilheira Bética e dos Montes de Toledo, acho que já se estava à espera do que viria aí... :calor:

A última vez que estas temperaturas altas foram atingidas em janeiro nem foi há muito tempo - foi a 22 de janeiro de 2018. Curiosamente, nesse dia, em Portugal choveu bastante, se não estou em erro... Foi a última frente antes do regresso do anticiclone que, se a minha memória não falha, durou até dia 26 de fevereiro, altura em que o tempo mudou radicalmente durante várias semanas (e qualquer um do fórum lembra-se disso). :rain:
 

Santofsky

Cumulus
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Sim, é um pouco anormal, mas já era expectável tendo em conta a sinóptica atual. Normalmente, com os chamados ventos de oeste ou "poniente", como chamam por lá, o calor é arrastado para o Levante e muitas vezes as temperaturas na região são 5 a 10 graus acima de zonas mais a oeste. O que acontece é que, nesta altura do ano, os "ponientes" não costumam ser frequentes (estamos a falar dum padrão mais comum na região no verão e não propriamente em janeiro). :unsure:Neste caso temos muita humidade e temperaturas a rondar os 15-20°C no oeste da Península - com uma corrente de oeste forte e o efeito Föhen nas serras da Cordilheira Bética e dos Montes de Toledo, acho que já se estava à espera do que viria aí... :calor:

A última vez que estas temperaturas altas foram atingidas em janeiro nem foi há muito tempo - foi a 22 de janeiro de 2018. Curiosamente, nesse dia, em Portugal choveu bastante, se não estou em erro... Foi a última frente antes do regresso do anticiclone que, se a minha memória não falha, durou até dia 26 de fevereiro, altura em que o tempo mudou radicalmente durante várias semanas (e qualquer um do fórum lembra-se disso). :rain:

Foi a 25 de janeiro que passou essa tal frente pelo nosso território. Dias antes estávamos com uma sinóptica parecida com a atual, com morrinha e nevoeiros um pouco por todo o país (o dia 22 foi um deles). :)
Quanto aos ponientes e mesmo sendo a zona mais amena da península ibérica, mesmo assim continuo a achar os quase 30°C no levante espanhol uma temperatura muito anómala para a altura do ano que é, ou não estivéssemos no mês historicamente mais frio do ano, como é janeiro. :unsure: Se assim nesta altura se atingem máximas a roçar os 30°C no levante, então no verão com esta sinóptica que estamos a passar nem quero imaginar a fornalha existente nessa zona, as máximas só pararão quase nos... 50°C :intrigante:
 
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Cumulonimbus
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Foi a 25 de janeiro que passou essa tal frente pelo nosso território. Dias antes estávamos com uma sinóptica parecida com a atual, com morrinha e nevoeiros um pouco por todo o país (o dia 22 foi um deles). :)
Quanto aos ponientes e mesmo sendo a zona mais amena da península ibérica, mesmo assim continuo a achar os quase 30°C no levante espanhol uma temperatura muito anómala para a altura do ano que é, ou não estivéssemos no mês historicamente mais frio do ano, como é janeiro. :unsure: Se assim nesta altura se atingem máximas a roçar os 30°C no levante, então no verão com esta sinóptica que estamos a passar nem quero imaginar a fornalha existente nessa zona, as máximas só pararão quase nos... 50°C
Nos 50 tenho dúvidas, mas dos 40 certamente passariam se tal sinóptica ocorresse no verão. O que acontece também é que, no verão, a zona também sofre com o chamado vento suão ou xalòc, como é conhecido em catalão. Normalmente, durante o dia existe este vento marítimo, amenizando as temperaturas diurnas, mas de noite o vento sopra de oeste, tanto que não são raras as temperaturas mínimas superiores a 25°C na região... :sweat:
Segundo a AEMET, as temperaturas máximas absolutas na estação de Múrcia, no período de 1984 a 2020, foram superiores a 40°C em 5 meses, a saber:
  • Maio - 41,0°C
  • Junho - 42,9°C
  • Julho - 45,7°C
  • Agosto - 43,2°C
  • Setembro - 44,6°C
De relembrar também que normalmente estas temperaturas extremas no Levante ocorrem em alturas em que, na metade ocidental da Península, está um tempo "ameno" para a altura do ano em questão. :D
 

Santofsky

Cumulus
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Nos 50 tenho dúvidas, mas dos 40 certamente passariam se tal sinóptica ocorresse no verão. O que acontece também é que, no verão, a zona também sofre com o chamado vento suão ou xalòc, como é conhecido em catalão. Normalmente, durante o dia existe este vento marítimo, amenizando as temperaturas diurnas, mas de noite o vento sopra de oeste, tanto que não são raras as temperaturas mínimas superiores a 25°C na região... :sweat:
Segundo a AEMET, as temperaturas máximas absolutas na estação de Múrcia, no período de 1984 a 2020, foram superiores a 40°C em 5 meses, a saber:
  • Maio - 41,0°C
  • Junho - 42,9°C
  • Julho - 45,7°C
  • Agosto - 43,2°C
  • Setembro - 44,6°C
De relembrar também que normalmente estas temperaturas extremas no Levante ocorrem em alturas em que, na metade ocidental da Península, está um tempo "ameno" para a altura do ano em questão. :D

Eu penso que foi em Almeria que se atingiram 47°C de máxima salvo erro em julho de 1994... E em zonas como Múrcia as máximas já chegaram a ultrapassar largamente os 30°C em... novembro, chegando mesmo a roçar os 40°C em... outubro. :D
 

Mammatus

Nimbostratus
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Nos 50 tenho dúvidas, mas dos 40 certamente passariam se tal sinóptica ocorresse no verão. O que acontece também é que, no verão, a zona também sofre com o chamado vento suão ou xalòc, como é conhecido em catalão. Normalmente, durante o dia existe este vento marítimo, amenizando as temperaturas diurnas, mas de noite o vento sopra de oeste, tanto que não são raras as temperaturas mínimas superiores a 25°C na região... :sweat:
Segundo a AEMET, as temperaturas máximas absolutas na estação de Múrcia, no período de 1984 a 2020, foram superiores a 40°C em 5 meses, a saber:
  • Maio - 41,0°C
  • Junho - 42,9°C
  • Julho - 45,7°C
  • Agosto - 43,2°C
  • Setembro - 44,6°C
De relembrar também que normalmente estas temperaturas extremas no Levante ocorrem em alturas em que, na metade ocidental da Península, está um tempo "ameno" para a altura do ano em questão. :D

É quando a dorsal africana está nessa região, permitindo que o calor penetre posteriormente no coração da Europa Ocidental. Salvo erro, foi esta sinóptica que originou no Verão de 2019 temperaturas record em França, Bélgica, Alemanha e Holanda.
 
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joralentejano

Super Célula
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Foi a 25 de janeiro que passou essa tal frente pelo nosso território. Dias antes estávamos com uma sinóptica parecida com a atual, com morrinha e nevoeiros um pouco por todo o país (o dia 22 foi um deles). :)
Quanto aos ponientes e mesmo sendo a zona mais amena da península ibérica, mesmo assim continuo a achar os quase 30°C no levante espanhol uma temperatura muito anómala para a altura do ano que é, ou não estivéssemos no mês historicamente mais frio do ano, como é janeiro. :unsure: Se assim nesta altura se atingem máximas a roçar os 30°C no levante, então no verão com esta sinóptica que estamos a passar nem quero imaginar a fornalha existente nessa zona, as máximas só pararão quase nos... 50°C :intrigante:
Tal como já foi referido, isso também depende muito da sinóptica. Se surgir uma sinóptica como esta no verão, o levante espanhol terá certamente máximas muito elevadas. Basicamente aquilo que está a acontecer na região é o mesmo que ocorre, por exemplo no nosso litoral quando há lestada, pois o vento dominante por lá nestes dias é de oeste.
Segundo o El tiempo na TVE, foram batidos recordes sendo de destacar os 29,2ºC de Alicante. Sim, são temperaturas anormalmente altas para esta altura do ano, mas é algo que por vezes acontece.
 

Santofsky

Cumulus
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Chega ao fim o mês de janeiro... E infelizmente tal como eu previa a segunda quinzena acabou por estragar tudo o que havia para estragar, isto é tudo o que foi "construído" na primeira quinzena. Um mês de janeiro que tinha tudo para ser histórico mas que a segunda quinzena tratou de estragar. Um mês de janeiro que tinha tudo para ser um dos mais frios de sempre e que no fim de contas acaba com valores próximos da média, sobretudo as temperaturas máximas. Aliás, nalguns locais do país a média das máximas do mês até terá anomalia... positiva. O que mostra como foi bem implacável a segunda quinzena do mês.
E para fevereiro não auguro nada de bom no que diz respeito às temperaturas, basta só olhar as previsões para a primeira década do mês... É verdade que para o final da semana os modelos prevêem uma siberiana... mas esta não irá atingir Portugal nem a península ibérica. Tudo isto porque a cut-off que irá deambular pelo nosso território a partir de quinta-feira irá servir de "parede", impedindo assim a siberiana de chegar a nós. É triste... mas enfim é a realidade e temos de nos contentar com ela. Ou já não estivéssemos nós habituados...
 
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Cumulonimbus
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Chega ao fim o mês de janeiro... E infelizmente tal como eu previa a segunda quinzena acabou por estragar tudo o que havia para estragar, isto é tudo o que foi "construído" na primeira quinzena. Um mês de janeiro que tinha tudo para ser histórico mas que a segunda quinzena tratou de estragar. Um mês de janeiro que tinha tudo para ser um dos mais frios de sempre e que no fim de contas acaba com valores próximos da média, sobretudo as temperaturas máximas. Aliás, nalguns locais do país a média das máximas do mês até terá anomalia... positiva. O que mostra como foi bem implacável a segunda quinzena do mês.
E para fevereiro não auguro nada de bom no que diz respeito às temperaturas, basta só olhar as previsões para a primeira década do mês... É verdade que para o final da semana os modelos prevêem uma siberiana... mas está não irá atingir Portugal nem a península ibérica. Tudo isto porque a cut-off que irá deambular pelo nosso território a partir de quinta-feira irá servir de "parede", impedindo assim a siberiana de chegar a nós. É triste... mas enfim é a realidade e temos de nos contentar com ela. Ou já não estivéssemos nós habituados...
Não teremos siberiana, mas teremos bastante precipitação um pouco por todo o país como não acontecia há bastantes fevereiros, e quem sabe neve na Serra da Estrela. E parece que a tendência dos modelos é mesmo para uma primeira quinzena de fevereiro chuvosa, com uma cut-off logo no início do mês e, a partir de 10, quem sabe uma entrada de oeste como tivemos em abril de 2020 ou março de 2018... :rain:
Isso que eu saiba não é mau! :D
 

Jorge_scp

Nimbostratus
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17 Fev 2009
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Casal do Rato (Odivelas)
Fará sentido chorar apenas pela estatística final, esquecendo tudo o que aconteceu ao longo do mês? É isso que define um mês ser meteorologicamente interessante ou não? Vamos lá ver: a vaga de frio desde o Natal até meio do mês ficará registada e lembrada como uma das maiores dos últimos anos! Bem chato seria um mês com todos os dias na média. Além disso, a subida das temperaturas também significou tempo bastante húmido que muita falta faz. Apesar de não ter chovido muito a sul, manteve bem a humidade dos solos. Que grande drama foi este mês...

Quanto a Fevereiro, o início deverá ser húmido provavelmente em quase todo o país. Para já, a janela temporal com uma previsibilidade razoável é o que nos diz. Além disso, só com uma bola de cristal. A siberiana não nos chega? Paciência, também já tivemos tempo muito frio este Inverno, algo que não acontece sequer todos os anos. A tal cut-off que afasta a siberiana da PI vai deixar chuva muito preciosa especialmente a sul, uma vez que os solos estão bem servidos, quase tudo o que chover abastecerá as barragens e aquíferos. Início de Fevereiro dramático, tal como Janeiro o foi, realmente...

Pessoalmente, aborrece-me ver mensagens sempre com queixas por parte de alguns membros do fórum, parece que nunca estão satisfeitos. É que não é de vez quando, é sempre, sempre, sempre, a bater na mesma tecla. Contribuam de uma forma mais positiva, uma vez que até mostram ter algum conhecimento sobre a matéria...
 

Ricardo Carvalho

Cumulonimbus
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23 Jul 2015
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Azeitão/Sesimbra
Chega ao fim o mês de janeiro... E infelizmente tal como eu previa a segunda quinzena acabou por estragar tudo o que havia para estragar, isto é tudo o que foi "construído" na primeira quinzena. Um mês de janeiro que tinha tudo para ser histórico mas que a segunda quinzena tratou de estragar. Um mês de janeiro que tinha tudo para ser um dos mais frios de sempre e que no fim de contas acaba com valores próximos da média, sobretudo as temperaturas máximas. Aliás, nalguns locais do país a média das máximas do mês até terá anomalia... positiva. O que mostra como foi bem implacável a segunda quinzena do mês.
E para fevereiro não auguro nada de bom no que diz respeito às temperaturas, basta só olhar as previsões para a primeira década do mês... É verdade que para o final da semana os modelos prevêem uma siberiana... mas está não irá atingir Portugal nem a península ibérica. Tudo isto porque a cut-off que irá deambular pelo nosso território a partir de quinta-feira irá servir de "parede", impedindo assim a siberiana de chegar a nós. É triste... mas enfim é a realidade e temos de nos contentar com ela. Ou já não estivéssemos nós habituados...
Existe sempre uma alternativa para cada gosto, mas lembro que nós próximos 15 dias só poderá sair do país em caso de extrema importância, meta a cunha chefe, pode ser que tenha sorte

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Tiagolco

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Carnaxide, Oeiras
Chega ao fim o mês de janeiro... E infelizmente tal como eu previa a segunda quinzena acabou por estragar tudo o que havia para estragar, isto é tudo o que foi "construído" na primeira quinzena. Um mês de janeiro que tinha tudo para ser histórico mas que a segunda quinzena tratou de estragar. Um mês de janeiro que tinha tudo para ser um dos mais frios de sempre e que no fim de contas acaba com valores próximos da média, sobretudo as temperaturas máximas. Aliás, nalguns locais do país a média das máximas do mês até terá anomalia... positiva. O que mostra como foi bem implacável a segunda quinzena do mês.
E para fevereiro não auguro nada de bom no que diz respeito às temperaturas, basta só olhar as previsões para a primeira década do mês... É verdade que para o final da semana os modelos prevêem uma siberiana... mas está não irá atingir Portugal nem a península ibérica. Tudo isto porque a cut-off que irá deambular pelo nosso território a partir de quinta-feira irá servir de "parede", impedindo assim a siberiana de chegar a nós. É triste... mas enfim é a realidade e temos de nos contentar com ela. Ou já não estivéssemos nós habituados...
Tivemos literalmente tudo o que poderíamos pedir para o nosso retângulo: neve, chuva, geadas, sincelo, temperaturas baixas. Vamos sim relembrar a primeira quinzena de janeiro, provavelmente não teremos algo parecido nos próximos anos.