Davidmpb
Super Célula
Eu queria era isto:Entretanto, run 12Z do ECMWF volta a piorar o cenário. Que seja uma saída fora da caixa!

Eu queria era isto:Entretanto, run 12Z do ECMWF volta a piorar o cenário. Que seja uma saída fora da caixa!

Não tenho dúvidas nenhumas, o histórico que o IPMA disponibiliza nos boletins evidencia bem que houve anos nesses períodos com elevadas anomalias positivas de precipitação. A partir de 2000 a frequência de anos assim tem vindo a diminuir. Um inverno chuvoso com o atual não é inédito, mas são cada vez menos frequentes.Nas décadas de 60 e de 70 houve vários anos assim, precipitação muito alta, Invernos bastante chuvosos. Na segunda metade do século XIX também. Estamos mal habituados e mal preparados pois as décadas recentes foram mais secas…
RABAT, Jan 31 (Reuters) - Morocco has deployed army rescue units to help with the evacuation of thousands of people after floods triggered by torrential rains and rising river levels hit parts of the country's northwest, state TV reported on Saturday.
Weeks of heavy rainfall, combined with water releases from a nearly full dam nearby, increased water levels in the Loukous River and flooded several neighbourhoods in the city of Ksar Kbir, about 190 km (118 miles) north of the capital Rabat, a national flood follow-up committee said.
More than 20,000 people had been moved to shelter and camps by Saturday, official media reported.
Authorities set up sandbags and temporary barriers in flood-prone districts as waters began to recede.
Schools in Ksar Kbir have been ordered to remain closed until February 7 as a precaution.
In the nearby province of Sidi Kacem, the Sebou River's rising levels prompted evacuations from several villages as authorities raised vigilance levels.
The abundant rainfall ended a seven-year drought that drove the country to invest heavily in desalination plants.
The average dam-filling rate has risen to 60%, with several major reservoirs reaching full capacity, according to official data.
Last month, 37 people were killed in flash floods in the Atlantic coastal city of Safi, south of Rabat.

Infelizmente, já temo o pior. Não há verdadeira prevenção, falta planeamento e a coordenação é claramente insuficiente.Tenho visto alguma desvalorização do factor vento para a próxima semana por parte das entidades oficiais. É certo que não está previsto nenhum cenário de vento extremo, mas há sempre o vento associado à passagem da parte mais activa da frente, até de natureza convectiva.
Sabendo que na próxima semana cada m2 de Leiria e arredores vai ter um andaime montado (de forma profissional ou artesanal), deve haver já um aviso sério por parte das autoridades em relação a trabalhos em telhados, coberturas, etc. Também os riscos associados à passagem de pessoas por baixo de estruturas em estado débil. Vendo as imagens dos danos, não é preciso muito vento e peso da água para fazer ruir estruturas.
Concordo. E, não querendo dizer que somos um país rico em que os impostos servem sempre para o que devem, nem querendo dizer que quem possa regressar à normalidade depressa não o faça, mas acho que a maioria daquela gente mais afetada já devia estar toda em hotéis (pagos pelo estado, naturalmente, visto que não seria nenhuma fortuna [tendo em conta o resto], e seria maioritariamente ressarcido pelas entidades seguradoras) e com a noção de que enquanto não melhorar o tempo não há muito a fazer no que toca a reconstrução e arranjos, que é o que se faz noutros sítios (mais bem preparados - não digo mais habituados porque não é por falta de hábito que se justifica a falta de preparação) mas imagino que o que se tenha muito neste momento é gente sem amparo nenhum a fazer tudo à pressa porque vem lá mais chuva e enquanto ninguém arranjar continua a chover-lhes em cima, dentro de casa (os que ainda têm casa).Infelizmente, já temo o pior. Não há verdadeira prevenção, falta planeamento e a coordenação é claramente insuficiente.
Precisávamos urgentemente de uma liderança forte, alguém com autoridade e capacidade para agarrar nisto de forma séria e transversal.
Com a chuva que ainda aí vem e os solos completamente saturados, o cenário é o de uma bomba-relógio, pronta a explodir novamente.
Espero sinceramente estar errado, mas olhando para o histórico, para o estado do país e para os avisos ignorados vezes sem conta, é difícil não antecipar mais relatos devastadores nos próximos dias.

A verdade é que todo o território "plano" entre Espinho e Peniche é praticamente uma superfície de aluvião. Se exageramos a topografia, podemos ver isso facilmente. E em satélite visualiza-se ainda mais nitidamente.Por alguma razão no reinado de D.Dinis plantou-se o Pinhal de Leiria. Por alguma razão foi precisamente nessa área que entraram bem dentro os ventos mais fortes, porque o Pinhal... já não é o que era. Pode não ter ou pode ter algo a ver, seria preciso uma modelação muito detalhada do comportamento do vento à superfície para tirar conclusões acertadas, esta ideia é apenas uma opinião pessoal de não especialista.
Também refiro que outros locais do território alteraram o regime de pluviosidade com possível relação com mudanças do coberto arbóreo. Na Estrela há disso exemplos. A precipitação nas Penhas Douradas teve máximos extraordinários há um século atrás, nunca mais os valores chegaram sequer perto.
Dificilmente algum local consegue resistir a ventos de 200km/h.Mas tanto o nosso como o de França são territórios que nunca iriam resistir a rajadas de 200 km/h. Sei que é triste ver o pinhal de Leiria de novo em baixo, mas a vegetação natural não são os pinheiros. E isto irá acontecer em ciclos, se não for daqui a 10 anos, será daqui a 50 ou 100. Vai continuar a ir tudo abaixo.
A Bandeira na Serra da Boa Viagem aqui na Figueira ainda chega aos 257 m, mas é o único ponto que chega sequer aos 100 m de altitude entre Espinho e a NazaréA verdade é que todo o território "plano" entre Espinho e Peniche é praticamente uma superfície de aluvião. Se exageramos a topografia, podemos ver isso facilmente. E em satélite visualiza-se ainda mais nitidamente.
Ver anexo 30211
Os grandes participantes nesta aluvião são: o mar, o Mondego, o Vouga, o Douro. Estes são praticamente os rios portugueses que devem fazer chegar mais sedimentos à costa. Por alguma razão, praticamente a costa toda nesse triângulo são apenas dunas. E se não fosse pelo pinhal plantado artificialmente, não teria praticamente árvores de grande porte, talvez apenas médio porte ou arbustos.
Não há qualquer barreira ao mar e ao vento para, como aconteceu, caso uma tempestade equivalente a um furacão categoria 1 fizer landfall, não arruinar tudo o que estiver à frente.
Tem características semelhantes ao "triângulo" pantanal de França junto a Bordéus, que também foi tudo plantado artificialmente de pinheiros. Território em que a costa é literalmente só duna e tem a maior do mundo. Dune du Pilat.
Ver anexo 30210
Mas tanto o nosso como o de França são territórios que nunca iriam resistir a rajadas de 200 km/h. Sei que é triste ver o pinhal de Leiria de novo em baixo, mas a vegetação natural não são os pinheiros. E isto irá acontecer em ciclos, se não for daqui a 10 anos, será daqui a 50 ou 100. Vai continuar a ir tudo abaixo.
Um dos grandes responsáveis por este padrão é efectivamente o anticiclone dos Açores que desceu consideravelmente em latitude, mas sem se ausentar da sua posição em longitude normal. Desta forma, não permite que as depressões desçam periodicamente em latitude intercaladas por retomadas posições do anticiclone à sua posição menos meridional. O anticiclone mantém a corrente de Oeste/WSW forte em conjunto com o corredor de depressões não tão a sul como acontece nos grandes impactos de núcleos de tempestades de inverno. Kristin foi uma depressão oportunista com entrada fulgurante no estrangulamento entre o corredor a norte e o anticiclone a sul.No entanto, apesar de muita chuva, não estamos naquele padrão em que as depressões descem mais em latitude, vindas de Sul ou Sudoeste como ocorreu em 2010 ou noutros anos bastante chuvosos.
A Madeira, por exemplo, não tem tido muita precipitação. E mesmo nos Açores, as principais estações vão terminar janeiro abaixo da média.
Exacto, como um agente semi-oculto na sombra de uma latitude convenientemente a sul mas protagonista, sem abdicar da posição em longitude ideal para ajudar a bombear sistemas frontais sobre o continente, inclusive conduzindo-os ainda a atingir o noroeste africano, que circulam na periferia das grandes depressões atlânticas. Estas depressões no entanto não prosseguem pela Europa setentrional adentro, em vez disso dissipam-se para norte ou retrocedem de volta ao carrossel atlântico, o qual é mantido em circulação pelas entradas sucessivas das massa de ar frio provenientes do continente norte-americano e ciclogéneses ao largo da costa Leste bastante a sul.O anticiclone não está assim tão longe.
Nunca deixo de referir o laboratório florestal de relativas pequenas dimensões que a Serra de Sintra constitui e onde se pode observar diversos tipos de coberto arbóreo e de como resiste ou não resiste aos ventos, às invasoras, às acções humanas.O pinhal teria resistido muito melhor se estivesse em boas condições com as árvores adultas e as raízes entrelaçadas. Uma floresta cerrada e bem gerida tem uma capacidade de resistência totalmente diferente de um pinhal naquelas condições.
O mesmo é válido para a questão das cheias. Cursos de água com galerias ripícolas decentes, provenientes de serras com encostas com floresta nativa, são muito mais resistentes à ocorrência de cheias.
Sim, é aldeia, mas é o nome do maciço da Gralheira que reúne quatro serras, nenhuma delas a de Montemuro:Gralheira é aldeia