Seguimento Meteorológico Livre - 2026

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Infelizmente estes problemas nas descargas de fundo não são exclusivos da Barragem do Caia. Soube por fonte bem colocada, que pelo menos nas barragens do Vale do Gaio e Campilhas as descargas de fundo não estão a funcionar por motivos de segurança. Estão dependentes das descargas de superfície, o que no caso de Campilhas, por exemplo, não permite fazer gestão de caudais, pois a descarga de superfície é por poço com paredão, não sendo regulável, como seria o caso se houvessem comportas. Ou seja, só escoa quando se começa a chegar do NPA...
Imagino que seja por falta de manutenção independentemente da razão, mas sabe-se se é por acumulação de detritos, ou se simplesmente as comportas não funcionam mesmo?
 
Esta tempestade só vem mostrar de que é preciso urgentemente em Portugal a regularização na construção de telhas para não existir tanta variedade e as câmaras municipais deveriam ter reservas deste material.
Sempre que precisava de fazer alguma coisa num telhado tinha de comprar telhas "equivalentes", até que da última vez decidi logo comprar umas quantas paletes e pronto, problema resolvido, pelo menos para mim. Entretanto algumas já devem estar a fazer a sua parte (mas longe da minha casa) e as outras cá ficam arrumadas, espero eu para sempre.
 
E geradores disponíveis em permanência na estações elevatórias ou pelo menos em reserva nos municípios. Starlinks nos bombeiros, policia, etc. Militares a avançar imediatamente. Distribuição de alimentos. Em resumo um dispositivo pronto a avançar a qualquer momento.
 
Sim, é aldeia, mas é o nome do maciço da Gralheira que reúne quatro serras, nenhuma delas a de Montemuro:

Ver anexo 30255

A aldeia que dá o nome ao maciço é a de S.Pedro do Sul, não a da Serra de Montemuro. O maciço das quatro serras sempre foi conhecido por Maciço da Gralheira. A Serra de Montemuro apesar de ter a mais conhecida outra aldeia da Gralheira nunca é designada por Serra da Gralheira.
Esses mapas são brutais. Onde se podem encontrar?

Enviado do meu MAR-LX1A através do Tapatalk
 
Uma coisa boa que os árabes deixaram no Algarve, foi sem dúvida as açoteias/varandas, moro numa cidade cubista e dificilmente as casas seriam tão afectadas como nessa região. Para mim, é tão estranho ter um telhado em telha e por baixo não ter nenhuma protecção, mesmo na casa dos meus avós que são de telha aquilo é forrado com madeira e depois por cana. :wacko:
A casa dos meus avós paternos, no Ribatejo, também era assim com exceção dos quartos, que eram quase como "umas caixinhas" dentro da casa, com um teto de cimento. Já a casa de uma tia num monte alentejano, onde passei muitos dias na minha infância, tinha o telhado forrado a cana/junco.
 
Sim, é aldeia, mas é o nome do maciço da Gralheira que reúne quatro serras, nenhuma delas a de Montemuro:

Ver anexo 30255

A aldeia que dá o nome ao maciço é a de S.Pedro do Sul, não a da Serra de Montemuro. O maciço das quatro serras sempre foi conhecido por Maciço da Gralheira. A Serra de Montemuro apesar de ter a mais conhecida outra aldeia da Gralheira nunca é designada por Serra da Gralheira.
Exactamente, a denominação de Gralheira para se referir a todo esse conjunto está ainda muito viva nas velhotas lá da aldeia dos meus avós em São João da Serra.
 
Eumetsat.webp

Aí vem mais uma besta de Noroeste! Façam cuidado!!!
As frentes já se organizam, deve ser do bafo da besta, e depois vem com o seu ar frio e cruel assustar o povo deste território...

O facto é que traz no seu "ventre" muito ar frio, uma potente saída de ar polar continental da América do Norte, tornando-se agora ar polar marítimo, carregado de humidade\vapor de água.
 
Vergonhoso, mas ainda bem que temos autodidatas.
Referes-te a quê, exactamente?
Não foi nomeada porquê?
Talvez pelos critérios de nomeação de tempestades.

"O critério para a nomeação de tempestades está diretamente relacionado com os impactos e com a emissão de avisos de nível laranja ou vermelho no sistema internacional de avisos meteorológicos. O principal parâmetro meteorológico que define a nomeação de uma tempestade é o vento, mas considera-se a nomeação de tempestades com outros parâmetros desde que o seu impacto tenha potencial para ser severo."

 
Talvez pelos critérios de nomeação de tempestades.

"O critério para a nomeação de tempestades está diretamente relacionado com os impactos e com a emissão de avisos de nível laranja ou vermelho no sistema internacional de avisos meteorológicos. O principal parâmetro meteorológico que define a nomeação de uma tempestade é o vento, mas considera-se a nomeação de tempestades com outros parâmetros desde que o seu impacto tenha potencial para ser severo."
Lá está, tendo sido emitido aviso laranja de vento, que lendo o que diz o IPMA, é algo que efetiva a nomeação, não faz sentido não ter sido nomeada.

Não discordo particularmente do facto de não ter sido nomeada porque no que toca ao vento, pelo menos por aqui, foi pouco relevante, e acho que é quase contraproducente, no que toca a tentar nomear só aquilo que é mesmo para assustar, ter critérios que criam a "obrigação" de nomear uma tempestade. Diria que, das duas uma, o aviso laranja foi emitido tão em cima da hora que não foi possível fazer um comunicado atempadamente e deixaram passar (inaceitável, mas é o que é), ou emitiram aviso laranja só por ser a zona que era, e normalmente não o teriam emitido (baixo grau de confiança por exemplo), e portanto optaram por não nomear (indo contra as regras, que são desnecessariamente restritivas).

Edit:
As regras na minha opinião deviam ser mudadas, e nem deviam ser públicas, mas conforme estão, são uma estupidez. Imaginem uma situação em que temos um aviso laranja de vento, única e exclusivamente, em Melilla. Faz sentido nomear?
 
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Quando se fala em resiliência das populações face a calamidades naturais, é a esse tipo de resposta que se alude.

Calamidade natural implicitamente implica severa disrupção no normal movimento de bens e pessoas. Que pode ou não incluir destruição mais ou menos abrangente de bens e propriedade. Com uma resposta estatal tendencialmente lenta e possivelmente desordenada no início.

Se o que escrevi não ocorreu, não é calamidade natural. Lamento.

A Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande (AVIPG) acusou o Governo de resposta "lenta, insuficiente e distante" na sequência da depressão Kristin, e considerou que o Interior do país esteve sozinho.

"O que dói ainda mais é perceber que, mesmo com alertas, a resposta do Governo foi lenta, insuficiente e distante. O Estado demorou a responder e, principalmente, a chegar quando era mais necessário", referiu a associação numa nota enviada à agência Lusa.
A associação destacou que quem nunca falhou e esteve ao lado das populações foram "as autarquias locais, os funcionários municipais, os bombeiros locais, os voluntários e todos os agentes da Proteção Civil que trabalham, vivem e respiram este território".

"Foram eles que abriram caminhos, que levaram comida, água e conforto, que verificaram casa a casa para ver se alguém precisava de ajuda", pessoas que "garantiram o essencial quando tudo parecia perdido".

Toda a malta gosta de acompanhar os eventos severos mas poucos ficam para se inteirarem da recuperação.

Em certos avisos, o NHC chegou a escrever que certas áreas poderiam ficar inabitáveis durante semanas ou meses.

Na semana passada a vaga de frio ártico cortou eletricidade a mais ou menos 1 milhão de clientes nos EUA. Também não foi por falta de 'avisos'.

Mero exemplo do dia 31:

Nashville Electric Service estimates it will be another week before 99% of its customers see power again in the wake of Winter Storm Fern.

The news comes as the utility announces it will post power restoration ranges with targeted completion dates based on zip codes twice a day on its website.

In a release sent Jan. 31, NES estimated that 85% of its customers would have power restored by Feb. 1, 90% would have power restored by Feb. 3 and 99% would be restored by Sunday, Feb. 8.

The release did not specify when 100% of customers could see power restored.
 
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