Yellowstone Ibérico

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por belem 10 Out 2010 às 21:35.

  1. Seattle92

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    Nimbostratus

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    Tudo bem que o ser humano deu uma grande ajuda. Seja como for, mesmo que não tivessem existido humanos na Ibéria, com o fim da ultima era glaciar, muitos desses animais provavelmente desapareciam sozinhos. Simplesmente porque o clima tornou-se mau para eles e principalmente porque muitos outros animais ficaram muito melhor preparados para as novas condições climáticas.


    Ou seja, mesmo sem humanos na Ibéria, provavelmente não existiam actualmente por cá renas, mamutes e bois almiscarados. Não porque o clima tornasse completamente impossível a sua presença, mas porque o clima, aliado à nova flora e ás novas espécies de herbívoros melhor adaptados (veados, bisontes, auroques) iriam aos poucos provocar o seu desaparecimento.

    O facto de algumas zonas montanhosas da Ibéria terem climas muito rigorosos, não significa que toda a fauna do norte da Europa e Sibéria existisse por cá (mesmo sem interferência humana).
     
  2. belem

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    Cumulonimbus

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    «Muitos desses animais»?
    Quais?
    E depois parece-me que não entendeste bem o objectivo desta minha apresentação... Alguns animais nem sequer deverão andar totalmente livres... Pelo menos durante a fase de aclimatação. Outros nem após esta fase.
    Mas sempre estarão bem melhor do que num zoo...

    Outra coisa que às vezes parece passar despercebida...
    O nosso país como qualquer outro, passa por períodos climáticos diferentes.
    Gostaria de saber, como é que é possível a recolonização de fauna com os humanos cá?
    Imaginem que surge um novo período glacial ( e podem ser bem rápidos, embora normalmente não o sejam) e o gelo domina a paisagem do Norte da Ibéria por muito mais tempo do que nos nossos dias.
    O que vai ser da fauna e flora mediterrânica que temos no continente? A eurossiberiana está muito mais limitada em área ocupada e nem sempre está representada como deveria estar ( por estar muitas vezes danificada pelo Homem), mas o pior nem é isso, como é que haverá recolonização da fauna mais representativa e que maior influência tem no meio envolvente, com tanta civilização a impedir as suas rotas migratórias?
    Nós pensamos que vivemos sem eles, mas já estamos a sofrer imensas consequências da sua ausência, imagino o que será com uma mudança climática ( seja para mais quente ou mais frio).
    Este plano segue um bocado o que já tem sido apresentado em Espanha e nos USA.
    Estando a P. Ibérica numa ponte da Europa para África, diferentes faunas e floras criam um mosaico singular que penso que é interessante aproveitar.
    Certos grupos de animais que apresentei, penso que poderiam viver em reservas e coexistir de forma harmoniosa e equilibrada.
    Penso que pelo menos estações experimentais podem ser feitas...
    Sempre se pode ter um pouco mais do passado, que deveria fazer parte também do nosso presente.
     
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  3. belem

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    Cumulonimbus

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    http://www.springerlink.com/content/e0841662v063797g/

    A situação do gato selvagem em Portugal é de grande preocupação para mim...
    Além da cada vez maior raridade, já existem alguns casos locais de hibridização com o gato doméstico em Portugal. Resta saber onde são e qual a proporção atingida.
    Penso que as pessoas que têm gatos domésticos quase sempre a passear livres em zonas protegidas, deviam esterilizar os seus gatos, sempre que possível para eles não andarem a cruzar-se com esta espécie rara e esquiva de gato selvagem. O gato doméstico tem origem africana, não nos nossos gatos selvagens...
    Poderemos estar a destruir a vida dos últimos gatos selvagens de Portugal.

    [​IMG]

    http://commons.wikimedia.org/wiki/Commons:Potd/2010-05_(pt)
     
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  4. belem

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    Cumulonimbus

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    Já tenho dados sobre a presença de hipopótamos ( sim os modernos) na P. Ibérica.
    E para a jóia da coroa, finalmente a confirmação da presença de outra espécie de leão além do leão das cavernas.

    http://www.euskomedia.org/PDFAnlt/munibe/aa/200501123129.pdf

    Embora já me tivessem confirmado a presença de leão em Portugal, cheguei a pensar que estariam a referir-se apenas ao leão das cavernas...
    Mas afinal existiram 2... O leão moderno, pelo menos, estava já presente na Ibéria, logo durante o Pleistoceno superior.
    Há quem diga que deve ter sido um leão fisicamente algures entre o leão dos Atlas e o leão asiático.
    Terão os mares recuado e o Estreito de Gibraltar qual ponte natural, serviu de passagem para a fauna africana? É muito provável e isto poderá terá até ter ocorrido mais de uma vez ( pelo menos 1 vez já aconteceu).
    Terá o leão europeu competido com o leão das cavernas? Sabe-se que pelo menos as hienas das cavernas competiam com o leão das cavernas ( devido a marcas deixadas nos ossos) e inclusivamente há um cientista alemão que acredita que as hienas chegavam a caçar leões das cavernas ( eu acho que devia ser muito circunstancial e oportunista). Mas o Homem certamente teve influência na vida do leão das cavernas ( como se vê em pinturas rupestres) e vice-versa.
    Aparentemente o leão das cavernas, era um leão de grande tamanho ( maior que um tigre da Sibéria) e sem juba ( ou praticamente sem juba) e diz-se que não formava grupos grandes de animais.
    O leão moderno, poderá ter tomado o seu lugar, mas também não resistiu à ganância do Homem...
    Será possível o leão voltar? Claro que sim, em pequenas reservas controladas por sistemas de segurança confirmadamente eficazes e não intrusivos.
    Com ecoturismo e uma descentralização da procura para zonas que já foram solar de espécies tão espectaculares como esta, mas que neste momento estão sem recursos económicos...
     
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  5. duero

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    Nimbostratus

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    Acho que nao é tao estraño, pois o leao ficaba en Grecia cando Alejandro Magno, e ficaba ata o S.XIX nas montañas do Atlas.

    Mais para dizer verdade, eu nao gostaria do leao voltar, acho que podería ser moito peligroso.

    Moito boa a fotografia do sorraia, mesmo podemos observar que e moito "antiguo". Ben pode ser o cebro o encebro o encebra da que falan os documentos medievais.

    ¿HA DIFERENCIAS MORFOLOGICAS, COMO OS OSOS, CON OUTROS CABALOS?

    ¿CUALES SAO AS DIFERENCIAS MAIS IMPORTANTES CON OUTROS CABALOS, DIFERENCIAS DE COMPORTAMENTO E HABITOS?

    Obrigado desde ja.
     
  6. belem

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    Duero

    Sobre a questão da segurança relativa à reintrodução de leões, já dei a minha opinião na citação que fizestes.
     
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  7. belem

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    Cumulonimbus

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    http://biogeography.blogspot.com/2007/10/pleistocene-re-wilding-merits-serious.html

    Muito interessante este link!
    Até fazem menção a um hipotético «Yellowstone» Ibérico! Mas basicamente por outras palavras...
    :)
    Eu acho muito extrema a ideia de introduzir elefantes , rinocerontes e talvez até mesmo bufalos de água, pois são espécies provavelmente bem diferentes das originais...
    Sobre o gado Heck e os Koniks, falo depois ( embora discorde completamente com a sua introdução)... Mas posso dizer que temos na Ibéria, neste aspecto, o que precisamos ( «tarpans e auroques»).

    http://www.mauricioanton.com/es/

    Mauricio Antón, um artista paleontológico.

    [​IMG]

    Norte da Ibéria.


    [​IMG]

    Pleistoceno no Norte de África. Será um grande sobreiro no lado direito?


    [​IMG]

    Grupo de espécies fósseis encontradas no País Basco.
     
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  8. frederico

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    Há uns tempos vi um documentário sobre um milionário australiano que compra grandes propriedades, veda-as e depois reintroduz animais autócnes para ajudar a prevenir a sua extinção.Também já li uma reportagem sobre milionários que compram florestas ou outras áreas com interesse do ponto de vista ambiental e fundam reservas ecológicas privadas.

    Bem, onde quero chegar com esta conversa.

    Há algum tempo que penso que o caminho da protecção do ambiente deve passar também por uma maior intervenção das organizações. É mister que ganhem mais poder económico, para poder adquirir terrenos e salvar bosquetes, galerias ripícolas ou áreas de nidificação.

    Nós não temos tradição de mecenato, e a causa ambiental, em boa verdade, ainda mobiliza pouca gente no nosso país. Não sei como isto seria feito, mas com arte e engenho algo se conseguiria. Por exemplo, há tanta gente sem herdeiros... não poderiam doar as terras para a causa ambiental? Melhor isso que ficarem para o Estado construir pavilhões ou rotundas :(
     
  9. belem

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    Sim, já soube disso.
    Foi pena, que não tivesse sido feito algo semelhante em relação ao lince-ibérico.
    O Frederico, não sei se tem conhecimento, mas desde a década de 80, que as escolas primárias recebem cartazes de sensibilização sobre o lince-ibérico ( entre outros animais). Criou-se a Reserva da Malcata e pronto, está feito.
    Mas o mais importante, não foi feito, que seria averiguar em Portugal, onde é que realmente o lince ainda subsistia e onde era mais numeroso.
    Quando o estudo do Palma foi publicado ( década de 90) e falava da importância que o Sul do país tinha para o lince, nem assim o governo fez alguma coisa. Trabalhos do Roma, também ninguém ligou... A única coisa que faziam era semear searas para o coelho-bravo na Malcata, trabalhando com uma área de cerca de 20.000 hectares, como que achando que isso era o garante e o futuro para uma população inteira de lince-ibérico em Portugal.
    Mas o problema é que o lince-ibérico no mundo inteiro só existe em Portugal e Espanha...
    Quando o ICN, foi pôr um colar a um dos últimos linces da Malcata em 1992 e encontrar 2 provas genéticas em 1997 ( basicamente andar atrás de linces moribundos que andavam entre Espanha e Portugal) os linces das Serras Algarvias e Baixo Alentejo esquecidos por tudo e todos, passavam por dificuldades tremendas, tornando-se de viáveis para inviáveis ( sem retorno...) durante essa fase.
    Não percebo, como é que antes de andarem a usar dinheiros públicos em torno de um caso sem grande viabilidade ( embora também exigisse atenção), não souberam definir prioridades com linhas mestras simples de actuação e incidir os maiores esforços nas zonas mais importantes...
    É que foi mesmo por pouco... Se me perguntarem se ainda há linces no Algarve, eu diria que não sei, talvez com boa vontade, diria que é possível, mas já estão numa espiral sem saída. Foi pena, porque os avisos foram tantos e feitos atempadamente...
    Agora só com ajuda artificial e é se esta for feita a tempo... E até aqui, só com muito optimismo.








    Basicamente, muitos portugueses acham que o futuro, em matéria ambiental, são só as barragens e os parques eólicos. Acham que os seus filhos no futuro, vão respirar dióxido de carbono, viver sem água, em caixotes empilhados nos outros e mendigar outros países para ver as suas necessidades básicas resolvidas. E acham que por serem cépticos a mudanças importantes, são muito honestos com eles próprios e com os outros.
    Ainda bem que Portugal nunca teve muito dinheiro para estragar uma vez de todas o país que tem e a sua população praticamente não cresce, pelo menos «taxativamente»... Porque muitas pessoas acham que ser sempre céptico é uma atitude muito científica, sensata e sincera, mas na verdade não passa tudo de um disparate. Não se misturem com os cépticos honestos que têm um interesse legítimo pela verdade e pelo direito
    Sejamos honestos com nós próprios, a viver como vivemos não duramos muito mais. Chega de caprichos e mentiras.



    Pavilhões, estradas atrás de estradas, iluminação artificial em recantos selvagens para iluminar o chão ( e quando não é o céu!), barragens em locais sem viabilidade futura, parques eólicos em zonas sensíveis de protecção... Como disse, se não fossem certos factores acima, estaríamos muito pior. A nossa sorte, são certas ironias extraordinárias do destino que nos quiseram impedir de fazer mais asneira.
    Querer algo de novo, que nem tem nada de novo, pois foi sempre o nosso país, como um projecto baseado na nossa fauna nativa, é algo bastante interessante, útil, justificável e exequível a meu ver.
    Mas aqui não se faz nem um estudo, para apurar a verdadeira origem dos animais e quais as possibilidades de salvar algumas espécies da extinção.
    Certas raças de bovinos, não são mais que auroques com algumas alterações, baseadas em cruzamentos com outros auroques com outras alterações ( sendo estas normalmente determinadas pela selecção que o Homem impôs a estes animais), sendo para certos casos, possível a reconstituição de um auroque.
    É portanto, aqui que mais uma vez, a ironia do destino, ajudou-nos imenso, pois temos raças na Ibéria, sem cruzamentos despropositados, com genótipos e fenótipos bastante interessantes, mas que são malbaratados, desaproveitados e esquecidos...
    Mais uma vez, espera-se que algum particular faça alguma coisa... *

    * Edit: Vejam a True Nature Foundation (http://www.truenaturefoundation.org/)
     
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  10. frederico

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    A propósito da ocupação do território pela «obra autárquica», um caso que me chocou.

    Há uns meses, num passeio de fim-de-semana em família, percorri a estrada que vai da Torre de Ares até quase ao Livramento, junto da Ria Formosa. Antigamente era um caminho de terra batida, mas agora...

    Uma iluminação digna de uma avenida lisboeta, lugares de estacionamento a perder de vista, num percurso onde as habitações se contam pelos dedos.

    Para quê tanto desperdício de dinheiro em iluminação e asfalto numa área protegida quase desabitada? Será que querem vender aquela frente da ria ao betão?
     
  11. frederico

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    Belém, conheces a raça algarvia? Penso que está praticamente extinta e só existe uma fêmea :sad:
     
  12. belem

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    Sem dúvida, penso que esse gasto todo de dinheiro, foi feito sem qualquer justificação.
     
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  13. belem

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    A raça algarvia é muito rara, penso, só conheço o cruzamento desta com a Alentejana, que deu origem à Garvonesa.


    [​IMG]

    Raça Garvonesa


    [​IMG]

    Raça Brava

    Também tenho andado a tentar perceber as origens do Touro Bravo, pois as informações são controversas...
    As fotos vêm daqui:

    http://autoctones.ruralbit.com/?rac=7&esp=1
     
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  14. belem

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    Península Ibérica foi um dos refúgios onde os cavalos domésticos europeus tiveram origem
    Filipa Alves (01-04-11)


    A par da Ásia a Península Ibérica teve um papel decisivo na domesticação dos cavalos, esta é uma das conclusões de um artigo recentemente publicado por equipa de cientistas, que inclui duas investigadoras portuguesas, e que recorreu à análise genética para conhecer as relações entre 24 raças de cavalos europeus e asiáticos.

    Uma equipa internacional de cientistas que inclui duas investigadoras portuguesas, Cristina Luís e Maria do Mar Oom, acaba de publicar um artigo na revista PLoS One que identifica a Península Ibérica como um dos dois locais com um papel decisivo no processo de domesticação do cavalo.

    Os investigadores recorreram à análise genética para conhecer as relações evolutivas entre 24 raças de cavalos europeias e asiáticas e tentar esclarecer os fenómenos de domesticação na Europa.

    Os resultados revelaram que, a par da Ásia Central, mas em segundo plano, as vastas áreas abertas ibéricas terão servido de refúgio para cavalos selvagens há 6000 anos, quando o continente Europeu se encontrava maioritariamente coberto por florestas.

    Um dos próximos passos da investigação é comparar amostras arqueológicas da Península Ibérica e do Norte de África para esclarecer “se a captura, domesticação e criação de cavalos se efectivou na Ibéria através dos diferentes povos, ou se esta prática foi desenvolvida localmente e de forma independente”, explicam o Centro de Biologia Ambiental e o Museu Nacional de História Natural em comunicado.

    O conhecimento detalhado do processo de domesticação do cavalo é importante dado o seu papel determinante no desenrolar da História da Humanidade, ao facilitar as viagens a longa distância e ao ser útil em actividades como a Agricultura, o Comércio e a até a Guerra.


    http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20&cid=33159&bl=1
     
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  15. frederico

    frederico
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    Super Célula

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    O que se passou com a raça algarvia foi uma vergonha, e só prova o nosso atraso mascarado com rotundas, auto-estradas e centros comerciais. Em vinte anos não houve dinheiro para colocar uns animais numa quinta pública. No entanto, não faltam verbas para festarolas, obras públicas desnecessárias ou para apoios sociais para quem em boa verdade não precisa. Pelo menos desde os anos 80 que há avisos para o problema, mas tudo ficou encalhado em burocracias e falta de vontade.
     

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