Aquecimento Global

Tópico em 'Climatologia' iniciado por Minho 23 Set 2007 às 19:38.

  1. Vince

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    Furacão

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    Sim, tens toda a razão na tua dúvida. Mas a explicação até é muito simples e fácil de entender embora a sua interpretação traga efectivamente dúvidas, confusões e às vezes perplexidades como foi agora com o mês de Março.

    Como já expliquei anteriormente, há actualmente várias formas ou indicadores de medir a temperatura global. HadCRUT, RSS, UAH, e GISS. Todas elas são distintas. Existem actualmente duas baseadas em observações de superfice (estações, boias, etc) e respectivos algoritmos de interpolação para as áreas onde não existem observações, sendo esses dois métodos o do GISS dos EUA e o HadCRUT do britânico MetOffice.

    As outras duas, RSS e UAH, são baseadas em medições de satélites que não medem obviamente à superficie mas na atmosfera, e ambas medem de forma diferente.

    Logo aí começa a primeira dificuldade, estão-se a medir coisas diferentes, superficie e atmosfera. Para além disso, há a natural dúvida sobre o que se está a medir na atmosfera e da sua relevancia para o que se passa à superficie.

    Para medir a temperatura global, e dado que estas leituras por satelite é muito recente, poucas décadas, é muito mais acertado usar os registos de superficie, pois aí temos registos históricos muito mais antigos e anteriores ao aperecimento dos satélites. Os satelites por outro lado, podem medir onde não há registos de superficie.

    Para além disso tudo, os gráficos que vão aparecendo são anomalias e todos eles tem series temporais distintas, logo médias e anomalias tem que ser mesmo distintas e é completamente errado comparar anomalias de uns e outros como qualquer pessoa com conhecimentos básicos de estatística dirá. No entanto sendo coisas diferentes a informação que dão tem sempre o seu interesse e utilidade obviamente. E aí chegamos às perplexidades. Por vezes há até bastante sintonia entre estes métodos apesar de completamente distintos, mas outras vezes não. E assim sucedeu com o mês de Março, em que todas as medições indicaram uma anomalia positiva, mas as de superficie, e em especial a do GISS, a anomalia positiva foi brutal, ao contrário das de satélite, que foi bem menos significativa.

    Claro que isso faz pensar um pouco no que pode explicar tal diferença, e dúvidas ou perplexidades aparecem e são genuinas. Tenho estado desde há uns dias à espera que alguns mais credenciados façam uma análise a estes dados para tentar perceber a razão destas diferenças, e quando tiver coloco aqui os 4 gráficos e o que se escreve sobre o assunto.

    À primeira vista dois dos principais factores foram as temperaturas na Ásia, mesmo muito altas, e numa gigantesca extensão territorial. O outro factor é que nos cálculos do GISS de Março parece que ficaram de fora muitos dados, de África por exemplo, que aparentemente tem estado com mais frio o que teria pelo menos suavizado um pouco as coisas. Se isto foi intencional ou não, aka, cozinhado, nos próximos dias saberemos mais. E ao contrário do que possas pensar de mim pois penso que deves andar a fabricar uma ideia um pouco distorcida sobre mim, não tenho problemas nenhuns em falar de "cozinhados" destes, já muitas o fiz no forum. Denuncio o que a mim me parece mal, aldrabado, exagerado ou suspeito dum lado e do outro da guerra. Fui eu também que começei a trazer para aqui as medições de satélite para controponto às do GISS. E eu pessoalmente não confio a 100% no GISS dirigido pelo Hansen pelo historial de casos estranhos nos últimos anos. Mas é o GISS que trabalha com a série temporal de dados mais antiga e estável que existe. Neste momento não faço ideia se isto em Março foi natural a diferença, pode perfeitamente ter sido devido às temperaturas na Ásia, mas também pode não ser, e acabaremos por ouvir falar disso se assim for.
     
  2. Meteoabrantes

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    Cirrus

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    Independentemente das anomalias que vão ocorrendo a nível meteorológico, as quais são inegáveis e incontestáveis, e independentemente também das suas causas, que me parecem também já incontestáveis, creio que importa sobretudo discorrer sobre os respectivos efeitos, sobretudo a médio e longo prazo. Na realidade, se La Niña recrudesceu, se a Ásia aqueceu e a África arrefeceu, não creio que devamos tomar nenhum de tais efeitos como tendências formadas. Pode muito bem acontecer que em próximas estações tais anomalias sejam contrariadas por efeitos diametralmente opostos, para não dizer ser fatal que tal ocorra. São os ciclos naturais, que independemente das tendências traçadas, não deixam de ocorrer, embora mesclados de real ou aparente anormalidade.

    O que me parece agora mais importante verificar, se verificável, é qual o destino do clima perante a frequência e a tendência de tais anomalias. Eu estou convicto, e esta é a minha opinião, baseada sobretudo na análise de tudo quanto tenho lido sobre o assunto (e trata-se de opiniões profissionais testadas e desassombradas), de que a aceleração progressiva e já irreparável do aquecimento levará inevitavelmente, no que a nós nos toca, ao estancamento da corrente do golfo e à invasão oceânica da imensa massa polar fundida. A questão, para mim, não se põe, portanto, em "o que acontecerá?", mas sim em "quando acontecerá?".

    Não duvido, portanto, de que nos espera uma re-edição da mini era glacial que ainda há poucos séculos atrás afectou os antepassados, antecedida de levas sucessivas de anomalias que podem levar a pensar exactamente o contrário.

    HS
     
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  3. LUPER

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    Nimbostratus

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    Ora ai está alguem que lê o meu pensamento. :thumbsup:

    A questão reside se existe aqui mão do homem ou não, embora isso seja irrelevante perante a inercia da natureza.:rolleyes:
     
  4. Paulo H

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    Hoje apeteceu-me ir à net e retirar séries de dados que não fossem ainda correlacionados e fazer eu próprio o cruzamento de dados, criando gráficos e sobrepondo-os numa escala temporal.

    Optei por não lhes sobrepor a "mão humana" com todo o seu CO2 e outros tantos gases de estufa.

    Cruzei apenas:

    - Nº de manchas solares
    - Anomalia da temperatura média à escala global
    - SOI - South Oscilation Index

    Não acrescentei o NOI (North Oscilation Index) porque conclui que a sua oscilação é muito similar, com algumas disparidades pontuais devido à natureza da área de localização de um e de outro (no SOI a influencia é mais oceânica, de clima mais tropical e com influência das Monções Asiáticas).

    Pude constatar o seguinte:

    1- A resposta reflectida na tendência da temperatura média global aos efeitos Actividade Solar e Fenómenos "La Niña e El Niño" está sempre um pouco desfazada em 1 ou 2 anos dos acontecimentos que pensamos influenciá-la.
    2- Estamos num periodo mínimo de actividade solar, que se está prolongando algo mais que o normal.
    3- O fenómeno "La Niña" está enfraquecendo, embora permaneça ainda nos próximos meses.
    4- O fenómeno "La Niña" parece coexistir com pequenos "El Niño" de menor relevância.
    5- Parece-me que os fenómenos "El Niño" e "La Niña" têm um efeito maior na variabilidade da temperatura média global do que a própria actividade solar.
    Digo isto porque, no último "El Niño" já a actividade solar estava bastante reduzida ainda decrescendo, e a temperatura média global continuou subindo por 2 anos.
    6- Com a sobreposição do fenómeno "La Niña" actual e com a actividade solar mais baixa desde há décadas, a temperatura média global parece ter decrescido mais bruscamente.

    O que se espera nos próximos anos? A minha opinião é que:

    1- O efeito "La Niña" dará lugar ao efeito "El Niño" talvez em 2009
    2- A curva da actividade solar no mínimo de há 26 anos, irá inflectir dando início a um novo ciclo solar já este ano, pois este periodo mínimo de actividade solar está-se prolongando muito mais que o normal de acordo com o passado (200 anos de observações).
    3- Penso que com um "La Niña" neutral com um regresso da actividade solar, considerando alguma inércia verificada nas últimas décadas, teremos provavelmente um 2008 e 2009 mais frios, inflectindo em 2009 (se houver "El Niño") aguardando um 2010 mais quente que o normal. Atenção: por ser mais quente ou mais frio, não significa que o seja por todo o globo!


    Ver:

    - http://www.Metsul.com

    - http://www.pfeg.noaa.gov/research/pu...rimary/NOI.pdf

    "The Northern Oscillation Index (NOI): A new climate index
    44 for the northeast Pacific
    45 F.B. Schwing a,∗, T. Murphree b, P.M. Green c"
     
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  5. LUPER

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    Nimbostratus

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    Gostei da abordagem, mas gostava de acrescentar que nada garante que o ciclo solar 24 tenha começado ou vá começar, é que 200 anos de observações do sol são meramente insuficientes. Uma coisa parece resultar do teu estudo, é que os gases de efeito estufa pouco parecem influnciar, ao contrário da temperatura oceânica. :thumbsup:
     
  6. Pedro Afonso

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    " Uma coisa parece resultar do teu estudo, é que os gases de efeito estufa pouco parecem influenciar, ao contrário da temperatura oceânica. "

    Saudações.

    Começo por me congratular por ter encontrado alguma discussão séria ácerca do fenómeno que são as consequências das alterações climáticas. Longe de alarmismos mas considerando todos os cenários, penso que é importante pensar no pior que possa acontecer, ver possiveis consequências e depois... evitá-lo.
    Teoricamente, seria a solução. Na prática, há demasiadas variáveis para se fazerem conjecturas precisas...é o mal da meteorologia...;).

    Em jeito de resposta á citação acima, penso que se confunde causa e efeito...não será já o aumento da temperatura oceanica uma consequencia do efeito de estufa "per si" e não uma causa directa? É obvio, trata-se de um ciclo e as temperaturas sobem quanto mais alta for a concentração de gases e quanto mais alta fôr a temperatura, maior concentração de gases haverá (se não estou em erro), mas ao contrário do que acontecia até aqui, existe algo no ciclo que não havia em condições normais, um aumento geometrico de gases causadores de efeito de estufa. A principal consequência disso, aparentemente, é a da aceleração de um processo que naturalmente ocorreria (como ocorreu antes) lenta e gradualmente, pelo menos com lentidão suficiente que permitisse ás espécies se irem adaptando. o Resultado, é que os modelos de previsão climática têm que ser revistos com uma periodicidade cada vez maior, actualizados mais amiúde e entendidos como aquilo que são (factos) em si, sem extrapolações.

    Que me dizem?
     
  7. Vince

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    A influência dos ciclos solares no clima é das coisas mais estudadas que existe. Obviamente que o primeiro "suspeito" de haver aquecimento foi desde a primeira hora o Sol, logo foi o "suspeito" mais investigado. Mas após tantos estudos ainda ninguém conseguiu estabelecer uma relação óbvia entre a recente actividade do sol e o aquecimento das últimas décadas. É sabido que no passado houve ciclos que tiveram grande impacto no clima, por exemplo o Mínimo de Maunder é o principal candidato a ter provocado a pequena idade do gelo e não uma suposta quebra da corrente do golfo como outras teorias defendem. Outros falam também na inclinação do eixo da terra, os movimentos de precessão, ciclos de Milankovitch, etc,etc, isso tudo é verdade e tem enorme impacto no clima da Terra, até provocam as próprias glaciações e aquecimentos como o do óptimo climático do holoceno. Ninguém nega isso, muito menos os cientistas. Mas são ciclos de muitos milhares de anos e actualmente nada disso explica o aquecimento das últimas décadas nesta escala temporal, nem se tem notado nada de excepcional no sol ultimamente. É aí que está o problema.


    Ainda há poucas semanas alguém supostamente descobriu a relação entre o sol e as temperaturas globais recentes:

    -> Evidence of a Significant Solar Imprint in Annual Globally Averaged Temperature Trends - Part 1
    http://wattsupwiththat.wordpress.co...-globally-averaged-temperature-trends-part-1/

    -> Evidence of a Significant Solar Imprint in Annual Globally Averaged Temperature Trends - Part 2
    http://wattsupwiththat.wordpress.co...-globally-averaged-temperature-trends-part-2/


    Mas mal deu para saborear os textos quando passado nem dois dias estes artigos foram completamente arrasados por Tamino, que os chamou de lixo com erros clamorosos de estatística.

    -> How Not to Analyze Data, part 1
    http://tamino.wordpress.com/2008/03/27/how-not-to-analyze-data-part-1/

    -> Get Real!
    http://tamino.wordpress.com/2008/03/29/get-real

    > How Not to Analyze Data, part Deux
    http://tamino.wordpress.com/2008/03/30/how-not-to-analyze-data-part-deux/

    -> How Not to Analyze Data, part 3
    http://tamino.wordpress.com/2008/04/01/how-not-to-analyze-data-part-3/

    -> Stalking the Elusive Solar-cycle/Temperature Connection
    http://tamino.wordpress.com/2008/04/05/stalking-the-elusive-solar-cycletemperature-connection/


    Outras análises criticas a anteriores estudos nessa área:

    > Another study on solar influence

    -> A phenomenological sequel

    -> How not to attribute climate change
     
  8. Mário Barros

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    Pois se reparares bem ela está a enfranquecer ;) e por vezes até se notam cortes.
     
  9. ecobcg

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    Boas.
    Gostaria de deixar aqui a minha opinião sobre este assunto. Como é óbvio, vale o que vale, e não sou nenhum expert na matéria!

    Parece-me a mim, que toda esta "guerra" entre "quente" e "frio", vai acabar por estar interligada, ou melhor, que o aquecimento actualmente existente, vai acabar por dar origem a uma época (mini, grande????) "glaciar".

    Os factos:
    - Que as concentrações de CO2 na atmosfera têm aumentado, acho que está mais que provado!
    - Que os maiores contributos para as emissões de CO2 serão a Indústria, os transportes, incêndios, também está mais que esclarecido.
    - Que a temperatura global tem sofrido variações naturais ao longo de milhares de ano, também é verdade.
    - Que as oscilações verificadas nos últimos anos indiciam um maior aumento da temperatura num menor intervalo de tempo, também está estudado e documentado.
    - Os glaciares em várias partes do mundo têm "derretido"!
    - Os desertos têm avançado!
    - Que normalmente a um aumento de temperatura sucede uma diminuição da mesma, na mesma proporção (aqui sou eu a opinar - até pelas Leis da Fisica).

    Consequências de um aumento da temperatura global (temperatura média global - nuns locais poderá ser maior, e noutros inferior):
    - Degelo das Calotes Glaciares
    - Degelo das Calotes Polares
    - Redução da salinidade das águas do Atlântico Norte e consequente interrupção da Circulação do Atlântico Norte??? (teoria com a qual eu tenho tendência a aceitar) o que implicará consequências nefastas ao nivel do clima (não sei se global ou principalmente América Norte e Europa Ocidental?)
    - no fim, Alterações Climáticas a nivel Global

    Ou seja, eu acho que um aumento actual das temperaturas levará à ocorrência de Episódios Climáticos Extremos mais frequentes e em locais menos usuais (por ex., secas extremas em Portugal, seguidas de fortes chuvadas e inundações, tornados...) e acabará por haver temperaturas mais frias a latitudes inferiores. NO entanto, como se trata de Alterações Climáticas, ninguém poderá prever ao certo o que irá "exactamente" acontecer.

    Como conclusão desta breve "divagação", acho que todos os fenómenos climáticos que ocorrem actualmente ao nivel global são indicios que alguma coisa não está a 100% e que poderemos ser afectados a curto/médio prazo por Alterações climáticas a que estaremos pouco habituados e às quais nos iremos adaptar certamente.

    PS: Faltou-me acrescentar que as minhas referências são os estudos do IPCC e do SIAM (Prof. Filipe Duarte Santos)
     
  10. Mário Barros

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    NASA Says Climate Shifting to Cooler Temperatures

    The allegedly warming earth is in for about 30 years of cooling according to NASA, one of the leading global warming theory advocates.

    NASA has confirmed that a developing natural climate pattern will likely result in much colder temperatures, according to Marc Shepherd, writing in the April 30 American Thinker. He adds that NASA was also quick to point out that such natural phenomena should not confuse the issue of manmade greenhouse gas induced global warming which apparently will be going on behind the scenes while our teeth are chattering from a decade and a half long cold spell.

    "A cool-water anomaly known as La Niña occupied the tropical Pacific Ocean throughout 2007 and early 2008. In April 2008, scientists at NASA's Jet Propulsion Laboratory announced that while the La Niña was weakening, the Pacific decadal Oscillation – a larger-scale, Slower-cycling ocean pattern – had shifted to its cool phase."

    Notes Shepherd "This shift in the PDO, which could last for 20 or 30 years, can have significant implications for global climate, affecting Pacific and Atlantic hurricane activity, droughts and flooding around the Pacific basin, the productivity of marine ecosystems and global land temperature patterns."

    And the greatest impact here in the states, he adds, will likely be on west Coast residents, particularly growers.

    Warns meteorologist Anthony Watts: "Look out California agriculture. The wine industry, fruits and nut growers will be hit with a shorter growing season and more threats of frost, among other things."

    Watts cites two recent reports of frost-induced crop devastation – an apple orchard in Paradise and wine grapes in Nevada County. He also offers a brief history of last century's PDO phase shifts, and warns that California's agriculture, which experienced "unprecedented growth" during the past warm phase, may now be in serious trouble as things cool down:

    In 1905, PDO switched to a warm phase, in 1946, PDO switched to a cool phase, and in 1977, PDO switched to a warm phase again.

    Notes Shepherd "Recently lower global temps, likely caused by the late start of Solar Cycle 24, already have some greenhouse gassers nervous - particularly amid speculation of a possible impending 'little ice age.'

    "But surely," he says, "a 30 year protracted naturally-explainable cooling period concurrent with rising atmospheric CO2 levels would forever cool the public's receptiveness to global warming alarmism. No problem – our ever panicking friends at NASA have that angle covered, too."

    Says NASA: "Natural, large-scale climate patterns like the PDO and El Niño-La Niña are superimposed on global warming caused by increasing concentrations of greenhouse gases and landscape changes like deforestation. According to Josh Willis, JPL oceanographer and climate scientist, ‘These natural climate phenomena can sometimes hide global warming caused by human activities. Or they can have the opposite effect of accentuating it.'"

    In other words, CO2 is secretly warming the planet. Or not.

    http://www.newsmax.com/newsfront/NASA_Climate_cooling/2008/05/01/92541.html

    Eu já nada digo enjoy porque raio o aquecimento parou agora ?? então não era imparável nos próximos 200 anos mesmo que acabassemos com todas as emissões de CO2 neste momento já não percebo nada disto :lmao:
     
  11. Vince

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    Braga
    Já tinha falado disto há 2 dias neste tópico:
    http://www.meteopt.com/forum/climat...es-enso-nao-ao-etc-2008-a-2000.html#post70966

    É dificil de compreender porque olhas para o clima como uma coisa linerar, uma linha recta num gráfico. Mas o clima nunca é uma linha recta. O clima está sujeito a muitas forças e o aparecimento de uma de sentido contrário como uma possível mudança de padrão do PDO no Pacífico (falado neste texto) ou do AMO no Atlântico (o estudo da Nature) não quer dizer que outras forças presentes (como o aquecimento global antropogénico) não existam. Padrões de variabilidade como estes tendem a sobrepôr-se à tendência do aquecimento, ou ampliando os seus efeitos ou dissimulando-os. O El Nino e a La Ninã fazem isso constantemente, penso que isso consegues perceber o porquê. A grande diferença é que enquanto estes padrões do ENSO duram de poucos meses a dois anos, o PDO ou o AMO a confirmarem-se podem em teoria durar décadas. Mas não sabemos muito sobre eles para termos certezas.

    Mas é claro que todos nos podemos perguntar se por acaso o aquecimento das últimas décadas não seria ele próprio também a tal ampliação que referi por estarmos em fases quentes desses padrões de décadas. Isso é uma dúvida válida. Tal como questionar se estes padrões foram devidamente ponderados nos estudos do IPCC e devidamente contabilizados nas incertezas. Ou ainda perguntar o que provoca estes padrões. A variação solar conjugada com a inércia dos Oceanos que dilui muito no tempo variações solares? São coisas que se podem especular. Aí voltamos à dúvida já por vezes falada aqui, de que os Oceanos podem ter um papel fundamental e ainda bastante incompreendido.

    De qualquer das formas ainda não sabemos se isso vai suceder. Sobre o PDO como referi há dias, já em 1998 se pensava que mudasse de padrão e isso não sucedeu. E sobre o AMO no Atlântico é apenas uma previsão baseada numa nova metodologia na modelagem publicada anteontem na Nature. Se realmente tudo se confirmasse seriam tempos interessantes para seguir.
     
  12. ecobcg

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  13. Mário Barros

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