Aquecimento Global

Tópico em 'Climatologia' iniciado por Minho 23 Set 2007 às 19:38.

  1. Luis França

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    An Inconvenient Truth - The Opera

    [​IMG]

    :lmao::lmao::lmao::lmao::lmao::lmao::lmao::lmao:

    As consequências de um PowerPoint!!... :D
     
  2. José M. Sousa

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  3. Mário Barros

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    Maio frio

    Desde que os satélites meteorológicos observam as temperaturas troposféricas – as únicas que neste momento merecem crédito no meio académico e científico – o mês de Maio de 2008 encontra-se entre os Maios mais frios.

    Foi a partir de 1979 que começaram as medições, através dos radiómetros instalados nos satélites, das temperaturas da baixa troposfera – até aproximadamente 4000 metros de altitude, pouco mais do que a espessura média de uma anticiclone móvel polar.

    Em Maio de 2008 observaram-se as seguintes anomalias negativas: - 0,18 ºC global, - 0,05 ºC no Hemisfério Norte, - 0,31 ºC no Hemisfério Sul e – 0,58 ºC na zona intertropical (20 ºN – 20 ºS).

    Este resultado segue-se a meses igualmente frios de Março e Abril do corrente ano. A Fig. 114 elucida as descidas das temperaturas em 2008. É evidente que não representam uma tendência, mas que faz frio por esse Mundo fora não há dúvidas.

    Que o digam os sul-americanos. Já começou a nevar na Argentina até ao Trópico de Capricórnio (prova do inadequado esquema tricelular para explicação da circulação geral da atmosfera).

    Os brasileiros também se começam a habituar a temperaturas incomuns. É o que regista Eugénio Hackbart na nota “Junho começa frio e com perspectiva de instabilidade” no seu excelente blogue de meteorologia Direto da Metsul.

    Fontes: University of Alabama Huntsville (UAH), Watts Up With That?, CO2.

    [​IMG]

    In:Mitos climáticos

    :D
     
  4. Mário Barros

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    Furacão

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    O G8 e as emissões

    Os países do G-8 (Estados Unidos, Canadá, Grã-Bretanha, Alemanha, França, Itália, Japão e Rússia) tomaram recentemente uma decisão acerca das respectivas emissões de gases com efeito de estufa, sobretudo o CO2. Em suma, comprometeram-se a atingir, em 2050, uma redução de 50 % em relação aos valores que se verificaram em 1990, que é o ano de referência, ou de contagem inicial do Protocolo de Quioto.

    Em ocasiões anteriores, as metas de redução previstas chegaram a considerar valores entre 25 % e 40 %, a concretizar já em 2020. E, para 2050, chegou a falar-se no objectivo de redução de 80 %.

    Todas estas metas são fantasiosas. Os ambientalistas, que apontaram tais valores, não conseguem apresentar uma alternativa credível de formas de energia de substituição para a queima de combustíveis fósseis capazes de produzir uma redução tão radical.

    A recente decisão do G-8 significa uma descida à realidade e, ao fim e ao cabo, uma derrota do irrealista Protocolo de Quioto. Por isso, os media ou ignoraram ou esconderam a notícia de forma a manter a ilusão de que o Protocolo de Quioto está vivo.

    Uma honrosa excepção foi a revista semanal Sábado que, na sua edição 213, de 29 de Maio, pág. 35, na rubrica “Explique lá melhor”, publicou uma mini-entrevista com Francisco Ferreira, da Quercus, sobre o assunto.

    Este ideólogo ambientalista não poderia ter-se explicado pior. Na resposta às perguntas da Sábado, Francisco Ferreira responde sistematicamente com o fanatismo climático que é habitual neste e noutros gurus da comunicação social portuguesa. As suas respostas são directamente proporcionais à sua profunda ignorância nesta matéria.

    Diz o profeta do alarmismo :

    “Além disso [os países do G-8] não chegaram a acordo sobre as emissões até 2020. E esse compromisso era fundamental, porque ninguém sabe como será o planeta em 2050”.

    Afinal não tem tantas certezas como as que costuma apregoar. Mas continua :

    “Teremos um aumento de temperatura de dois graus em relação à Era pré-industrial (já aumentámos 0,8 ºC), que originará alterações climáticas. Prevê-se o degelo da Gronelândia e do Pólo Sul, o aumento do nível do mar de quatro a seis metros. Haverá maior número de eventos meteorológicos extremos, como tufões, ciclones e precipitação elevada em curto espaço de tempo.”

    Quando se trata de alarmar, já há certezas. Mas nem o Al Gore foi tão arrojado a prever uma subida tão pronunciada do nível do mar!

    Na última pergunta, o jornalista confronta Francisco Ferreira com o facto de Claude Allègre, ministro da Ciência francês, e o climatologista Timothy Ball terem dito que o aquecimento global não depende da acção do Homem.

    O nosso homem não se intimida e responde que se conta pelos dedos de uma mão o número de cientistas que defendem isso, mas que existem milhares de estudos que comprovam o contrário.

    De facto, a irracionalidade científica apenas produz crenças e as crenças corrompem a interpretação dos factos.

    Na verdade, não existe um único estudo que comprove tal acusação contra o Homem. E por muito que custe acusar de mentiroso um senhor professor universitário, a resposta de Francisco Ferreira tem de ser interpretada como deliberadamente fraudulenta.

    Com efeito, é impossível que Francisco Ferreira desconheça a carta aberta, assinada por 100 cientistas, enviada ao Secretário Geral das Nações Unidas, em 13 de Dezembro de 2007, por ocasião da Conferência de Bali sobre o Clima, na qual, entre outras asserções, esses cientistas manifestam a convicção de que as alterações climáticas constituem um fenómeno natural, que não depende da acção do Homem.

    Convenientemente, a Quercus e Francisco Ferreira ignoraram tal carta. Criticavelmente, a comunicação social portuguesa, aparentemente dependente da informação filtrada pela Quercus e pelos seus dirigentes, também ignorou um documento a que deveria ter dado um amplo destaque.

    Termina com a sua convicção: “A única incerteza é o que vai acontecer e quando”.

    Saberá este iluminado explicar por que razão o aquecimento global fez uma pausa há já quase vinte anos? Ou por que o Antárctico arrefeceu desde há vinte anos? E o Árctico central arrefeceu também desde essa data? E a Gronelândia central tem vindo a arrefecer no mesmo período?

    In: Mitos climáticos

    Nós controlamos o CO2 na atmosfera que maravilha :D depois mistura-se os teores de CO2 com o clima e dá algo do género clima faça você mesmo.
     
  5. Paulo H

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    Duvido muito que se consigam atingir tais metas!

    Pelo empenho dos países do G8 posso dizer que a Russia até já colocou uma bandeira no fundo do Artico, ao que surgiram logo o Canadá e a Dinamarca a protestar querendo também o sua parcela no Artico.. Será que é porque é agora mais fácil lá chegar ou apenas porque a extração de petróleo nesses locais inóspitos é agora rentável ao preço actual do barril?!

    Depois há também países como a India e a China, sendo que esta última inaugura uma central de carvão todas as semanas!

    Em vez de termos um G8, o melhor seria termos um G80, pois o G8 é cada vez menos representativo sem os países emergentes. É muito fácil os G8 livrarem-se das suas taxas de emissão de gases de efeito estufa, exportando-a para os países pobres.
     
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  6. José M. Sousa

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    Mário Barros

    Trata-se de uma declaração conjunta das Academias de Ciências e não de ambientalistas. As Academias de Ciências não representam nem os governos (a dos EUA, pelos vistos, não tem grande impacto sobre a política do país) nem os ambientalistas. Trata-se de uma avaliação baseada em critérios científicos. Se, depois, os governos a ignoram na prática, isso é outra coisa.
    Depois, não se trata do G8, mas do G8+5, incluindo portanto países chamados em desenvolvimento. Temos assim as organizações científicas de topo de países que nem estão comprometidos com o Protocolo de Quioto, países do Norte e do Sul, ricos e pobres, cujos governos têm interesses divergentes entre si, a concordarem num ponto essencial: é preciso começar a reduzir drasticamente e de forma urgente as emissões de CO2.

    Dar como contraponto a isto, referências do Mitos Climáticos é, no mínimo, rídiculo! A (in) segurança do Eng. Rui Moura é tanta que nem tolera comentários nos seus "posts". Mas, repito, dar como referências o que é dito no Mitos Climáticos é dar crédito a quem não o tem.

    Quanto a Claude Allégre, é verdade que a nossa Academia de Ciências lhe deu espaço para dizer asneiras há uns tempos. Revelador, porventura, do estado cristalizado em que parece encontrar-se!
     
  7. José M. Sousa

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    Cumulus

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    Mário Barros

    Se você leu o artigo com atenção e o considera interessante, então o que temos?

    Isto:
    «El enfriamiento de Europa, sin embargo, es una predicción de los modelos de calentamiento global que maneja un pequeño grupo de científicos díscolos[...]»

    «Según los científicos discrepantes, la corriente del Golfo (o la circulación termohalina) será una de las primeras y más notorias víctimas del calentamiento global»

    Ou seja, o eventual arrefecimento regional da Europa Ocidental seria uma consequência do aquecimento global....

    «¿sobrevivirá la hoja de hielo de Groenlandia al tercer milenio?', la respuesta es no, o no mucho, según el futuro escenario de control de emisiones que uno elija»

    .... e a muito longo prazo - fala-se do milénio - quando os problemas do aquecimento global já se sentem hoje!
    Como diz Carl Wunsch «They also are huge distractions from more immediate and realistic threats»

    Além disso, também se diz que o ritmo do derretimento do gelo da Gronelândia depende dos cenários de emissões de CO2.

    Conclusão: parece afinal que o Mário está a chegar à conclusão de que, afinal, o aquecimento global e as emissões de CO2 são muito importantes.



    De qualquer modo, eu já tinha colocado no outro tópico sobre a Corrente do Golfo este artigo de Carl Wunsch ( http://puddle.mit.edu/~cwunsch/ ) - especialista em "Physical Oceanography":


    http://www.realclimate.org/index.ph...ndled-carl-wunsch-responds/langswitch_lang/in


    «Thus the notion that the Gulf Stream would or could "shut off" or that with global warming Britain would go into a "new ice age" are either scientifically impossible or so unlikely as to threaten our credibility as a scientific discipline if we proclaim their reality»

    http://www.yaleclimatemediaforum.org/ccm/1007_thc.htm :

    «any cooling in Northern Europe would be more than offset by the larger human-driven global warming trend.»
     
  8. Mário Barros

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    :huh::huh::huh:

    Sempre pensei que fosse o sol a guiar o nosso clima :confused: se calhar isso acontecia no tempo do Gallileu porque era a terra que estava no centro do Universo logo o sol é que rodava á nossa volta :shocking: depois veio o Copérnico e explodiu com tudo e impos uma nova teoria e pos o sol a rodar á nossa volta e passou a ser o CO2 a vigorar para regular o clima :lmao::lmao: que engraçado tá giro sim senhor como isto tá ligado, eu a pensar que quem regulava os CO2 na atmosfera eram os oceanos afinal são umas formigas chamadas humanos :hehe: bem pelo menos tenho uma certeza, se os famosos niveis de CO2 continuarem a subir vamos morrer afogados.

    Eu tou é a começar a chegar á conclusão de que é melhor começar a respirar pelos ouvidos e que muita gente pensa que isto se está a tornar Vénus.
     
  9. AnDré

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    Ai esse português...
    Desde a compreensão à expressão...:disgust:

    Afinal, que "explosão" provocou Copérnico se segundo o que dizes, ele enunciou uma teoria exactamente igual à que vigorava na altura de Galileu?:huh:

    Os oceanos são de facto o maior reservatório de CO2, e como dizes são eles que vão regulando a quantidade de Carbono na atmosfera. No entanto, o aumento da concentração atmosférica deste gás não é directamente proporcional à sua captura pelo oceano. Se assim fosse, os níveis de concentração atmosféricos não teriam variações tão significativas.
     
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  10. José M. Sousa

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    Oh Mário Barros, está-me a faltar a pachorra, de facto.

    Estamos a falar de um desequílibrio. Esse desequilíbrio, está mais que provado, não tem a ver com nenhuma alteração significativa da energia proveniente do Sol.

    E a relação entre os níveis de CO2 e a temperatura da atmosfera, tudo o resto constante, é algo conhecido desde o Séc. XIX. Nenhum cientista que se preze nega isto! Claro que depois há os "feedbacks " positivos e negativos. O problema é que os feedbacks positivos estão a imperar, de longe.
    Você acha que a Humanidade é insignificante nos efeitos que provoca? Talvez seja melhor estudar um pouco de geografia humana e física e numa perspectiva histórica.

    Vai ter que fundamentar as suas posições, caso contrário não vale a pena.
     
  11. Mário Barros

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    Eu continuo sem perceber, além disso não sei para que vocês complicam tanto os assuntos quando é tão fácil de perceber que o que está em jogo é o mercado de carbono nunca mas nunca se me encaixará na cabeça que a temperatura e o CO2 se possam misturar porque clima é uma coisa poluição é outra ;) mas isto sou eu que sou maluco :confused:

    Se o planeta continuar a arrefecer quero ver o que é que os senhores do aquecimento global dizem.
     
  12. José M. Sousa

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    É porque de facto é um assunto muito, muito complicado. E sabe que mais? Vai ser da minha geração para baixo - ainda mais a sua, portanto - que vai pagar muito caro tudo este desleixo que se está a ter hoje em dia.

    http://www.columbia.edu/~jeh1/2008/HawaiiPACON_20080603.pdf Ver slides 24 e 25 sobre a necessidade dos jovens se organizarem

    O mercado do carbono é uma coisa relativamente insignificante em termos macro e não vai resolver praticamente nada no que diz respeito ao aquecimento global. Não confunda as coisas. Além disso, o Mário não lê (pelo menos é o que parece) e não responde às objecções que lhe são apresentadas.

    Apresentou o artigo do "El Pais" para apoiar a sua tese, mas não respondeu ao desmentido que o próprio artigo faz da sua tese. Então, como é que é?
     
  13. José M. Sousa

    José M. Sousa
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    Cumulus

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    Eu não sei se o Mário é maluco ou não, mas parece-me que deve ter alguns conhecimentos elementares de química do liceu, pelo menos.

    Não se trata apenas de poluição, trata-se de uma alteração estrutural da composição química da atmosfera - daí falar-se nas ppm (partes por milhão) de CO2 - que altera o equílíbrio ou balanço energético da mesma. E isso pode ser perigoso. Mas admitamos que vinha aí um arrefecimento global. Isso também seria muito grave e teríamos que nos adaptar seriamente, nomeadamente teríamos que poupar energia para podermos ter o suficiente para nos aquecermos.
     
  14. Ecotretas

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    Cirrus

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