Biodiversidade

Costa

Cumulus
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Na Quarta, quando fui ao Gerês, pôde fotografar este animalzinho.

1002056p.jpg


Se alguém souber a espécie. Agradecia ;)

Com Zoom:

acho que é uma cobra de água
 

joseoliveira

Cumulonimbus
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Aproveito estas imagens para perguntar se existem ou não répteis (refiro-me obviamente ao termo popular de cobras) em Portugal considerados venenosos? Claro, em caso de mordedura; confesso que tenho explorado muito pouco o tema, mas a informação que até agora verifiquei têm-se mostrado um tanto inconclusiva! :(
 

belem

Cumulonimbus
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É muito difícil de dizer por essa foto.
Que tamanho tinha a cobra?
Dentro das conhecidas em Portugal, não me parece com nenhuma ( a mais próxima é a Macroprotodon brevis, mas esta espécie, tem uma distribuição estritamente mediterrânica na P. Ibérica)!
Pelo menos sei que não é uma víbora.
Mas sinceramente já vi cobras muito estranhas em Portugal.



Aproveito estas imagens para perguntar se existem ou não répteis (refiro-me obviamente ao termo popular de cobras) em Portugal considerados venenosos? Claro, em caso de mordedura; confesso que tenho explorado muito pouco o tema, mas a informação que até agora verifiquei têm-se mostrado um tanto inconclusiva! :(

Existem sim. :)
2 víboras são venenosas ( Vipera latastei e Vipera seonei) e temos a grande «naja» Malpolon monspessulanus.
Algumas também têm dentes inoculadores de veneno, mas com menos estragos, que estas.
A resistência ao veneno, varia de pessoa para pessoa.
 

trepkos

Nimbostratus
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10 Out 2008
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Eborae
Existem sim. :)
2 víboras são venenosas ( Vipera latastei e Vipera seonei) e temos a grande «naja» Malpolon monspessulanus.
Algumas também têm dentes inoculadores de veneno, mas com menos estragos, que estas.
A resistência ao veneno, varia de pessoa para pessoa.

A Vipera latastei ( vibora cornuda ) é muito comum no Alentejo, já a Vipera seonei só existe no Norte do país, temos também a alpolon monspessulanus ( cobra rateira ) e Macroprotodon brevis ( cobra-de-capuz ). Além destas 4 não temos mais nenhuma venenosa.

Depois temos uma série de lagartos vistosos mas que não são venenosos, e aracnídeos ( aranhas e escorpiões ) venenosos, como a Tarântula Ibérica e algumas espécies de Viuvas-negras.
 

belem

Cumulonimbus
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10 Out 2007
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A Vipera latastei ( vibora cornuda ) é muito comum no Alentejo, já a Vipera seonei só existe no Norte do país, temos também a alpolon monspessulanus ( cobra rateira ) e Macroprotodon brevis ( cobra-de-capuz ). Além destas 4 não temos mais nenhuma venenosa.

Depois temos uma série de lagartos vistosos mas que não são venenosos, e aracnídeos ( aranhas e escorpiões ) venenosos, como a Tarântula Ibérica e algumas espécies de Viuvas-negras.

Sim, eu já tinha conhecimento dessas 4.
Mas as 3 referidas são as mais perigosas. A M. brevis não dá qualquer efeito ( a não ser que seja alguém com alergia grave ao seu veneno). A M. monspessulanus é mais pela mordedura em si, porque os colmilhos com veneno estão muito na rectaguarda e geralmente não constituem um perigo para o Homem ( mas isso depende da superfície mordida...).
A rateira tem o hábito de se erguer e ameaçar ferozmente como a naja( quem a ataca) e é um animal que pode se tornar bastante grande ( tanto se fala em 2 metros como em 2,5 metros). Eu já observei um exemplar enorme, mas é impossível dar estimativas. A razão pela qual a consegui ver, foi porque fazia tanto barulho a andar num canavial ( literalmente partiu algumas canas) que me chamou logo a atenção.:)
 

João Soares

Super Célula
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23 Ago 2007
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Na Quarta, quando fui ao Gerês, pôde fotografar este animalzinho.

1002056p.jpg


Se alguém souber a espécie. Agradecia ;)

Com Zoom:

Ao mostrar, esta fotografia, a minha stôra de Biologia. Ela ando a pesquisar, e informou-me que se deve tratar de uma Coronella girondica, nome vulgar Cobra-lisa-meridional.É uma espécie inofensiva e alimenta-se principalmente de lagartos,osgas,e pequenas cobras.
 

belem

Cumulonimbus
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10 Out 2007
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Interessante.
Também andei de volta dessa cobra e lembro-me de ver esta foto:

http://www.flickr.com/photos/36436628@N06/4595774983/

Mas realmente não é assim tão fácil identificar cobras, quando o padrão é variável e ainda mais quando as colorações não são bem visíveis.
Obrigado pela informação. Parece-me razoável a identificação, tendo em conta esta foto:

http://mwilsonherps.files.wordpress.com/2009/07/coronella_girondica2-copy.jpg

O padrão do corpo, neste caso, está mais próximo do que é apresentado na tua foto.


E esta é a M. brevis ou cobra de capuz:


http://www.flickr.com/photos/36436628@N06/4334590767/
 

Thomar

Cumulonimbus
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19 Dez 2007
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Notícia saída hoje no jornal Público, versão online.

Expedição vai inventariar a vida marinha das Selvagens

Chega hoje às ilhas Selvagens a maior expedição oceanográfica em Portugal, com a participação de três navios e cerca de 70 investigadores portugueses e estrangeiros. Nos próximos 20 dias, vai ser feito o levantamento exaustivo da vida marinha das ilhas Selvagens, pertencentes ao arquipélago da Madeira.

Levada a cabo pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), grupo técnico-científico do Ministério da Defesa Nacional, a expedição irá centrar-se em três vertentes: mar, linha de costa e terra, pelo que o objectivo é inventariar a fauna, a flora e os habitats marinhos entre os dois mil metros de profundidade e os 70 metros acima do nível do mar, a altitude da Selvagem Grande.

Para tal, a missão conta com os navios Almirante Gago Coutinho, Creoula e Vera Cruz (este é uma réplica das caravelas usadas nos Descobrimentos). Participa ainda o robô submarino Luso, operado à distância do Almirante Gago Coutinho, por um cabo.

"As ilhas Selvagens são muito conhecidas e estudadas a nível terrestre, mas a sua parte marinha ainda é desconhecida", sublinhou o director do Parque Natural da Madeira, Paulo Oliveira, à agência Lusa. Para o secretário regional do Ambiente da Madeira, Manuel António Correia, também citado pela Lusa, esta expedição poderá servir para consolidar a candidatura das ilhas Selvagens a património mundial da UNESCO. O processo foi retirado pelo Governo madeirense, refere ainda a Lusa, porque a UNESCO fez saber que faltava informação detalhada correspondente à biodiversidade marinha.

A reformulação do processo está em curso e a expedição, para o secretário regional do Ambiente, veio em boa altura: "Será certamente um instrumento que o Governo Regional da Madeira utilizará para repor a candidatura e, a curto prazo, poderemos ter o segundo espaço de património mundial natural, em Portugal, localizado na Madeira."

A expedição marca ainda o arranque do programa Professores a Bordo, da EMEPC, que é inédito em Portugal: embarcadas no Creoula, duas professoras de Biologia e de Geologia do ensino secundário e outras duas destacadas nos centros Ciência Viva de Estremoz e Lagos vão participar na ciência feita numa campanha oceanográfica, tal como um cientista, para depois transmitir tudo aos alunos.
 

Mário Barros

Furacão
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18 Nov 2006
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Cavaleira (Sintra)
Lontra condenada ao WC

Desde Setembro passado que os técnicos do Centro de Recuperação de Animais Selvagens do Parque Biológico de Gaia convivem diariamente com um hóspede inusitado. A lontra macho que ali chegou, depois de ter sido encontrada em Águeda, vive na casa de banho dos homens

A situação começou por ser provisória mas a espera pela transferência para um centro de recuperação com condições para receber a lontra já traçou irremediavelmente o seu destino. O animal está ´imprintado`, ou seja, está demasiado habituado ao ser humano.

«Já não a conseguimos libertar na natureza. Agora, a solução é o cativeiro», lamenta Vanessa Soeiro, a veterinária responsável pelo centro – e que chegou a levar para sua casa a lontra ainda bebé (chegou ao parque com cerca de três meses) para poder dar-lhe o biberão durante a noite.

Já se habituou à presença de pessoas, não tem medo e é muito curiosa. Uma vez na natureza, teria dificuldades em alimentar-se e poderia colocar-se em situações de perigo.

Ana Isabel Pereira

SOL

Se tivesse condições quem ficava com ela era eu...adoro lontras, são animais espectaculares.
 

joseoliveira

Cumulonimbus
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Loures (Moninhos) 128m
É o famoso erro inconsciente da vontade em domesticar qualquer animal pelo qual sentimos grande carinho.

Existem histórias dessas um pouco por todo o lado, desde crocodilos a pandas ou até os muito vulgares símios; recordo a paranóia que tinha aos 15 anos em querer domesticar um esquilo que um familiar me traria da Alemanha se lhe confirmasse que poderia ficar em casa, adorava e ainda adoro esse animal e a simples ideia de que não teria condições adequadas para cuidar dele surgiu muito gradualmente.
Hoje, apesar de ainda gostar muito desta espécie, já não há dúvidas de que o melhor é mesmo não o ter. ;)