Biodiversidade

godzila

Nimbostratus
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2 Nov 2008
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Barragem de santa luzia -600m
Um amigo meu fotografou esta cobra em Ponte de Lima

Que espécie é?

M0RoNn6.jpg


A cobra que o seu amigo fotografou, é uma cobra-rateira (Malpolon monspessulanus) juvenil.
Não tem muito que enganar, o formato da cabeça com o focinho em forma de pirâmide, os olhos de tão grande dimensão e o padrão que a distingue enquanto jovem, que á medida que vai envelhecendo se vai tornando mais esbatido, sendo que uma cobra adulta apresenta um tom castanho quase uniforme.
 
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Cadito

Nimbostratus
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Orion

Furacão
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5 Jul 2011
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Não é segredo que a maior parte dos animais selvagens vivem mais tempo em liberdade do que em cativeiro. Recentemente, uma orca selvagem de 103 anos foi avistada do mar – uma idade muito superior à estimada para estes animais.

E quanto aos elefantes, um dos animais cativos mais amados e também maltratados? Um estudo compilou grandes quantidades de informação recolhida ao longo de 45 anos sobre 4.500 elefantes que viviam em zoos europeus e comparou a sua longevidade com a esperança média de vida dos elefantes que vivem em completa liberdade ou protegidos em reservas. Os investigadores concluíram que os elefantes dos jardins zoológicos têm metade da esperança média de vida dos parentes que vivem em liberdade.

Os resultados revelam ainda que para os elefantes africanos, nomeadamente para as fêmeas nascidas nos zoos, a esperança média de vida é de 17 anos, comparada com os 56 anos se viver protegida liberdade. No caso das fêmeas de elefante asiático nascidas em cativeiro, a esperança é de 19 anos, ao passo que as que vivem em liberdade podem viver cerca de 42 anos. Não existe dados suficientes para fazer estas comparações para os elefantes macho, refere o Dodo.

Existem muitos factores que podem influenciar estes dados. Contudo, o estudo não deixa de ser uma referência para a taxa de sobrevivência dos elefantes que vivem em cativeiro.

http://greensavers.sapo.pt/2014/07/...de-vivem-tres-vezes-mais-do-que-em-cativeiro/
 
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camrov8

Cumulonimbus
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14 Set 2008
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Duvido muito da fonte, todo o que sei é exactamente o oposto os animais em cativeiro vivem mais, pois deixam de ter um de stress que teriam na natureza. Tal como nós na natureza os animais aleijam-se passam fome entre outros como já disse no cativeiro um animal tem melhores condições vejam os nossos animais uma vaca um cão, gato, porco vivem mais em cativeiro. ps o stress do meio selvagem leva um porco a javali numa geração
 

james

Cumulonimbus
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16 Set 2011
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De ano para ano tenho visto cada vez avisto mais aves de rapina , ainda noutro dia avistei uma aguia aqui na minha zona .

As medidas de protecao comecaram a dar os seus frutos , e a prova que vale a pena apostar nisso .

Ate o milhafre que durante uns anos se tornou raro , tornou - se novamente uma especie comum , e raro eu deslocar - me a algum sitio e nao ver um milhafre .
 
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frederico

Super Célula
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9 Jan 2009
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Andei pela serra de Freita e lamentavelmente encontrei deposição de entulhos na zona das turfeiras de altitude, aquilo é um crime ambiental inadmissível. O lixo está no caminho para a aldeia de Albergaria da Serra. Hei-de voltar lá e fotografar, que vergonha.
 

james

Cumulonimbus
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16 Set 2011
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Viana Castelo(35 m)/Guimarães (150 m)
Andei pela serra de Freita e lamentavelmente encontrei deposição de entulhos na zona das turfeiras de altitude, aquilo é um crime ambiental inadmissível. O lixo está no caminho para a aldeia de Albergaria da Serra. Hei-de voltar lá e fotografar, que vergonha.

Pode -se fazer queixa ao SEPNA da GNR , eu já cheguei a fazer .
 

supercell

Nimbostratus
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3 Mai 2012
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Andei pela serra de Freita e lamentavelmente encontrei deposição de entulhos na zona das turfeiras de altitude, aquilo é um crime ambiental inadmissível. O lixo está no caminho para a aldeia de Albergaria da Serra. Hei-de voltar lá e fotografar, que vergonha.

Realmente, nunca pensei... Isso é vergonhoso!
 

frederico

Super Célula
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9 Jan 2009
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Pode -se fazer queixa ao SEPNA da GNR , eu já cheguei a fazer .

Devo voltar lá dentro de dias, tirarei fotos e vou apresentar queixa.

As turfeiras de altitude são um ecossistema muito raro em Portugal, e estão a colocar entulhos no local que acumula a água que dá origem ao rio Caima e à maior cascata de Portugal! Suspeito que possa ser lixo resultante da implementação do parque eólico. Já agora, ali não deveria estar nenhum parque eólico!
 

camrov8

Cumulonimbus
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14 Set 2008
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Oliveira de Azeméis(278m)
infelizmente a serra e o ambiente continuam a ser desrespeitados e ninguém liga
e ver a malta em carrinhas a despejar com a maior descontracção nesta zona ve-se muito entulho proveniente das fabricas de calçado
 

Orion

Furacão
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5 Jul 2011
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Os recifes de corais das Caraíbas diminuíram cerca de metade nos últimos 50 anos devido a causas naturais, como tempestades ou crescimento de algas, e ao impacto de atividades humanas, como pesca ou construção, segundo um estudo internacional.

No trabalho «Recifes de Coral das Caraíbas: 1970-2012», elaborado por um grupo de investigadores de vários países e agora divulgado, alerta-se que, se não forem aplicadas medidas que permitam a sobrevivência destes elementos da natureza, dentro de 20 anos não restarão muitos naquela região do mundo.

Os recifes de coral são os ecossistemas marinhos com mais diversidade biológica do planeta, além de contribuírem para a proteção da costa, purificarem a água do mar, absorverem dióxido de carbono e serem fonte de alimento.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=719334
 

Thomar

Cumulonimbus
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19 Dez 2007
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Mais uma Má notícia no jornal Público. :mad:

Mais de 50 animais mortos por atropelamento em Castelo Branco num ano

A associação ambientalista Quercus registou, no último ano, a morte de 56 animais por atropelamento em dois locais que está a monitorizar em Castelo Branco. Este número “preocupante” é apenas “a ponta do icebergue”, sublinha Samuel Infante, responsável pelo Centro de Recuperação de Animais Selvagens (Ceras) do concelho.

Raposas, lontras, ouriços-cacheiros, texugos, fuinhas, corujas e mochos são as espécies de fauna selvagem ali atropeladas em maior número. Aos 56 animais registados juntam-se “várias dezenas” de répteis e anfíbios, especialmente vulneráveis por terem pouca mobilidade e menor capacidade para evitar o atropelamento, e também por lhes ser atribuída menos importância. “As pessoas valorizam pouco o impacto que a morte dos anfíbios tem no ecossistema, mas eles fazem controlo de pragas, ao alimentarem-se de caracóis e insectos”, exemplifica Samuel Infante.

O Ceras de Castelo Branco iniciou no ano passado a monitorização da mortalidade em dois locais mais problemáticos no concelho: junto à ponte do rio Ponsul na estrada nacional (EN) 18 que liga Castelo Branco e Malpica do Tejo, e no troço da estrada municipal (EM) 1230 junto à Barragem de Santa Águeda. “São zonas que se destacam por estarem inseridas num parque natural [Parque Natural do Tejo Internacional], com presença de diversas espécies e populações mais numerosas, e também pelas condições da geografia da estrada e da vegetação”, explica o responsável do centro.

A estes dois “pontos negros” juntam-se outros dois já identificados: no troço da EN240 de Castelo Branco para o Ladoeiro, e na EM 351 entre Monforte da Beira e Cegonhas.

Mas muitos animais atropelados não chegam a entrar nas estatísticas da associação. “Alguns são comidos por outros e uma percentagem significativa acaba por morrer longe da estrada, ou então morre durante a noite quando há menos gente na estrada para os detectar”, afirma Samuel Infante.

Segundo um estudo realizado no Alentejo pela Universidade de Évora, designado MOVE (acrónimo de Montemor-Valeira-Évora, principais localidades nas quais decorre a amostragem), morrem anualmente, em média, 120 animais por quilómetro de estrada naquela zona.

Samuel Infante lembra que o atropelamento é uma das principais causas de morte de espécies em perigo de extinção como o lobo e o lince-ibérico. Por exemplo, em Espanha, na região da Andaluzia, onde o lince-ibérico tem vindo a ser reintroduzido através do programa LIFE Iberlince, só entre Junho e meados de Agosto morreram atropelados sete exemplares deste que é o felino mais ameaçado do mundo, segundo a informação disponível no site do projecto.

O Ceras vai agora pedir reuniões com os municípios do distrito de Castelo Branco, e com outras entidades responsáveis pela gestão das estradas, para pedir a aplicação de medidas de minimização, como a colocação de sinalética, de lombas para redução da velocidade ou de passagens para a fauna. “Queremos também sensibilizar os condutores para que conduzam com mais atenção nas zonas de parque natural ou florestais, e reduzam a velocidade, até porque existe risco para as pessoas. Atropelar um animal de grandes dimensões, como um javali, pode ser perigoso”, sublinha Samuel Infante. Quem encontrar animais atropelados pode ligar para o SOS Ambiente (808 200 520), pedindo que sejam recolhidos.

Nos últimos 15 anos, deram entrada no Ceras de Castelo Branco cerca de 200 animais atropelados, que os técnicos do centro tentam recuperar. Mas o atropelamento não é o único risco para a fauna selvagem. No ano em que comemora 15 anos de existência, o Ceras tenciona divulgar as 15 principais ameaças às espécies de fauna selvagem - além do atropelamento, o envenenamento, a electrocussão, a caça ou a queda dos ninhos, entre outros - e vai sugerir 15 medidas de protecção.

Estes valores são apenas os dados de meia-dúzia de locais, ora agora façam as contas ao resto do país, principalmente nas zonas com muita biodiversidade, e os valores serão certamente nas centenas para não dizer milhares. :shocking:
Aqui na arrábida é vulgar ver os ouriços cacheiros atropelados, mas aonde eu costumo ver mais animais mortos é na E.N. entre Coruche e Ponte de Sor.