Biodiversidade

james

Cumulonimbus
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16 Set 2011
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Viana Castelo(35 m)/Guimarães (150 m)
Mais uma Má notícia no jornal Público. :mad:



Estes valores são apenas os dados de meia-dúzia de locais, ora agora façam as contas ao resto do país, principalmente nas zonas com muita biodiversidade, e os valores serão certamente nas centenas para não dizer milhares. :shocking:
Aqui na arrábida é vulgar ver os ouriços cacheiros atropelados, mas aonde eu costumo ver mais animais mortos é na E.N. entre Coruche e Ponte de Sor.




E depois temos o problema que os autarcas gostam de inventar estradas no meio do nada , muitas vezes para servir meia duzia de gatos pingados de um lugarejo qualquer , colocando em risco todo o ecossistema . Ou entao alcatroar estradas para aparecer na televisao . Interesse publico para quem ???!!!
 
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frederico

Super Célula
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9 Jan 2009
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E depois temos o problema que os autarcas gostam de inventar estradas no meio do nada , muitas vezes para servir meia duzia de gatos pingados de um lugarejo qualquer , colocando em risco todo o ecossistema . Ou entao alcatroar estradas para aparecer na televisao . Interesse publico para quem ???!!!

Posso dar o exemplo de uma estrada desnecessária e que nunca deveria ter sido autorizada, a estrada da mata de Monte Gordo, que poderia ter sido construída a norte do limite da mata. Recordo que este pinhal tem uma das mais importantes populações de camaleão do Algarve, e uma das únicas que poderá ser viável a longo prazo.
 

Orion

Furacão
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5 Jul 2011
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Segundo um comunicado, a descoberta foi feita em trabalhos de campo realizados este mês por técnicos da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) e um investigador da Universidade de Munique (na Alemanha).

Foram descobertos "vários exemplares de Não-me-esqueças (Myosotis azorica), uma das plantas mais raras dos Açores e que em todo o mundo apenas pode ser encontrada neste arquipélago, nas ilhas das Flores e Corvo", revela a SPEA, acrescentando que nas Flores não há registos desde 2001 e, no Corvo, tinham sido registados cinco exemplares em 2012.

Trata-se de uma "pequena planta, com uma flor de um intenso azul-marinho" e os cinco exemplares descobertos no Corvo em 2012 estavam numa falésia "que posteriormente ficou destruída por um movimento de terras, suspeitando-se que a espécie poderia estar perdida ou extinta", revela ainda a SPEA, no mesmo comunicado.

Segundo a SPEA, esta planta foi descrita pelo britânico H. C. Watson em 1842, "sendo a sua distribuição mais recente restrita às ilhas das Flores e do Corvo".

A população de "Não-me-esqueças" agora descoberta no Corvo deve rondar as 50 plantas com flor.

"A SPEA, em colaboração com o Parque Natural de Ilha do Corvo e a Universidade Técnica de Munique estão a unir esforços para definir o plano de ação para a espécie Myosotis azorica e esperam conseguir aumentar, por produção em viveiro, o número de indivíduos desta espécie extremamente ameaçada", lê-se no comunicado hoje divulgado pela SPEA.

http://www.noticiasaominuto.com/pais/265493/descoberta-planta-rara-na-ilha-do-corvo
 

Orion

Furacão
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5 Jul 2011
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O número de animais no Planeta Terra diminuiu para metade nos últimos 40 anos, de acordo com um novo relatório da WWF e Zoological Society of London (ZSL). Este genocídio animal ainda se desenrola, de acordo com as duas entidades, à medida que o Homem continua a sua perseguição, até números insustentáveis, para comida, usufruto do seu habitat ou marfim, entre outros.

“Se metade dos animais do zoo de Londres morresse na próxima semana, seria primeira página de todos os jornais. Mas isso está a acontecer lá fora. Este dano [à vida animal] não é inevitável, mas a consequência da forma como decidimos viver”, explicou o professor Ken Norris, director da ZSL para a ciência.

Todas estas perdas têm como denominador comum o consumo humano. Segundo Mike Barratt, director de ciência e políticas da WWF, a Terra deve ser protegida do desenvolvimento e desflorestação, enquanto a comida e energia tem de ser produzida de forma sustentável.

Os números do relatório foram calculados ao analisar 10 mil populações diferentes, cobrindo três mil espécies. Os dados foram depois, pela primeira vez, usados para criar um IPV (Índex de Planeta Vivo) representativo, o que reflecte o estado de todos os 45 mil vertebrados conhecidos.

O relatório conclui ainda que, à taxa actual de consumo do Planeta, serão precisos 1,5 planetas Terra para o sustentar – mas serão precisos quatro planetas para sustentar o consumo norte-americano e 2,5 para o consumo britânico.

Segundo o Guardian, os ecossistemas aquáticos foram os mais atingidos por este declínio de biodiversidade, uma vez que os seus números decresceram em 75% desde 1970. “Os rios estão no fundo do sistema”, explicou Dave Tickner, da WWF. “Tudo o que acontece em terra vai parar aos rios”, explicou o responsável, dando como exemplo as dezenas de milhões de efluentes que são atirados ao rio Ganges, na Índia, todos os anos.

Greensavers
 
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lreis

Cumulus
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22 Dez 2010
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Hoje, 7 de Outubro, no SOL online.

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Movimento quer criar condições para regresso de ursos e abutres a Portugal

O movimento Rewilding pretende criar condições nos habitats de 100 mil hectares, em Portugal, para que regressem animais, como o urso ou o abutre, uma proposta que ficou sem resposta das entidades públicas, disse hoje um responsável pela iniciativa.
Aquela área, que se prolonga por Espanha, é uma das seis zonas europeias que serão alvo de um plano de desenvolvimento baseado nos pressupostos do movimento Rewilding, que começou na América do Norte, nos anos de 1970, e que defende o regresso da vida selvagem, da floresta e dos prados, a terrenos abandonados pelos agricultores.
"A iniciativa está focada no grande oeste ibérico, uma zona de montado de sobro, azevinho e quercus pyrenaica [carvalho], a norte da cordilheira mesoibérica, que vai da Malcata até ao fim da meseta ibérica, a norte do Douro, e a oeste, até ao Côa", disse hoje à agência Lusa o coordenador da associação Transumância e Natureza, Pedro Prata.
"É um ecossistema onde o valor de biodiversidade é alto, reconhecido como um 'hotspot', tem um grande e avançado abandono agrícola e uma regeneração natural já por si positiva", referiu o responsável local da iniciativa Rewilding Europe.
Pedro Prata explicou que se pretende "cobrir uma área de cerca de 100 mil hectares, até 2020, com iniciativas que componham o resto das funções em falta, nomeadamente o aumento do 'stock' de herbívoros selvagens, como o veado e a cabra montesa".
As acções ainda não se iniciaram, pois a Rewilding é uma iniciativa privada, lançada por associações e fundações, e as decisões sobre esse tipo de planos são do domínio público.
"Em Portugal e Espanha, o primeiro contacto da Rewilding foi com as entidades públicas desta área, mas não obtiveram resposta e procuraram outro parceiro", segundo Pedro Prata, que falava a propósito da sua participação no Greenfest, evento sobre sustentabilidade que se inicia na quinta-feira, no Estoril.
Esta estratégia "ainda não é suficientemente generalizada e pacífica para ser aceite à primeira e encontramos [em Portugal] os obstáculos que encontramos em qualquer outro lado", referiu.
O trabalho a efectuar passa por uma primeira reintrodução de cavalos e vacas, como grandes herbívoros, não selvagens, mas em regime selvagem, ou seja, "animais domésticos que estão no terreno como selvagens".
"A esperança é que isso tenha efeito a nível dos grandes predadores e dos grandes necrófagos, representados pelo urso e pelo lobo, como grandes carnívoros, e as aves necrófagas, como o abutre, e grandes rapinas", como a águia real, avançou o coordenador da Transumância e Natureza.
O objectivo não é reintroduzir animais, o que se faz quando espécie está completamente ausente de um habitat, mas sim recuperar, quando se instalam alguns indivíduos para aumentar uma população já existente.
"Não se trata aqui de reintroduzir porque está em falta, é mais repor os 'stocks' naturais", especificou Pedro Prata.
A intervenção pode ser realizada de forma indirecta, melhorando os habitats e as capacidades de cada um para albergar essas populações, promovendo a sua expansão natural.
Entre as acções indicadas pela Rewilding estão a criação de charcos temporários ou a definição de corredores ecológicos através de negociações e compra de direitos de caça.
Lusa/SOL
 

belem

Cumulonimbus
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10 Out 2007
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A Faia Brava Já há anos que tem comedouros artificiais para carnívoros, onde despejam restos provenientes de matadouros. Portanto, não é ilegal.

Quanto aos eucaliptos, é uma questão de se visitar o local do qual se está a falar. Eu já visitei e não vi praticamente eucaliptos.


Quanto aos requerimentos alimentares para os ursos, o assunto já foi discutido neste tópico (http://www.meteopt.com/forum/topico/urso-pardo-de-volta-a-portugal.2209/) e parece-me que existem condições para a existência de ursos, em algumas partes do Nordeste de Portugal (isto é, se já não andam por cá).
 

boneli

Nimbostratus
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12 Jan 2008
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com a quantidade de eucaliptos mais vale trazer kualas e amigos, o que vão comer os ursos, e abutres por medidas sanitárias todos os cadáveres são removidos

Para esta região especifica, desculpa mas não concordo com o teu cometário. As zonas que o artigo se refere como por exemplo a zona da Faia Brava como refere o amigo Belém ( e não só) poderá ter alguns locais com eucaliptos, mas na sua maioria são locais com um potencial enorme e uma Biodiversidade rica!!!! Eucaliptos, Koalas e amigos???? Todos os cadáveres são removidos??? Não me vou estender muito mais mas já fiz voluntariado na Faia Brava e a realidade é um pouco diferente do que diz, apenas precisa de um empurrão porque condições tem e boas, para que outros animais importantes regressem aquela região!!!

Abraço
 

MSantos

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3 Out 2007
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Para esta região especifica, desculpa mas não concordo com o teu cometário. As zonas que o artigo se refere como por exemplo a zona da Faia Brava como refere o amigo Belém ( e não só) poderá ter alguns locais com eucaliptos, mas na sua maioria são locais com um potencial enorme e uma Biodiversidade rica!!!! Eucaliptos, Koalas e amigos???? Todos os cadáveres são removidos??? Não me vou estender muito mais mas já fiz voluntariado na Faia Brava e a realidade é um pouco diferente do que diz, apenas precisa de um empurrão porque condições tem e boas, para que outros animais importantes regressem aquela região!!!

Abraço

Já visitei a Faia Brava, é um espaço muito interessante, mas é ainda muito pequeno, são pouco mais de 800ha, ATN tem que tentar adquirir o máximo possível de terrenos circundantes para expandir a área da reserva e também para servir de zona tampão. Têm uma regeneração natural de sobreiros muito boa e um sobreiro classificado além de ter condições excecionais para a observação de aves rupícolas.
 

belem

Cumulonimbus
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10 Out 2007
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A Faia Brava começou pequenina, muito pequenina e hoje já está com mais de 800 hectares. E claro que existem intenções de expandir a reserva, essa informação aliás, tem estado patente em várias comunicações ao público por parte dos seus responsáveis.
 

boneli

Nimbostratus
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12 Jan 2008
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Braga. Lomar
Eu falei na Faia Brava apenas como referência de uma região muito maior. A noticia que foi publicada pelo Ireis abrange uma área muito mas muito maior, que tem todo o potencial para num futuro albergar uma Biodiversidade mais rica. Isto devesse ao facto de ainda estar bem preservada, livre dos eucaliptais pressões humanas (desertificação). Vamos ver no que dá...eu acredito.

Abraço
 
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camrov8

Cumulonimbus
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14 Set 2008
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Oliveira de Azeméis(278m)
O problema é que um urso mesmo sendo omnívoro, necessita de uma grande área uma população saudável ainda mais o ser humano deve consumir 2000 kcal para sobreviver imaginem um animal de 600kg, vão a uma mata actual ( e não zonas protegidas ) e vejam onde arranjam as 2000 kcal para mais que Portugal é atravessado por estradas e autoestradas de uma ponta a outra. quanto aos cadáveres não falo de acidentes nas estrada, quanto sei e dou a mão se estiver errado a direcção de veterinária obriga a retirada de cabeças de gado mortas seja qual for a causa e se o agricultor não o fizer a multas não são leves, daí a existência de comedouros para abutres. Também gostava de ver a fauna de Portugal recuperada mas temos de tratar o que os vai sustentar
 

belem

Cumulonimbus
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10 Out 2007
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O problema é que um urso mesmo sendo omnívoro, necessita de uma grande área uma população saudável ainda mais o ser humano deve consumir 2000 kcal para sobreviver imaginem um animal de 600kg, vão a uma mata actual ( e não zonas protegidas ) e vejam onde arranjam as 2000 kcal para mais que Portugal é atravessado por estradas e autoestradas de uma ponta a outra. quanto aos cadáveres não falo de acidentes nas estrada, quanto sei e dou a mão se estiver errado a direcção de veterinária obriga a retirada de cabeças de gado mortas seja qual for a causa e se o agricultor não o fizer a multas não são leves, daí a existência de comedouros para abutres. Também gostava de ver a fauna de Portugal recuperada mas temos de tratar o que os vai sustentar

Estávamos a falar na simples existência de alguns animais (uma pequena população), algures entre Portugal e Espanha,e não de populações como as que existem em Kamchatka.
Na P. Ibérica, um urso-pardo macho adulto, segundo um estudo que vi, tem uma média de 180kgs. Uma fêmea adulta deverá pesar consideravelmente menos.
E um urso-pardo normalmente não come o mesmo que as pessoas (ainda que seja omnivoro, como nós). Uma floresta pode parecer vazia para uma pessoa, mas para um urso pode ser um frigorífico aberto e cheio de guloseimas.
De novo, acho que a informação apresentada no tópico é bastante clara quanto a esta questão.

Quanto aos cadáveres, é preciso saber distinguir as coisas, pois na Faia Brava existe autorização para o despejo de carcaças (em certos pontos).
 
Última edição:

Lightning

Cumulonimbus
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25 Jul 2008
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Corroios
Num passeio há uns dias na minha zona, dei de caras com este bicho que me despertou a curiosidade que por natureza já é muita :p

Deslocava-se muito lentamente no chão, não voou durante todo o tempo em que estive sentado num banco, fotografei-o bem de perto sem quaisquer problemas, estava constantemente a agarrar os grãos de areia com as pinças e a mandá-los fora, como se estivesse a abrir caminho para ele. Sem exagero, demorou 1 hora e tal para percorrer uns 5 metros. Ora andava ora parava, parecia desorientado. Mas ali esteve na sua, sem se meter com ninguém :p

Tinha por volta de 10 cm de comprimento. A cabeça recolhia-se num movimento estranho para dentro e para fora da protecção que tinha ao pé da mesma. Alguém me sabe dizer o que é isto?

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