Biodiversidade

Tópico em 'Biosfera e Atmosfera' iniciado por psm 15 Nov 2008 às 20:50.

  1. MSantos

    MSantos
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    Parece me um ralo ou grilo-toupereiro (Gryllotalpa gryllotalpa) ! ;)
     
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  2. james

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    Cumulonimbus

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    No Parque Nacional da Peneda - Gerês , um montanhista relatou que avistou um grupo de sujeitinhos a praticar motocross numa área de proteção total .

    Pede - se às autoridades que estejam atentas e punam este tipo de delinquência , provando - nos deste modo que o dinheiro dos nossos impostos não serve apenas para salvar bancos .
     
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  3. AJB

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    Não podia estar mais de acordo...se for verdade é de facto terivel!
     
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  4. camrov8

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    infelizmente não é só no Gerês quem visita os vários cordões dunares vê as marcas desses meninos, não sou contra o tt mas há que ser responsavel
     
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  5. supercell

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    Nimbostratus

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    Porque não comprar uma boa bicicleta e fazer btt? Faz bem à saúde e quase não prejudica ecossistemas...
    Já por várias vezes fui incomudado por este tipo de atividade também em zonas não apropriadas e cheias de biodiversidade.
    Acho uma falta de respeito este tipo de atividades em zonas de interesse ecológico e ambiental...
     
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  6. Orion

    Orion
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    Entre 2010 e 2012 foram mortos >100.000 elefantes africanos:

    http://bigstory.ap.org/article/100000-elephants-killed-africa-study-finds

    O marfim tem sido usado em África para financiar terrorismo:

    http://www.washingtontimes.com/news...ghter-african-elephants-use-ivory-t/?page=all

    Não é possível estimar o número de elefantes mas podem andar pelos 650.000:

    http://www.theguardian.com/world/2013/dec/04/africa-elephant-census-capture-falling-numbers

    1 kilo de marfim custa >2100 dólares:

    http://www.theguardian.com/environment/2014/jul/03/price-ivory-china-triples-elephant

    11 anos para a extinção do elefante?

    http://metro.co.uk/2013/08/12/12-ye...ped-out-as-one-dies-every-15-minutes-3919927/

    Um capitalista pensa: Bom, há cada vez menos elefantes. Logo, menos marfim. Pela lei da procura e oferta o preço só vai subir tendo em conta o ritmo a que o elefante é exterminado. A proibição encarece o marfim mas a despenalização não parará a caça tendo em conta o elevado número de clientes. Por fim, a extinção do elefante elevará absurdamente o preço do marfim porque o 'bicho' será apenas visível nos zoos (curioso como achamos piada à confinação dos bichos para deleite pessoal enquanto lá fora caçamos sem dó nem piedade) e em documentários/fotos.

    Previsão do futuro do elefante africano (opinião pessoal)? Completa extinção, à semelhança do rinoceronte-negro:

    http://www.dn.pt/inicio/ciencia/interior.aspx?content_id=2115541&seccao=Biosfera

    As grandes empresas não são culpadas de tudo. Em muito caso é apenas um indivíduo reduzido à pobreza extrema que, sem meios para mais e melhor, vê no marfim uma forma de dinheiro fácil. Até porque quem fica rico é sempre o intermediário. Natureza vs Subsistência (mínima). Escolhas difíceis.
     
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  7. camrov8

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    Grande felino avistado em França já descartado como sendo tigre, em França não sabia mas sei que no Reino Unido está quase provado pois apos uma lei não sei que decada mas acho que antes de 80 proibiu a posse de grandes Felinos e muitos foram libertados no campo, ora como sabemos dos nossos bichanos um felino nunca perde o instinto adaptando-se melhor ao estado feral doque os cães
     
  8. frederico

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    Super Célula

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    É vergonhoso que um Parque Nacional como o Gerês esteja a ser povoado por plantas infestantes e nada seja feito. Há uma encosta voltada para a Vila do Gerês que está colonizada por uma planta introduzida cujo nome não sei, nota-se que essa praga expande-se a partir das bermas das estradas, ocupa tudo e nada mais cresce! E está a surgir de Norte a Sul do país!
     
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  9. boneli

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    Nimbostratus

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    Se uma comissão a sério e independente fosse criada a esta hora o Gerês já não era Parque Nacional!!!! A planta que falas é a mimosa. Essa encosta ardeu toda à uns anos atrás num grande incêndio e claro está a mimosa que já andava por lá encontrou condições ideais para se reproduzir. Se andarmos pelo parque verificamos que em terrenos que não pertençam a baldios e ás comunidades locais a mimosa está presente e cada vez mais se vai espalhando! O PNPG já foi o que era.

    Esta planta a meu ver só tem uma coisa boa...como se cresce rapidamente evita a erosão dos solos depois dos fogos!!! Caso haja vontade politica para fazer reflorestação é só retira-las e plantar plantas nativas e claro fazer uma vigilância constante, porque da maneira que isto vai só com uma campanha forte e alargada é que vamos conseguir combater esta praga que veio para ficar.
     
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  10. frederico

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    Um parque nacional tem de ter zonas inacessíveis! Sei que isto não é politicamente correcto, mas... aquela fronteira internacional na Portela do Homem não deveria existir. Há ali um excesso de presença humana em algumas alturas do ano e trânsito em excesso, tendo em conta a fragilidade ecológica daquele ponto do parque.

    Diria que a abertura da fronteira na Portela do Homem, que ocorreu há umas décadas, foi um dos maiores erros ambientais cometidos em Portugal, a par da ocupação das ilhas da Ria Formosa, da passagem da A1 pela serra de Aire ou da construção da barragem do Sabor.

    PS: mesmo assim parece-me que a situação no Gerês está melhor que na serra da Estrela.
     
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  11. AnDré

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    Estive há pouco tempo na vila do Gerês e reparei exactamente na mesma coisa. Aquela encosta está a ser dominada inteiramente por mimosas. Mas não é só ali. Também em toda a encosta sul entre a Vila do Gerês, Fafião, Ermida, etc, a mimosa está cada vez mais presente.

    Carvalhos, e espécies nativas, só mesmo na zona da Portela do Homem, Leonte e Mata da Albergaria, sendo que esta última parece uma pequena ilha no meio de encostas varridas pelo fogo.

    A Mata da Albergaria podia ser estendida em todo o perímetro da Albufeira de Vilarinho das Furnas. Há, naquele lugar, toda uma imensa área pronta a florestar e cuidar.
     
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  12. jonas_87

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  13. frederico

    frederico
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    Super Célula

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    É curioso mas essas tais mimosas parecem progredir a partir das bermas das estradas. Na serra Amarela nota-se que os exemplares de maiores dimensões estão nas bermas e a partir daí surgem os exemplares mais jovens, com progressão para as terras à ilharga da estrada. Ao observar este facto fiquei com a seguinte suspeita na mente: não andará alguém a espalhar esta praga nas bermas de estradas e caminhos? O que se passa na encosta da Vila do Gerês demonstra que se nada for feito, o problema pode ficar incontrolável, com prejuízos ambientais e económicos incalculáveis! Seria assim muito difícil pôr as Juntas de Freguesia a trabalhar pela resolução do problema, eliminando as mimosas nas bermas de estradas e caminhos?

    Falas na Ermida, perto desta aldeia há um carvalhal interessante, o Carvalhal Escuro (Quercus robur), não é extenso como a Mata da Albergaria mas tem árvores de grandes dimensões e está bem conservado. Fica perto do sobreiral. Perto de Pitões também há um carvalhal extenso, formado maioritariamente por Quercus pyrenaica, mas também com Quercus robur.
     
  14. irpsit

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    Cumulonimbus

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    Frederico,

    Vou explicar-te a razão de porque vês a mimosa sempre junto às bermas. Não é acção humana, é algo natural.

    A mimosa é uma espécie pioneira e fixadora de azoto. Naturalmente está adaptada para ser a primeira espécie a crescer quando o solo fica de tal forma exposto, que perde a fertilidade. Isso acontece quando por exemplo, o solo é queimado, destruído durante a construção de uma estrada, ou quando o solo é lavrado de forma tão excessiva que perde a maioria da sua fertilidade.

    Daí que vejas estas espécies oportunistas, pioneiras, a crescer em zonas queimadas, nas bermas das estradas (a seguir à sua construção) e muitas vezes nas cidades quando existe uma construção de um novo edifício. Ou em solos plantados com eucalipto, já que o eucalipto empobrece muito a fertilidade do solo, ao contrário do carvalho ou de árvores folhosas. A mimosa, ou a acácia, como são fixadoras de azoto, são a tentativa da natureza de corrigir o problema de fertilidade destruída. Na natureza, estas espécies são espécies pioneiras e fixadoras de azoto.

    Outra coisa é que estas espécies (como a mimosa) acabam por reduzir-se e muito, durante a sucessão ecológica, que ocorre nas décadas posteriores, se não ocorrer mais nenhuma perturbação desse solo. O carvalho, castanheiro e outras nativas acabam por crescer após a mimosa e após décadas fazem sombra, o que vai matar a mimosa, que entretanto contribuição para a fertilidade do solo, que é necessária para o carvalho e outras espécies nativas se poderem estabelecer. Como vês, Frederico, este é o ciclo natural de um processo que se chama sucessão ecológica.

    A mimosa é impossível de eliminar. É importada mas é a árvore em Portugal (neste momento) mais adaptada ao empobrecimento que os solos portugueses têm (causados quase só por acção humana) e também é a árvore mais adaptada ao nosso clima neste momento (mais ainda que o carvalho que entretanto sofre também com o aquecimento do clima e redução da precipitação). Daí que eu espere uma verdadeira explosão da mimosa a seguir-se ao cultivo massivo de eucaliptos que empobreceu os solos portugueses, ou dos danos causados ao solo como os resultantes da agricultura e construções de infraestruturas.

    falando de soluções, a solução pode passar por arrancar algumas mimosas sim, mas esse processo em si é um pouco sem consequência (as mimosas acabam por voltar, porque deixam no solo um banco de sementes formidável, prontas a germinar após o próximo fogo ou revirar do solo). Mais eficiente e sendo planeamento de longo prazo é plantar folhosas nativas nos sítios em que a mimosa cresce presentemente. E sobretudo impedir os fogos! E claro que além dessas acções críticas, também se pode ir arrancando, cortando a mimosa (se possível deixando a rama no solo após o corte, já que esta acrescenta fertilidade ao solo, e nunca vai gerar novas plantas). Pode ser esse o trabalho das autárquias. Outras árvores como o castanheiro, sobreiro, etc, cresceriam bem, além de produzirem comida ou recursos de valor (e podem produzir madeira igualmente)- E claro há muita mais diversidade que pode ser plantadas além de carvalhos e castanheiros, árvores e outras plantas. E isto sim é verdadeira sustentabilidade e planear o futuro, com pés e cabeça.

    E concordo com o dizes. Em Portugal há erros ambientais gravíssimos. E a gestão dos parques naturais é maioritariamente uma paródia. A do Gerês é vergonhosa como dizes. Não se pode deixar perder mata original, esses valiosos carvalhais, num parque nacional. Têm que haver mais motivação por parte das autoridades competentes e mais sensibilização. E sim, haver áreas sem acesso humano.
     
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    #734 irpsit, 16 Nov 2014 às 23:04
    Última edição: 16 Nov 2014 às 23:13
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  15. james

    james
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    Cumulonimbus

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    Viana Castelo(35 m)/Guimarães (150 m)
    Concordo contigo nessa questão e noutras em que as autoridades fazem pouco pela conservação . No entanto , atualmente , o estado de conservação é superior à uns anos atrás . Eu , que sou desde sempre visitante assíduo do PNPG , lembro - me como era aterrador o estado do PNPG nos anos 80 nos anos 80 - uma festa anual em que se deitavam foguetes de cana no meio da Mata da Albergaria , gente a fazer piqueniques nessa e noutrs matas com fogareiros , campismo selvagem com lareiras acesas para se aquecerem , jipes e motas em qualquer trilho , lobos e outras espécies à beira da extinção . . .

    Muita coisa se fez nestes anos todos , mas muita também ainda está por se fazer .

    Porém , continuamos a falar de uma zona natural extraordináriamente importante , das mais importantes da Europa . , o seu estatuto de Parque Nacional é intocável e absolutamente inquestionável !
     

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